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Missão brasileira na Turquia busca expandir cooperação e comércio para o agronegócio
Durante a visita foi manifestado o interesse brasileiro em expandir as exportações de gado vivo, solicitando ainda avanços nos processos para a abertura do mercado turco para carnes bovinas e pescados brasileiros.
País euroasiático é o décimo segundo maior importador do agronegócio do Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deu mais um passo importante na consolidação das relações bilaterais entre o Brasil e a Turquia, após missão na última sexta-feira (1º), em Ancara. A delegação brasileira, liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, e acompanhada por Julio Ramos, secretário-adjunto da SCRI, e Marcel Moreira, diretor do Departamento de Promoção Comercial, participou de reuniões estratégicas visando a expansão da cooperação e do comércio entre os dois países.

Fotos: Divulgação/Mapa
Durante a visita, os representantes do Mapa se encontraram com o vice-ministro do Ministério da Agricultura e Florestas da Turquia, Ahmet Gümen, ocasião em que foi enfatizada a forte parceria já existente entre Brasil e Turquia, destacando a capacidade brasileira de ampliar o fornecimento de produtos agropecuários de alta qualidade, seguindo rigorosos padrões sanitários e religiosos, contribuindo assim para o combate à inflação na Turquia. Foi também manifestado o interesse brasileiro em expandir as exportações de gado vivo, solicitando ainda avanços nos processos para a abertura do mercado turco para carnes bovinas e pescados brasileiros.
Em resposta, o lado turco manifestou interesse em aumentar a importação de gado vivo do Brasil, indicando que tal decisão será coordenada pelo Conselho da Carne e Leite. Também foi mencionada a avaliação dos aspectos técnicos relacionados à carne bovina e ao pescado, com o intuito de avançar nas negociações. Ambas as partes concordaram em negociar um memorando de entendimento, incluindo a criação de um comitê técnico para promover os interesses comuns.
A missão também incluiu uma reunião com o diretor geral do Conselho de Carne e Leite, Mustafa Kayhan, e equipe, entidade governamental responsável pelo desenvolvimento da pecuária turca e pela emissão de licenças de importação e aquisição de gado vivo.
O secretário do Mapa reiterou a excelente relação bilateral e o desejo de ampliar a cooperação comercial, citando especificamente o interesse em aumentar o fornecimento de gado vivo e iniciar as exportações de carne bovina para a Turquia. Kayhan expressou o total interesse do governo turco em expandir as relações com o Brasil, apontando para a meta de importar 600 mil cabeças de gado anualmente, sendo metade proveniente do Brasil. Além disso, mencionou que seria avaliada a possibilidade de aquisição de carne bovina brasileira congelada.

secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, e o vice-ministro do Ministério da Agricultura e Florestas da Turquia, Ahmet Gümen
Além das reuniões, a agenda da missão contemplou visitas técnicas a unidades de confinamento e fazendas em Ancara e Istambul, proporcionando à delegação brasileira uma visão ampla sobre a pecuária e as práticas agrícolas na Turquia. “Este intercâmbio de experiências e informações reforça o compromisso de ambos os países em fortalecer sua parceria no setor agropecuário, abrindo novas oportunidades para o agro brasileiro no mercado internacional, ressaltou Perosa.
Em 2023, o Brasil exportou para a Turquia produtos agrícolas no valor de US$ 2,42 bilhões, com o complexo da soja representando quase 50% do total exportado. Por outro lado, o Brasil importou da Turquia itens do agro no valor de US$ 156 milhões, com aproximadamente metade desse valor correspondendo a frutas, incluindo nozes e castanhas.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



