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Peixes Transformação Azul

Monitoramento em tempo real impulsiona produção aquícola no Norte e Nordeste

Projeto voltado para produtores de pequena escala foca em diagnósticos digitalizados para ampliar a rentabilidade.

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Foto: Divulgação/FAO

A aquicultura tem se consolidado como um setor estratégico para o desenvolvimento econômico. Em 2022, pela primeira vez a aquicultura superou a pesca extrativa como principal produtora de animais aquáticos no mundo. No Brasil, em 2023, o cultivo de animais aquáticos movimentou mais de R$ 10 bilhões no país, após um crescimento de 16,6% em relação a 2022.

A aquicultura de pequena escala, contudo, ainda enfrenta desafios no país, como baixa produtividade, o alto custo de insumos e dificuldades na obtenção de licenças ambientais. Com o intuito de apoiar esses pequenos produtores, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Secretaria Nacional de Aquicultura (SNA) do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) desenvolveram o projeto “Inovação Organizacional e Tecnológica da Aquicultura de Pequena Escala no Norte e Nordeste do Brasil”.

Entre os dias 5 e 7 de fevereiro serão realizadas as primeiras visitas técnicas do projeto, que estreia em Alagoas, em parceria com o Sebrae local. As atividades devem ter duração de três meses, impactando 100 produtores alagoanos. Com um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, o estado apresenta alto potencial produtivo no setor, que pode contribuir para a geração de emprego, a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável da região.

Segundo dados do IBGE, em 2023, a produção da aquicultura alagoana gerou mais de R$ 180 milhões, sendo 50% desse total proveniente da produção de tilápia, 23,7% de camarão e 20,9% de tambaqui. Essa receita, contudo, representa apenas 1,8% do total brasileiro. O desempenho do estado reflete a posição estratégica para expansão da produção.

A iniciativa em parceria com a FAO pretende justamente aumentar essa produtividade e a rentabilidade da aquicultura de pequena escala, com investimentos em inovação tecnológica e organização produtiva, consolidando o setor como motor de desenvolvimento. As primeiras atividades previstas são apresentações do projeto às lideranças das cooperativas e associações de pequenos produtores, com reuniões em diversos municípios alagoanos, como Arapiraca, Coité do Nóiae Viçosa, além de visitas técnicas a fazendas de criação de peixes e camarões.

Produção com tecnologia

Um dos pilares do projeto é a democratização da digitalização aplicada na aquicultura. Para isso, os extensionistas utilizam a plataforma Check Fish, que facilita o monitoramento e a gestão da produção, permitindo a coleta de dados dos produtores em tempo real para melhor o planejamento produtivo e o acesso a informações estratégicas.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

O objetivo da iniciativa é contribuir para a melhoria da produção e oferecer capacitação técnica com base em diagnósticos, fortalecendo a governança setorial e replicando modelos bem-sucedidos do Sul do Brasil. Experiências como das Cooperativas Agroindustriais Coopacol e C.Vale, as maiores do país em aquicultura, são referência para a expansão do associativismo no Nordeste nesse setor. “Sem acesso a tecnologias modernas, acesso a assistência técnica de qualidade e redes cooperativas estruturadas, os pequenos piscicultores e carcinicultores encontram dificuldades para aumentar a produtividade e manter-se na atividade, resultando em baixa rentabilidade, insegurança alimentar e êxodo rural”, explica a coordenadora do projeto na FAO, Giselle Duarte.

A estratégia inclui a formação de extensionistas e técnicos governamentais, que atuarão como multiplicadores do conhecimento, disseminando práticas produtivas mais eficientes e promovendo a organização dos pequenos produtores em associações e cooperativas. O projeto busca impulsionar a inclusão socioeconômica de grupos vulneráveis, como jovens, mulheres, povos indígenas e comunidades negras.

O estímulo à aquicultura de pequena escala insere-se na estratégia da FAO para a Transformação Azul, que visa fortalecer a eficiência, a inclusão e a resiliência dos sistemas alimentares aquáticos. A iniciativa em Alagoas se alinha a esse compromisso, buscando ampliar a competitividade da aquicultura brasileira com base na sustentabilidade social, econômica e ambiental.

Fonte: Assessoria FAO

Peixes

Brasil e Chile investigam nanoplásticos, bactérias e risco ao pescado na Antártica

Instituto de Pesca (IP-Apta) participa do consórcio binacional que avaliará como nanoplásticos e bactérias resistentes podem afetar a saúde do pescado e do consumidor.

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Foto: Divulgação/IP-Apta

O Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, integra um ambicioso projeto de pesquisa binacional entre Brasil e Chile que investigará a presença de bactérias resistentes a antibióticos e contaminantes emergentes, como nanoplásticos, em ecossistemas antárticos.

A iniciativa, denominada Latin American Antarctic Research Consortium on Antimicrobial Resistance and Emerging Contaminants (LARCARE), é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Agencia Nacional de Investigación y Desarrollo (ANID), do Chile. O estudo é estratégico para avaliar riscos potenciais à segurança de produtos pesqueiros e à saúde pública, em alinhamento com a abordagem “Saúde Única”, que integra saúde humana, animal e ambiental na análise de riscos globais.

Foco no pescado e na segurança alimentar

Com expertise consolidada em saúde animal, ecotoxicologia aquática e segurança de alimentos, o IP contribuirá especialmente nas frentes relacionadas aos organismos marinhos, como moluscos bivalves e peixes, considerados sentinelas ideais para monitorar a contaminação ambiental e seus possíveis impactos na cadeia pesqueira.

A participação da instituição no consórcio internacional posiciona o estado de São Paulo e o Brasil na vanguarda de pesquisas que conectam a saúde de ecossistemas polares remotos à segurança dos alimentos que chegam à mesa do consumidor.

Esse conjunto de competências técnicas será fundamental para transformar os achados científicos em subsídios concretos para políticas públicas de vigilância sanitária, normas de biosseguridade e boas práticas voltadas aos setores aquícola e pesqueiro, fortalecendo a proteção do consumidor e a sustentabilidade da produção. De acordo com o pesquisador do IP, Edison Barbieri, “estamos indo ao lugar mais remoto da Terra para encontrar problemas criados por nós mesmos. Os nanoplásticos são como ‘cavalos de Troia’ minúsculos: eles podem carregar poluentes e bactérias para dentro do organismo de peixes e moluscos que, mais tarde, podem chegar ao nosso prato. Com as bactérias resistentes, o risco é igualmente sério: se elas chegarem aos nossos recursos pesqueiros, podemos estar diante de um problema de saúde pública de difícil solução. O que acontece na Antártica não fica na Antártica”, alerta.

O que o projeto vai investigar

Entre os principais objetivos do projeto está a investigação da presença e dos efeitos ecotoxicológicos de partículas plásticas, especialmente nanoplásticos, em organismos filtradores da fauna bentônica antártica. Esses organismos, ao acumularem contaminantes, podem indicar riscos de transferência ao longo da cadeia alimentar marinha, com implicações diretas para a segurança do pescado destinado ao consumo humano.

A pesquisa também identificará e caracterizará bactérias resistentes a antibióticos em espécies da fauna antártica, incluindo aves marinhas, pinípedes e invertebrados bentônicos. O IP terá papel relevante na análise dos riscos associados à possível disseminação dessas bactérias ou de seus genes de resistência para ambientes costeiros, com potencial impacto sobre recursos pesqueiros e sistemas de aquicultura.

Paralelamente, o consórcio buscará, na biodiversidade microbiana antártica, novas soluções biotecnológicas, como probióticos e bactericinas, que possam futuramente ser aplicadas no controle de patógenos na aquicultura, promovendo uma produção mais sustentável e segura.

O projeto empregará técnicas avançadas capazes de identificar microrganismos, seus genes e partículas microscópicas, como os nanoplásticos. Parte das análises será realizada no Sirius, em Campinas (SP), no campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), o único acelerador de partículas da América Latina, além da aplicação de modelagem ecológica. As amostras coletadas na Antártica serão comparadas a amostras provenientes de áreas costeiras do Brasil e do Chile, permitindo um panorama inédito sobre como a poluição e a resistência antimicrobiana se dispersam ao longo das diferentes regiões marinhas.

Fonte: Assessoria IP-Apta
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Peixes

Quaresma de 2026 terá tilápia mais barata para os paranaenses, aponta Deral

Principal produto da piscicultura paranaense, a tilápia, apresentou uma redução de 5% no preço do filé no varejo em relação a janeiro de 2025.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

O início da Quaresma em 2026 tem uma boa notícia para os consumidores paranaenses. Segundo a pesquisa de preços do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, divulgada no boletim semanal, o principal produto da piscicultura paranaense, a tilápia, apresentou uma redução de 5% no preço do filé no varejo em relação a janeiro de 2025. Dados do IPCA, índice oficial de inflação calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reforçam essa tendência apontando uma queda de cerca de 12%. O movimento de preços favorece o aumento das vendas em supermercados e peixarias no momento de pico de procura por peixes.

Fotos: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

O Paraná é um dos principais polos pesqueiros do País justamente pela liderança na produção e exportação de tilápia, uma das espécies mais procuradas pelos consumidores. Em 2024, o Estado alcançou produção de 250 mil toneladas, alta de 17% em comparação com 213 mil toneladas no ano anterior.

No setor de ovos, que acompanha a tradicional migração do consumo de carnes vermelhas para proteínas alternativas, houve aumento no valor de comercialização em Curitiba, impulsionados pela volta às aulas e pela queda sazonal na produção nacional. Esse movimento é explicado pela combinação da demanda aquecida pelas compras institucionais para merenda escolar e pelo período religioso, que se estende até o início de abril.

“Mas apesar da elevação recente, o preço dos ovos não deve alcançar os mesmos patamares observados em 2025. Para as próximas semanas, a expectativa é de estabilidade, movimento que deve permanecer até o encerramento da Quaresma”, diz a médica veterinária e analista do Deral, Priscila Cavalheiro Marcenovicz. O boletim do Deral aponta que o valor atual ainda é 22,4% inferior ao registrado em 2025.

Fonte: AEN-PR
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Peixes

Setor de piscicultura se prepara para Aquishow Brasil 2026

Evento apresenta tecnologias, debates técnicos e premiações para impulsionar a produção de tilápia no Triângulo Mineiro.

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Fotos: Divulgação/Aquishow Brasil

A Aquishow Brasil, o maior evento da aquicultura nacional, será realizada mais uma vez em Uberlândia (MG), entre 9 e 11 de junho de 2026, no Castelli Master. O objetivo é avançar nas conquistas já realizadas e contribuir ainda mais para o crescimento da piscicultura em Minas Gerais, que já é uma das mais fortes do Brasil.

Para isso, o evento está maior, com discussões técnicas e completas e conta com a presença de mais de 100 empresas dos vários segmentos da cadeia da produção de peixes de cultivo – especialmente de tilápia.

“A Aquishow Brasil é o maior evento do setor e tem uma missão estratégica: contribuir para o fortalecimento da atividade no país, especialmente em regiões de alto potencial. O Triângulo Mineiro pode se tornar ainda mais relevante na produção de tilápia e estar em Uberlândia pelo segundo ano nos possibilita ajudar nesse processo”, diz Marilsa Patrício, diretora da Aquishow Brasil e secretária executiva da Peixe SP – Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União.

A expectativa da Aquishow Brasil 2026 é receber 7 mil visitantes de todas as partes do país e do exterior. A edição de 2025 atraiu participantes mais de 20 países – especialmente da América Latina. No ano passado, o evento movimentou R$ 115 milhões e o objetivo para 2026 é crescer pelo menos 10%.

A Aquishow reúne todos os elos da cadeia produtiva da aquicultura brasileira e apresenta as mais modernas tecnologias em genética, insumos, equipamentos, serviços e produtos. Uma completa agenda de apresentações técnicas contribui para atualizar os produtores e apresentar novas tecnologias.

Destaque também às premiações especiais para reconhecer quem contribui para o contínuo crescimento da aquicultura, como o Prêmio Inovação Aquícola e o Prêmio Personalidades Brasileiras da Aquicultura – Aline Brun e Geraldo Bernardino.

Mais informações clique aqui e e-mail peixesp@peixesp.com.br. Organização (17 99616-6638 e 17 98137-8657), Departamento Comercial (Eder Benício, 11 97146-9797)

Fonte: Assessoria Aquishow Brasil
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