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Modelo Genético Aurora Coop: 10 anos de avanços na bovinocultura leiteira
Encontro reuniu na Associação dos Funcionários da Cooperativa Agroindustrial Alfa (AARA), em Chapecó, representantes do Sistema Aurora Coop, do Sebrae/SC e consultores que aplicam os cursos nos municípios.

Incremento de 1,55% em proteína, 3,58% em gordura, 7,34% em lactose e 4,02% em sólidos totais no leite produzido. Esses são alguns dos resultados obtidos com o Modelo Genético Aurora Coop (MGA) no plantel da bovinocultura leiteira. Essa iniciativa pioneira e única no país completou dez anos com avanços significativos nas empresas vinculadas à Aurora Coop e suas cooperativas filiadas. Os indicadores foram apresentados durante evento de avaliação das ações realizadas em 2024 pelo Programa Encadeamento Produtivo Aurora Coop e Sebrae. O encontro reuniu na Associação dos Funcionários da Cooperativa Agroindustrial Alfa (AARA), em Chapecó, representantes do Sistema Aurora Coop, do Sebrae/SC e consultores que aplicam os cursos nos municípios.

Gerente de captação de leite da Aurora Coop, Selvino Giesel, evidenciou que o rebanho brasileiro vem melhorando nos últimos anos a partir do advento da inseminação artificial e da entrada de animais de outros países.
O gerente de captação de leite da Aurora Coop, Selvino Giesel, evidenciou que o rebanho brasileiro vem melhorando nos últimos anos a partir do advento da inseminação artificial e da entrada de animais de outros países. “A cooperativa já trabalhava com melhoramento genético nas cadeias produtivas de suínos e aves, e em 2014 entendeu a necessidade de ampliar esse trabalho também para o leite. A metodologia escolhida é da empresa DNA Genética do Brasil, que utiliza tecnologia genômica, ou seja, a leitura do DNA das fêmeas para formatar um modelo genético via bioinformática. Os dados permitem identificar qualidades e deficiências para priorizar raças que tenham melhor desempenho futuro”, explicou.
A leitura do genoma de 2.500 fêmeas permitiu constatar que a produção de leite estava relativamente bem, mas havia problemas com doenças transmitidas geneticamente, o que causa enormes prejuízos para a cadeia produtiva. “Isso repercutia no sistema mamário, locomotor e na fertilidade. Então, com o suporte das equipes técnicas das cooperativas filiadas elaboramos um modelo genético e buscamos touros nos Estados Unidos, Canadá e Europa que fossem melhoradores nesses quesitos, além de contribuírem para o aumento da gordura e proteína no leite, características de interesse da indústria”, recordou Giesel.
Em dez anos, a evolução foi expressiva, tanto que “nos orgulhamos dos resultados, como a redução de praticamente metade das doenças recessivas nos rebanhos do modelo genético e o aumento da produtividade das vacas (no comparativo de mães com filhas) de 7,81%”, mencionou.

De acordo com o geneticista Celso Barbiero Alves o modelo genético precisa fortalecer a indústria para que seja viável economicamente
De acordo com o geneticista Celso Barbiero Alves o modelo genético precisa fortalecer a indústria para que seja viável economicamente, assegurar qualidade do produto para o consumidor conforme os requisitos estabelecimentos pelo Ministério da Agricultura, contribuir para o aumento da lucratividade do empresário rural e certificar o bem-estar da vida produtiva do animal. “Ao nascerem as filhas foi realizada nova leitura de DNA para verificar o progresso das características de interesse econômico e os resultados foram extremamente satisfatórios em todos os objetivos propostos, com indicadores de primeiro mundo”, enalteceu. O desafio, segundo Celso, é ampliar o número de empreendedores rurais participantes do MGA, que atualmente representam 35%.
Pelo MGA foram coletadas e lidas até o momento 12 mil amostras de DNA, entre mães, filhas, netas e bisnetas do rebanho. Também foram desenvolvidas atividades com 3.880 produtores, o que representou mais de 18 mil visitas técnicas nas empresas rurais. Entre as ações estiveram leitura de DNA, análises de fenótipos, definição do modelo genético, controle leiteiro de mães e filhas, avaliação e controle morfométrico e pareamento de cinco gerações.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
Ainda entre os resultados obtidos pelo MGA, Celso destacou o aprimoramento visível no composto de úbere que contribui para maior produção de sólidos. “O controle leiteiro holandês revelou um acréscimo de 7,79% em lactação no comparativo entre mãe e filha, o que reflete em uma diferença de 780 litros/por lactação”, enfatizou ao reforçar que o único modelo genético utilizado no Brasil é o da Aurora Coop.
Para o geneticista só há um caminho para o produtor aumentar a rentabilidade: investir em um leite que tenha mais sólidos totais, ou seja, em melhoramento genético. “Mesmo com as condições de ambiente adequadas não é possível alcançar resultados satisfatórios sem utilizar genética”, finalizou.

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Aprosoja MT consolida 35 núcleos e amplia representatividade no campo
Estruturas regionais organizam demandas dos produtores, fortalecem o diálogo com a sede e garantem atuação alinhada à realidade local.

Criados com o objetivo de fortalecer a organização dos produtores nas diferentes regiões do estado, os 35 núcleos da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) estão instalados junto aos sindicatos rurais e atuam como elo entre os produtores e a entidade, facilitando a comunicação e a representatividade no estado.
Para que uma região se torne núcleo, é necessário atender a critérios estabelecidos pela associação e desempenhar o papel fundamental de aproximar o produtor rural das decisões institucionais. De acordo com a delegada coordenadora do núcleo de Lucas do Rio Verde, Taisa Botton, os núcleos são a base da Aprosoja Mato Grosso, auxiliando na organização das demandas dos produtores rurais.
“Os núcleos são a base da Aprosoja MT. É por meio deles que nós conseguimos nos reunir, discutir as nossas dores e organizar as nossas demandas de uma forma mais estruturada para que a sede consiga nos atender com mais eficiência. E quando falamos em núcleo, nós estamos falando de representatividade. Imagina se todos nós deslocássemos até Cuiabá para apresentar individualmente as nossas demandas, sendo que muitas vezes são as mesmas. Seria inviável. O núcleo consegue organizar e trazer isso em força coletiva. A partir disso nós conseguimos debater os problemas da nossa microrregião, sistematizar todas as informações e transformar isso em dados para que a sede consiga agir. Isso faz total diferença em termos de fortalecimento na tomada de decisão e garante, inclusive, que a entidade consiga atuar com base na realidade do produtor”, destacou.
A partir da sua experiência e atuação na Aprosoja MT, Taisa Botton salienta que o principal avanço observado após a criação e consolidação dos núcleos na região é o sentimento de pertencimento dos produtores.
“Um dos principais avanços após a criação e a consolidação do núcleo na região me remete a um Circuito Aprosoja MT lá em 2009. Esse circuito reuniu muitos produtores e, naquele período, o nosso cenário exigia muita cautela. As discussões giravam em torno da gestão de custos, projeções de rentabilidade e planejamento estratégico, porque o ambiente econômico estava muito instável. Na época, o Circuito trouxe economistas, especialistas técnicos e lideranças do setor, o que resultou em painéis excepcionais. Foi naquele momento que ficou muito claro para muitos de nós que a Aprosoja MT não estava apenas promovendo eventos, mas construindo um espaço de orientação, de articulação e de defesa do produtor. A consolidação do núcleo trouxe, basicamente, isso: um sentimento de pertencimento. A gente passa a enxergar a entidade como uma casa, um espaço onde as dores são ouvidas, organizadas e transformadas em ações concretas. Não é apenas um avanço institucional, mas também um avanço entre nós, produtores, como cultura”, pontuou Taisa.
Criado recentemente, em dezembro de 2025, o núcleo Entre Rios representa sete municípios da região leste do estado. A iniciativa foi motivada pela necessidade de aproximar ainda mais o produtor rural das discussões e demandas locais, ampliando a participação da base e fortalecendo a comunicação regional. Segundo o delegado coordenador da região, Gelindo Lira Neto, a expansão dos núcleos reforça a representatividade do produtor mato-grossense.
“Os núcleos da Aprosoja MT aproximam o produtor da entidade. As reuniões e encontros que a Aprosoja MT leva aos núcleos fortalecem essa proximidade e mantêm o produtor informado sobre tudo o que está acontecendo no agronegócio. A criação do Núcleo Entre Rios surgiu justamente com esse objetivo: aproximar ainda mais o produtor do Nortão. Antes, Matupá era agregada a Sinop, o que tornava o acesso dos produtores do Norte de Mato Grosso mais difícil, devido à distância, dificultando a participação dos agricultores da região. Com a criação do Núcleo Entre Rios, em Matupá, e a realização dos encontros no município, será possível reunir e agrupar esses produtores, levando as informações da Aprosoja MT e, ao mesmo tempo, fortalecendo a aproximação do produtor com a entidade. A união dos produtores tende a gerar resultados cada vez mais positivos para a associação”, afirmou Gelindo.
Para o produtor rural de Jaciara, Alberto Chiapinotto, o núcleo funciona como uma ponte permanente entre o produtor e a sede da Aprosoja MT, promovendo diálogo contínuo e participação ativa.
“O maior avanço que constatamos no núcleo de Jaciara foi a participação dos produtores associados da Aprosoja MT trazendo suas demandas e sugestões para melhoria no dia a dia da região. A gente é muito grato pela entidade. A Aprosoja MT têm se destacado nas decisões. Então, foi bem esquematizada a distribuição dos núcleos para atender todo o estado de Mato Grosso. Os produtores levam para o núcleo as demandas para serem repassadas para a sede. Com isso, tomamos decisões corretas em defesa do produtor. Então, nós estamos bem representados pelos núcleos, pela entidade, pelos colaboradores e por toda a parte técnica da Aprosoja MT”, finalizou Alberto.
garantindo que as demandas da base sejam organizadas, sistematizadas e encaminhadas à sede, fortalecendo a atuação institucional em todo o estado.
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Dia de Campo de Verão 2026 reúne tecnologia, mercado e inovação
Evento da Cooperativa Agroindustrial Tradição acontece nesta semana em Pato Branco (PR), com palestras, mais de 80 expositores, arena de drones e lançamentos para a safra.

A Cooperativa Agroindustrial Tradição promove nesta semana, entre quarta (25) e quinta-feira (26), o Tradição em Campo – Dia de Campo de Verão 2026, um dos principais encontros técnicos do calendário agro regional. A programação acontece das 08 às 17 horas, no Centro de Tecnologia e Inovação Tradição (CITT), em Pato Branco (PR), reunindo cooperados, parceiros e produtores em dois dias dedicados à difusão de tecnologia, atualização de mercado e apresentação de lançamentos para a nova safra.
As inscrições são gratuitas e obrigatórias, mediante cadastro no site da cooperativa.
Nesta edição, o evento amplia a grade de conteúdo com três palestras centrais. No dia 25, às 14h30, o biólogo Richard Rasmussen abordará os desafios contemporâneos do agronegócio. No dia 26, o consultor Carlos Cogo apresentará análise do cenário agrícola global e brasileiro, com foco em tendências de mercado. À tarde, Maria Iraclézia tratará de gestão, liderança e empreendedorismo no setor.
Além das palestras, o Dia de Campo trará estações técnicas sobre soja, milho e feijão, além de apresentar novidades em máquinas, pecuária, TRR e cooperativismo. Mais de 80 expositores estarão presentes com soluções voltadas à produtividade e à eficiência no campo. “Estamos finalizando todos os preparativos para receber as famílias dos cooperados”, afirma o gerente técnico comercial da cooperativa, Carlos Francisco Marquezi.
Entre as novidades está a criação de um espaço kids com monitores, permitindo que as famílias participem do evento com maior conforto. “Será um espaço planejado para acolher as crianças, permitindo que os pais visitem a feira com tranquilidade”, reforça Marquezi.

A programação inclui ainda uma arena exclusiva para demonstrações de drones agrícolas, ampliando o acesso a tecnologias de agricultura de precisão. O setor de máquinas contará com pista para test drive de quadriciclos, proporcionando experiência prática aos visitantes.
Como atração especial, cooperados que visitarem os estandes parceiros e completarem o mapa da feira poderão concorrer ao sorteio de um quadriciclo, mediante cumprimento das regras estabelecidas pela organização.
Outra estrutura inédita será o bar suspenso, oferecendo visão panorâmica de unidades estratégicas da cooperativa, como a nova Indústria de Óleo e Farelo de Soja, a Unidade de Beneficiamento de Sementes e a Unidade de Grãos.
Com foco em inovação, integração e desenvolvimento sustentável, o Tradição em Campo consolida-se como vitrine tecnológica e espaço de relacionamento estratégico para o agronegócio regional.
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Presidente da Copagril reforça protagonismo do cooperativismo paranaense em reunião estratégica do Sistema Ocepar
Eloi Darci Podkowa participou do encontro em Curitiba em que foi aprovado o balanço de 2025, definido metas para 2026 e debatido o cenário econômico, climático e agenda internacional do setor.

As diretorias da Ocepar e da Fecoopar realizaram na última quarta-feira (19), em Curitiba, a primeira reunião presencial de 2026. A Copagril foi representada pelo diretor-presidente, Eloi Darci Podkowa.
O encontro foi dedicado à avaliação dos resultados de 2025 e à definição das diretrizes estratégicas para o cooperativismo paranaense em 2026. Entre os itens da pauta esteve a apresentação e deliberação do Balanço Patrimonial do Sistema Ocepar, formado por Fecoopar, Ocepar e Sescoop/PR, referente ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025. Após a aprovação da ata anterior, também foi validado o Plano de Trabalho para 2026, com a definição de metas e prioridades de atendimento às cooperativas.
Durante a reunião, a diretoria analisou ainda o Projeto 27 do Plano Paraná Cooperativo (PRC300), voltado à formação de alianças estratégicas entre cooperativas, com foco na ampliação da competitividade e da eficiência operacional no mercado global.
Temas internacionais também estiveram em discussão, como os desdobramentos do acordo entre Mercosul e União Europeia e os reflexos para o agronegócio. Foi apresentado, ainda, um balanço da participação paranaense na feira Gulfood, realizada em Dubai.
A reunião contou com a participação da presidente-executiva da OCB, Tânia Zanella, que apresentou as principais frentes de atuação e prioridades do cooperativismo brasileiro para 2026.
A presença da Copagril no encontro integra as discussões estratégicas do sistema cooperativista estadual e acompanha as definições que orientarão o setor ao longo do ano.



