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Ministro da Agricultura destaca abertura de 24 mercados e Plano Safra Sustentável entre as principais ações do Mapa em seis meses de governo

Declaração foi feita por Carlos Fávaro na cerimônia de abertura da 22ª Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Campo Verde (Expoverde), em Mato Grosso.

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Foto: Divulgação/Mapa

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da cerimônia de abertura da 22ª Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Campo Verde (Expoverde), em Mato Grosso. O evento ocorreu na manhã desta sexta-feira (07), com a participação de produtores rurais da região mato-grossense.

Durante discurso na feira, Fávaro detalhou as ações realizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária durante os seis meses de governo, entre elas a abertura de 24 mercados para produtos agropecuários e o fortalecimento do sistema sanitário brasileiro.

Segundo o ministro, a disponibilização de recursos por meio do Plano Safra mostra que o governo está apoiando os produtores rurais para que possam investir na produção agrícola do Brasil.

“Esse dinheiro irriga a economia. Quando o produtor pega um custeio do Plano Safra, alimenta toda a cadeia produtiva, e isso faz com que a economia cresça, gere empregos e oportunidades, inclusive para os brasileiros que não estão diretamente ligados à agropecuária”, disse.

Ele também ressaltou o incentivo do Plano Safra a práticas agropecuárias sustentáveis. “É a primeira vez que o Plano Safra premia boas práticas de sustentabilidade”, disse Fávaro. O Plano Safra 2023/2024 incentiva o fortalecimento dos sistemas de produção ambientalmente sustentáveis. Serão premiados os produtores rurais que já estão com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) analisado e também aqueles produtores rurais que adotam práticas agropecuárias consideradas mais sustentáveis.

A 22ª Expoverde é uma das maiores feiras agropecuárias de Mato Grosso e vai até sábado (08).

Fonte: Assessoria Mapa

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Segunda safra e manejo do solo tornam vazio sanitário etapa estratégica da produção de soja

Em Mato Grosso, período de restrição ao plantio é usado para intensificar sistemas e influenciar produtividade futura.

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O início do vazio sanitário da soja costuma transmitir a impressão de que as atividades nas fazendas diminuem. Em Mato Grosso, no entanto, a realidade é outra. Mesmo com a proibição do cultivo da oleaginosa, o campo segue em ritmo intenso, impulsionado pelas culturas de segunda safra e pelos manejos que definirão o desempenho da próxima temporada.

Foto: Júnior Knoff

Maior produtor de soja do Brasil, o Estado vive um período estratégico do calendário agrícola. Além do milho de segunda safra, culturas como algodão, sorgo, gergelim e milheto permanecem em desenvolvimento e exigem acompanhamento constante.

De acordo com o mestre em Agronomia Talis Melo, o vazio sanitário é uma medida essencial para o controle da ferrugem asiática, mas está longe de representar uma paralisação das atividades. “Hoje não temos soja no campo, porque o plantio é proibido durante o vazio sanitário. Mas isso não significa que a atividade para. O milho de segunda safra tem participação fundamental na rentabilidade do produtor. Além dele, culturas como algodão, sorgo, gergelim e milheto seguem em desenvolvimento e exigem manejo constante”, afirma.

Ao longo dos últimos anos, Mato Grosso consolidou um modelo produtivo baseado em duas grandes safras anuais. O que antes era chamado de “safrinha” tornou-se uma segunda safra de grande relevância econômica, responsável por ampliar a renda e a sustentabilidade financeira das propriedades rurais.

Além do retorno econômico, essas culturas exercem papel importante na preparação da próxima safra de soja. O cultivo consorciado de milho com braquiária, por

Foto: Divulgação

exemplo, contribui para a formação de palhada, melhora a estrutura do solo, conserva a umidade e favorece o desenvolvimento da lavoura subsequente.

Segundo Melo, as decisões tomadas neste período têm reflexos diretos sobre a safra 2026/27. Estratégias de controle de plantas daninhas, manejo fitossanitário, escolha de cultivares e uso de plantas de cobertura são fatores que influenciam a produtividade da soja que será semeada nos próximos meses. “Os manejos realizados agora no milho, no algodão, no sorgo, no gergelim e em outras culturas refletem diretamente na safra de soja 2026/27. Este é um momento de planejamento e preparação, em que o produtor trabalha para construir os resultados que deseja alcançar na próxima temporada”, destaca.

Controle da ferrugem asiática

Em Mato Grosso, o vazio sanitário da soja começou em 08 de junho e se estende até 06 de setembro. Durante esse período, os produtores devem eliminar todas as plantas vivas de soja existentes em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento e locais onde possa ocorrer germinação espontânea.

A medida busca interromper o ciclo da ferrugem asiática, considerada a principal doença da cultura e capaz de provocar perdas de até 90% da produção quando não controlada adequadamente.

Fonte: O Presente Rural
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Redução da jornada pode acrescentar R$ 11,9 bilhões aos custos do transporte de cargas no Brasil

Estudo da CNT estima alta anual de 8,66% nas despesas com mão de obra em um setor que já enfrenta déficit de mais de 100 mil motoristas.

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Foto: Divulgação

O primeiro semestre de 2026 impôs uma nova camada de desafios ao Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Responsável por cerca de 65% da movimentação de mercadorias no Brasil, o setor precisou se adaptar simultaneamente a mudanças regulatórias, aumento de custos operacionais, maior rigor na fiscalização eletrônica e escassez de mão de obra, cenário que elevou a complexidade das operações e pressionou a rentabilidade das empresas.

Presidente da FETCESP, Carlos Panzan: “O primeiro semestre mostrou que o desafio das transportadoras deixou de ser apenas operacional” – Foto: Divulgação

Entre as principais mudanças estiveram as novas exigências relacionadas ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), alterações no Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) e a ampliação dos mecanismos de fiscalização digital.

Na avaliação da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), essas transformações exigiram investimentos em tecnologia e revisão dos processos internos. “O primeiro semestre mostrou que o desafio das transportadoras deixou de ser apenas operacional. Hoje, as empresas precisam acompanhar um ambiente regulatório cada vez mais dinâmico, investir em tecnologia, reforçar controles internos e manter capacidade de adaptação rápida para preservar eficiência e competitividade”, afirma o presidente da FETCESP, Carlos Panzan.

Diesel e frete pressionam as margens

Além das adequações regulatórias, o setor continua convivendo com dificuldades estruturais. O diesel segue entre os principais fatores de pressão sobre os custos das transportadoras.

Em março, o combustível chegou a acumular alta de 19% e permanece representando entre 35% e 50% do custo

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operacional das empresas. Em algumas operações, esse percentual pode ultrapassar 70% do valor total do frete.

Ao mesmo tempo, levantamento da NTC&Logística apontou uma defasagem média de 10,1% no frete rodoviário no início deste ano, o que reduz a capacidade das empresas de repassar os custos e compromete as margens de operação.

Segundo a FETCESP, a adaptação às novas regras deixou de ser uma demanda pontual e passou a integrar a estratégia das empresas. Para a entidade, o segundo semestre deve ser marcado principalmente pelos desafios relacionados ao ambiente econômico, político e trabalhista.

Escassez de motoristas preocupa setor

Entre os temas que mais mobilizam as transportadoras está a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho e o possível fim da escala 6×1.

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Estudo encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) estima que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas poderá elevar em 8,66% os custos com mão de obra no setor de transporte, gerando impacto anual de aproximadamente R$ 11,9 bilhões.

O levantamento aponta ainda que seriam necessários cerca de 240 mil novos trabalhadores para manter os atuais níveis de operação e atendimento.

A preocupação é ainda maior no transporte rodoviário de cargas, que enfrenta um déficit estimado em mais de 100 mil motoristas profissionais, além da dificuldade para preencher outras vagas operacionais. “Estamos diante de uma discussão que exige equilíbrio. O transporte de cargas é uma atividade essencial para o abastecimento da economia e qualquer mudança estrutural precisa considerar seus impactos sobre custos, produtividade e capacidade de atendimento”, afirma Panzan.

Segundo semestre deve exigir mais planejamento

As empresas também acompanham com atenção o cenário político e econômico, especialmente diante do calendário eleitoral e da implementação gradual da Reforma Tributária.

Para a FETCESP, a previsibilidade será um dos fatores decisivos para a competitividade do setor nos próximos

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meses. “A tendência é que o segundo semestre continue exigindo elevado nível de planejamento e capacidade de adaptação das empresas. O setor precisa de previsibilidade para investir, organizar operações e manter competitividade. Quanto maior a estabilidade regulatória e o diálogo entre poder público e setor produtivo, maiores serão as condições para que as transportadoras continuem operando com eficiência e segurança”, destaca o presidente da entidade.

Diante desse cenário, a federação defende a ampliação da participação das empresas em pesquisas de confiança do setor, argumentando que um diagnóstico mais preciso sobre custos, ambiente regulatório e expectativas dos empresários pode contribuir para orientar políticas e fortalecer a representação institucional das transportadoras em um período marcado por mudanças e incertezas.

Fonte: Assessoria FETCESP
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Primeira ferrovia do país implantada sob autorização estadual amplia o corredor logístico entre Mato Grosso e o Porto de Santos

Quando concluída, a ferrovia terá mais de 700 quilômetros de extensão, passando por 16 municípios entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, além de um ramal para Cuiabá

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Imagem do primeiro trem circulando pela ferrovia - Foto: João Neto

A Rumo entregou no último sábado (20/6) a primeira fase da Ferrovia de Mato Grosso (FMT), primeira ferrovia do país implantada sob o modelo de autorização estadual e a maior obra ferroviária em execução no Brasil. A cerimônia marcou a entrada em comissionamento operacional dos primeiros 162 quilômetros do empreendimento e do novo terminal rodoferroviário da BR-070, em Dom Aquino (MT), ampliando a conexão entre o principal estado produtor de grãos do país e o Porto de Santos. O evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e reuniu autoridades federais, estaduais e representantes do setor produtivo.

A entrega representa mais um marco para a Rumo, maior operadora ferroviária de cargas do Brasil, que investiu mais de R$ 5 bilhões nesta primeira fase. A etapa conecta o Terminal de Rondonópolis ao novo terminal da BR-070, em Dom Aquino, projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano. Juntos, os empreendimentos aproximam os trilhos da origem da carga e ampliam a capacidade de escoamento de uma das regiões mais estratégicas para o agronegócio brasileiro.

O vice-presidente Geraldo Alckmin comentou sobre os ganhos proporcionados pela expansão do corredor logístico com a Ferrovia de Mato Grosso. “Precisamos chegar aos portos e, para isso, a ferrovia é fundamental. Ela ligará o Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e impulsionando o desenvolvimento brasileiro. Não há nada mais ambientalmente correto do que ferrovias, que reduzem a emissão de carbono, diminuem acidentes e geram mais emprego e renda”, ressaltou.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, destacou a relevância da FMT para a competitividade do estado. “A Ferrovia de Mato Grosso é um sonho que virou realidade, em um encontro entre empreendedorismo e trabalho. Continuamos a investir em um estado que é exemplo do que o Brasil pode ser.”

Para o CEO da Rumo, Pedro Palma, a entrega da primeira fase da FMT representa um passo importante na estratégia de expansão da companhia em Mato Grosso e no fortalecimento da logística nacional. “A Ferrovia de Mato Grosso foi concebida para acompanhar o crescimento de uma das regiões mais produtivas do mundo. A entrega desta primeira fase reforça nossa visão de longo prazo de investir em infraestrutura capaz de sustentar o aumento da produção brasileira com eficiência, previsibilidade e capacidade para atender a demanda das próximas décadas.”

Modelo pioneiro de expansão ferroviária

Inserida no Novo PAC do Governo Federal, a Ferrovia de Mato Grosso (FMT), oficialmente denominada Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, representa um marco para a infraestrutura nacional. Pioneira no país, a iniciativa inaugura um novo modelo de expansão ferroviária baseado em autorização estadual e investimento privado.

Quando concluída, a ferrovia terá mais de 700 quilômetros de extensão, passando por 16 municípios entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, além de um ramal para Cuiabá. O projeto foi concebido para aproximar a infraestrutura ferroviária das principais regiões produtoras do estado e ampliar a capacidade logística do Centro-Oeste.

A primeira fase entregue inclui também o novo terminal da BR-070, instalado em uma área de 200 hectares. O complexo conta com capacidade para descarregar até 35 caminhões por hora, carregar até 16 vagões por hora e armazenar até 42 mil toneladas de grãos, além de oferecer estrutura de apoio aos motoristas e estacionamento para até 250 caminhões.

 

Fonte: Assessoria
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