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Mitos da avicultura são desvendados em novo livro da série infantil Desmistificando o Agro

Este é o quarto volume da coleção e dá continuidade à série de obras infantis em que zootecnista, professora, mestre em Qualidade da Carne, doutora em Nutrição Animal e escritora Helen Fernanda Gomes trata sobre desinformação no agro.

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Foto: Bing

Com objetivo de quebrar mitos da produção avícola, combater a desinformação, evidenciar os avanços do setor ao longo das últimas décadas e o compromisso da cadeia com o bem-estar animal, a zootecnista, professora, mestre em Qualidade da Carne, doutora em Nutrição Animal e escritora Helen Fernanda Gomes, idealizou a série infantil Desmistificando o Agro.

Zootecnista, professora, mestre em Qualidade da Carne, doutora em Nutrição Animal e escritora, Helen Fernanda Gomes – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Este é o quarto volume da coleção e dá continuidade à série de obras infantis em que Helen trata sobre desinformação no agro. A partir da visão da personagem Aninha, uma menina cheia de dúvidas e com vontade de aprender, a escritora detalha de maneira didática os processos envolvendo a produção de proteína animal. “Neste livro, Aninha questiona o uso de hormônios na criação de frangos de corte e tem todas as suas dúvidas esclarecidas”, afirma Helen.

É um material rico de ilustrações e de informações de fácil entendimento. “Não é simplesmente um livro, é conhecimento científico transformado em linguagem simples para que as crianças consigam entender. No começo tem uma explicação, que eu recomendo que os adultos leiam antes de apresentar o material para as crianças, para que possa ser melhor explorado, porque tem detalhes que só um bom conhecedor vai conseguir perceber nos desenhos”, anuncia Helen.

A proposta do projeto Desmitificando o Agro é ser uma fonte confiável de informação sobre produção animal e a produção agropecuária para a população em geral. A autora relata que o projeto nasceu a partir da percepção vivida em sala de aula, aliada à crescente desinformação da população, principalmente dos jovens que são cada vez mais expostos a uma grande quantidade de equívocos veiculados nas redes sociais, sendo imprescindível uma comunicação mais assertiva para esse público.

Como a coleção infantil foi criada

Apesar da sociedade vivenciar um momento em que a tecnologia é amplamente empregada nos sistemas de produção, fornecendo informações detalhadas sobre o bem-estar animal, eficiência produtiva e redução de desperdício de alimentos e água, Helen diz que nos deparamos com uma desconexão entre o que é produzido dentro da academia, aquilo que o produtor rural luta para colocar em prática dentro da propriedade e as informações divulgadas pela mídia e que chegam aos jovens. “Comecei a perceber que, mesmo dentro dos cursos da Zootecnia e de Medicina Veterinária, os jovens tinham muitas dúvidas sobre o consumo da carne de frango. Tomei como minha missão ajudar a tornar o mundo um lugar onde a verdade pudesse ser melhor difundida. E foi assim que surgiu a série infantil Desmistificando o Agro e a personagem principal da história: a Aninha, criada para contar essas histórias cobertas por mitos sobre a produção animal. Ela tem por volta dos seus sete ou oito anos de idade e é uma menina extremamente interessada, curiosa, que questiona muito os pais sobre as coisas que ela vê nas redes sociais”, conta Helen, entusiasmada.

Série

O primeiro livro dessa série se chama “Será que você está pronto para ter um cãozinho?” em que são abordados a responsabilidade na posse de animais de estimação. Na sequência, veio “Será que os humanos precisam comer carne?”, onde Aninha questiona a importância do consumo de carne após ouvir na TV que não é essencial. “A mãe a ajuda a entender que como seres humanos onívoros, precisamos das proteínas para um desenvolvimento adequado, dada sua composição rica em aminoácidos, ácidos graxos e vitaminas”, explica Helen.

O sucesso desse livro incentivou a exploração de mais mitos e dúvidas e assim surgiu “Será que a vaca quer acabar com o planeta?” para discutir o papel dos ruminantes na produção de gases do efeito estufa, a gestão do gás no rúmen e desvendar equívocos sobre o impacto ambiental. “Essa obra aborda questões como o efeito estufa, derretimento das geleiras e a importância dos créditos de carbono. Esses livros têm sido cruciais para esclarecer e comunicar a importância da produção agropecuária de maneira acessível para as crianças”, pontua a escritora, acrescentando: “Quando estes livros foram lançados percebemos o quanto é muito importante fazer essa comunicação, porque na verdade nunca existiu no Brasil uma literatura direcionada às crianças no setor agropecuário brasileiro. Nós do agro nos preocupamos pouco em comunicar além das nossas portas. Em eventos como da Unifrango a grande maioria que participa são profissionais da área e a gente acaba não levando essas informações para quem precisa delas”.

Missão

A escritora afirma que o propósito desse projeto transcende a criação de histórias e elaboração de livros. “Minha missão é disseminar esse conhecimento e com o apoio de empresas do setor conseguimos levar esse material para dentro das escolas”, expõe a escritora, que além de distribuir os exemplares aos alunos também conversa e tira dúvidas das crianças acerca do tema tratado na obra. “As crianças levam esse material para casa para que possam se tornar replicadoras dessa boa informação”.

A divulgação e distribuição dos livros foi feita em 28 instituições de ensino, em 21 eventos, além de participações da escritora em 13 podcasts ou reportagens, impactando um público superior a 20 mil pessoas. Além disso, Helen recebeu uma homenagem com uma moção de aplausos pela Câmara Municipal de Rondonópolis, reconhecendo o valioso serviço em prol da educação.

Helen diz que ainda pretende produzir obras que abordam assuntos como a desmistificação dos transgênicos e a importância dos agroquímicos na produção de grãos. “São temas bastante polêmicos e que precisam ser esclarecidos para a população”, menciona.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse acesse gratuitamente a edição digital Avicultura Corte e Postura. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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Rio Grande do Sul registra foco de gripe aviária em aves silvestres

Secretaria da Agricultura informa que caso não altera status sanitário do Estado nem impacta o comércio de produtos avícolas.

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Foto: Divulgação/Seapi

O governo do Estado, por meio do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), detectou foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, em aves silvestres encontradas na Lagoa da Mangueira, no município de Santa Vitória do Palmar, na Reserva do Taim.

A Seapi esclarece que a infecção pelo vírus da gripe aviária em aves silvestres não afeta a condição sanitária do Rio Grande do Sul e do país como livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), não impactando o comércio de produtos avícolas. Também ressalta-se que não há risco na ingestão de carne e de ovos, porque a doença não é transmitida por meio do consumo.

O vírus foi identificado em aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba. A notificação de animais mortos ou doentes foi atendida pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS), no dia 28 de fevereiro, e as amostras coletadas foram enviadas para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou a doença.

O SVO está no local para aplicar as medidas e os procedimentos para a contingência da Influenza Aviária na região. A vigilância está sendo realizada na região por servidores da Seapi, em parceria com as equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Além disso, ações de educação sanitária e conscientização serão realizadas na região.

O diretor do DDA, Fernando Groff, informa que serão conduzidas medidas de vigilância e prevenção nas criações de subsistência locais. “O Rio Grande do Sul convive com o vírus da influenza desde 2023, e temos priorizado as atividades de prevenção e reforço das condições de biossegurança das granjas avícolas, de forma contínua, visando proteger o plantel avícola e manter a condição sanitária do nosso Estado”, ressaltou Groff.

Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos

A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.

Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em animais devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou através do WhatsApp (51) 98445-2033.

Fonte: Assessoria Ascom Seapi
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Conflito no Oriente Médio pressiona exportações brasileiras de frango

Risco sobre rotas marítimas estratégicas pode elevar fretes, seguros e custos de energia, com impacto nas margens do setor.

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Foto: Shutterstock

A intensificação das tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos reposiciona o risco geopolítico no radar do agronegócio brasileiro. Embora não haja, até o momento, interrupção formal de contratos, o setor avalia que o impacto pode se materializar por meio de custos logísticos mais elevados, volatilidade cambial e pressão sobre insumos energéticos.

O Oriente Médio é destino relevante para a pauta agropecuária do Brasil. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que milho, açúcar e carnes de aves figuram entre os principais produtos embarcados para a região. As carnes de frango e miúdos comestíveis respondem por 14,5% das exportações brasileiras destinadas a esses mercados, atrás apenas de milho e açúcar.

A dependência regional de importações de proteína animal mantém a demanda estruturalmente ativa. A preocupação, segundo representantes do setor, não está na absorção do produto, mas na previsibilidade operacional.

Logística no centro da incerteza

Foto: Claudio Neves

O foco das atenções recai sobre corredores marítimos estratégicos, como o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho, por onde transita parcela expressiva do comércio global de energia e mercadorias. Qualquer instabilidade nessas rotas tende a encarecer o frete marítimo, elevar prêmios de seguro e alongar prazos de entrega.

Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal afirmou que acompanha a evolução do cenário. “A ABPA e suas associadas estão mapeando e monitorando os pontos críticos à logística na área influenciada pelo conflito. Neste momento, o setor analisa rotas alternativas que foram utilizadas em outras ocasiões de crises na região”, informou a entidade.
A associação ressalta que “não há embarques significativos de carne de frango para o Irã”, o que reduz o risco de impacto direto sobre contratos bilaterais com o país. O efeito esperado, portanto, é indireto e sistêmico.

Petróleo e frete como vetores de transmissão

A região é peça central na oferta global de petróleo. Em momentos de escalada militar, o preço da commodity tende a reagir, influenciando tanto o custo do bunker, combustível utilizado por navios, quanto despesas com transporte terrestre e produção industrial.

Foto: Ari Dias

Análise publicada pela Farmnews aponta que a principal via de transmissão da crise para o agro brasileiro deve ocorrer por meio da energia e dos fertilizantes. “Crises geopolíticas na região não necessariamente derrubam a demanda por alimentos, mas aumentam a imprevisibilidade operacional”, destaca o estudo.

Para o frango brasileiro, que opera em ambiente de forte concorrência internacional e margens ajustadas, qualquer elevação de frete ou atraso logístico pode comprimir resultados. O mesmo raciocínio vale para milho e açúcar, que lideram a pauta regional.

No curto prazo, exportadores avaliam rotas alternativas e monitoram contratos de frete. No médio prazo, a trajetória do petróleo e o comportamento do transporte marítimo devem definir a extensão dos impactos sobre custos e competitividade.

Até aqui, o fluxo comercial segue sem ruptura formal. O ponto de atenção está no custo de manter esse fluxo em um ambiente de risco elevado.

Fonte: O Presente Rural
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Queda do frango vivo reduz poder de compra do avicultor paulista

Após quatro meses consecutivos de perdas, produtor consegue adquirir menos milho e farelo de soja, apesar do ritmo recorde das exportações brasileiras.

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Foto: Shutterstock

Os recuos nos preços do frango vivo ao longo de fevereiro devem consolidar o quarto mês consecutivo de perda no poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja, conforme apontam pesquisadores do Cepea.

Até o dia 25, o frango registra o menor patamar real desde maio de 2024, considerando série deflacionada pelo IGP-DI de janeiro de 2026. No mesmo período, os preços médios do milho permanecem praticamente estáveis, enquanto os do farelo de soja apresentam leve alta.

Em São Paulo, a média do frango vivo está em R$ 5,04 por quilo nesta parcial de fevereiro, recuo de 2,1% frente a janeiro. Segundo o Cepea, o ritmo recorde das exportações da proteína brasileira tem ajudado a conter uma desvalorização mais intensa no mercado interno.

Com a atual relação de troca, o produtor paulista consegue adquirir 4,47 quilos de milho com a venda de um quilo de frango, volume 1,9% inferior ao de janeiro. No caso do farelo de soja, a compra possível é de 2,73 quilos por quilo de ave comercializada, queda de 2,6% na mesma comparação.

Fonte: Assessoria Cepea
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