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Ministério da Agricultura reúne parceiros para apresentar resultados das oficinas estaduais do PNCPD
Discussão ampliada vai possibilitar ao Mapa traçar estratégias para a captação de recursos, possibilitando a implementação do plano de conversão de áreas degradadas.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI), reuniu, na quinta-feira (17), de forma híbrida, cerca de 170 pessoas, entre gestores públicos e representantes de entidades parceiras de nove estados da federação. No encontro, foi apresentadoar os dados e as informações obtidas a partir das oficinas do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD), realizadas de julho a setembro deste ano.
O evento trouxe um panorama do potencial de recuperação e conservação de pastagens degradadas no Brasil e detalhou, para os representantes de entidades ligadas ao setor agropecuário dos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, São Paulo e Tocantins, as propostas de ações, áreas e desdobramentos definidos e validados nas oficinas. Essas diretrizes foram baseadas no Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária 2020-2030 (Plano ABC+).

Fotos: Divulgação/Mapa
A discussão ampliada vai permitir ao Mapa traçar, com maior eficiência, estratégias para a captação de recursos e parcerias internacionais, facilitando a implementação mais assertiva do PNCPD nesses estados, cujas áreas com baixo e médio vigor produtivo somam cerca de 70% da meta prevista pelo governo federal, que é a recuperação/conversão de 40 milhões de hectares de pastagens em todo o país. Essa ação proporcionará maior rentabilidade ao produtor, sem comprometer a preservação ambiental.
Em sua fala, o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI/Mapa), Pedro Neto, ressaltou a importância estratégica do PNCPD, destacando seu forte apelo socioambiental e sua aderência às grandes estratégias do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Neto também destacou que a participação efetiva dos parceiros permitiu um melhor entendimento do potencial individual, dos custos de recuperação/conversão e da realidade em cada estado. Essas informações irão subsidiar o Mapa tanto na estruturação do programa quanto na ampliação de estratégias de adaptação às mudanças climáticas e mitigação de emissões de carbono, evitando a pressão pelo desmatamento de novas áreas.
“Nosso próximo desafio é, nas fases seguintes, focar na adaptação e fomento de sistemas produtivos mais resilientes e adaptados, viabilizando uma produção mais sustentável do ponto de vista ambiental, social e econômico”, completou o secretário.
O coordenador do Comitê Gestor do PNCPD e assessor especial do Mapa, Carlos Ernesto Augustin, destacou dois importantes objetivos do programa: o primeiro é aumentar significativamente a produção brasileira por meio da recuperação de áreas de pastagens de baixa produtividade; o segundo é promover uma produção agrícola e/ou pecuária com alto grau de sustentabilidade. “Estamos trabalhando junto com a Embrapa para criar protocolos de boas práticas que possibilitem uma produção com baixa emissão de carbono e, até mesmo, carbono zero”, afirmou.
O evento foi promovido pelo Mapa em parceria com o Instituto Cidadania e Sociedade (ICS), o Centro de Inteligência e Governança de Terras e Desenvolvimento Sustentável (CITE), a Consultoria Agroícone, a Esalq/GPP, o Olab e o Colab.
Criado em dezembro de 2023, por meio do Decreto 11.815/2023, o PNCPD tem como objetivo promover e coordenar políticas públicas destinadas à conversão de pastagens degradadas em sistemas de produção agropecuários e florestais sustentáveis.
Entre as atividades previstas estão: a adoção e manutenção de tecnologias sustentáveis; o mapeamento de áreas prioritárias para o desenvolvimento de cadeias produtivas alinhadas à sociobioeconomia local e regional; o financiamento a produtores rurais; o desenvolvimento de planos de negócios de acordo com os mapas de aptidão (áreas e culturas/práticas agropecuárias prioritárias), entre outras ações.

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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.





