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Moy Park é a primeira do setor no ranking de sustentabilidade britânico

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A Moy Park, segmento europeu da Seara
Foods e maior produtora de alimentos industrializados a base de carne de aves
do Reino Unido, é a primeira companhia do setor a ser incluída no Índice de
Responsabilidade Corporativa do Reino Unido (CR Index), o principal e mais
detalhado comparativo voluntário de sustentabilidade daquele país, elaborado
pela Business in the Community, organização internacional que estimula a adoção
de melhores práticas de negócios e o fortalecimento das comunidades. O ranking
é um marco importante para a Empresa, pois é composto apenas por companhias
selecionadas, que demonstram conquistas excepcionais em responsabilidade
corporativa.

 A Moy Park foi anunciada na categoria Bronze, que significa que a
empresa é capaz de mostrar engajamento real com os stakehoders, adota processos
efetivos e fornece informações confiáveis – demonstrando tanto gerenciamento
responsável do negócio quanto melhorias de desempenho.

 A sustentabilidade é um dos pilares da estratégia corporativa do Grupo
Marfrig e permeia todas as suas atividades e segmentos de negócio, como a Moy
Park. O Grupo tem o compromisso de manter o equilíbrio econômico, social e
ambiental, contribuindo com o desenvolvimento da sociedade e a preservação do
planeta.

 “Estamos muito felizes com o reconhecimento recebido por nossas
conquistas em responsabilidade corporativa. Nossa inclusão no CR Index é o mais
recente reconhecimento público à abordagem responsável de negócios da Moy Park.
Não é só a primeira empresa da Irlanda do Norte, mas também a primeira do Reino
Unidos em nossa indústria”, comemora Mike Mullan, diretor de Recursos Humanos e
Melhoria dos Negócios da Moy Park. “Estou realmente orgulhoso de todos na
equipe da Moy Park por sua dedicação, trabalho duro e por manter padrões tão
altos para assegurar que continuaremos à frente em nosso setor. Esperamos
melhorar ainda mais conforme continuamos a implantar e a investir em práticas
de negócio sustentáveis.”

Como é feito o CR Index

O Índice de Resposabilidade Corporativa preparado pela
Business in the Community, divulgado hoje (16) no Reino Unido, é o principal e
mais detalhado comparativo voluntário de responsabilidade corporativa daquele
país. Ele ajuda as companhias a incluírem e melhorarem a responsabilidade
corporativa em todas as suas operações ao oferecer uma abordagem sistemática à
gestão, mensuração e divulgação dos impactos das empresas na
sociedade
e no meio ambiente. O CR Index avalia os participantes com base nos seguintes
aspectos: estratégia corporativa, gestão da comunidade, gestão do meio
ambiente, atuação no mercado, gestão do ambiente de trabalho, impacto ambiental
e social.

Sobre o Grupo Marfrig

O Grupo Marfrig é uma das maiores empresas globais de
alimentos à base de carnes de aves, bovina, suína, ovina e de peixes, além de
massas, margarinas, vegetais congelados e sobremesas. Sua plataforma
operacional diversificada e flexível é composta por unidades produtivas,
comerciais e de distribuição instaladas em 18 países e em 5 continentes.
Considerada uma das companhias brasileiras de alimentos mais
internacionalizadas e diversificadas, seus produtos estão presentes hoje em 150
países.

Com
mais de 91 mil colaboradores, o Grupo Marfrig é o maior produtor de ovinos na
América do Sul, o maior produtor de aves do Reino Unido e a maior companhia
privada no Uruguai e na Irlanda do Norte. É também a 3ª maior produtora e
exportadora brasileira de carnes de aves e suínos.

Sobre a Seara Foods

A Seara Foods é o segmento de negócios do Grupo Marfrig que
desenvolve e produz alimentos à base de carne de aves, suínos e alimentos processados.
É formado pela Seara Alimentos, segunda maior empresa do setor de aves e
embutidos do Brasil, a Moy Park, maior processadora de aves do Reino Unido e a
Keystone Foods, uma das maiores empresas globais de produção de alimentos para
grandes redes de restaurantes.

A
Seara Foods tem capacidade de processamento de mais de 1 bilhão de frangos, 10
milhões de perus e de 4 milhões de suínos por ano (dados de 2012). Também,
exporta para 150 países e oferece um variado e completo portfólio de produtos
que aliam sabor, qualidade, saudabilidade e fácil preparo. Seara é a marca
global do Grupo Marfrig e patrocinadora da Copa das Confederações da Fifa 2013,
Copa do Mundo da FIFA 2014 e da Seleção Brasileira de Futebol até 2026.

 

Fonte: Ass. Imprensa da Marfrig

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Agro amplia presença feminina, mas liderança segue concentrada com homens

Participação cresce na gestão e na produção, enquanto homens ainda respondem por 59% das decisões. Diferença expõe limite no acesso à liderança no setor.

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Foto: Shutterstock

A presença feminina no agronegócio brasileiro deixou de ser periférica há algum tempo, mas a distribuição de poder dentro do setor ainda não acompanhou esse movimento na mesma velocidade.

Dados levantados pela PwC mostram que mais mulheres estão no campo, na gestão de propriedades, na assistência técnica, no marketing, na pesquisa e na condução de negócios rurais, porém a tomada de decisão segue majoritariamente concentrada nas mãos dos homens. Há uma evidente assimetria que não pode ser tratada apenas como pauta de representatividade.

Quando a pesquisa aponta que mulheres agregam capacidade analítica, visão crítica, adaptação e resolução de problemas, o dado não deveria ser lido como elogio institucional, mas como indicativo objetivo de competências que hoje fazem diferença em ambientes produtivos mais expostos a risco e transformação.

Artigo escrito pela advogada Gabriela Veloso – Foto: Gabriela Veloso/Martorelli Advogados

O avanço feminino no agronegócio foi sendo construído por mulheres que precisaram conquistar legitimidade técnica, espaço comercial e presença em ambientes historicamente masculinos, muitas vezes tendo de provar mais para ocupar o mesmo lugar. O fato de esse percurso hoje parecer mais improvável do que há duas décadas revela mudança, mas não autoriza a conclusão apressada de que a barreira foi superada.

Esse ponto fica ainda mais evidente quando a expansão da presença feminina é comparada ao acesso efetivo à liderança. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, as mulheres já representam 27,59% das propriedades atendidas pela assistência técnica e gerencial do Senar/MS, além de ampliarem participação em cadeias como olericultura, leite, corte e agroindústria.

Ao mesmo tempo, o estudo da PwC indica que, nas organizações do setor, 59% das decisões ainda permanecem sob responsabilidade dos homens, enquanto apenas 17% são protagonizadas por mulheres. O contraste é eloquente porque mostra que entrada e permanência não significam, automaticamente, influência sobre a estratégia.

Isso importa porque, no agro, decidir não é apenas ocupar um cargo. É participar da definição sobre investimento, diversificação de cultura, contratação de equipe, adoção de tecnologia, alocação de capital, gestão financeira da propriedade, relacionamento com fornecedores, planejamento sucessório e reação a ciclos de mercado.

Essa assimetria de gêneros, faz com que o próprio setor perca a chance de incorporar repertórios diferentes justamente onde eles poderiam alterar a forma de gerir risco e enxergar oportunidades.

O avanço feminino no agro, portanto, merece ser lido com mais sofisticação. O que precisa demonstrar sua capacidade de atualizar seus próprios centros de decisão para lidar melhor com um ambiente de negócios cada vez mais complexo.

Fonte: Artigo escrito pela advogada Gabriela Veloso
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A vida invisível do solo e o futuro da agricultura tropical

Microbiologia do solo ganha protagonismo ao elevar produtividade, reduzir dependência de insumos e fortalecer a resiliência das lavouras tropicais diante das mudanças climáticas.

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Foto: Shutterstock

A próxima revolução agrícola talvez não esteja baseada nas máquinas, nas sementes ou nos fertilizantes, mas no que acontece abaixo da superfície do solo. Nos sistemas tropicais, compreender e manejar a microbiologia do solo deixou de ser uma discussão restrita à academia para se tornar um dos pilares da produtividade e da resiliência do agronegócio moderno.

O solo é, essencialmente, um organismo vivo. Em poucos gramas de terra fértil convivem bilhões de microrganismos responsáveis por processos que sustentam toda a produção agrícola: bactérias fixadoras de nitrogênio, fungos micorrízicos, que ampliam a absorção de nutrientes, e microrganismos capazes de solubilizar fósforo e outros minerais. Esse conjunto invisível de organismos é o que mantém o ciclo produtivo ativo e a estrutura o solo e sustenta a saúde das plantas.

Artigo escrito por Ana Dulce Botelho, engenheira agrônoma com mestrado em Produção Vegetal, doutorado e pós-doutorado em Fitopatologia, além de especialização em Bioinsumos.

Nos trópicos, essa dinâmica ganha características próprias. Diferentemente dos solos de clima temperado, onde a decomposição da matéria orgânica ocorre de forma mais lenta, os solos tropicais vivem sob temperaturas elevadas e intensa atividade biológica. Isso acelera a decomposição e, ao mesmo tempo, revela um potencial extraordinário: uma biodiversidade microbiana altamente adaptada a solos naturalmente ácidos e de baixa fertilidade.

É justamente essa biodiversidade que abre caminho para uma agricultura mais eficiente. Estudos conduzidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostram que o uso de inoculantes microbiológicos adaptados às condições locais podem elevar a eficiência nutricional em culturas como soja e milho em até 30%, reduzindo a dependência de fertilizantes minerais e ampliando a sustentabilidade econômica das lavouras.

O desafio se torna ainda mais relevante diante das condições climáticas que caracterizam os grandes biomas agrícolas brasileiros. Em regiões como o Cerrado e a Amazônia, produtores convivem com pressão constante de pragas, eventos recorrentes de seca e oscilações climáticas cada vez mais frequentes. Nesse contexto, fortalecer a eficiência biológica do sistema produtivo passa a ser uma estratégia central de adaptação.

Práticas como cobertura permanente do solo, rotação diversificada de culturas e uso estratégico de bioinsumos ajudam a estimular a microbiota e melhorar o funcionamento do solo como sistema. Os resultados vão além da nutrição das plantas: solos biologicamente ativos apresentam maior retenção de água, menor lixiviação de nutrientes e maior capacidade de sequestrar carbono. Em sistemas integrados de produção, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, produtores já relatam maior estabilidade produtiva mesmo em ciclos de estresse climático.

O Brasil, aliás, já lidera um dos capítulos mais importantes dessa transformação. A inoculação biológica está presente em cerca de 85% da área cultivada com soja no país, a maior taxa de adoção do mundo. O mercado de bioinsumos cresce de forma consistente, com taxas anuais acima de 15%, refletindo uma mudança estrutural na forma como o produtor enxerga o manejo agrícola.

Mas a próxima etapa dessa evolução não será apenas ampliar o uso de produtos biológicos. O verdadeiro salto de eficiência virá da capacidade de medir e compreender melhor o funcionamento do solo. Indicadores como respiração microbiana, biomassa ativa e diversidade biológica já começam a ser utilizados como ferramentas de diagnóstico, permitindo decisões agronômicas mais precisas e adaptadas à realidade de cada área produtiva.

Se o Brasil pretende consolidar sua liderança na agricultura tropical, será necessário avançar também em políticas públicas e instrumentos econômicos que valorizem essa abordagem biológica. Mecanismos de remuneração por carbono no solo, linhas de crédito voltadas à transição para sistemas mais regenerativos e plataformas tecnológicas capazes de conectar microrganismos específicos a diferentes tipos de solo são caminhos que começam a ganhar relevância.

A ciência do solo aponta, com cada vez mais clareza, que produtividade e biologia caminham juntas. Empresas de inovação agrícola já investem em pesquisa para desenvolver bioestimulantes e soluções microbiológicas adaptadas aos diferentes biomas brasileiros, ampliando a possibilidade de manejar o solo com o mesmo nível de precisão com que a medicina trata um paciente.

Para o produtor rural, o primeiro passo pode ser mais simples do que parece: conhecer melhor a vida que existe no próprio solo. Um diagnóstico microbiológico é capaz de revelar se aquele sistema está biologicamente ativo, equilibrado e preparado para expressar todo o potencial produtivo da lavoura.

No fim das contas, a agricultura tropical do futuro será construída menos pela força de insumos externos e mais pela capacidade de ativar essa complexa máquina viva que existe debaixo dos nossos pés. Uma máquina silenciosa, invisível, e absolutamente essencial para produzir mais, com mais resiliência e inteligência agronômica.

Fonte: Artigo escrito por Ana Dulce Botelho, engenheira agrônoma com mestrado em Produção Vegetal, doutorado e pós-doutorado em Fitopatologia, além de especialização em Bioinsumos.
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Notícias Infraestrutura no Nordeste

Transnordestina recebe R$ 152 milhões para execução de novos trechos da ferrovia

Corredor ferroviário de 1,2 mil km já soma R$ 6,6 bilhões liberados, tem obras contratadas em toda a extensão e prevê mais 100 km concluídos até abril.

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Foto: Divulgação/TLSA

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) aprovou a liberação de mais R$ 152,4 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para as obras da Transnordestina. O aporte reforça o compromisso do Governo Federal com o cumprimento do cronograma de um dos mais relevantes projetos estruturantes para a competitividade econômica da Região Nordeste.

A decisão foi deliberada pela Diretoria Colegiada da Sudene, em reunião realizada na quinta-feira (19). O valor faz parte da parcela contratual de R$ 1 bilhão, dos quais R$ 806 milhões já haviam sido repassados anteriormente.

De acordo com o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, a Transnordestina é estratégica para o desenvolvimento regional. “Trata-se de um projeto prioritário para o Governo do Brasil, com impacto direto na dinamização dos setores produtivos, geração de empregos e aumento da renda no Nordeste”, afirmou.

O diretor de Gestão de Fundos e Incentivos Fiscais da Sudene, Heitor Freire, explicou que a concessionária Transnordestina Logística S.A. (TLSA) apresentou as comprovações física, financeira e contábil da execução das obras, devidamente atestadas pelo agente operador do FDNE neste empreendimento, o Banco do Nordeste.

Com mais de 1,2 mil quilômetros de extensão, a ferrovia ligará o município de Eliseu Martins, no Piauí, ao Complexo do Pecém, no Ceará, consolidando um corredor logístico estratégico para o escoamento da produção regional. A Sudene é uma das principais financiadoras da obra, por meio do FDNE, e deverá aplicar R$ 7,4 bilhões no projeto até 2027. Com o novo aporte, já foram liberados R$ 6,6 bilhões desse total, incluindo R$ 800 milhões oriundos do antigo Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor).

Atualmente, a Transnordestina conta com 100% de sua execução contratada. Entre os avanços recentes, destacam-se as assinaturas das ordens de serviço dos lotes 9 (Baturité–Aracoiaba, com 46 km) e 10 (Aracoiaba–Caucaia, com 51 km), considerados trechos de maior complexidade técnica e fundamentais para a conclusão da primeira fase do projeto.

Segundo a TLSA, a expectativa é de que mais 100 quilômetros da ferrovia, dos 326 quilômetros atualmente em obras, sejam concluídos até abril deste ano. O próximo lote a ser entregue será o que liga Piquet Carneiro e Quixeramobim, com 51 quilômetros. Mais de cinco mil trabalhadores atuam na construção. A ferrovia já iniciou, em fase de testes, o transporte de cargas como milho, milheto, sorgo, calcário agrícola e gipsita, sinalizando o potencial logístico e econômico do empreendimento.

Fonte: Assessoria Sudene
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