Notícias Em reunião com representantes da PNUMA
Ministro Agricultura ressalta que produção e preservação devem andar juntas
O Brasil possui a oportunidade de combinar a vocação ambiental com a competência na agropecuária de forma estratégica, dados o capital natural – extensas áreas de vegetação, vasta biodiversidade, recursos hídricos, condições climáticas favoráveis –, as tecnologias e as cadeias produtivas estruturadas e o arcabouço de políticas públicas voltadas à sustentabilidade.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro se reuniu com a subsecretária-geral das Nações Unidas e diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Inger Andersen, e representantes do Ministério das Relações Exteriores, para dialogar sobre a agenda ambiental brasileira. O encontro ocorreu na última terça-feira (02) na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília.
Na ocasião, o ministro Fávaro destacou a atuação do Governo Federal para o desenvolvimento do agronegócio com práticas sustentáveis. “Produzir e preservar são aditivos fundamentais, precisam caminhar juntos e estamos trabalhando nisso aqui no Brasil”, afirmou.

Fotos: Divulgação/Mapa
Para a diretora do PNUMA, o Brasil possui a oportunidade de combinar a vocação ambiental com a competência na agropecuária de forma estratégica, dados o capital natural – extensas áreas de vegetação, vasta biodiversidade, recursos hídricos, condições climáticas favoráveis –, as tecnologias e as cadeias produtivas estruturadas e o arcabouço de políticas públicas voltadas à sustentabilidade. “O trabalho que tem sido desenvolvido por esse Ministério, como o Plano ABC, reforça o compromisso contínuo da agricultura e o desenvolvimento sustentável”, elogiou Inger Andersen.
Após o ministro Fávaro pontuar o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD), Andersen demonstrou interesse em divulgar o programa para os demais parceiros das Nações Unidas. “O programa (PNCPD) é exatamente o que precisa ser feito -descarbonização e o aumento da sustentabilidade social e ambiental da atividade agropecuária. É o que estamos recomendando para os países ao redor do globo”, afirmou a diretora.
Fávaro ainda reforçou que o Plano Safra 2024/25, que será lançado nesta quarta-feira (3), continuará incentivando os produtores a utilizarem práticas sustentáveis, por meio do Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, com vistas ao Desenvolvimento Sustentável (2020-2030) (Plano ABC+).
Na oportunidade, também foram tratados temas como a presidência brasileira do G20; o modelo de agricultura tropical, baseado em ciência, tecnologia e inovação implementado no Brasil e como ele servirá para ajudar países como a África e a Índia; o domínio do Brasil na produção de biofertilizantes e a representatividade do Brasil nos fóruns internacionais.
Também participaram da reunião a secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo, Renata Miranda; o assessor especial do ministro Carlos Fávaro, Carlos Augustin; o diretor regional e representante do PNUMA na América Latina e Caribe, Juan Bello; o representante do PNUMA no Brasil, Alberto Pacheco Capella; a diretora do Departamento de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, Maria Angélica Ikeda; entre outros.
Programa das nações unidas para o meio ambiente
O PNUMA é a principal voz global sobre o meio ambiente. Fornece liderança e incentiva a parceria no cuidado com o meio ambiente, inspirando, informando e permitindo que nações e povos melhorem sua qualidade de vida sem comprometer a qualidade de vida das gerações futuras.
A missão do PNUMA no Brasil é disseminar, entre parceiros e sociedade, informações sobre acordos ambientais, programas, metodologias e conhecimentos sobre temas ambientais relevantes da agenda global e regional e, também, promover uma maior participação e contribuição de especialistas e instituições brasileiras em foros, iniciativas e ações internacionais.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



