Notícias
Ministério da Agricultura destaca o tratamento dos dejetos animais na AgroBrasília 2016
Encontro sobre Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono mostra que tratar os resíduos dos suínos é uma solução econômica, energética e sustentável
Os produtores rurais podem melhorar a qualidade do ar, do solo, da água, a saúde dos animais e dos trabalhadores, gerar energia e renda, e conservar nutrientes ao trabalhar com os dejetos. Experiências e dicas serão apresentadas pelos consultores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), na AgroBrasília 2016 por meio de Fórum, no dia 13 de maio, às 09h, e no Dia de Campo, às 14h, na Fazenda Miunça, em Brasília.
Durante a Feira, entre os dias 10 a 14 de maio, uma Vitrine Tecnológica estará disponível para mostrar os sistemas de baixa emissão de carbono, mecanismos de produção mais limpa e o aproveitamento econômico de resíduos na produção de suínos.
Os profissionais do projeto Suinocultura sobre Baixa Emissão de Carbono levantaram modelos de tratamento e em seguida realizaram a avaliação econômica de cada um deles por meio da simulação de financiamento através da linha de crédito Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono – ABC.
Fórum sobre Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono
O resultado da pesquisa está sendo propagado por meio dos fóruns nas principais regiões produtoras de suínos no País. O objetivo é sensibilizar os envolvidos na cadeia suinícola para o uso de tecnologias redutoras de emissão de carbono, agregando maior sustentabilidade às atividades e tornando a carne suína um modelo a ser seguido por outras cadeias de produção de proteína animal. No fórum, serão entregues as cartilhas lançada neste mês com os resultados do projeto.
O Fórum será realizado no auditório do Parque de Exposições da AgroBrasília, no dia 13 de maio, às 09h. Essa é a 7º edição. O fiscal federal agropecuário do MAPA, Sidney Medeiros, abordará o Plano ABC e o projeto Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono. Os consultores do Ministério, Fabiano Coser e Cleandro Pazinato, destacarão a viabilidade econômica e a geração de renda ao tratar os dejetos, além das tecnologias de produção mais limpa na suinocultura.
O pesquisador da Embrapa Suinos e Aves, Paulo Armando vai mostrar as alternativas de tratamentos de efluentes na produção de suínos a partir da redução da emissão de carbono. Por fim, Ana Paula Cunha, do Banco do Brasil, fará a palestra “Oportunidades de Financiamento e Linhas de Crédito para Tecnologias de Baixa Emissão de Carbono”.
Dia de Campo – “Tratamento de Dejetos na Suinocultura”
Após o Fórum, às 14h, será realizada uma visita a Fazenda Miunça, de propriedade do suinocultor Rubens Valentini. A fazenda é pioneira na geração de energia elétrica a partir do biogás no Distrito Federal. A propriedade está na fase final da implantação de um modelo de produção de energia elétrica que utiliza o conceito de geração distribuída. Dessa forma, vai gerar energia elétrica na propriedade e injetar na rede da concessionária local, a Companhia Energética de Brasília – CEB.
Fonte: Assessoria

Notícias
Feaper libera bônus de até 80% para renegociar R$ 20 milhões em dívidas no Rio Grande do Sul
Medida atende agricultores familiares e inclui articulação de R$ 24,5 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para 26 cooperativas, com tentativa de incluir outras 42 que ficaram na suplência do Edital 01/2026.

O Conselho do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper) aprovou, em reunião realizada nesta semana, a retomada do bônus de adimplência para agricultores familiares com contratos em atraso no Rio Grande do Sul.

Foto: Guilherme Granez
A decisão permite que produtores e entidades inadimplentes quitem débitos nas condições originais, com aplicação retroativa do benefício à data do vencimento. Em muitos casos, o bônus alcança 80% do valor devido. O conjunto das operações envolvidas supera R$ 20 milhões.
Na mesma reunião, o colegiado tratou da articulação de recursos do Programa Camponês para cooperativas gaúchas, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
A proposta prevê investimento de R$ 24,5 milhões para atender 26 cooperativas do Estado por meio do Programa de Apoio à Agricultura Familiar e Camponesa. A Secretaria de Desenvolvimento Rural também irá solicitar a ampliação do volume de recursos para incluir outras 42 cooperativas que ficaram na suplência do Edital 01/2026.
O secretário de Desenvolvimento Rural do Estado, Gustavo Paim, que preside o Conselho do Feaper, afirmou que as medidas têm como objetivo restabelecer a capacidade financeira dos produtores e ampliar o alcance das políticas públicas voltadas ao meio rural. “As iniciativas buscam dar um respiro aos produtores e alavancar a produtividade no Estado. Primeiro, com o bônus de adimplência, que retoma benefícios relacionados aos contratos. Em um segundo momento, estamos ampliando a parceria com o governo federal para captar mais recursos, com o objetivo de beneficiar as cooperativas que estão na suplência do edital”, declarou.
Notícias
Bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento afeta agro e atinge Ministério da Agricultura
Corte de R$ 124,1 milhões no Mapa gera preocupação com políticas públicas e apoio ao produtor rural.

O setor agropecuário, principal responsável pelo superávit nacional nos últimos anos, será novamente impactado negativamente pela decisão do governo federal de bloquear R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026. Deste montante, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) teve R$ 124,1 milhões bloqueados, entrando no grupo das pastas mais afetadas. A medida ocorre em função de os gastos previstos da máquina pública federal terem ultrapassado o limite de despesas do arcabouço fiscal.
“Essa medida do governo federal é mais uma prova do descontrole nos gastos públicos. A situação fica ainda pior porque vai prejudicar o setor agropecuário, que segura a balança comercial há anos, e vai deixar milhares de produtores rurais desamparados”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
Mais uma vez, a situação de mudanças no orçamento da União traz incertezas para o setor agropecuário. No dia 31 de dezembro de 2025, o governo federal já havia publicado a Lei 15.321, que estabelecia as diretrizes do Orçamento de 2026 (LDO 2026). Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou, entre outros pontos, o dispositivo que impedia o contingenciamento de despesas com a subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Ou seja, não há garantia de recursos para a subvenção ao PSR.
No mês passado, o Sistema FAEP, em conjunto com outras entidades do agronegócio paranaense, encaminhou documento solicitando R$ 670 bilhões para o Plano Safra 2026/27. Dentro deste valor, o pedido é de R$ 4 bilhões para fortalecer o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), além da implementação de uma subvenção diferenciada para culturas predominantes em cada região, como soja, milho e trigo, mais vulneráveis a eventos climáticos adversos.
“Certamente, esse bloqueio vai ter reflexos no meio rural, com cortes em políticas públicas essenciais para os nossos produtores rurais. O governo federal precisa começar a levar a sério o setor agro e o seguro rural, ferramenta importante para o os agricultores, principalmente diante das recorrentes intempéries climáticas, que geram perdas significativas no meio rural”, alerta Meneguette.
Notícias
Acordo UE-Mercosul abre oportunidade para agro reposicionar sua imagem no exterior
Em vigor de forma provisória a partir de maio, acordo amplia acesso ao mercado europeu e reforça a importância de rastreabilidade, confiabilidade e sustentabilidade na percepção dos produtos brasileiros.

A entrada em vigor provisória do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e os países do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, a partir de 1º de maio, inaugura um novo ciclo para o agronegócio brasileiro que vai além do ponto de vista comercial, e, sobretudo, de posicionamento. Em um mercado cada vez mais orientado por critérios de origem, sustentabilidade e transparência, o desafio passa a ser também de narrativa.

Conselheiro de comércio da Delegação da União Europeia em Brasília, Damian Vicente Lluna: “O consumidor europeu valoriza cada vez mais a origem e as condições de produção. A capacidade de demonstrar esses atributos será fundamental para acessar e ampliar espaço nesse mercado” – Foto: Divulgação
Durante o encontro do ABMRA Ideia Café da última terça-feira (31), promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), o conselheiro de comércio da Delegação da União Europeia em Brasília, Damian Vicente Lluna, destacou que o acordo chega em um momento de reconfiguração das relações comerciais globais e de maior exigência por parte do consumidor europeu. Nesse contexto, a forma como o agro brasileiro se apresenta ao mundo tende a ser tão determinante quanto sua competitividade produtiva. “Há uma oportunidade clara de fortalecer a confiança no produto brasileiro. O investimento em rastreabilidade e em novas certificações podem transformar a percepção do agro no mercado europeu”, afirmou.
Nos últimos anos, a imagem dos produtos agropecuários brasileiros no exterior foi impactada por debates relacionados ao desmatamento e às práticas ambientais. Embora avanços recentes tenham contribuído para reduzir esse ruído, o cenário ainda exige uma atuação mais estruturada por parte do setor para consolidar uma percepção positiva.

Foto: Divulgação
Nesse novo contexto, três pilares passam a orientar a comunicação do agro brasileiro no exterior, de acordo com Damian Lluna. “Mostrar a capacidade de rastreabilidade, confiabilidade e sustentabilidade pode gerar mais proximidade com o consumidor europeu. Comprovar a origem dos produtos, garantir transparência ao longo da cadeia produtiva e evidenciar práticas alinhadas às exigências ambientais deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico de acesso ao mercado europeu”, destacou.
Segundo Lluna, a tendência é que a abertura comercial venha acompanhada de uma demanda crescente por comprovação dessas práticas, por meio de sistemas mais robustos de controle e certificação. “O consumidor europeu valoriza cada vez mais a origem e as condições de produção. A capacidade de demonstrar esses atributos será fundamental para acessar e ampliar espaço nesse mercado”, disse.
Na avaliação do presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, o momento exige uma mudança de postura por parte do setor. “Estamos diante de uma oportunidade de reposicionar o agro brasileiro não apenas como fornecedor, mas como uma marca global. Isso passa, necessariamente, por uma comunicação mais estratégica e alinhada às demandas do mercado internacional”, frisou.
Com a entrada em vigor do acordo, o desafio passa a ser duplo na captura das oportunidades comerciais e no avanço do posicionamento internacional do setor. “Nesse cenário, a consolidação de uma narrativa consistente apoiada por dados e evidências tende a ser determinante para ampliar a competitividade e sustentar o acesso a mercados mais exigentes”, completou Nicodemos.
