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Moagem de trigo cresce no Brasil e indústria amplia eficiência operacional

Setor elevou uso da capacidade instalada, diversificou produtos e reforçou investimentos em modernização dos moinhos.

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A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) divulga os resultados da Pesquisa de Moagem 2025, que revelam um setor em trajetória de expansão e maior eficiência operacional. Em 2025, a moagem total de trigo no Brasil somou 13,275 milhões de toneladas, avanço de 0,6% em relação ao ano anterior, de acordo com o levantamento da entidade.

Presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa: “O volume total de moagem apresentou um aumento de 76.254 toneladas” – Foto: Divulgação/Abitirgo

Para o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, o resultado confirma a resiliência da cadeia moageira. “O volume total de moagem apresentou um aumento de 76.254 toneladas. O desempenho sinaliza um ambiente de consumo estável, sustentado pela presença de uma indústria capaz de responder com regularidade às necessidades do varejo e da indústria de alimentos”, destaca.

O resultado da pesquisa também indica maior ocupação da capacidade instalada, com taxa média de utilização de 76,6, evidenciando melhor aproveitamento dos parques industriais e avanço da eficiência produtiva.

A pesquisa mostra ainda que o setor vem ampliando a diversificação de sua oferta para atender diferentes perfis de consumo. Em 2025 registrou-se uma maior destinação para panificação e pré-misturas, seguida por indústria de massas, biscoitos, embalagens de 1 kg e pães industriais. “O comportamento confirma uma indústria mais preparada para responder a nichos específicos do mercado e às exigências de segmentos distintos da cadeia de alimentos”, reforça Barbosa.

Outro destaque é a modernização dos parques industriais, movimento que vem se refletindo em mais qualidade e produtividade. O levantamento aponta que os moinhos têm buscado ampliar eficiência operacional, aperfeiçoar processos e elevar a capacidade de atendimento a demandas mais sofisticadas, tanto no varejo quanto na indústria.

Panorama regional

Foto: Cleverson Beje

Na análise regional, o estudo mostra que o Paraná segue como o principal polo de moagem do país, com o maior volume processado e a maior capacidade instalada. Já regiões como Norte e Nordeste, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também tiveram desempenho relevante, reforçando a capilaridade da indústria moageira brasileira e sua distribuição estratégica pelo território nacional.

O quadro associativo da Abitrigo compreende além dos moinhos de trigo, empresas verticalizadas que produzem massas e biscoitos, o que reforça a capacitação da indústria de moagem no entendimento das demandas dos clientes.

“A Pesquisa de Moagem 2025 confirma a solidez do crescimento do consumo de derivados do trigo no Brasil, com aumento da ocupação da capacidade industrial, mais diversificação de produtos e avanço na modernização dos parques moageiros. Esse movimento tem permitido mais qualidade, mais produtividade e maior capacidade de resposta às diferentes demandas dos consumidores e da indústria de alimentos”, afirma o presidente-executivo.

Fonte: Assessoria Abitrigo

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Senado amplia debate sobre nova Lei do Trabalho Rural e regras para voos na Amazônia

Comissão de Infraestrutura aprovou audiências públicas para discutir propostas que tratam das relações de trabalho no campo e da operação de empresas estrangeiras na aviação regional.

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A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou a realização de audiências públicas para discutir dois projetos que podem alterar as regras do trabalho rural e do transporte aéreo na Amazônia Legal. As datas dos debates ainda não foram definidas.

Um dos temas é o Projeto de Lei 4.812/2025, que propõe uma nova Lei do Trabalho Rural. A matéria estabelece normas específicas para as relações individuais e coletivas de trabalho nas atividades agropecuárias e cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural.

Foto: Freepik

O pedido para realização da audiência foi apresentado pelo senador Weverton (PDT-MA). Segundo o parlamentar, o texto foi ampliado durante a tramitação na Comissão de Agricultura (CRA), passando a incluir medidas relacionadas à qualificação profissional, inovação tecnológica, saúde e segurança dos trabalhadores rurais e sustentabilidade da produção.

Na avaliação de Weverton, as mudanças ampliaram o alcance da proposta e justificam um debate mais aprofundado na Comissão de Infraestrutura antes da continuidade da tramitação.

Aviação na Amazônia

A comissão também promoverá uma audiência pública sobre o substitutivo da Câmara ao Projeto de Lei 4.715/2023, que autoriza, em determinadas situações, empresas estrangeiras a operar voos domésticos na Amazônia Legal.

O requerimento foi apresentado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que argumenta haver preocupação do setor aéreo brasileiro com os possíveis efeitos da medida.

Segundo o senador, representantes das empresas nacionais afirmam que a abertura do mercado pode ampliar a concorrência com companhias internacionais de maior porte, além de provocar impactos sobre as relações de trabalho e a competitividade das empresas brasileiras, que estão sujeitas a custos tributários não aplicados às concorrentes estrangeiras.

Os dois projetos permanecem em análise no Senado e serão debatidos antes da votação na Comissão de Infraestrutura.

Fonte: O Presente Rural
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Ritmo da colheita influencia preços do milho no mercado interno

Compradores reforçam estoques, enquanto produtores paulistas seguem retraídos à espera do avanço da segunda safra para ampliar as negociações.

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Foto: Shutterstock

Os preços do milho seguem com comportamentos diferentes entre as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com o centro de pesquisas, as cotações avançaram em algumas praças devido à retração de vendedores e ao ritmo ainda lento da colheita da segunda safra. Já nas regiões produtoras, os preços recuaram com o avanço dos trabalhos no campo.

O Cepea informa que parte dos compradores continua atenta às oportunidades de negociação, enquanto outros intensificaram as aquisições no início da semana passada, oferecendo preços firmes para manter os estoques abastecidos.

Apesar desse movimento, muitos consumidores aguardam o aumento da oferta de milho nas próximas semanas, com a expectativa de queda nas cotações no mercado interno. Do lado dos vendedores, produtores paulistas seguem retraídos e preferem esperar o avanço da colheita da segunda safra antes de negociar volumes maiores.

Fonte: O Presente Rural
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Projeto prevê porte de arma para auditores fiscais agropecuários e reconhece atividade como de risco

Proposta em análise na Câmara estabelece novos protocolos de segurança para fiscais federais e condiciona autorização ao cumprimento de requisitos legais.

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Imagem criada por Emili Schneider/ChatGPT/OP Rural

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe reconhecer como atividade de risco o trabalho dos auditores fiscais federais agropecuários e autorizar o porte de arma de fogo para esses servidores, tanto durante o expediente quanto fora do serviço.

O Projeto de Lei 1.248/2026 altera a Lei nº 10.883/2004, que trata da carreira dos auditores fiscais agropecuários, e o Estatuto do Desarmamento.

Foto: Divulgação/Anffa Sindical

Pela proposta, a autorização para o porte de arma ficará condicionada ao cumprimento dos requisitos técnicos e psicológicos previstos na legislação e em regulamentação específica.

O texto também determina que o Poder Executivo estabeleça protocolos de segurança para atividades de fiscalização consideradas de maior risco.

Autor da proposta, o deputado Capitão Alden (PL-BA) argumenta que a medida busca adequar a legislação às condições enfrentadas pelos auditores fiscais durante o exercício da função.

Segundo o parlamentar, esses profissionais atuam na fiscalização, inspeção e controle de produtos agropecuários, além de participar de ações de combate a ilícitos administrativos e econômicos.

Tramitação

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Se aprovado nas comissões, o texto seguirá para votação na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado Federal antes de eventual sanção presidencial.

Fonte: O Presente Rural
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