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Ministro da Agricultura assina acordos bilaterais com a Alemanha

Ao todo, três acordos foram assinados durante a reunião com ministro de Alimentação e Agricultura da Alemanha, Cem Özdemir, para impulsionar o desenvolvimento sustentável dos países.

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em reunião bilateral entre o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, e o ministro de Alimentação e Agricultura da Alemanha, Cem Özdemir, foram discutidos os avanços na área de sustentabilidade ambiental com a assinatura de três acordos que ampliam a cooperação entre os países. O encontro aconteceu na segunda-feira (04), em Berlim.

Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro – Fotos: Divulgação/BMEL

Na ocasião, Fávaro defendeu a sustentabilidade da produção agropecuária brasileira, destacando o programa do Mapa de recuperação e conversão de pastagens de baixa produtividade que será oficialmente lançado em breve pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta visa a intensificação da produção de alimentos de forma sustentável pois, ao contrário do que se imagina, o aumento de aporte de matéria orgânica nos sistemas melhora a qualidade do solo, contribuindo para a captura de carbono.

Com foco na produção com rastreabilidade e sustentabilidade, sem comprometer as florestas, o programa já foi apresentado pelo ministro Carlos Fávaro em missões oficiais em diversos países e tem atraído o interesse dos investidores estrangeiros.

A proposta é que sejam incorporados à área de produção mais 40 milhões de hectares de pastagens degradadas ou de baixa produtividade nos próximos 10 anos, intensificando a produção de alimentos sem avançar no desmatamento sobre as áreas já preservadas e com práticas que levem à não emissão de carbono.

De acordo com o ministro, para o sucesso do programa, é importante, além dos recursos brasileiros, contar com fontes de financiamento internacionais. Ele ainda destacou que os objetivos do projeto de recuperação de pastagens coincidem com as metas da política ambiental da Alemanha. “A Alemanha é um grande parceiro do Brasil. Por determinação do presidente Lula, devemos estar cada vez mais próximos. É a terceira visita que faço neste ano à Alemanha e ao ministro Cem Özdemir para que possamos intensificar as nossas relações sempre com o viés de produzir alimento de qualidade, mas com a preservação ambiental, o que é fundamental”, destacou o ministro brasileiro.

Desta forma, Özdemir se comprometeu a apoiar o Mapa na busca de recursos para esse programa, inclusive com o Banco de Desenvolvimento Alemão (KFW).

As ações de cooperação entre Brasil e Alemanha vêm sendo discutidas e intensificadas desde o início deste ano, quando Fávaro realizou a primeira reunião bilateral com o ministro alemão durante sua participação no Fórum Global para Alimentação e Agricultura na Alemanha. Em março, Özdemir voltou a se reunir com Fávaro na sede do Mapa, em Brasília. Já em outubro, retornou ao país para participar da Anuga, maior feira de alimentos do mundo, onde iniciou as tratativas para a parceria no programa de recuperação das pastagens com vistas a intensificar, de forma sustentável, a produção de alimentos para contribuir com a segurança alimentar do planeta e no combate às mudanças climáticas. Agora, integrando a comitiva do presidente Lula na II Reunião de Consultas Intergovernamentais de Alto Nível, com ministros de ambos os países, a delegação brasileira que chega a Alemanha após a abertura da COP 28, onde o Brasil reafirmou seu compromisso com a sustentabilidade.

Acordos Brasil-Alemanha no Agro

Ao todo, três acordos foram assinados durante a reunião desta segunda-feira (04) para impulsionar o desenvolvimento sustentável dos países.

A prorrogação do memorando de entendimento que estabelece Diálogo Agropolítico entre Brasil e Alemanha, foi assinada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil, Paulo Teixeira, e o ministro de Alimentação e Agricultura da Alemanha, Cem Özdemir. O Diálogo Agropolítico é um instrumento utilizado para intercâmbio técnico de experiências, perspectivas e de políticas públicas no contexto das transformações do agronegócio em busca de resiliência e sustentabilidade.

Nessa nova versão, o memorando visa intensificar a cooperação bilateral para promover o entendimento mútuo no agronegócio, a troca de informações sobre o quadro regulatório do setor agrícola e o fortalecimento do trabalho em rede e a facilitação/ suporte a parcerias entre atores alemães e brasileiros no agronegócio.

Também foi assinado pelos ministros Fávaro, Teixeira e Özdemir, além da ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos e sua contraparte alemã, a ministra de Educação e Pesquisa, Bettina Stark-Watzinger, a primeira Declaração Conjunta de Intenções em Cooperação em Bioeconomia. O acordo incentiva a aproximação entre os dois países no tema, incluindo a produção e pesquisa em bioinsumos, que é de grande interesse para a agropecuária brasileira.

Já o terceiro acordo, assinado pelos ministros Fávaro, Cem Özdemir, o representante da Associação Brasileira do Agronegócio, Ingo Plöger, e da Federação das Indústrias Alemãs, Rafael Haddad, trata da prorrogação e ampliação da iniciativa de Cooperação em Agronegócio e Inovação, que tem o objetivo de reunir governo e setor privado em prol da ampliação do volume de comércio e fluxos de investimentos no agronegócio e na busca por modelos de produção agrícola mais sustentáveis.

G20

Durante a reunião bilateral entre os ministros brasileiro e alemão, Fávaro convidou Özdemir par participar da reunião de ministros da agricultura do G20, que será realizada em Cuiabá, no próximo ano, como programação dos eventos sob a presidência rotativa do Brasil no grupo.

O encontro do Grupo de Trabalho da Agricultura contará com visitas técnicas para apresentar diferentes sistemas de produção aos ministros do bloco.

Reunião de Alto Nível

Durante a II Reunião de Consultas Intergovernamentais de Alto Nível Brasil-Alemanha, com a participação do presidente Lula e o do chanceler alemão Olaf Scholz e ministros dos dois países, a agricultura foi um dos destaques.

No encontro, Fávaro destacou a coincidência de visões de Alemanha e Brasil sobre a importância de tornar a agricultura cada vez mais sustentável respeitando as respectivas peculiaridades.

Encontro Empresarial

Realizado pela Fedseração das Indústrias da Alemanhã, o Encontro Empresarial Brasil – Alemanha reuniu empresários e autoridades dos dois países, além da participação dos chefes de Estado de ambos. No encerramento, o presidente Lula fez um breve histórico das relações bilaterais, destacando o apoio alemão ao desenvolvimento brasileiros e as oportunidades de investimento e negócios entre os dois países.

Também mencionou a excelência do Brasil na produção de energia renovável, incluindo os biocombustíveis e destacou o projeto do Mapa para a recuperação de pastagens que intensificará a produção de alimentos no Brasil de forma a contribuir com a segurança alimentar e climática do mundo.

Fonte: Assessoria Mapa

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Mapa lança projeto para ampliar mercado de pequenas agroindústrias

Iniciativa busca facilitar acesso ao Sisbi-POA e fortalecer negócios rurais.

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Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, durante a Feira Brasil na Mesa, o projeto SIMples AsSIM, iniciativa desenvolvida em parceria com o Sebrae para ampliar a inserção de pequenas agroindústrias no mercado nacional e fortalecer os pequenos negócios rurais.

Durante a palestra, a coordenadora-geral do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), Claudia Valéria, destacou que os avanços do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) abriram caminho para a criação do projeto. Segundo ela, a modernização dos processos foi essencial para ampliar a adesão ao sistema.

O projeto busca ampliar o acesso de produtos de origem animal ao mercado nacional por meio de qualificação técnica, modernização da inspeção, apoio à adequação sanitária, entre outras ações. A proposta também prevê identificar os principais desafios enfrentados pelos empreendedores e apoiar a integração ao Sisbi-POA.

A regularização de agroindústrias de pequeno porte é considerada estratégica para promover a inclusão produtiva, reforçar a segurança alimentar e impulsionar o desenvolvimento econômico local.

Durante a apresentação, Cláudia também ressaltou a importância de outras iniciativas, como o Projeto ConSIM, que contribuiu para a integração de consórcios públicos ao sistema. “Entre 2020 e 2025, 68 consórcios públicos no Brasil se integraram ao sistema, permitindo que muitos municípios ampliassem a comercialização de seus produtos”, afirmou.

Apesar dos avanços, o número de estabelecimentos ainda não acompanha o crescimento dos serviços de inspeção integrados. “Observamos um grande número de serviços integrados, mas os estabelecimentos não cresceram na mesma proporção. Por isso, surgiu a necessidade de fortalecer esses produtores e capacitá-los para acessar o mercado nacional”, pontuou.

O projeto está estruturado em três eixos: inclusão de agroindústrias no Sisbi-POA; fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal com base em análise de risco; e apoio técnico à estruturação de agroindústrias de pequeno porte.

O projeto-piloto será iniciado em Santa Catarina, estado com grande número de agroindústrias e potencial de expansão. A iniciativa prevê diagnósticos in loco e planos de ação personalizados para apoiar a adequação dos estabelecimentos. “Mais de 80% das agroindústrias demonstraram interesse em expandir seus mercados. Isso mostra que há demanda e que precisamos criar condições para que esses produtores avancem”, concluiu a coordenadora-geral.

O analista do Sebrae Warley Henrique também apresentou os resultados iniciais do projeto. Entre eles, o diagnóstico on-line que identificou as principais dificuldades relacionadas à estrutura dos serviços de inspeção que limitam a integração dos estabelecimentos ao Sisbi, com 217 respondentes.

Também foi realizada pesquisa com técnicos dos estabelecimentos, que reuniu 114 participantes, sobre os principais entraves para obtenção do selo Sisbi, além do levantamento das orientações técnicas necessárias para cada estabelecimento.

Após a fase de levantamento, o projeto avança para a estruturação da metodologia de atendimento e para a implementação das ações em campo, com início previsto para maio de 2026, em Santa Catarina.

Fonte: Assessoria Mapa
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Copacol recebe Prêmio de Melhor do Biogás pelo segundo ano consecutivo

Projeto premiado destaca eficiência na geração de energia a partir de resíduos e reforça liderança da cooperativa em sustentabilidade.

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Foto: Divulgação

A Copacol consolidou mais uma vez sua posição de referência nacional em energias renováveis ao conquistar, pelo segundo ano consecutivo, o Prêmio Melhores do Biogás Brasil 2026, na categoria Melhor Planta Indústria.
O reconhecimento apresentado no 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Foz do Iguaçu, destaca o desempenho da Usina de Biogás instalada na UPL (Unidade de Produção de Leitões), em Jesuítas, e evidencia o compromisso da Cooperativa com inovação, eficiência energética e preservação ambiental. “É uma satisfação imensa receber o Prêmio de Melhor do Biogás, que reconhece o desempenho desse importante investimento em sustentabilidade. O respeito ao meio ambiente é uma prática em nossas atividades, por isso, buscamos alternativas que consolidem esse comportamento e preservem ainda mais nossas riquezas”, complementa o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.

A premiação reforça os resultados obtidos pela cooperativa ao longo dos últimos anos, especialmente no aproveitamento de resíduos agroindustriais para geração de energia limpa. Somente em 2025, a usina produziu 6.813.437 kWh de energia a partir dos resíduos gerados pela Unidade de Produção de Leitões e pela Unidade de Produção de Desmamados, resultado que representou economia em energia elétrica e aproveitamento de resíduos equivalentes a R$ 6,4 milhões. “O Prêmio de Melhor do Biogás demonstra o compromisso da Copacol com a sustentabilidade, a destinação correta de resíduos, principalmente com e uso de energia renovável”, afirma o gerente de Meio Ambiente da Copacol, Celso Brasil.

O modelo premiado de geração de energias renováveis recebeu a visita de empresários do ramo do Brasil e do exterior. A programação contou com apresentação técnica e um passeio guiado às instalações, mostrando a realidade operacional da planta e os processos utilizados para transformar resíduos em energia. A Copacol foi escolhida como destino técnico pelo reconhecimento do projeto como modelo de sucesso no setor. “Existe muito estudo no desenvolvimento do projeto da Copacol e isso é fundamental. A operação leva em consideração dados diários de composição dos substratos, concentração de material orgânico e existe um monitoramento contínuo da planta. As tomadas de decisão são baseadas nos dados gerados. Isso dá segurança e impressiona bastante”, afirma a analista da Embrapa, Fabiane Goldschnidt, que atua em projetos de gerenciamento de resíduos, produção de biogás e biometano.

A usina também chamou a atenção de representantes da área acadêmica. Rosiany de Vasconcelos Vieira Lopes, professora da Universidade de Brasília, natural de Campina Grande e atualmente residente em Brasília, participou da visita técnica. “Fiquei muito surpresa com a estrutura. Percebemos na prática a utilização de resíduos aproveitados de uma maneira renovável e sustentável para a produção de energia.”

Fonte: Assessoria Copacol
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Selos distintivos ganham destaque como estratégia de valorização no agro

Certificações reforçam origem, qualidade e ajudam produtores a acessar mercados.

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Fotos: Divulgação

Os selos distintivos são certificações voltadas para os produtores rurais que objetivam o desenvolvimento, a valorização e a diferenciação na agricultura brasileira. Para tratar do tema, foi realizada a palestra “Chefs de Origem: Estratégia de Valorização dos Produtos de Origem e dos Pequenos Negócios”, durante a Feira Brasil na Mesa.

Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o coordenador-geral de Fomento à Agroindústria, Nelson Andrade, apresentou os selos distintivos sob a coordenação do Mapa. “Os selos distintivos são certificações que comprovam origem, qualidade, autenticidade e conformidade com padrões específicos. Eles geram confiança, credibilidade e ajudam o consumidor a fazer escolhas mais conscientes”, explicou Nelson Andrade.

Os principais selos e certificações são: Boas Práticas Agropecuárias; Produção Integrada; Selo Arte; Selo Queijo Artesanal; Indicação Geográfica e Marcas Coletivas.

As Boas Práticas Agropecuárias (BPA) são um conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas aplicadas nas etapas da produção, processamento e transporte de produtos alimentícios e não alimentícios.

Já os selos Arte e Queijo Artesanal buscam trazer agregação de valor para produtos alimentícios artesanais de origem animal com características especiais e diferenciadas.

As marcas coletivas são sinais distintivos utilizados para identificar produtos ou serviços provenientes de membros de uma entidade coletiva, possibilitando a diferenciação de mercado, a proteção jurídica e a valorização de produtos e serviços, sendo utilizadas por associações, cooperativas, sindicatos e outras entidades.

As Indicações Geográficas (IGs) são sinais que identificam a origem de um produto ou serviço quando determinada qualidade, reputação ou característica está vinculada à sua origem. Protegem a origem, a tipicidade e a reputação do produto. São duas modalidades: indicação de procedência, que considera a região reconhecida como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço; e denominação de origem, quando qualidade e características estão vinculadas a uma indicação geográfica.

São mais de 150 IGs para produtos da agricultura e da agropecuária brasileiras, principalmente de mel, própolis, carnes, pescados e derivados.

Durante a apresentação, Nelson destacou que o impacto dos selos vai além da certificação. “Eles fortalecem a origem, valorizam tradições e impulsionam o desenvolvimento do campo. Valorizam os produtos, evidenciam a cultura local, destacam a qualidade e a singularidade, valorizam a diversidade e fortalecem as agroindústrias”, salientou.

O coordenador também ressaltou o papel das políticas públicas no apoio aos pequenos produtores. “Essas iniciativas são fundamentais para que o produtor consiga acessar mercados de forma estruturada, manter sua atividade e agregar valor ao que produz”, pontuou.

Ao final, representantes do Sebrae apresentaram o projeto “Chefes de Origem”, que busca a produção, a organização e o fornecimento qualificado por meio da conexão entre produtores locais e restaurantes, promovendo a transformação gastronômica e dando visibilidade aos pequenos produtores.

Fonte: Assessoria Mapa
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