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Ministro da Agricultura e presidente da Embrapa lançam novas tecnologias durante a 46ª Expointer
Durante os lançamentos, Carlos Fávaro destacou a importância de se investir em ciência e tecnologia e os recursos de R$ 1 bi que serão destinados à Embrapa através do PAC.

A Embrapa apresentou à sociedade, na quinta-feira (31), durante a 46ª edição da Expointer, cinco novas tecnologias e três novas publicações para a agropecuária brasileira, além de realizar assinatura de parceria com cinco instituições públicas e privadas. A cerimônia de lançamento contou com a presença do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.
Entre as inovações apresentadas, estão o morango BRS DC25 (Fênix), a calculadora de acasalamento de bovinos, a seleção de Angus para eficiência alimentar, o Índice Real Carcaça Hereford e Braford e o catálogo de remates. As novas publicações são o Sumário Brangus +, o Sumário PampaPlus e o livro Manejo da Água na Pecuária (ver abaixo).
Conforme Fávaro, as tecnologias apresentadas pela Embrapa reforçam a confiança do agro brasileiro nos trabalhos de pesquisa desenvolvidos há 50 anos pela instituição, que devem ser cada vez mais fortalecidos através de investimentos, como o do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Embrapa, que prevê cerca de 1 bilhão de reais em recursos para a instituição nos próximos anos.
“Precisamos planejar o futuro, os próximos 50 anos da Embrapa. Não tenhamos medo da inovação, da quebra de paradigmas, que possamos enfrentar desafios que ainda não enfrentamos”, disse. O ministro ainda destacou a importância de melhorar sucessivamente o orçamento da Embrapa e reforçou que o PAC Embrapa é uma ação prática que demonstra o compromisso do governo federal com a empresa.
Para Silvia Massruhá, a Embrapa tem encarado os principais desafios da agropecuária atual e entregue resultados importantes para toda a sociedade. A presidente reforçou a importância da rede de parceiros formados ao longo dos anos pela Embrapa, expressa nas tecnologias lançadas durante a Expointer – muitas construídas diretamente com o setor produtivo.
“Lançamos hoje esse morango delicioso, a primeira cultivar de morango nacional, tecnologias para o avanço genético da pecuária, e mais de 40 tecnologias apresentadas aqui. Isso mostra a diversidade e a importância da Embrapa em todo o território nacional”, destacou.
A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades, parlamentares, secretários de Estado, presidentes de instituições, além de parceiros no lançamento das tecnologias Embrapa. Participaram do evento, ainda, empregados e representantes da Embrapa de todo o país, como o diretor-executivo de Pesquisa e Inovação (DE-PI) da Embrapa, Clenio Pillon; e os chefes-gerais da Embrapa Clima Temperado (RS), Roberto Pedroso, da Embrapa Florestas (PR), Erich Schaitza, da Embrapa Meio-Norte (PI), Anísio Neto, da Embrapa Pecuária Sul (RS), Fernando Cardoso, da Embrapa Suínos e Aves (SC), Everton Krabbe, da Embrapa Trigo (RS), Jorge Lemainski, e da Embrapa Uva e Vinho (RS), Adeliano Cargnin.
Tecnologias lançadas
A cultivar de morango BRS DC25 (Fênix) se destaca pela precocidade do início da produção e pelo equilíbrio entre açúcar e acidez, o que resulta em frutas de sabor mais doce. Também apresenta boa firmeza, o que garante maior resistência ao transporte e durabilidade pós-colheita. Tem boa produtividade de frutas grandes e o potencial produtivo pode chegar a 1,2 quilo por planta.
A Calculadora de Acasalamento, parceria com a Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), é uma ferramenta informatizada que ajuda o pecuarista a selecionar os melhores acasalamentos entre reprodutores e as vacas matrizes, de forma a gerar progênies com características específicas, de acordo com a Diferença Esperada na Progênie (DEPs) disponíveis no programa de melhoramento genético da ANC, o Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo).
A nova avaliação genômica, em parceria com a Associação Brasileira de Angus, a ANC e a Biodata, prediz a capacidade de reprodutores transmitirem características relacionadas à eficiência alimentar aos seus descendentes. A tecnologia busca selecionar animais mais eficientes na conversão do alimento consumido em carne.
O Índice Real Carcaça Hereford e Braford (IRC), em parceria com ABHB e a Biodata, é um indexador, inserido no programa de melhoramento genético das raças (PampaPlus), que identifica os touros capazes de gerar descendentes que produzam carne de alta qualidade, com mais chance de receber as bonificações pagas pela indústria frigorífica pelos produtos de alto padrão.
E a ferramenta web Catálogo de Remates, em parceria com a ANC, vai facilitar o planejamento dos pecuaristas durante o processo de seleção e organização das informações dos animais que irão ser ofertados em leilões. Com a plataforma, será possível levantar os dados de forma atualizada, padronizada, ágil e eficiente, através de acesso direto ao Promebo.
Publicações
Oriundo de um projeto de pesquisa em parceria com a Associação Brasileira de Brangus, o Sumário Genômico do Brangus+ abriga mais de 66 mil animais avaliados de 62 criadores e mais de seis mil animais genotipados. Já o Sumário PampaPlus apresenta informações de seleção para os plantéis dos criatórios e ferramentas de avaliação genética para o melhoramento das raças Hereford e Braford, através de parceria entre a ABHB, Geneplus, Embrapa Pecuária Sul e Embrapa Gado de Corte. Por fim, o livro “Manejo da água na pecuária” aborda a aplicação de conceitos, princípios e práticas para racionalizar o uso dos recursos hídricos pelos pecuaristas.
Assinaturas de parcerias
A Embrapa Clima Temperado renovou a parceria da Clínica Fitossanitária com a Emater/RS-Ascar. Já a Embrapa Pecuária Sul firmou três parcerias: com a Associação Brasileira de Brangus e com a Associação Brasileira de Angus, para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação; e com a Fetag, para a criação da Rede de Pecuária Familiar Agroecológica do RS. A Embrapa Uva e Vinho firmou acordo de parceria para pesquisa, desenvolvimento e inovação com o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS).

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo
Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação
A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.
“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.
Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Como acessar
O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.
“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.
“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.
A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras
Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.
“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.
“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.
Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay.
Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.
Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil
Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação
A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.
Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.
Brasil entre os países com maior alíquota proposta
Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.
A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação
dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.
Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.
Instrumento de pressão comercial
A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.
A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.
Consulta pública antes da decisão final
As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.
As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.
Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.



