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Ministério e agricultores devem decidir como e onde investir o dinheiro público

Blairo afirmou que a agricultura e a pecuária, e todos os empreendimentos que derivam delas, são o grande negócio do Brasil

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O diálogo deve nortear a aplicação dos recursos destinados ao custeio e aos investimentos de um segmento vital à economia brasileira, o agronegócio, disse nesta quinta-feira (08), em visita ao Show Rural Coopavel, o ministro da Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi. Acompanhado de deputados e de líderes dos mais diversos setores organizados, Blairo afirmou que a agricultura e a pecuária, e todos os empreendimentos que derivam delas, são o grande negócio do Brasil.

Junto com o presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, e do diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, o ministro afirmou que a agricultura, em um contexto geral, ocupa apenas 9% do território brasileiro e responde 1,6 bilhão de toneladas por ano. “Esse é o nosso grande negócio, por isso precisa de políticas sérias, coerentes, crédito, infraestrutura e incentivos”. Blairo Maggi também citou a questão ambiental, afirmando que os agricultores brasileiros preservam uma área do tamanho do Europa e sem nada receber por isso.

Um dos maiores desafios do País é, segundo o ministro, encontrar fórmulas para estancar a contínua redução de renda dos agricultores, citando que tem conversado com o presidente Michel Temer na tentativa de barrar propostas de alterações na Lei Kandir. “Caso mudanças ocorram, isso custará caro às exportações, à economia e ao cerne do segmento responsável por tirar o Brasil da sua mais profunda e duradoura crise econômica”, citou Blairo Maggi.

Sobre o Plano Safra, o ministro considerou que o dinheiro público deve sim estar nas mãos do Ministério da Agricultura e Pecuária, mas que a decisão de como, onde e com que prazo investi-lo deve considerar o diálogo entre técnicos da pasta e agricultores. “Porque são esses que conhecem a fundo quais são as reais urgências do campo e que precisam ser contempladas”. Maggi ressaltou ainda o papel do Congresso em debates dos mais pertinentes à realidade agrícola nacional. “Tudo passa por ali e isso precisa ser valorizado”.

Quanto ao Show Rural Coopavel, o ministro afirmou que a feira é um ambiente favorável para a troca de informações e conversas sobre o agronegócio. “Aqui é um lugar de encontros. De disseminação de tecnologias, inovações e conhecimentos. E todos esses fatores são componentes decisivos para o incremento de indicadores do cotidiano brasileiro”. O secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, citou o peso do Estado na composição do agronegócio brasileiro. “Aumentamos nossa participação nas exportações em 8,3% no ano passado com 11 bilhões de dólares de superávit. E 85% do que mandamos para fora é agro”, afirmou Ortigara.

Banco do Brasil

Em cerimônia no estande do Banco do Brasil, líderes assinaram contratos para a liberação de recursos a projetos de implantação de plantas solares. A Coopavel inaugurou no 30º Show Rural Coopavel a maior do Estado, com 468 placas fotovoltaicas que, juntas, atendem mais de 80% da demanda do Paraná. A instituição tem linha específica para a área, que ganha corpo em várias regiões brasileiras. Dilvo Grolli falou em gratidão ao se referir ao Banco do Brasil, que há dois séculos tem o agronegócio como uma de suas prioridades.

O presidente do BB, Paulo Rogério Caffarelli, reforçou o papel do agro na recuperação econômica do País e da longa parceria da instituição com os agricultores. “Temos linhas diversas, com taxas e juros dos mais atraentes do mercado”. Houve avanço de 16% nas exportações do agronegócio em 2017. O setor, conforme Caffarelli, responde por um terço da carteira de R$ 700 bilhões do banco. “Hoje, 61% de todo o nosso crédito é para o agro, o que faz do Banco do Brasil o maior aplicador do segmento em todo o País”. O presidente citou também que a instituição oferece assistência creditícia em 97% dos municípios brasileiros e que sua meta no Show Rural Coopavel fica entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões em volume de operações”.

Fonte: Assessoria

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Notícias Segundo Conab

Monitoramento Agrícola atribui atraso de plantio da safra ao período seco

Anomalias do Índice de Vegetação refletem tanto o atraso na semeadura dos cultivos de verão quanto os impactos nos cultivos de inverno

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Divulgação/AENPr

O início de semeadura da safra 2020/21 está em compasso de espera de chuvas mais abundantes na maioria das regiões produtoras de grãos do país.  A ajuda da natureza até a primeira quinzena deste mês ficou abaixo da média esperada, assim como a umidade de solo ideal para cultivo, sobretudo nas maiores regiões produtoras como Centro-Oeste e Sudeste.

A análise está no Boletim de Monitoramento Agrícola, produzido e publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As anomalias do  Índice de Vegetação, de acordo com a publicação,  refletem tanto o atraso na semeadura dos cultivos de verão quanto os impactos nos cultivos de inverno. Por outro lado, o tempo firme favorece as lavouras na maturação e a colheita do trigo nos três estados da região Sul.

Evolução das lavouras

O estado do Paraná é o que mais adiantou a colheita do trigo, com 79% da área cultivada, cenário que é semelhante ao da safra passada. No Rio Grande do Sul, cujo desenvolvimento do cereal foi favorecido pelo tempo firme, radiação solar e significativas amplitudes térmicas na maturação dos grãos em alguns locais, a colheita atingiu 19% e, em Santa Catarina, 12% das lavouras estão em condições de colheita.

Para a soja, em Mato Grosso, com a semeadura lenta até o final da primeira quinzena, foram registrados atrasos de 14% em relação à safra anterior, em grande parte das localidades produtoras. Em Goiás,  as previsões de chuvas volumosas não se confirmaram e o plantio da oleaginosa ocorreu de forma lenta em grande parte do estado. Já em Mato Grosso do Sul, muitos produtores iniciaram a semeadura, mas permanece a expectativa de previsões climáticas favoráveis. Em Minas Gerais, o plantio está estimado em torno de 15%, e São Paulo sofre também com atraso em relação ao ano anterior.

Quanto à evolução do milho primeira safra, com risco de comprometimento das condições regulares ou ruins das lavouras, devido o baixo volume pluviométrico, melhor situação encontra-se no Paraná, que não sofreu atraso significativo no plantio em relação à safra passada. Minas Gerais estima o plantio em 25%, e em Goiás, a jornada deve ocorrer após o plantio da soja.

Fonte: Conab
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Notícias Safra 2020/2021

Plantio de soja do Paraná quase dobra em 1 semana; clima ainda preocupa, diz Deral

Em igual período da safra 2019/20, o plantio atingia 65% da área

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Paulo Pires/Divulgação

O plantio de soja 2020/21 do Paraná atingiu até segunda-feira (26) 61% da área estimada, avanço de 29 pontos percentuais em relação à semana anterior, reduzindo o atraso frente aos níveis vistos nos últimos anos, mostraram dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) na terça-feira (27).

Em igual período da safra 2019/20, o plantio atingia 65% da área, mesmo nível que era verificado na temporada 2018/19. Nos últimos cinco anos, de acordo com o Deral, o ritmo mais acelerado foi registrado em 2017/18, quando a semeadura alcançava 73% da área nesta data.

Os trabalhos deste ano têm sido afetados por uma seca prolongada no Estado, um dos maiores produtores de grãos do país. Segundo o Deral, algumas chuvas registradas na semana passada ajudaram com a semeadura, mas os agricultores seguem enfrentando dificuldades.

“O produtor paranaense está correndo contra o tempo, tentando plantar o máximo que ele consegue no que lhe é permitido na questão de umidade”, disse à Reuters o analista Marcelo Garrido, do Deral. “Ainda não dá para falar em quebra de safra, em redução de produtividade, mas a gente fica acompanhando bem a situação de como vai ser essa continuidade… justamente porque a tendência é que o clima continue a ser irregular por causa da previsão do La Niña”, acrescentou.

Em relação às condições da soja, o órgão indicou que 83% das lavouras apresentam condição boa, enquanto apenas 1% foi classificada como ruim. O atraso no plantio da oleaginosa impacta também na janela para a segunda safra de milho, principal do cereal no país, cujo plantio tem início logo após a colheita da soja. Segundo Garrido, já é possível dizer que isso “preocupa o produtor, de uma forma geral”.

O Deral informou que divulgará na próxima quinta-feira dados atualizados de área e produção do levantamento de outubro. No mês passado, a safra 2020/21 de soja foi estimada em 20,4 milhões de toneladas, queda de 1% na comparação anual.

Ainda de acordo com o departamento, o plantio da primeira safra de milho atingiu 92% da área projetada, avanço de 6 pontos ante a semana passada e em linha com o registrado em igual período da safra anterior.

Já a colheita do trigo da safra 2019/20 alcançou 90% da área, versus 84% na semana anterior e 87% no ano passado. O Deral avaliou 82% das lavouras em condições boas, e somente 1% em condição ruim.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Preço do milho sobe 28% em outubro e tem novo recorde no Brasil, diz Cepea

Indicador do milho está em alta consecutiva há 20 dias e, na terça-feira (27) atingiu R$ 81,48/saca de 60 kg

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Divulgação

O Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) está em alta consecutiva há 20 dias e, na terça-feira (27) atingiu R$ 81,48/saca de 60 kg, recorde real da série histórica do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, iniciada em agosto de 2004 (os valores diários foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro/2020).

No acumulado de 2020, o Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) acumula alta de 67,7%, em termos nominais. Na parcial de outubro (até dia 27), a média é de R$ 71,11/sc, valor 45,6% superior ao do mesmo período do ano passado, em termos reais.

Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso tem vindo principalmente da elevação dos valores nos portos – diante da maior paridade de exportação, por conta das valorizações internacionais e do dólar. Além disso, as aquecidas demandas doméstica e externa também influenciam os preços no Brasil. Atentos à baixa disponibilidade do cereal e aos possíveis impactos do clima sobre a próxima safra, vendedores limitam novas ofertas e sustentam o movimento de alta.

Muitos compradores consultados pelo Cepea já demostram dificuldades em encontrar novos lotes de milho no spot e também indicam ter margens comprometidas diante do atual preço. Com isso, no último dia 16, o governo anunciou a suspensão temporária das tarifas de importação de milho e também de soja. Contudo, ao avaliarem a viabilidade das importações, demandantes se esbarram nas dificuldades logísticas e no dólar elevado.

Portos

Enquanto a importação é facilitada, o milho brasileiro segue atrativo ao mercado internacional, contexto quem mantém firme as exportações. Nos primeiros 16 dias úteis de outubro, a Secex aponta que foram embarcadas 4,3 milhões de toneladas do cereal. Quanto aos preços, levantamento do Cepea mostra que, no acumulado da parcial de outubro (até o dia 27), as cotações do cereal subiram 21% em Paranaguá (PR) e 19% em Santos (SP).

Regiões

Os preços do milho estão em alta em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, mas as valorizações mais intensas são verificadas nas consumidoras, como São Paulo e Santa Catarina, devido a dificuldades em encontrar o cereal para negociar. Também há relatos de baixa disponibilidade de cereal no spot do Rio Grande do Sul, fazendo com que compradores busquem novos lotes de Mato Grosso do Sul, do Paraná e, até mesmo, de países vizinhos. No Paraná, apesar de a colheita da segunda safra ter sido finalizada há poucos dias, produtores consultados pelo Cepea limitam as ofertas e se concentram nos trabalhos de campo.

Quanto ao Centro-Oeste brasileiro, pesquisadores do Cepea indicam que a colheita foi elevada neste ano, mas produtores, aproveitando os altos preços, já comercializaram boa parte da produção, mantendo armazenado o volume restante, à espera de novas valorizações. No Nordeste, nem mesmo a colheita regional em estados como Sergipe limitou o avanço nas cotações.

Fonte: Cepea
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Evonik Guana

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