Peixes
MPA lança Boletim e Painel da Estatística Pesqueira e Aquícola 2023-2024
Ferramentas reúnem dados inéditos sobre produção, comércio e sustentabilidade da pesca e aquicultura no Brasil.

Nesta quinta-feira (09), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) anunciou, em Sergipe, a Retomada da Estatística Pesqueira no Brasil, com o lançamento do Boletim da Estatística Pesqueira e Aquícola 2023-2024, e do painel digital que apresenta os dados do Boletim de maneira sistematizada.
O estado de Sergipe é o 4º maior produtor de camarão do Brasil e conta com investimentos e projetos do MPA como a parceria com a Embrapa, “Fortalecimento de Sistemas Agroalimentares”, a parceria com a Fundação Universidade Federal de Sergipe, “Implantação do AQUA”, e com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (IFS), “Modernizar e estruturar o Centro de Aquicultura (CEAQUA)” e principalmente a parceira com a Universidade Federal de Sergipe responsável pela Reconstrução da Estatística Pesqueira Marinha no Brasil.

(Foto: MPA)
Na ocasião, o ministro André de Paula também participou da inauguração do CEAQUA – Laboratório de Aquicultura do IFS em Povoado, São Cristóvão.
O evento da Retomada da Estatística Pesqueira reuniu os setores pesqueiro, aquícola e acadêmico do estado.
“Hoje, iniciamos uma nova fase para o setor pesqueiro do Brasil. A retomada da estatística pesqueira é uma entrega estratégica para o MPA e para o país. Com ela, reconstruímos as bases do conhecimento, que vão sustentar a construção de nossas políticas e oferecer mais segurança à gestão, pesquisa e ao setor, reconhecendo a real importância da pesca e da aquicultura para o desenvolvimento nacional”, disse o ministro André de Paula.
A retomada dos dados é um marco histórico para o fortalecimento da gestão e do desenvolvimento sustentável da pesca e aquicultura no país. O Boletim e o Painel lançados no evento, apresentam dados inéditos sobre a produção pesqueira e aquícola brasileira.
O Boletim consolida os principais dados do setor em formato acessível e de fácil consulta. Sendo publicado periodicamente, o documento servirá como referência oficial para órgãos governamentais, pesquisadores, produtores, pescadores e sociedade civil, permitindo acompanhar a evolução da produção, avaliar tendências e orientar ações de gestão. Além de fortalecer a transparência, o boletim garante a atualização contínua da base estatística nacional, assegurando informações consistentes para o planejamento do setor pesqueiro e aquícola.
Para a secretária nacional de Registro Monitoramento e Pesquisa do MPA, Carolina Rodrigues, “Este é só o começo da nossa caminhada para a reconstrução da estatística pesqueira do Brasil. Temos muito a avançar, mas cada passo dado nos aproxima de um sistema confiável, que valoriza o trabalho de quem vive da pesca e mostra o verdadeiro potencial do nosso país”.
Já o Painel Unificado, reúne dados da estatística pesqueira e aquícola dos anos de 2023-2024, da Reconstrução Histórica da Pesca Marinha de 1950 a 2022, do Comércio Exterior do Pescado e da Avaliação do Estado dos Estoques dos Principais Recursos Pesqueiros Comerciais.
Ele apresenta dados como as cerca de 893 mil toneladas de pescado capturadas em ambientes continentais entre 2023-2024, as mais de 889 mil toneladas capturadas em ambientes marinhos, as 3.118,11 mil toneladas de pescado vindas da aquicultura, as principais espécies e muito mais informações.
A estatística pesqueira e os dados produzidos são essenciais para o planejamento estratégico, formulação de políticas públicas, avaliação do crescimento da atividade e seu avanço.
Também foi apresentado, pela primeira vez, os princípios e diretrizes que orientarão o Plano Nacional do Monitoramento e Estatística Pesqueira.
Clique aqui e acesse o Boletim da Estatística Pesqueira e Aquícola 2023-2024.
Clique aqui e acesse o Painel Unificado da Estatística Pesqueira e Aquícola 2023-2024.

Peixes
Período de Defeso da Piracema termina no domingo em todo o Paraná
Com o fim da restrição, volta a ser permitida a pesca de espécies nativas a partir de 1º de março.

O período de defeso da Piracema termina neste domingo (1º) no Paraná. Com isso, volta a ser permitida a pesca de espécies nativas. O ciclo teve início em novembro e busca preservar a reprodução natural dos peixes na bacia hidrográfica do Rio Paraná. A ação é anual e normatizada pela Portaria 377/2022, elaborada pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Na próxima semana, o órgão vai apresentar um balanço com os números de apreensões e Autos de Infração Ambiental (AIA) emitidos durante o período restritivo. Na última Piracema, entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025, foram lavrados 40 AIAs, com multas que totalizaram R$ 127,4 mil. Houve ainda a apreensão de 44 quilos de peixe, além de materiais e equipamentos como redes de pesca, molinetes, carretilhas, anzóis, entre outras ferramentas de pesca utilizadas irregularmente.
A restrição de pesca é determinada pelo órgão ambiental há quase duas décadas, em cumprimento à Instrução Normativa nº 25/2009 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A lei de crimes ambientais define multas de aproximadamente R$ 1.200 por pescador e mais de R$ 20 por quilo de peixe pescado. Além disso, os materiais de pesca, como varas, redes e embarcações, podem ser apreendidos se ficar comprovada a retirada de espécies nativas durante o defeso, com cobrança de R$ 100 por apetrecho recolhido. O transporte e a comercialização também são fiscalizados no período.
Denúncias sobre pesca irregular ou uso de equipamentos ilegais podem ser feitas de forma anônima e segura por meio do telefone 181 (Disque Denúncia).
Peixes
Mercado restrito e desafios industriais impactam desempenho dos peixes nativos
Consumo concentrado em três regiões e necessidade de mais tecnologia influenciam resultado do setor em 2025.

Peixes
Piscicultura paranaense cresce acima da média nacional e reforça posição estratégica
Enquanto o Brasil atinge 4,4% de crescimento, Estado chega a 9,1%, concentra 27% da produção e lidera as exportações de tilápia.

O Paraná alcançou a marca de 273 mil toneladas de pescados produzidos em 2025, um novo recorde para o setor. Esse resultado significa um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior e o Estado segue liderando a produção nacional, com participação de 27% no total. Os dados constam no , lançado nesta semana.
São Paulo aparece na segunda posição no ranking nacional de produção de peixes de cultivo, com 93.700 toneladas, volume 0,54% maior do que o de 2024. Minas Gerais (77.500 t) está logo atrás de São Paulo, seguido por Santa Catarina (63.400 t) e Maranhão (59.600 t), que ganhou uma posição e fecha a lista dos cinco primeiros do ranking.
Pela primeira vez o Brasil alcançou a marca de 1 milhão de toneladas produzidas (1.011.540 t). O resultado do cultivo de pescados cresceu 4,41% no Brasil, se comparado ao volume produzido em 2024. Nos últimos 10 anos, a atividade brasileira cresceu 58,6%.

Foto: Jonathan Campos/AEN
A tilápia é o grande motor da atividade no Paraná e no Brasil. O Estado lidera a produção com 273.100 toneladas. Completando a lista dos cinco maiores produtores nacionais da espécie, aparecem na sequência São Paulo (88.500 t), Minas Gerais (73.500 t), Santa Catarina (52.700 t) e Mato Grosso do Sul (38.700 t). Em todo o Brasil foram 707.495 toneladas, maior resultado da série histórica da última década.
Os principais produtores, em volume, são Toledo, Palotina, Nova Aurora, São José dos Pinhais e Marechal Cândido Rondon. Já as maiores quantidades de tanques ficam, nessa ordem, em Itambaracá (1.564), Alvorada do Sul (994), Nova Prata do Iguaçu (757), Três Barras do Paraná (654) e Boa Esperança do Iguaçu (408).
De acordo com o Anuário, o Paraná atrai cada vez mais e melhores investimentos para o setor. A crescente participação de grandes cooperativas dá novas proporções à atividade. Em relação ao sistema de negócio, a integração se destaca, atraindo mais produtores do que o modelo independente, que mantém uma ligação direta com pequenos frigoríficos. Essa modalidade vem diminuindo ao longo do tempo.
“Além de todos os fatores favoráveis ao crescimento forte e constante da atividade, também é preciso manter a atração de investimentos em inovação, certificação e abertura de novos mercados internacionais”, aponta a publicação.
Exportações

As exportações da piscicultura brasileira registraram crescimento de 2% em valor em 2025, chegando a U$S 60 milhões. Já em volume, houve queda de 1%, passando de 13.792 t em 2024 para 13.684 t em 2025. A tilápia representou 94% das exportações, seguida do tambaqui e curimatás.
O Paraná manteve a posição de maior exportador brasileiro de tilápia em 2025, sendo responsável por 50% do total exportado pelo Brasil, com US$ 28 milhões. Na segunda posição, aparece São Paulo, totalizando US$ 16 milhões, que representam 29%, seguido por Mato Grosso do Sul, com US$ 10,7 milhões (19% do total).
Apesar do tarifaço, o Estados Unidos se mantiveram como o principal destino (87%) das exportações brasileiras da piscicultura em 2025, totalizando US$ 52 milhões. Outros principais destinos foram Canadá (4%), Peru (4%), China (2%) e Vietnã (1%). Destaca-se ainda a entrada de 21 novos destinos, dentre os quais está o México, que é o segundo maior importador de tilápia no continente americano após os Estados Unidos.




