Notícias Em lançamentos da Embrapa
Ministro da Agricultura destaca relevância da ciência na transformação do agro brasileiro durante Show Rural
Carlos Fávaro enfatizou a pujança do Brasil como líder mundial na produção de alimentos e o quanto a ciência tem contribuído para o desenvolvimento no campo.

A Embrapa realizou solenidade de lançamento de tecnologias no Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), na quarta-feira (07), na Vitrine de Tecnologias da Embrapa, com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária Carlos Fávaro, da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, do chefe-geral da Embrapa Soja Alexandre Nepomuceno, do presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, do secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Noberto Ortigara, e da chefe-geral em exercício da Embrapa Agrobiologia, Ana Cristina Garofolo. Na solenidade, foram feitas entregas simbólicas dos produtos em lançamento: duas cultivares de soja (BRS 1064IPRO e BRS 1056IPRO), uma cultivar de feijão (BRS FS 313) e um bioproduto com ação na fixação de nitrogênio e promoção de crescimento de plantas (Combio).
Em seu discurso, o ministro da Agricultura Carlos Fávaro enfatizou que o Brasil é o maior produtor e exportador de vários produtos da agropecuária brasileira. “O Brasil é pujante e um líder mundial na produção de alimentos – com qualidade – isso é fruto de muito trabalho e dedicação, de investimentos e de parcerias”, enfatizou. “E a Embrapa, como produtora de ciência e tecnologias, tem alcançado muitos resultados, por meio de parcerias que estimulam o desenvolvimento produtivo. Em 50 anos, nossa produção e produtividade cresceu em 500%. Isso é ciência, é Embrapa, é desenvolvimento para o campo e para o Brasil”, defende.
Neste contexto, a presidente da Embrapa Silvia Massruhá disse que o Show Rural é um evento que tem como diferencial a disponibilização de novidades e o estímulo à transferência de tecnologias para a campo. “Fiquei muito feliz ao ser abordada por um produtor, no Show Rural, que testemunhou estar alcançando ganhos competitivos com as novas variedades lançadas pela Embrapa”, relata. “Esse retorno é muito gratificante. Além de novas cultivares, também estamos colocando no mercado novos insumos biológicos e entendo que a agricultura de base biológica é uma alternativa interessante que vem agregando diferenciais à agricultura brasileira”, afirma.
Na ocasião, a presidente da Embrapa agradeceu aos parlamentares, que tem apoiado a Embrapa financeiramente com emendas no legislativo, assim como o Ministério da Agricultura e a Casa Civil que conseguiram cerca de R$ 1 bilhão de recursos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para revitalizar laboratórios e campos experimentais da Embrapa, assim como apoio às OEPAS. “Além dessa melhoria na infraestrutura, precisamos valorizar o capital humano da Embrapa, por meio de capacitação e da contratação de novos cientistas para continuar produzindo com qualidade”, observa. “A Embrapa trabalha de A à Z, de açaí a zebu: estamos à disposição de todos os produtores rurais, porque somos uma empresa estatal que investe em segurança alimentar para garantir a soberania nacional”, defende.
Parceria Embrapa e Coopavel
Silvia também afirma estar trabalhando com novos modelos de negócio e novas fontes de financiamento. Durante a solenidade, a Embrapa e a cooperativa Coopavel assinaram uma carta em apoio a ações de inovação em agricultura de base biológica. As instituições manifestaram interesse em fortalecer iniciativas conjuntas direcionadas à prospecção de novas oportunidades de parcerias para o desenvolvimento de insumos biológicos e apoio a ações de capacitação e treinamento de técnicos e produtores rurais.
Dilvo Grolli reconhece o valor da Embrapa no desenvolvimento de tecnologias desde a década de 1970. “A Embrapa teve no passado variedades de soja muito plantadas e, todos os anos, continua lançando novidades no Show Rural”, ressalta. “Atualmente temos um Centro-oeste grandioso, porque tivemos a Embrapa pesquisando e desenvolvendo sementes para aquele solo e aquele clima: esse é um grande mérito da Embrapa. Eu, como produtor rural e presidente de cooperativa, entendo que é uma responsabilidade de todos incentivar a pesquisa feita pela Embrapa pelos resultados disponibilizados”, afirma.
Confirma mais informações sobre os quatro lançamentos da Embrapa, durante o Show Rural.
Soja BRS 1064IPRO
A Embrapa, em parceria com a Fundação Meridional, está lançando a cultivar BRS 1064IPRO, que possui excelente desempenho produtivo, com alta estabilidade e boa adaptação. Essa cultivar apresentou ganho produtivo de 6,8% acima da média das principais cultivares padrões de mercado, de amplo cultivo na macrorregião de indicação. Indicada para os estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, além de ser recomendada para o centro-norte de Mato Grosso do Sul e sudoeste de Goiás (REC 301). A novidade tem ciclo semi-precoce (grupo de maturação 6.4). A BRS 1064IPRO apresenta ampla janela de semeadura e de adaptação e resistência ao acamamento e às principais doenças da soja, principalmente à podridão radicular de Phytophthora e aos nematoides de galha e de cisto (raça 3).
Soja BRS 1056IPRO
Outro lançamento da Embrapa, em parceria com a Fundação Meridional, é a cultivar BRS 1056IPRO que tem como ponto forte a excelente performance produtiva. Esse lançamento traz ainda características como estabilidade de produção, resistência ao acamamento, tipo de crescimento indeterminado e ciclo precoce (grupo de maturação relativa 5.6). Tem agradado o fato dessa cultivar possibilitar o plantio antecipado, o que permite a sua inserção no sistema de rotação e/ou sucessão com outras culturas. Com relação à sanidade, a cultivar apresenta resistência às principais doenças da soja. É indicada para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná (RECs 102 e 103) e São Paulo (REC 103).
Feijão BRS FS 313
Com potencial produtivo de 3.200 kg/ha, a BRS FS313 apresenta resistência à antracnose e podridões radiculares e moderada a resistência à murcha de fusário e ferrugem. Com ciclo semiprecoce (75 a 84 dias), a nova cultivar tem arquitetura de plantas semiereta e resistência intermediária ao acamamento, sendo adaptada à colheita mecânica, oferecendo ainda possibilidade de inserção em sistemas agroecológicos. Os grãos especiais do tipo jalo têm como público principal pequenos produtores, com modelo de negócio baseado na comercialização de cadeia curta. No entanto, devido ao tamanho dos grãos, a BRS FS313 tem sido observada como oportunidade para expansão do mercado nacional e internacional. O desempenho da nova cultivar a recomenda para os Estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul, na época das águas; para Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Rio de Janeiro, Espírito Santo e o Distrito Federal, nas épocas das águas, da seca e de inverno; e para Bahia e Maranhão, nas épocas das águas e de inverno.
Bioinsumo Combio
Resultado de uma parceria da Embrapa com a empresa privada Innova Agrotecnologia, o Combio é um bioinsumo promotor de crescimento e com efeitos aditivos na cultura da soja. Trata-se de uma combinação de três estirpes bacterianas que atuam na fixação biológica de nitrogênio e na promoção de crescimento de plantas. O Combio é uma formulação com as estirpes bacterianas BR 29 (Bradyrhizobium elkanii), BR 10788 (Bacillus subtilis) e BR 10141 (Paraburkholderia nodosa). O diferencial deste inoculante é que alia os benefícios do tradicional inoculante de Bradyrhizobium com bactérias que desempenham vários mecanismos estimuladores e protetores de plântulas, proporcionando maior qualidade e uniformidade.

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Governo atualiza regras de fiscalização de fertilizantes e cria nova faixa de infração
Decreto 12.858 regulamenta sanções previstas na Lei do Autocontrole, exige programas obrigatórios de autocontrole na cadeia de insumos e estabelece prazo de dois anos para adequação do setor.

O Governo Federal publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (25), o Decreto 12.858 que trata da alteração do Anexo do Decreto nº 4.954/2004, que regulamenta a Lei nº 6.894/80, que dispõe sobre a inspeção e fiscalização da produção e do comércio de fertilizantes, corretivos, inoculantes, ou biofertilizantes, remineralizadores e substratos para plantas destinados à agricultura.

Foto: Claudio Neves
A atualização tem como objetivo compatibilizar o regulamento com a Lei nº 14.515/22 (Lei do Autocontrole), além de promover adequações ao rito processual previstas no Decreto nº 12.502/2025.
A principal alteração refere-se à regulamentação das sanções administrativas aplicáveis no âmbito da fiscalização de insumos agrícolas conduzida pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA/Mapa) como medidas cautelares, infrações e penalidades, conforme previsto na Lei nº 14.515/2022.
Entre as mudanças, destaca-se a inclusão da classificação de infração de natureza moderada, que se soma às já existentes naturezas leve, grave e gravíssima. As faixas de multas passam a seguir os valores estabelecidos no Anexo da Lei nº 14.515/2022, considerando a classificação do agente administrado de acordo com seu porte econômico.
No que se refere aos programas de autocontrole, estes deverão ser implementados e executados pelos agentes das cadeias produtivas

Foto: Divulgação/SAA SP
abrangidas pelo Decreto. Os programas deverão conter procedimentos e controles sistematizados que permitam monitorar, verificar e corrigir as etapas do processo produtivo, desde a aquisição das matérias primas até a distribuição dos produtos.
O Decreto também regulamenta o Programa de Incentivo à Conformidade em Defesa Agropecuária, conforme previsto na Lei do Autocontrole. Enquanto o programa de autocontrole é obrigatório, o programa de incentivo será de adesão voluntária e concederá benefícios aos participantes, como a possibilidade de regularização por notificação nos casos de infrações classificadas como de natureza leve ou moderada. O regulamento estabelece ainda os objetivos do programa, os critérios de adesão, as obrigações para permanência e as hipóteses de suspensão e exclusão.
Os agentes registrados, cadastrados ou credenciados antes da regulamentação dos programas de autocontrole terão prazo de dois anos para se adequar às novas exigências.
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Com nova tarifa dos EUA, 46% das exportações brasileiras ficam livres de sobretaxa
Ordem executiva substitui alíquotas de até 50% por taxa uniforme, beneficia pescados, mel, tabaco e café solúvel e preserva quase metade da pauta embarcada ao mercado americano.

A ordem executiva publicada pelo governo dos Estados Unidos na última sexta-feira (20) alterou de forma significativa o regime tarifário aplicado às importações, com efeitos diretos sobre a pauta brasileira. Segundo nota técnica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), 46% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano, equivalentes a US$ 17,5 bilhões em 2025, deixam de estar sujeitas a qualquer sobretaxa adicional.

Foto: Divulgação
A medida revoga expressamente as ordens anteriores que impunham tarifas específicas de até 40% contra produtos brasileiros e também substitui as chamadas tarifas recíprocas por uma alíquota global de 10%, aplicável a todos os parceiros comerciais, com exceções pontuais. O governo norte-americano indicou a possibilidade de elevar esse percentual para 15%, mas o ato formal ainda não foi publicado.
Pelos cálculos do MDIC, cerca de 25% das exportações brasileiras para os EUA, o equivalente a US$ 9,3 bilhões,passam a estar sujeitas à nova tarifa uniforme de 10% (ou 15%, caso confirmada a elevação). Antes da mudança, aproximadamente 22% das vendas brasileiras enfrentavam sobretaxas que variavam de 40% a 50%.
Outros 29% das exportações, ou US$ 10,9 bilhões, permanecem submetidos às tarifas setoriais previstas na Seção 232 da legislação comercial norte-americana, instrumento aplicado com base em argumentos de segurança nacional e que incide de forma linear entre países, a depender do produto.
Ganho de competitividade
Na avaliação do ministério, o novo regime amplia a competitividade de segmentos industriais brasileiros no mercado norte-americano.

Foto: Allan Santos/PR
Entre os setores beneficiados estão máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e rochas ornamentais, que deixam de enfrentar alíquotas de até 50% e passam a competir sob tarifa isonômica de 10%.
No agronegócio, pescados, mel, tabaco e café solúvel também passam da alíquota de 50% para 10%, reduzindo a desvantagem frente a outros fornecedores internacionais.
Uma das mudanças mais relevantes envolve o setor aeronáutico. As aeronaves foram excluídas da incidência das novas tarifas e passam a contar com alíquota zero para ingresso no mercado norte-americano, antes sujeitas a 10%. O MDIC ressalta que o produto foi o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os EUA em 2024 e 2025, com elevado valor agregado e conteúdo tecnológico.
Relação comercial e ressalvas técnicas
Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 82,8 bilhões, alta de 2,2% em relação ao ano anterior. As exportações brasileiras totalizaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 45,1 bilhões, resultando em déficit de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.

Foto: Divulgação
O ministério observa que os números são estimativos, uma vez que os códigos tarifários foram divulgados na nomenclatura HTS (Harmonized Tariff Schedule) e posteriormente consolidados ao nível de seis díígitos do Sistema Harmonizado (SH6), o que pode gerar variações nos valores apurados. Além disso, a aplicação efetiva das tarifas nos EUA pode depender de critérios adicionais, como destinação específica ou uso final do produto.
Em manifestação recente, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, afirmou que a redução das sobretaxas abre espaço para ampliar a parceria comercial com os Estados Unidos, destacando o peso do mercado norte-americano para produtos manufaturados brasileiros.
A nova configuração tarifária elimina o tarifaço direcionado ao Brasil, mas consolida um modelo de tributação uniforme que mantém parte relevante da pauta exportadora sob incidência adicional. Para o governo, o saldo é de recomposição de competitividade relativa, sobretudo na indústria de maior valor agregado.
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O que prevê o acordo Mercosul-União Europeia
Tratado cria área de livre comércio entre os blocos, estabelece cronograma de até 30 anos para cortes de impostos de importação e inclui capítulos sobre sustentabilidade, propriedade intelectual e solução de controvérsias.








