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Ministro da Agricultura apresenta ações do Mapa em 20 meses de gestão

Em reunião na Associação Comercial de São Paulo, ministro também evidenciou o crescimento da agropecuária brasileira.

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Foto: Divulgação/Mapa

Com o intuito de apresentar as perspectivas e oportunidades do agronegócio brasileiro, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou na terça-feira (27) da reunião híbrida do Conselho do Agronegócio da Associação Comercial de São Paulo (AC/Agro).

O ministro iniciou sua fala destacando o crescimento de 15% da agropecuária brasileira em 2023. “Foi o setor da economia brasileira que mais cresceu no último ano, graças à resiliência, dedicação e busca por soluções,” afirmou Fávaro.

Nesta gestão, foi criada uma linha dolarizada dentro do Plano Safra, oferecendo juros atrativos para produtores com hedge agrícola, como aqueles que exportam soja, milho e algodão. “Disponibilizamos R$ 8 bilhões nessa linha no ano passado, dos quais seis bilhões foram utilizados, aquecendo a economia. Agora, ampliamos essa linha de financiamento com a inclusão da CPR Rural dolarizada. Este ano, serão R$ 30 bilhões, e tenho certeza de que é uma forma mais moderna e eficiente de fomentar a agropecuária”, afirmou Fávaro.

Na ocasião, o ministro da Agricultura também ressaltou o empenho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Governo Federal no fortalecimento das relações diplomáticas e comerciais com os países do Sul Global. Além disso, apresentou as habilitações de plantas frigoríficas que podem exportar para a China.

“Neste período de 20 meses, levantamos os embargos de 11 das 12 plantas que estavam interditadas e habilitamos mais 43 plantas frigoríficas. Portanto, se fizermos um balanço, o placar é -12 a 54. É isso que realizamos em 20 meses”, destacou Carlos Fávaro. Ele também ressaltou o acordo de venda de café brasileiro para a maior rede de cafeterias chinesas, firmado durante missão oficial ao país asiático em junho deste ano. O acordo prevê a compra de aproximadamente 120 mil toneladas de café brasileiro pela rede, no valor de cerca de US$ 500 milhões.

Participando da reunião, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Roberto Perosa, ressaltou a importância dos adidos agrícolas internacionais. “O Brasil hoje conta com 29 adidos agrícolas em pontos estratégicos ao redor do mundo. Eles são representantes do Ministério e apoiadores do agronegócio nesses países. O ministro conseguiu, com muita maestria, aumentar essa rede para 40 novas adidâncias”, afirmou.

Neste ano, o Brasil se autodeclarou livre de febre aftosa sem vacinação, após o término do ciclo vacinal iniciado há 50 anos. O próximo passo é obter o reconhecimento internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Fávaro destacou que esse reconhecimento abrirá novas oportunidades comerciais para o agronegócio brasileiro e ressaltou a sanidade agropecuária do país.

Na última segunda-feira (26), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria nº 1.163/2024, que integrou o Serviço de Inspeção Municipal de Campinas, localizado no estado de São Paulo, ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-Poa). A integração foi destacada pelo ministro da Agricultura durante sua participação na reunião.

O secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos, evidenciou o trabalho do Mapa no apoio à comercialização e à transição energética para a agropecuária. “Ontem, com a participação do ministro do Conselho Nacional de Política Energética, tratamos especificamente desse tema. O Brasil é um grande exemplo para o mundo na transição energética, utilizando principalmente a energia proveniente da cana e do milho”, afirmou.

“Eu gostaria de deixar como legado à frente do Ministério da Agricultura, com a nossa equipe, uma gestão contemporânea, quebrando paradigmas entre agropecuária, produção de alimentos e meio ambiente. Eles são complementares. O Brasil tem grandes ativos para ser um grande produtor de alimentos: pessoas vocacionadas, homens e mulheres que sabem lidar com a terra, tirar o melhor de cada pedaço, e tecnologias de última geração, como máquinas, equipamentos, sementes e fertilizantes, tudo de ponta para a produção de alimentos”, destacou Carlos Fávaro ao final de seu discurso.

A reunião foi presidida pelo presidente da Associação Comercial de São Paulo, Roberto Ordine.

Fonte: Assessoria Mapa

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Pesquisa brasileira atrai produtores argentinos para troca de conhecimento

Programação abordou desde manejo reprodutivo até sistemas integrados no bioma Pampa.

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Foto: Róger Nobre

Durante a quarta-feira (14), a Embrapa Pecuária Sul recebeu uma comitiva da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (AACREA), formada por 83 produtores rurais e técnicos. O grupo, envolvido em atividades de pecuária, silvicultura e produção de grãos, nas províncias de Corrientes e Missiones, está fazendo um giro técnico no Brasil e a visita à Embrapa foi para conhecer as pesquisas e tecnologias desenvolvidas para o setor primário.

O grupo foi recepcionado pela equipe de gestão na unidade da Embrapa e na sequência participou de palestras sobre diferentes temas que são trabalhados pela pesquisa. Segundo o analista da Embrapa, Marco Antônio Karam, esse tipo de iniciativa é importante para reforçar os laços com os países da região. “Além disso, estamos difundindo conhecimentos e tecnologias disponíveis para que possam ser utilizados lá, visando sistemas produtivos mais sustentáveis”.

Ainda na parte da manhã os pesquisadores Danilo Sant’Anna e Daniel Montardo apresentaram a vitrine de forrageiras, onde estão algumas das cultivares desenvolvidas pela instituição. Outro tema discutido foi o conceito Pasto sobre Pasto, que visa a oferta de forragem de qualidade para animais durante todo o ano.

No início da tarde, a comitiva assistiu a palestra Manejo da reprodução: fisiologia e uso de hormônios, ministrada pelo pesquisador José Carlos Ferrugem. O evento teve prosseguimento tendo como tema o melhoramento genético bovino. Os pesquisadores Fernando Cardoso e Cristina Genro falaram sobre pesquisas e tecnologias na área, como a utilização da genômica para o melhoramento de animais em características como eficiência alimentar e resistência ao carrapato, além dos trabalhos para a adaptação das raças taurinas a regiões tropicais.

A programação foi encerrada com a apresentação sobre o projeto Integra Pampa, feita pelos pesquisadores Naylor Perez e Hélio Tonini. Esse projeto está avaliando os melhores arranjos e desenhos de sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta para o bioma Pampa.

Segundo o coordenador regional da Crea, Mariano Lanz, um dos objetivos do grupo foi conhecer soluções tecnológicas que possam ser implantadas nos sistemas de produção deles. “Somos produtores do nordeste Argentino, região com muitas semelhanças com esta. Estamos procurando ideias e encontramos aqui alternativas muito interessantes, principalmente no melhoramento animal e das pastagens”, afirmou.

A Crea é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 1960 e formada por empresários agropecuários organizados em grupos regionais. Voltada ao desenvolvimento sustentável e à inovação, a entidade promove a troca de experiências e a geração de conhecimento entre produtores, com foco na melhoria da gestão e no crescimento das empresas do setor.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Mercado externo e estoques apertados elevam cotações do trigo

Clima no Hemisfério Norte e previsão de menor área plantada reforçam alta.

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Foto: Cleverson Beje

Os preços do trigo avançaram em março no mercado brasileiro, acompanhando o movimento internacional e o período de entressafra. No Paraná, a saca de 60 kg fechou o mês cotada a R$ 63, alta de 3,4% em relação a fevereiro. Já nos primeiros dias de abril, as cotações subiram ainda mais, com média de R$ 66 por saca.

A valorização ocorre em um momento de menor disponibilidade de produto no mercado interno. Com estoques mais ajustados, os preços passaram a seguir mais de perto a paridade de exportação, o que limitou uma reação mais forte da demanda doméstica.

Foto: Fábio Carvalho

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o cenário externo também contribuiu para sustentar as cotações no Brasil. No mercado internacional, o trigo registrou volatilidade ao longo de março. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o primeiro vencimento do trigo soft variou entre 572 e 635 centavos de dólar por bushel, encerrando o mês a 616 centavos, alta de 4% frente a fevereiro.

As oscilações foram influenciadas principalmente pelo clima seco nas regiões produtoras do Hemisfério Norte, o que elevou as preocupações com a produção. Além disso, o mercado ganhou suporte após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicar redução da área cultivada, reforçando a expectativa de uma safra menor em 2026/27.

Com isso, o mercado segue atento às condições climáticas e às revisões de oferta, fatores que continuam impactando diretamente a formação dos preços do trigo no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Entidades de imprensa do Sul lançam campanha contra desinformação

Iniciativa inédita reúne associações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para alertar sobre fake news e conteúdos gerados por inteligência artificial.

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Foto: Divulgação

As principais associações de imprensa do Sul do Brasil se unem, de forma inédita, para lançar uma campanha conjunta de combate à desinformação. A iniciativa reúne a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e a Associação Paranaense de Imprensa (API), com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os riscos das fake news especialmente diante do avanço de conteúdos gerados por inteligência artificial e reforçar a importância do jornalismo profissional para escolhas livres e conscientes.

O Brasil se aproxima de mais um processo eleitoral marcado pela polarização. Paralelamente, o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial elevou a desinformação a um novo patamar, com vídeos, áudios e imagens hiper-realistas que dificultam a distinção entre o real e o falso. Esse cenário ultrapassa as fake news tradicionais e ameaça diretamente a democracia, a liberdade de escolha do eleitor e a credibilidade da informação.

Diante desse contexto, a campanha assinada pela agência MOOVE propõe um alerta direto ao público por meio do conceito: “Se é bom demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é estranho demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é forçado demais, duvide. Notícia exige apuração.”

A ideia parte do princípio de que a desinformação raramente circula no meio-termo. Ela se espalha quando provoca reações intensas, seja entusiasmo ou estranhamento levando ao compartilhamento impulsivo, sem verificação.

O papel das entidades e do jornalismo profissional é justamente interromper esse ciclo, oferecendo informação confiável e incentivando a checagem antes do compartilhamento. Como estratégia criativa, a campanha apresenta manchetes verossímeis, construídas para parecerem plausíveis, despertando curiosidade e provocando reações imediatas no público. Os temas foram cuidadosamente selecionados para evitar vieses ou conflitos com grupos e instituições, inclusive no campo político.

Durante o lançamento, jornalistas e comunicadores serão convidados a aderir à iniciativa por meio do uso do selo da campanha, em versões para rádio, TV, portais, jornais e revistas, reforçando a mensagem de que a notícia exige apuração. Segundo o presidente da ARI, José Maria Rodrigues Nunes, a ação representa um passo importante na atualização do papel da imprensa diante dos novos desafios. “Embora hoje todos possam produzir conteúdo, o jornalismo profissional segue sendo o principal filtro contra a desinformação. A campanha dá continuidade a ações anteriores da entidade e atualiza o discurso para o contexto da inteligência artificial e do período eleitoral. Ao concluir essa nova etapa, entendemos que era o momento de ampliar o movimento, convidando as associações do Sul para essa grande mobilização. Esperamos que essa iniciativa inspire outras entidades a se somarem a esse esforço coletivo.”

A presidente da ACI, Déborah Almada, destaca o caráter histórico da união. “Estamos entusiasmados com essa campanha, que faz um alerta fundamental em um momento em que a desinformação tem causado tantos danos à cidadania no mundo todo. A união de três instituições que representam a imprensa no Sul do País é um feito inédito que merece ser celebrado. Fortalecer o jornalismo é uma missão.” Para o presidente da API, Célio Martins, em um ambiente marcado pela velocidade e pelo excesso de informação, a proliferação da desinformação é prejudicial a toda a sociedade e faz com que conteúdos falsos ganhem escala e dificultem a distinção entre o que é fato e o que é mentira. “Nesse contexto, o jornalismo profissional é fundamental como contraponto, ao defender a informação de interesse público, combater fake news com apuração rigorosa, checagem de dados e responsabilidade na divulgação, oferecendo ao público conteúdo confiável e contribuindo para a defesa da democracia”, enfatiza.

Responsável pela campanha, a agência Moove reforça a sua importância: “Em tempos de desinformação acelerada, o papel do jornalismo ético e da comunicação responsável torna-se o principal pilar de sustentação da verdade. Nosso objetivo é despertar a consciência crítica no consumo de informações, reafirmando que a qualidade do debate público depende, acima de tudo, da credibilidade da fonte”, afirma Gabriel Fuscaldo, CEO da Moove.

Para Roberto Schmidt, criativo da Agência Moove, a inteligência artificial é uma realidade e não existe qualquer possibilidade de retrocesso, por isso ações como essa são importantes. A campanha atua na geração de senso crítico sobre o conteúdo que circula nas redes, ajudando a combater fake news antes mesmo do seu compartilhamento.

Fonte: Assessoria
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