Notícias
Missão do Chile e Suriname capacita técnicos em quarentena vegetal em São Paulo
Grupo passou por Brasília, Campinas e nesta quinta visita uma estação quarentenária em Piracicaba; fortalecimento da Defesa Agropecuária favorece os três países.

Termina nesta sexta-feira (29), em São Paulo, a missão do projeto “Apoio ao Sistema de Segurança Alimentar e Sanidade Agropecuária do Suriname” em São Paulo. Representantes do Chile e do Suriname chegaram a Campinas na terça-feira (26) e, junto a servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), acompanham reuniões e visitas técnicas no interior do Estado. A missão ocorre no âmbito da Cooperação Técnica Trilateral entre o Brasil, o Chile e o Suriname.
Nos dias 25 e 26, o grupo esteve em Brasília conhecendo o Sistema de Quarentena e Defesa Sanitária Vegetal brasileiro. Eles visitaram a Estação Quarentenária do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e nesta quinta (28) estarão em Piracicaba para visitar a Estação Quarentenária da empresa SGS. A missão usou as instalações da unidade regional do Mapa em Campinas como base para as ações na região.
A iniciativa tem como foco o fortalecimento das capacidades técnicas de oficiais do governo do Suriname. Eles estão em treinamento sobre quarentena vegetal para prevenir a introdução e a disseminação de pragas ausentes naquele país. A missão é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), com apoio técnico do Mapa.
O projeto é importante também para o Brasil porque o fortalecimento do sistema de defesa agropecuária do Suriname permitirá intensificar o controle de pragas e doenças em países fronteiriços, bem como em portos e aeroportos locais. Reduzindo a incidência de pragas e doenças no país vizinho, diminuem também os riscos em regiões de fronteira com o Brasil.
A ABC e o Mapa têm fornecido ainda apoio e capacitação ao corpo técnico do Ministério da Agricultura do Suriname para a elaboração de legislação pertinente e à criação do Programa Nacional de Controle e Erradicação de Moscas-das Frutas do Suriname, bem como sua execução em território surinamês.
A missão também conta com representantes da Agência Chilena para Cooperação e Desenvolvimento e do Serviço Federal de Agricultura e Pecuária do Chile. O sistema de vigilância agropecuária desse país andino também é tido como referência na América Latina.
Participam da missão Ignacio Rodríguez Alfaro, coordenador de Projetos de Cooperação da Agência Chilena de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento; Fernando Torres Parada, chefe do Subdepartamento de Vigilância e Controle de Pragas Agrícolas da Divisão de Proteção Vegetal do Serviço Agrícola e Pecuário (SAG); Sadhana Jankie BSc, conselheira de Políticas da ONPF da Diretoria de Pesquisa, Marketing e Processamento Agrícola; Stacey Zebeda, pesquisadora sênior da Diretoria de Pesquisa, Comercialização e Processamento Agrícola; Reinaldo Carvalho Vergara, coordenador da Coordenação de Atração de Investimentos Estrangeiros; Tiago Rodrigo Lohman, chefe da Divisão de Quarentena Vegetal (DIQV); e Claudini Vieira Deboni Caixeta, chefe do Serviço Regional de Quarentena Vegetal (SEQV).

Notícias
China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
Notícias
Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

Notícias
Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.





