Notícias Mercado Interno
Movimento de negócios cai um pouco, mas preço do suíno avança
Negócios evoluíram de maneira mais calma para o mercado suíno na semana passada

Os negócios evoluíram de maneira mais calma para o mercado suíno na semana passada. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, ainda há uma certa cautela em meio às incertezas geradas pela Covid-19. “Atividades chave, como restaurantes, shoppings e outros estabelecimentos não retomaram as atividades de maneira plena em grande parte do país, o que é um fator negativo para o escoamento da carne”, explica.
Para Maia, o escoamento da carne suína no mercado doméstico tende a ser mais fraco nos próximos dias, à medida que as famílias ficam menos capitalizadas. Por outro lado, as exportações estão aceleradas em maio, ajudando a enxugar parte do excedente de oferta, fator que tem ajudado na sustentação dos preços internos.
Levantamento semanal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil passou de R$ 4,10 para R$ 4,23, alta de 3,18%. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado subiu 1,90%, de R$ 8,26 para R$ 8,42. A carcaça registrou um valor médio de R$ 6,78, aumento de 4,33% ante os R$ 6,49 praticados no fechamento da semana passada.
As exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 120,623 milhões em maio (10 dias úteis), com média diária de US$ 12,062 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 50,509 mil toneladas, com média diária de 5,051 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.388,10.
Na comparação com maio de 2019, houve aumento de 98,19% no valor médio diário exportado, ganho de 87,70% na quantidade média diária e elevação de 5,59% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 86 para R$ 90. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo seguiu em R$ 4,10. No interior do estado a cotação passou de R$ 4,05 para R$ 4,15.
Em Santa Catarina o preço do quilo na integração seguiu em R$ 4,20. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 4,10 para R$ 4,25. No Paraná o quilo vivo aumentou de R$ 3,80 para R$ 4 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo subiu de R$ 4 para R$ 4,10.
No Mato Grosso do Sul a cotação na integração permaneceu em R$ 4,10, enquanto em Campo Grande o preço subiu de R$ 3,70 para R$ 4,10. Em Goiânia, o preço avançou de R$ 4,60 para R$ 4,70. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno seguiu em R$ 5. No mercado independente mineiro, o preço aumentou de R$ 4,80 para R$ 4,95. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo na integração do estado avançou de R$ 3,70 para R$ 3,80. Já em Rondonópolis a cotação passou de R$ 3,65 para R$ 3,90.

Notícias
Argumentos dos EUA para impor tarifas não são legítimos, afirma ministro das Relações Exteriores
Brasil rebate relatório do governo dos EUA que recomenda taxação de produtos brasileiros e questiona os argumentos utilizados na investigação comercial.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou na quinta-feira (04) que o governo brasileiro contestou junto às autoridades norte-americanas os argumentos utilizados pelos Estados Unidos para justificar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo ele, o Brasil demonstrou que as alegações apresentadas por Washington não se sustentam.

Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira ressalta que o governo brasileiro apresentou informações técnicas para responder às investigações conduzidas pelos Estados Unidos sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais – Foto: Divulgação
A declaração foi feita após reunião com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, realizada durante encontro ministerial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.
De acordo com Vieira, o governo brasileiro apresentou informações técnicas para responder às investigações conduzidas pelos Estados Unidos sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais. O chanceler destacou que os resultados dessas apurações foram divulgados antes do prazo que havia sido acordado entre os presidentes dos dois países durante reunião bilateral realizada em maio. “Demos todas as informações necessárias. O que nós esperamos é que isso tudo seja levado em conta e que fique comprovado que não há por que sermos objeto de tarifas, porque todos os argumentos apresentados nós provamos que não são legítimos”, afirmou o ministro.
Segundo Vieira, Greer avaliou positivamente o diálogo entre os dois países e afirmou que mantém “ótimas conversas com o Brasil” no âmbito das negociações comerciais.
A discussão ocorre após a divulgação de um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que recomendou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O documento sustenta que determinadas políticas e práticas adotadas pelo Brasil seriam “irrazoáveis” ou “discriminatórias” do ponto de vista comercial.

Foto: Divulgação
Entre os temas analisados pela investigação estão comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, incluindo o Pix, concessão de tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual, medidas de combate à corrupção, acesso ao mercado brasileiro de etanol e ações relacionadas ao combate ao desmatamento ilegal.
Agenda internacional
Além da reunião com o representante comercial norte-americano, Mauro Vieira cumpriu uma série de compromissos bilaterais durante a agenda na França.
O chanceler brasileiro reuniu-se com o comissário europeu para Comércio e Segurança Econômica, Maros Sefcovic, para discutir a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia, em vigor desde maio.
Também participaram da agenda encontros com o ministro do Comércio da Coreia do Sul, Yeo Han Koo; o chanceler da Espanha, José Manuel Albares; o ministro do Comércio Exterior do Canadá, Maninder Sidhu; o presidente da Suíça, Guy Parmelin; e o chanceler da República Tcheca, Petr Macinka.
As reuniões fazem parte da estratégia do governo brasileiro de ampliar o diálogo comercial com parceiros internacionais em meio às discussões sobre barreiras tarifárias e acesso a mercados.
Colunistas
Eu aproveito essa oportunidade ou deixo passar?
Entre a cautela e a vontade de evoluir, a decisão de aceitar um novo desafio mostra a importância de sair da zona de conforto.

As oportunidades surgem de várias formas. Às vezes, elas são nítidas, claras; outras vezes, elas se apresentam dentro de um contexto complexo, sendo muito difícil detectá-las.
Seja qual for o formato, com uma reflexão aprofundada, conseguimos localizar a oportunidade.
O próximo passo, então, é responder a uma clássica questão: eu aproveito essa oportunidade ou deixo passar?

Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
Recentemente, com a possibilidade de viajar – de 09 a 16 de julho – ao Chile e à Argentina para visitar propriedades rurais, de diferentes perfis, deparei-me exatamente com esse dilema. Iniciei, então, uma análise baseada em três pilares: propósito, habilidade e crescimento.
A primeira pergunta que fiz foi se a oportunidade está em sintonia com o meu propósito de defender o agronegócio e de ajudar na constante evolução do agro brasileiro. A resposta foi sim, e segui para o quesito habilidade.
Nesse segundo momento, observei se eu teria condições de realizar a tarefa, especialmente de conduzir entrevistas em espanhol. Sinceramente? Tenho me preparado bastante, mas a sensação de estar 100% pronto é sempre relativa. Decidi seguir adiante.
No último item, respondi sorrindo à pergunta: “Essa oportunidade vai proporcionar o meu crescimento?” Eu disse a mim mesmo: “Sim. Ela vai enriquecer meus conhecimentos e trazer uma nova ótica ao meu trabalho.”
Ao final das três etapas (propósito, habilidade e crescimento), abri uma contagem regressiva. Um pouco de ansiedade? Talvez.
O fato é que o agronegócio tem um dinamismo próprio e sair da zona de conforto é fundamental para evoluirmos. Você concorda?
Notícias
Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo
Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação
A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.
“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.
Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Como acessar
O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.
“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.
“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.
A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo



