Peixes
MPA destaca papel da pesca e da aquicultura sustentáveis no enfrentamento às mudanças climáticas
Debates da Pré-COP30 destacam manejo sustentável, rastreabilidade e o papel das comunidades pesqueiras no enfrentamento às mudanças climáticas.

Durante a Pré-COP30, o Ministério da Pesca e Aquicultura reforçou o compromisso do Brasil em inserir o setor pesqueiro e aquícola no centro da agenda climática global, com foco em manejo sustentável, rastreabilidade e valorização dos produtores.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) deu continuidade, nesta terça-feira (14), à Pré-COP30 com uma série de debates sobre pesca e aquicultura sustentáveis como estratégias de adaptação e mitigação às mudanças climáticas. O evento contou com a participação de representantes do governo, da academia, do setor produtivo e de comunidades tradicionais.
No painel “Pesca Sustentável”, promovido pela Secretaria Nacional da Pesca Industrial, Amadora e Esportiva, o diretor do Departamento da Indústria do Pescado, José Luiz Vargas, destacou a importância da rastreabilidade e do manejo responsável. “O comércio de pescado brasileiro deve valorizar produtos de manejo, como no caso do pirarucu manejado. Além disso, a capacitação da cadeia produtiva é essencial para garantir a segurança alimentar e valorizar nossos produtores”, afirmou.

Foto: Divulgação/MPA
Já os painéis organizados pela Secretaria Nacional de Aquicultura trataram das “Estratégias Nacionais de Adaptação e Mitigação das Mudanças do Clima no Setor da Aquicultura” e dos “Sistemas Agroalimentares Aquáticos”, com a participação de representantes do MPA e da Embrapa. A secretária nacional Fernanda de Paula ressaltou o papel estratégico da aquicultura na agenda climática. “O setor contribui diretamente para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e a pressão sobre o uso da terra, mas também precisa se adaptar, tornando-se mais eficiente e resiliente”, disse.
A diretora de Desenvolvimento e Inovação da Aquicultura, Luciene Mignani, apresentou as ações do Plano Clima da Aquicultura e do Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura, que priorizam inovação, bioeconomia e fortalecimento da aquicultura familiar.
Durante o painel sobre Sistemas Agroalimentares Aquáticos, o coordenador-geral de Desenvolvimento da Aquicultura em Águas da União, Felipe Bodens, ressaltou o potencial das macroalgas na mitigação climática. “As algas são carbono-positivas e têm grande capacidade de captura de carbono. Para que o sequestro seja efetivo, esse carbono precisa permanecer armazenado por, no mínimo, 100 anos”, explicou.
Outro destaque foi o painel “Mulheres da Pesca Artesanal e Emergência Climática”, que enfatizou o protagonismo das pescadoras e marisqueiras no enfrentamento dos impactos ambientais. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que “a COP30 é tudo que está acontecendo no Brasil afora, com iniciativas como as do MPA. As mulheres das águas produzem alimentos e preservam a natureza”.
A pescadora indígena Luena Maria, presidenta da Associação dos Pescadores Indígenas, entregou aos painelistas um documento elaborado a partir das plenárias regionais e nacionais do Programa Povos da Pesca Artesanal, com propostas e diagnósticos dos territórios tradicionais.
Encerrando o encontro, o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, ressaltou a importância da participação social e do conhecimento tradicional. “A pesca artesanal é um patrimônio vivo do país, feita de saberes e de resistência. O Brasil tem a oportunidade de mostrar ao mundo que é possível conciliar desenvolvimento, inclusão e equilíbrio ambiental”, afirmou.
Segundo o ministro, o MPA seguirá atuando com base em ciência, gestão e diálogo, fortalecendo parcerias com comunidades, estados, academia e organismos internacionais. “A pesca e a aquicultura sustentáveis são soluções climáticas globais — e o Brasil quer liderar esse movimento”, concluiu.

Peixes
Peixe BR participa da maior feira de pescados da América do Norte para ampliar exportações brasileiras
Evento reúne fornecedores de 50 países e conecta compradores e empresas da cadeia global de pescados.

A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) está participando da Seafood Expo North America, considerada a maior feira de negócios do setor de pescados da América do Norte. O evento teve início no último domingo (15) e segue até esta terça-feira (17) em Boston (EUA). A presença brasileira ocorre em um momento estratégico para fortalecer as exportações de pescado para os Estados Unidos, principal destino de produtos como tilápia e tambaqui.
Para o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, o momento é uma oportunidade importante de estreitar relações com a região e ampliar a divulgação da proteína brasileira. “A tilápia é o pescado mais exportado pelo Brasil e, juntamente com o tambaqui, os Estados Unidos são o principal comprador desses produtos, especialmente o filé de tilápia fresco”, realça.

Presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros: “A tilápia é o pescado mais exportado pelo Brasil e, juntamente com o tambaqui, os Estados Unidos são o principal comprador desses produtos, especialmente o filé de tilápia fresco” – Foto: Divulgação/Peixe BR
Segundo ele, com a nova tarifa de importação de 10%, o Brasil volta ao mercado com bastante força em função da qualidade dos produtos. “É hora de falar com os compradores americanos e reforçar as parcerias”, destaca.
A presença da entidade no evento também reforça o trabalho de promoção do pescado brasileiro no mercado internacional, destacando a rastreabilidade, a sustentabilidade e o potencial de crescimento da piscicultura nacional. Ao lado de Francisco, o vice-presidente do Conselho de Administração da Peixe BR, Juliano Kubitza, também está à frente dessa missão.
Além da participação institucional da entidade, empresas associadas também estarão presentes com estandes próprios na feira, apresentando seus produtos ao mercado internacional e ampliando as oportunidades de negócios com importadores e distribuidores. Entre as companhias brasileiras confirmadas estão a Ayamo, Brazilian Fish, Copacol, Zaltana e Mar & Terra.
Centro de negócios do setor, a feira reúne compradores, fornecedores e profissionais da indústria de seafood de todo o mundo e é considerada um dos principais pontos de encontro globais da atividade. A exposição concentra fornecedores de cerca de 50 países com o objetivo de conectar compradores norte-americanos a produtos, serviços e soluções da cadeia de pescados em um único ambiente.
Peixes
Goiás projeta exportar 20% da produção de peixes
Infraestrutura, certificação sanitária e agregação de valor abrem portas para mercados internacionais em expansão.

O cultivo de peixes vem ampliando sua presença no agronegócio goiano. No último ano, a produção estadual de piscicultura alcançou 31.580 toneladas, volume 2,77% superior ao registrado em 2024, consolidando o avanço da atividade no estado. Os dados são apresentados de acordo com dados do Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026.
A expansão é favorecida pela abundância de recursos hídricos e pelas condições climáticas favoráveis, fatores que contribuem para o crescimento contínuo da produção. Esse cenário tem estimulado a organização da cadeia produtiva e atraído produtores que antes atuavam principalmente na agricultura ou na pecuária.
Outro ponto que tem impulsionado o setor é o investimento na profissionalização da produção, além da regularização e da tecnificação de frigoríficos e agroindústrias, medidas que ampliam a conformidade sanitária e fortalecem a estrutura do segmento.
Com a disponibilidade de áreas para cultivo e a ampliação da infraestrutura de processamento e agregação de valor ao pescado, a piscicultura goiana também busca expandir sua presença em mercados externos, aproveitando o potencial exportador do estado.
Peixes
Produção de peixes em Pernambuco atinge 35,7 mil toneladas
Resultado coloca o estado na 10ª posição entre os maiores produtores do país, conforme o Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026.

A piscicultura em Pernambuco mantém trajetória de crescimento estável, com produção concentrada principalmente no cultivo de tilápia.
Em 2025, o estado produziu 35.750 toneladas de peixes, registrando avanço de 0,14% em relação ao ano anterior. Com esse resultado, Pernambuco ocupa a 10ª posição no ranking de produção entre os estados brasileiros, de acordo com dados do Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026.
A atividade no estado tem se desenvolvido com base no uso de reservatórios artificiais, modelo adotado também em outras regiões do país. A tilápia, principal espécie cultivada, apresenta boa adaptação a diferentes condições de produção, o que contribui para a continuidade da atividade.
Esse cenário também favorece a formação de polos produtivos e novos negócios, além de estimular políticas públicas e investimentos privados voltados ao fortalecimento da piscicultura no estado.



