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Monitoramento e manejo preventivo mantêm controle das lagartas

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A maior parte das lavouras de soja da região está em fase vegetativa ou entrando na fase produtiva com formação de vagens. Período em que é preciso estar atento ao controle de lagartas – todas elas, mas uma em especial, a Helicoverpa armigera. A praga, que tem causado prejuízos a lavouras no Norte, Nordeste e até Centro-Oeste do país, começou a ter os primeiros registros no Paraná no ano passado, mas, nesta safra, o Estado já percebe uma área maior de incidência da lagarta. A boa notícia é que a situação está sob controle e longe de assemelhar-se ao quadro registrado, por exemplo, no Oeste da Bahia, onde a H.armigera foi identificada e já foi decretado estado de emergência fitossanitária. “Ela (h.armigera) está na região, mas em níveis controláveis. O monitoramento e o manejo correto podem garantir que a situação mantenha-se estável”, expõe o agrônomo da Copagril de Marechal Cândido Rondon, Edimar Oswald.
Os técnicos da Copagril estão aconselhando os produtores para fazerem o monitoramento constante das lavouras, não apenas uma ou duas vezes por semana como de costume, mas, se possível, até diário. A Helicoverpa não é a única preocupação, já que outras lagartas podem agir, porém ela merece atenção especial. Oswald explica que a H.armigera pode ser confundida com outras espécies, por isso, quando houver dúvida a respeito das coletas de amostras feitas a campo, são levadas a professores e pesquisadores do curso de Agronomia do campus rondonense da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) para análise.
Controle
Além da vistoria diária das plantações, os produtores estão sendo orientados a fazer as aplicações de inseticidas conforme a o nível de infestação. O engenheiro agrônomo Emerson Stern, também da Copagril, explica que a orientação é para utilização de produtos fisiológicos seletivos, cujos alvos são especificamente as espécies de lagartas. O objetivo com isso é manter os inimigos naturais das lagartas, que colaboram para o controle biológico. “Temos percebido um controle natural satisfatório, por isso é importante a monitoria, para acompanharmos como está o movimento da praga na região”, expõe o técnico.
Outro detalhe importante lembrado pelos agrônomos da Copagril é que o monitoramento serve para que as aplicações de produtos sejam feitas no momento exato. Segundo eles, o momento certo do controle é quando a lagarta está pequena, com cerca de dois centímetros. Lagartas maiores desenvolvem uma espécie de “carapaça”, que lhes garante uma proteção maior contra inseticidas. Além disso, a ideia é evitar que a praga atinja a idade adulta. Em forma de mariposa, a Helicoverpa pode voar até mil quilômetros. “Por isso também que todos precisam estar engajados no monitoramento e controle. Não adianta ‘eu’ ficar em alerta e meu ‘vizinho’ não tomar os devidos cuidados”, alertam.
Infestação na região é cerca de 90% menor que na Bahia
Prevendo uma maior incidência da Helicoverpa armigera neste ano, o setor agronômico da C.Vale, de Palotina, já começou um processo de conscientização dos seus técnicos e agricultores já em junho com vistas à safra de verão. No mês de outubro, com as lavouras implantadas, a cooperativa iniciou, além das vistorias, o monitoramento com armadilhas para captar mariposas. De acordo com o supervisor agronômico da C.Vale, Enoir Pelizzaro, têm sido encontradas, por noite, apenas de duas a cinco mariposas. No Oeste da Bahia ou no Cerrado, as armadilhas chegam a registrar de 30 a 50  e até 60 mariposas por noite, ou seja, número mais de 90% maior. “Este monitoramento tem garantido um trabalho com maior tranquilidade, mas nem por isso com menos responsabilidade”, diz Pelizzaro, citando que os profissionais da cooperativa têm orientado individualmente os agricultores e, quando preciso, fazendo encontros com grupos. Um desses encontros, inclusive, acontece hoje (19), às 10h30, na Asfuca de Vila Candeia, em Maripá. “É preciso conscientizar e esclarecer, porque estamos otimistas com relação à questão e não é necessário pânico”, afirma.
Assim como os profissionais da Copagril, Pelizzaro tranquiliza e apenas chama atenção para a necessidade de monitoramento diário das áreas, bem como para as aplicações orientadas por um técnico, nos momentos certos. Ele reforça o conselho para o produtor fazer uso dos produtos de ação seletiva, para que seja garantido o controle biológico, favorecendo a ação dos inimigos naturais das lagartas, e não apenas à H.armigera. 
Produtos com maior espectro de ação devem ser reservados para o momento certo
Segundo o supervisor agronômico da C.Vale, até agora, os agricultores da região já fizeram pelo menos uma aplicação de inseticida. Conforme os resultados do monitoramento desta semana, amparados por conselho técnico, os produtores poderão até fazer mais uma. Os agrônomos da Copagril e da C.Vale concordam em mais um detalhe no trabalho de combate à Helicoverpa armigera. Eles estão orientando os produtores a reservarem inseticidas, como do grupo das Diamidas, com maior espectro de ação, para fases futuras das lavouras, principalmente quando os frutos estiverem formados , quando pode haver a necessidade de uma aplicação mais incisiva.
Horário
A aplicação também precisa ser da maneira correta. Os boletins da Embrapa Soja, que está trabalhando diuturnamente no monitoramento da H.armigera, sugerem para aplicação no fim da tarde e início da noite, pois é o horário que as lagartas se movimentam mais em busca de alimento. Durante o dia, ela pode se abrigar nos primeiros centímetros do solo para fugir do sol quente, com isso, o inseticida que age por contato com inseto, terá mais dificuldade para atingi-lo. Além do horário da aplicação, a Embrapa aconselha que o produtor direcione o jato para o colo da planta. Prática comum no milho, também pode ser adotada na soja com eficiência.
Mais orientações e outras dicas sobre o manejo da lagarta Helicoverpa, podem ser acessadas no site da Embrapa Soja – http://www.cnpso.embrapa.br.
Intacta
Uma observação dos agrônomos da Copagril é que em áreas cultivadas com a biotecnologia Intacta RR Pro, observa-se uma maior supressão a lagartas em geral, inclusive à H.armigera. “É mais um aliado que o produtor deve ganhar “, expõe Oswald.
Embrapa prepara caravana para tranquilizar produtores
A Assessoria de Imprensa da Embrapa informou ontem (18), a O Presente, que será lançado no próximo mês o Programa Caravana Embrapa com o objetivo de realizar o monitoramento de lavouras do país e diminuir o “pânico” dos agricultores. Segundo o assessor da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Paulo Galerani, o programa Caravana Embrapa irá criar parcerias com cooperativas para realizar a imunização contra a lagarta em várias regiões do país. “Vamos ter 27 pesquisadores que passarão informações para essas cooperativas. Juntos, seremos multiplicadores de informações, de manejo integrado e tático para ter o controle dessa praga”, expõe. A inciativa vai iniciar em Roraima e passar por outras nove regiões, chegando até o Rio Grande do Sul.
Galerani ressalta que os produtores e as empresas de químicos já entenderam que o uso de insumos não é a única saída para a praga. Ele destaca que, em algumas áreas, a aplicação de produtos não funciona sem o devido monitoramento. “Em muitos locais, os produtores estão aplicando sem orientação. Às vezes, nem têm certeza se há lagarta no local. Eles estão fazendo isso devido ao terrorismo. Esse é o principal objetivo da nossa caravana, diminuir esse pânico e fazer monitoramento. Existem armadilhas capazes de descobrir a presença da lagarta em 24 horas”, informa. 
No Brasil, já existem 16 produtos registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, entre químicos e biológicos, que podem utilizados para o controle da praga. 
Estagnação
Galerani diz que é possível estagnar a praga ainda nesta safra. “Se a gente começar o acompanhamento dessas lavouras, já podemos ter bons resultados. Estamos desenvolvendo na Embrapa o Arranjo de Pesquisa, que é um grupo de projetos já listados e que são necessários a curto, médio e longo prazo para que solucione definitivamente a questão da helicoverpa”, conclui.

Fonte: O Presente Rural

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Faturamento da pecuária de leite aumenta 4,9% em 2025

Embora o avanço não seja tão expressivo, o aumento contínuo reflete um ambiente de preços mais equilibrado ao produtor, melhora no custo de produção após anos de forte pressão e ajustes nos sistemas de manejo e nutrição.

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O Valor Bruto da Produção (VBP) da pecuária de leite deve alcançar R$ 71,5 bilhões em 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento de aproximadamente 4,9% em relação aos R$ 68,1 bilhões registrados em 2024, o que demonstra recuperação gradual do setor.

Embora o avanço não seja tão expressivo, o aumento contínuo reflete um ambiente de preços mais equilibrado ao produtor, melhora no custo de produção após anos de forte pressão e ajustes nos sistemas de manejo e nutrição. A evolução nominal também ajuda a recompor margens que ficaram reduzidas em 2022 e 2023.

No ranking estadual, Minas Gerais segue como o maior produtor de leite do país, com VBP projetado de R$ 18,26 bilhões em 2025, acima dos R$ 17,83 bilhões registrados no ano anterior. O Paraná vem na segunda posição, com forte incremento para R$ 11,51 bilhões, impulsionado por sistemas intensivos, cooperativismo estruturado e maior eficiência produtiva. Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás completam o grupo dos principais estados da atividade.

O histórico mostra uma curva de crescimento moderado, porém consistente: de R$ 53,7 bilhões em 2018 para mais de R$ 71 bilhões em 2025, uma alta sustentada por modernização, genética, mecanização e aumento da tecnificação das propriedades, especialmente entre cooperativas e bacias leiteiras consolidadas, mas é importante destacar que essa evolução ocorre em valores correntes, sem considerar a inflação acumulada no período, o que significa que parte do avanço reflete variações de preço, e não exclusivamente aumento de produção.

Com uma expansão de 4,9% e resultados mais equilibrados entre regiões, a cadeia do leite segue avançando em direção a maior estabilidade e competitividade, reforçando seu papel social e econômico no agronegócio brasileiro.

Anuário do Agronegócio figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Adapar endurece regras e restringe trânsito de bovinos e búfalos com brucelose e tuberculose no Paraná

Nova portaria proíbe a movimentação de animais vivos de propriedades com focos confirmados, permitindo apenas o envio para abate imediato até a conclusão total do saneamento sanitário.

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Foto: SEAB

Para combater a brucelose e a tuberculose bovina, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) publicou uma nova portaria que discorre sobre a movimentação desses animais. O documento determina a restrição ao trânsito de bovinos e búfalos oriundos de propriedades que tenham casos confirmados no Estado. Essas são doenças infecciosas que afetam o gado e são um risco também à saúde pública.

Portaria n° 013/2026 estabelece que as propriedades classificadas dentro desses critérios não podem movimentar seus animais, exceto para abate imediato, até a conclusão total do saneamento. “Portanto, não é permitido vender, doar ou transferir animais vivos dessas propriedades mesmo com exames negativos”, explica a chefe da Divisão de Brucelose e Tuberculose da Adapar, Marta Freitas.

Foto: Pedro Guerreiro

Ela destaca que a conclusão do saneamento ocorre somente após o cumprimento integral dos trâmites sanitários, incluindo exames negativos de todos os animais elegíveis.

Segundo ela, essa restrição é necessária para evitar que produtores tenham seu rebanho contaminado pela aquisição de animais, quando os testes usuais não foram capazes de detectar a brucelose e a tuberculose.

“Um dos grandes desafios dessas doenças é que elas são muitas vezes silenciosas, ou seja, o animal pode estar infectado sem apresentar sinais visíveis. Nosso objetivo é reforçar a vigilância, prevenção e controle da brucelose e da tuberculose, protegendo a saúde pública e visando à erradicação dessas doenças”, afirma.

Marta observa que é importante considerar que, nos testes, existe a possibilidade de resultados falso-negativos, especialmente em fases iniciais da doença. Também podem ocorrer falhas na execução dos exames, influenciadas por fatores como manejo, contenção, estresse animal ou condições técnicas. “Diante desses riscos, a adoção de maior rigor no controle do trânsito de animais é uma medida preventiva e necessária para evitar a propagação silenciosa das doenças”, ressalta.

Além de manter ações de educação sanitária, com orientação a produtores rurais e profissionais que atuam no programa, a Adapar investirá na rastreabilidade dos animais, por meio da identificação individual. Esses critérios se afinam às normas instituídas em 2020 no Estado, por meio da Portaria n° 157 e, de lá para cá vêm evoluindo no combate a esses males.

Prevenção

Foto: Gisele Rosso

O Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), mantém uma atuação contínua e estratégica no campo da sanidade e qualidade das práticas agropecuárias no Estado. Entre as diversas ações realizadas em 2025, destacou-se o trabalho de prevenção, controle e combate à brucelose e à tuberculose bovina.

Essas doenças têm grande relevância para as cadeias produtivas do Estado, especialmente para a pecuária leiteira, a segunda maior do País. A Adapar atuou de forma prioritária em relação a elas, reforçando o compromisso do Paraná com a segurança sanitária, a sustentabilidade e a competitividade do setor agropecuário. As ações de prevenção e controle das enfermidades são conduzidas pela Divisão de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Bovina (DIBT), vinculada ao Departamento de Saúde Animal (Desa).

O diretor de Defesa Agropecuária da Adapar, Renato Rezende Young Blood, destaca a importância dessas iniciativas para evitar problemas sanitários e garantir a saúde dos rebanhos no Estado. “A Adapar vem fazendo um excelente trabalho focado em ações preventivas e de educação sanitária, em áreas prioritárias com maior risco ou maior incidência das doenças, conseguindo assim melhores resultados, trazendo segurança para o consumo dos alimentos e para a saúde da população”, pondera.

Segundo dados da DIBT, houve uma queda de 17% do número de ocorrência de focos de brucelose bovina no Paraná em 2025 na comparação a 2024. Em relação ao número de focos de tuberculose bovina, foi registrado aumento de 4,5%, indicando maior detecção da doença e planejamento de novas ações para controle.

O chefe do Desa, Rafael Gonçalves Dias, explica que a redução no número de focos representa um avanço importante para erradicar as doenças, mas as ações devem ser contínuas.

“Durante o ano de 2024 foi registrado um alto volume de focos, e, embora em 2025 as ações de vigilância, novas ferramentas para o diagnóstico, educação sanitária e fiscalização tenham contribuído para a diminuição dos casos, a brucelose e a tuberculose continuam ocorrendo em diversas regiões do Estado, o que exige atenção e trabalho contínuo em relação ao controle das duas doenças” afirma.

Fonte: AEN-PR
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Nutrição estratégica impulsiona produtividade do rebanho com sistemas de Terminação e Recria Intensiva a Pasto

Modelos de TIP e RIP combinam tecnologia nutricional, eficiência econômica e atendem às exigências de sustentabilidade do mercado.

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Foto: Pixabay

A intensificação da pecuária a pasto vem ganhando tração no Brasil ao combinar aumento de produtividade, melhora da eficiência econômica e avanços em sustentabilidade. Nesse movimento, os sistemas de Terminação Intensiva a Pasto (TIP) e Recria Intensiva a Pasto (RIP) deixaram de ser práticas pontuais e passaram a ocupar espaço crescente nas fazendas, impulsionados pela busca por carne de qualidade e por sistemas produtivos mais previsíveis.

A lógica desses modelos está no uso mais eficiente das pastagens, associado à suplementação nutricional planejada para cada fase do ciclo produtivo. O resultado é a elevação consistente do desempenho animal, mesmo em cenários climáticos adversos. “TIP e RIP são estratégias que ajudam o produtor a extrair o máximo potencial das pastagens, corrigindo deficiências nutricionais e garantindo desempenho superior mesmo em condições climáticas desafiadoras”, afirma a zootecnista Mariana Lisboa.

Foto: Fabiano Bastos

Embora complementares, os dois sistemas atuam em momentos distintos da produção. A TIP é aplicada na fase final de engorda e busca acelerar o ganho de peso e melhorar o acabamento de carcaça em menos tempo. Já a RIP atua na recria, etapa decisiva para o desenvolvimento estrutural do animal. Ao encurtar esse período, a recria intensiva antecipa a entrada do gado na terminação e eleva a eficiência do sistema como um todo.

Os ganhos produtivos em relação ao manejo extensivo tradicional são expressivos. Em sistemas convencionais, o ganho médio diário costuma variar entre 400 e 600 gramas. Na recria intensiva, esse indicador pode ultrapassar 900 gramas, enquanto na terminação intensiva os ganhos chegam a variar entre 1,2 kg e 1,6 kg por animal ao dia. “A suplementação adequada reduz os efeitos da sazonalidade e minimiza perdas nos períodos de seca ou de transição climática. A nutrição estratégica é o pilar desses sistemas. Sem ela, o potencial produtivo do TIP e do RIP fica comprometido”, ressalta Mariana.

Do ponto de vista econômico, a redução do ciclo produtivo é um dos principais atrativos. Com animais prontos mais cedo, o produtor aumenta o giro do rebanho ao longo do ano, amplia a produção por hectare e dilui custos fixos ligados à sanidade, à mão de obra e ao manejo. O efeito final é uma melhora na margem da arroba e maior competitividade frente a outros sistemas de produção.

A intensificação a pasto também dialoga com as exigências crescentes do mercado por práticas sustentáveis. Ao elevar a produtividade sem expansão de área, os sistemas TIP e RIP contribuem para o uso mais racional do solo e para a redução da pressão por abertura de novas áreas. Além disso, ciclos produtivos mais curtos estão associados a menores emissões de metano por quilo de carne produzido. “Hoje, sustentabilidade deixou de ser diferencial e passou a ser requisito de mercado, e os sistemas TIP e RIP atendem plenamente a essa demanda”, afirma a zootecnista.

Foto: Arnaldo Alves

A adoção dos sistemas exige, no entanto, condições mínimas de infraestrutura e manejo. Pastagens bem formadas, piquetes adequadamente divididos e acesso à água são requisitos básicos. O TIP é mais indicado para lotes uniformes e próximos do abate, enquanto o RIP se encaixa melhor em propriedades focadas na recria de bezerros.

Em ambos os casos, o sucesso depende de suplementação ajustada a cada fase e de mão de obra capacitada para evitar falhas operacionais. “Na recria, os suplementos proteicos estimulam o crescimento estrutural e garantem ganho de peso com bom custo-benefício. Já na terminação, a suplementação energética, associada a minerais e aditivos, acelera o ganho de peso e promove uniformidade no acabamento da carcaça”, explica Mariana.

Com suporte técnico adequado, os resultados podem incluir ganhos médios diários superiores a 1 kg, carcaças bem acabadas e lotes mais homogêneos, características valorizadas pela indústria frigorífica. Na prática, há registros de redução do ciclo produtivo em até 30%, o que se traduz em retorno mais rápido do capital investido.

Para produtores interessados em migrar para o modelo, a recomendação é começar de forma gradual, com bom planejamento da área, lotes menores e acompanhamento técnico próximo. “O TIP e o RIP representam um marco na evolução da pecuária brasileira”, resume Mariana.

Fonte: O Presente Rural com Axia Agro
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