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Ministério da Pesca realiza oficina para fortalecer gestão da pesca continental

Iniciativa mapeia ações prioritárias e reforça produção de dados com foco na sustentabilidade e na COP30.

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Fotos: Denis Ferreira Netto

Na quarta-feira (09), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) vai oferecer a oficina “Gestão pesqueira nas Bacias: diagnóstico e ações prioritárias para pesquisa e estatística”, voltado para cerca pesquisadores e gestores que atuam nas águas continentais. Essa oficina, que acontecerá até sexta-feira (11), irá identificar as ações em andamento e as necessidades prioritárias para a geração de dados e gestão dos principais recursos pesqueiros continentais do Brasil, que contam com uma das maiores biodiversidades do mundo.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A iniciativa integra o planejamento dos eventos preparatórios do MPA para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A adaptação da pesca às mudanças climáticas nas bacias continentais é uma temática central, alinhada às metas ambientais globais, que demanda o desenvolvimento de políticas públicas e ações integradas que considerem os aspectos ambientais, sociais e econômicos.

“A pesca continental tem uma importância crucial do ponto de vista cultural, social, econômico e estratégico para o Brasil. Entretanto, a descontinuidade histórica na geração e consolidação de dados, bem como de pesquisas científicas nos ecossistemas continentais brasileiros, faz com que essa importância seja invisibilizada. Nesse sentido, esse evento promove a integração entre pesquisadores, gestores e instituições governamentais, de ensino e de pesquisa, fortalecendo a estatística pesqueira voltadas para a pesca continental, buscando subsidiar a gestão deste segmento com informações atualizadas para planejamento e tomada de decisão”, explica a secretária nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura, Carolina Doria.

Durante o evento, será realizado um diagnóstico das principais ações de pesquisa desenvolvidas nas diversas bacias continentais brasileiras, o mapeamento dos recursos pesqueiros prioritários com base em critérios econômicos, biológicos e sociais, além da identificação das lacunas nos dados biológicos e pesqueiros essenciais para avaliação de estoques e gestão sustentável da atividade pesqueira continental. Outro foco importante será a discussão sobre a integração das bases de dados existentes e o fortalecimento das parcerias institucionais estratégicas.

Os resultados da oficina serão fundamentais para a construção de políticas públicas e ações estratégicas que promovam a sustentabilidade e a adaptação da pesca às mudanças climáticas, consolidando a importância da geração de dados e do monitoramento contínuo para a gestão eficaz dos recursos pesqueiros continentais.

Pesca continental amazônica

Já entre os dias 7 e 9 de julho, o MPA promoverá o evento “Integração de dados de pesca na Amazônia: base para um desenvolvimento sustentável”, que tem como propósito consolidar informações relevantes para a gestão sustentável dos recursos pesqueiros na região amazônica, promovendo o levantamento e a recuperação de dados sobre a atividade pesqueira em águas interiores da Amazônia, além da consolidação de um consórcio de pesquisadores que atuarão como responsáveis pelo uso científico dos dados, garantindo a ética e a transparência na produção de estudos.

Esse evento é fruto da parceria do MPA com a Universidade Federal do Pará, projeto dedicado à apresentação dos avanços do projeto discussão crítica sobre os resultados obtidos, definição de diretrizes para a governança e ética dos dados, formalização do consórcio de pesquisadores, planejamento de estratégias de divulgação e uso dos dados, e à construção de propostas para colaborações científicas futuras. Também será momento de apresentar os resultados e consolidar os próximos passos do projeto.

Este encontro representa um momento crucial para a consolidação de um sistema integrado de dados pesqueiros na Amazônia, que contribuirá para a sustentabilidade ambiental, social e econômica da região, fortalecendo políticas públicas e o conhecimento científico na área.

O Ministério da Pesca e Aquicultura destaca seu compromisso com o fomento à pesquisa científica aplicada, visando a sustentabilidade dos recursos pesqueiros continentais. A gestão baseada em dados científicos e na cooperação entre diferentes atores é essencial para garantir o futuro sustentável da pesca no país.

Fonte: MPA

Peixes

Período de Defeso da Piracema termina no domingo em todo o Paraná

Com o fim da restrição, volta a ser permitida a pesca de espécies nativas a partir de 1º de março.

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Fotos: Denis Ferreira Netto/SEDEST

O período de defeso da Piracema termina neste domingo (1º) no Paraná. Com isso, volta a ser permitida a pesca de espécies nativas. O ciclo teve início em novembro e busca preservar a reprodução natural dos peixes na bacia hidrográfica do Rio Paraná. A ação é anual e normatizada pela Portaria 377/2022, elaborada pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Na próxima semana, o órgão vai apresentar um balanço com os números de apreensões e Autos de Infração Ambiental (AIA) emitidos durante o período restritivo. Na última Piracema, entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025, foram lavrados 40 AIAs, com multas que totalizaram R$ 127,4 mil. Houve ainda a apreensão de 44 quilos de peixe, além de materiais e equipamentos como redes de pesca, molinetes, carretilhas, anzóis, entre outras ferramentas de pesca utilizadas irregularmente.

A restrição de pesca é determinada pelo órgão ambiental há quase duas décadas, em cumprimento à Instrução Normativa nº 25/2009 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A lei de crimes ambientais define multas de aproximadamente R$ 1.200 por pescador e mais de R$ 20 por quilo de peixe pescado. Além disso, os materiais de pesca, como varas, redes e embarcações, podem ser apreendidos se ficar comprovada a retirada de espécies nativas durante o defeso, com cobrança de R$ 100 por apetrecho recolhido. O transporte e a comercialização também são fiscalizados no período.

Denúncias sobre pesca irregular ou uso de equipamentos ilegais podem ser feitas de forma anônima e segura por meio do telefone 181 (Disque Denúncia).

Fonte: AEN-PR
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Peixes

Mercado restrito e desafios industriais impactam desempenho dos peixes nativos

Consumo concentrado em três regiões e necessidade de mais tecnologia influenciam resultado do setor em 2025.

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Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

A produção brasileira de peixes nativos totalizou 257.070 toneladas em 2025, volume 0,63% menor que o registrado no ano anterior. Com isso, o segmento acumula o terceiro ano consecutivo de retração. O último avanço havia sido observado entre 2021 e 2022, quando houve crescimento de 1,79%.

Os dados constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026. O levantamento aponta que o desempenho do setor está ligado a fatores como mercado mais restrito, com consumo concentrado principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além da necessidade de ampliar investimentos em tecnologia e fortalecer a industrialização da cadeia.

Foto: Alessandro Vieira

Rondônia liderou a produção nacional de peixes nativos em 2025, com 55.200 toneladas, resultado 2,8% inferior ao de 2024. O Maranhão aparece na segunda posição, com 42.700 toneladas e crescimento de 9,5%. Mato Grosso ocupa o terceiro lugar, com 40.000 toneladas, alta de 0,7%. Na sequência estão Pará, com 25.000 toneladas (+3,7%), e Roraima, com 23.000 toneladas (-0,4%).

O anuário destaca que o avanço da atividade passa pelo aprimoramento dos processos produtivos e pela adoção de novas estratégias de mercado. Entre as medidas apontadas estão o investimento em melhoramento genético, ampliação da oferta de insumos específicos e fortalecimento da indústria frigorífica para atender produtores e consumidores.

No mercado, a expansão pode ocorrer com a abertura de novos canais de comercialização e valorização da identidade regional dos peixes nativos, especialmente nas regiões que já concentram a maior produção.

O documento também cita a importância de políticas públicas integradas para estimular a cadeia, incluindo linhas de crédito, capacitação de produtores, melhorias em logística e distribuição. No consumo interno, a ampliação da presença desses peixes na merenda escolar, em órgãos públicos, hospitais e programas de cesta básica é apontada como alternativa para fortalecer a demanda.

Fonte: O Presente Rural com informações Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026
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Piscicultura paranaense cresce acima da média nacional e reforça posição estratégica

Enquanto o Brasil atinge 4,4% de crescimento, Estado chega a 9,1%, concentra 27% da produção e lidera as exportações de tilápia.

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Fotos: Shutterstock

O Paraná alcançou a marca de 273 mil toneladas de pescados produzidos em 2025, um novo recorde para o setor. Esse resultado significa um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior e o Estado segue liderando a produção nacional, com participação de 27% no total. Os dados constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026 , lançado nesta semana.

São Paulo aparece na segunda posição no ranking nacional de produção de peixes de cultivo, com 93.700 toneladas, volume 0,54% maior do que o de 2024. Minas Gerais (77.500 t) está logo atrás de São Paulo, seguido por Santa Catarina (63.400 t) e Maranhão (59.600 t), que ganhou uma posição e fecha a lista dos cinco primeiros do ranking.

Pela primeira vez o Brasil alcançou a marca de 1 milhão de toneladas produzidas (1.011.540 t). O resultado do cultivo de pescados cresceu 4,41% no Brasil, se comparado ao volume produzido em 2024. Nos últimos 10 anos, a atividade brasileira cresceu 58,6%.

Foto: Jonathan Campos/AEN

A tilápia é o grande motor da atividade no Paraná e no Brasil. O Estado lidera a produção com 273.100 toneladas. Completando a lista dos cinco maiores produtores nacionais da espécie, aparecem na sequência São Paulo (88.500 t), Minas Gerais (73.500 t), Santa Catarina (52.700 t) e Mato Grosso do Sul (38.700 t). Em todo o Brasil foram 707.495 toneladas, maior resultado da série histórica da última década.

Os principais produtores, em volume, são Toledo, Palotina, Nova Aurora, São José dos Pinhais e Marechal Cândido Rondon. Já as maiores quantidades de tanques ficam, nessa ordem, em Itambaracá (1.564), Alvorada do Sul (994), Nova Prata do Iguaçu (757), Três Barras do Paraná (654) e Boa Esperança do Iguaçu (408).

De acordo com o Anuário, o Paraná atrai cada vez mais e melhores investimentos para o setor. A crescente participação de grandes cooperativas dá novas proporções à atividade. Em relação ao sistema de negócio, a integração se destaca, atraindo mais produtores do que o modelo independente, que mantém uma ligação direta com pequenos frigoríficos. Essa modalidade vem diminuindo ao longo do tempo.

“Além de todos os fatores favoráveis ao crescimento forte e constante da atividade, também é preciso manter a atração de investimentos em inovação, certificação e abertura de novos mercados internacionais”, aponta a publicação.

Exportações

As exportações da piscicultura brasileira registraram crescimento de 2% em valor em 2025, chegando a U$S 60 milhões. Já em volume, houve queda de 1%, passando de 13.792 t em 2024 para 13.684 t em 2025. A tilápia representou 94% das exportações, seguida do tambaqui e curimatás.

O Paraná manteve a posição de maior exportador brasileiro de tilápia em 2025, sendo responsável por 50% do total exportado pelo Brasil, com US$ 28 milhões. Na segunda posição, aparece São Paulo, totalizando US$ 16 milhões, que representam 29%, seguido por Mato Grosso do Sul, com US$ 10,7 milhões (19% do total).

Apesar do tarifaço, o Estados Unidos se mantiveram como o principal destino (87%) das exportações brasileiras da piscicultura em 2025, totalizando US$ 52 milhões. Outros principais destinos foram Canadá (4%), Peru (4%), China (2%) e Vietnã (1%). Destaca-se ainda a entrada de 21 novos destinos, dentre os quais está o México, que é o segundo maior importador de tilápia no continente americano após os Estados Unidos.

Fonte: AEN-PR
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