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Notícias Em Itajaí (SC)

Ministro da Pesca confirma presença na Expomar

André de Paula vai participar do evento que reunirá o Fórum Internacional da Pesca e o Seminário de Maricultura e Produção de Algas, nos dias 29 e 30 de junho, no Cetreventos Governador Luiz Henrique da Silveira.

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Fotos: Divulgação/ExpoMAR

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a proteína que irá alimentar o mundo virá da água. Mais que uma profecia, o tema desperta a atenção em debates ao redor do mundo e cresce a cada ano a preocupação com a demanda global por alimentos.  Com uma costa marítima de mais de 8.500 KM e produção de pescado no interior do país, o Brasil aparece como um player importante na oferta de pescados de qualidade e competitivos. Mas, para ampliar a consolidação de fornecedor mundial de carnes como frango, bovinos e suínos, para a cadeia do pescado, é preciso planejar o aumento de produção, escala e certificações de sustentabilidade, uma oportunidade única que pode posicionar o país entre os maiores fornecedores do mundo.

Com foco na sustentabilidade e competitividade do setor pesqueiro e da maricultura, a ExpoMAR sedia debates e palestras sobre os principais gargalos e oportunidades para o setor. O evento inédito vai reunir mais de 1.500 pescadores, armadores, maricultores e indústria pesqueira nos dias 29 e 30 de junho de 2023, no Centreventos Luiz Henrique da Silveira em Itajaí- SC.  Especialistas nacionais e internacionais apresentarão os mais recentes avanços em temas como Gestão de Recursos Pesqueiros, Economia do Mar e a Pesca no Brasil, Plano espacial marinho, sinergias e conflitos, Desafios e estratégias para elevar a competitividade e sustentabilidade da indústria de processamento de pescado e Mudanças Climáticas e os efeitos sobre a disponibilidade e o comportamento dos estoques pesqueiros e na maricultura.

“É um evento de debates, análise de tendências, geração de conhecimento, construção de pautas comuns e negócios em uma atividade muito importante para o país e com potencial de expansão e de geração de trabalho, emprego e renda”, comenta Altemir Gregolin, presidente da ExpoMAR.

Ministro da Pesca na Abertura da Expomar

A feira e o congresso abrem oficialmente na quinta-feira, 29 de junho, no Cetreventos Governador Luiz Henrique da Silveira, em Itajaí (SC). A confirmação da presença do Ministro da Pesca, André de Paula, reforça a importância do evento. “A participação do Ministro da Pesca engrandece a ExpoMAR e reforça o propósito do evento que é o de elevar a Pesca e a Maricultura para um outro patamar de importância e com um papel estratégico para o país. Um setor que produz alimentos, gera emprego, renda e divisas para o país e que deve orgulhar a sociedade brasileira”, afirma o presidente da ExpoMAR, ex-ministro da Pesca, Altemir Gregolin.

A ExpoMAR reúne Fórum Internacional de Pesca, Seminário de Maricultura, Mostra Técnico-Científica e Feira de Negócios – o primeiro e único evento da cadeia da pesca e maricultura focado em projetar e discutir o setor, gargalos e desafios para os próximos 30 anos. “A pesca é um dos pilares econômicos de Santa Catarina que tem na região de Itajaí o maior polo pesqueiro industrial do Brasil. Se um evento dessa magnitude está sendo projetado não teria como não ser em Itajaí, aqui temos não apenas as grandes indústrias e armadores, como também mão de obra especializada que envolve e fomenta vários setores da economia, além de uma robusta história de pesquisa acadêmica junto à Univali”, pontua o presidente do SINDIPI, Agnaldo Hilton dos Santos.

Dia do Pescador 

A ExpoMAR abre no dia 29 de junho, data em que é comemorado o Dia do Pescador. A programação do congresso abre com a palestra de Marcio Castro – FAO Roma, sobre “Tendências e desafios do mercado mundial de pescado e o desenvolvimento sustentável da atividade”. O palestrante internacional Marcio Castro de Souza -Oficial Sênior de Pesca da FAO para questões comerciais ocupa o cargo de Secretário do Subcomitê de Comércio de Pescados da FAO (COFI-FT), o principal fórum global para consultas entre países sobre aspectos técnicos e econômicos do comércio internacional de pescado e derivados, incluindo produção e consumo; e o coordenador do GLOBEFISH – projeto específico da FAO responsável pela informação e análise do comércio e mercados internacionais de pescado.

Feira reunirá tecnologias e soluções para o setor 

A Diretora Executiva da ExpoMAR, Eliana Panty destaca a participação de empresas  locais, nacionais e internacionais na feira de negócios. “Nesta primeira edição conseguimos reunir um mix de empresas fornecedoras de tecnologias que melhoram o desempenho da indústria pesqueira e pesca artesanal. Serão apresentadas tecnologias de localização e comunicação via satélite que aumentam a segurança nos barcos pesqueiros com sondas e radares. Ainda, tecnologia em motores de barco mais eficientes  com menor impacto ambiental, maquinas filetadoras de peixe, escamadoras, barcos para maricultura, entre outras novidades”. Durante o evento, as empresas expositoras farão ofertas exclusivas para o visitantes que poderão adquirir cordas náuticas, redes de pesca, equipamentos, caixas de transporte de peixe, além de conhecer novidades e lançamentos do setor.

A primeira edição da ExpoMAR será realizada nos dias 29 e 30 de junho, no Centreventos de Itajaí, Santa Catarina, maior polo pesqueiro industrial do Brasil. O foco é reunir todas as cadeias produtivas e de negócios que atendem a pesca, a maricultura e a logística. A ExpoMAR surge em um cenário em que a pesca, enfatiza Gregolin, possui de desafios da gestão e de desenvolvimento sustentável. “A maricultura possui muito potencial de crescimento, mas com importantes desafios de regulação, tecnologias e organização da cadeia e de mercado”, afirma. A produção de algas, recentemente regulamentada, tem impulsionado projetos e iniciativas promissores e constitui em grande novidade no setor. “Ao longo destas cadeias, a logística precisa ser tratada como um fator importante para o acesso ao mercado e para a competitividade”, completa.

Promoção

A ExpoMAR: pesca, maricultura e logística é promovida pelo IFC Brasil – International Fish Congress & Fish Expo Brasil. Tem a correalização da Fundep (Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências), SINDIPI, (Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região) e Univali (Universidade do Vale do Itajaí). O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), Senar SC (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e Gomes da Costa patrocinam o evento.

A ExpoMAR recebe o apoio de instituições como o Ministério da Pesca, Governo do Estado de Santa Catarina, Prefeitura de Itajaí, FAO, Abipesca (Associação Brasileira da Indústria de Pesca), Conepe (Conselho Nacional de Estudos Pesqueiros), Fepesc (Federação dos Pescadores de Santa Catarina), Rumar (Instituto Rumo ao Mar), Instituto Federal de Santa Catarina, UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) e ACAQ (Associação Catarinense de Aquicultura).

Fonte: Assessoria IFC Brasil 

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França

Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: "Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória" - Foto: Divulgação/Comissão Europeia

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.

Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.

A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.

A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.

Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.

Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.

No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.

Fonte: O Presente Rural
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio

Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação

Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.

No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.

União Europeia

Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.

Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.

Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.

Salvaguardas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.

Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação

Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”

Sobre o acordo

Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília

Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

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O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.

A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.

Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.

Fonte: O Presente Rural
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