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Ministério da Agricultura cria sistema nacional para certificação fitossanitária de vegetais
Sinfito unifica regras, simplifica o trânsito de produtos e reforça rastreabilidade na produção vegetal.

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Crédito ao agronegócio puxa alta de 30,7% na demanda por financiamentos no Paraná
BRDE soma R$ 3,5 bilhões em pedidos até abril. Desempenho reflete tanto a intensificação da atuação comercial quanto um ambiente que, no início do ano, ainda sinalizava maior flexibilidade na política monetária.

O avanço do crédito ao agronegócio puxou a demanda por financiamentos de longo prazo no Paraná no início de 2026. No primeiro trimestre, as contratações do BRDE somaram R$ 1,369 bilhão no Estado, com destaque para o macroprograma do setor, responsável por R$ 635,8 milhões. No recorte por perfil, o segmento de produtor rural pessoa física concentrou R$ 637,5 milhões em operações.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Considerando o ano-safra, o volume contratado com produtores rurais alcançou R$ 2,473 bilhões no sistema do banco. O maior montante foi destinado ao custeio agropecuário, que totalizou R$ 878 milhões. Também avançaram as linhas voltadas a investimento, armazenagem e modernização da produção, em um cenário em que o crédito segue sustentando a atividade no campo e a infraestrutura produtiva.
Esse movimento contribuiu para que os pedidos de financiamento recebidos pelo banco no Paraná somassem R$ 3,5 bilhões até 02 de abril, alta de 30,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram abertas 1.403 operações, indicando expansão da demanda por crédito de longo prazo no Estado.
O desempenho reflete, segundo o banco, tanto a intensificação da atuação comercial quanto um ambiente que, no início do ano, ainda sinalizava maior flexibilidade na política monetária. Esse contexto favoreceu a tomada de crédito, embora o cenário tenha se tornado mais incerto diante das condições externas e da revisão das expectativas para os juros.

Foto: Paulo Rossi
No primeiro trimestre, o banco ampliou a prospecção comercial com iniciativas para aproximar o crédito do setor produtivo em diferentes regiões. Entre elas, está a parceria com a Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), anunciada durante o Show Rural Coopavel 2026, além do modelo piloto já implementado com as associações comerciais de Londrina (Acil) e Maringá (Acim), voltado à ampliação do acesso a financiamento e a uma plataforma simplificada para micro e pequenas empresas. “Esse crescimento é resultado de uma atuação comercial mais próxima, com busca ativa intensificada pelas equipes do banco e com a construção de canais mais capilares de relacionamento com o setor produtivo. Quando o BRDE se aproxima das regiões, das cooperativas, das empresas e das associações empresariais, o crédito passa a chegar com mais eficiência a quem investe, produz e gera emprego”, afirma o diretor administrativo do banco, Heraldo Neves.
Além da entrada de novos pedidos, o banco encerrou o trimestre com carteira ativa de R$ 8,594 bilhões no Paraná. Nos três estados do Sul, esse volume chega a R$ 25,07 bilhões. Apenas em março, as liberações no Estado ficaram próximas de R$ 200 milhões.
Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o resultado indica que o banco conseguiu converter um ambiente ainda favorável em expansão da demanda.

Foto: Divulgação/Freepik
“Houve, nos últimos meses, um ambiente de juros mais benigno para a estruturação de novos projetos, o que ajudou a impulsionar decisões de investimento”, afirmou, acrescentando: “Mas o cenário externo voltou a trazer elementos de incerteza, e isso exige ainda mais capacidade de leitura econômica e agilidade institucional. O relevante é que o BRDE chega a esse momento com presença comercial reforçada, boa capacidade operacional e inserção crescente junto aos setores que movem a economia paranaense”.
Na avaliação do superintendente do banco no Paraná, Paulo Starke, o início do ano combina expansão comercial com manutenção da qualidade da carteira. “O trimestre mostra uma dinâmica equilibrada, em que o banco amplia sua presença na ponta sem perder consistência na originação e na contratação de projetos relevantes para a economia estadual”, salientou.
Empresas e produtores interessados em acessar as linhas de crédito podem buscar informações nos canais de atendimento do banco e junto às instituições financeiras credenciadas.
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Tecpar inicia projeto inédito para estudar DNA do solo do Paraná
Estudo é baseado na metagenômica, uma tecnologia avançada que analisa o DNA e a composição mineral e biológica do solo, para mapear a diversidade de microrganismos e nutrientes presentes em determinada área.

O Paraná iniciou um projeto de agricultura regenerativa inédito no Brasil, que une biotecnologia ao manejo sustentável dos solos. Coordenado pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Solo Vivo Paraná é o primeiro rastreamento microbiológico do solo realizado em escala estadual, que servirá como base para a construção de um Mapa Genético dos Solos Paranaenses.
O estudo é baseado na metagenômica, uma tecnologia avançada que analisa o DNA e a composição mineral e biológica do solo, para mapear a diversidade de microrganismos e nutrientes presentes em determinada área. A iniciativa representa um grande passo para o conhecimento da qualidade biológica do solo, contribuindo para a adoção de práticas agrícolas mais eficientes, sustentáveis e produtivas.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Para o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, ao estimular a inovação tecnológica no campo o Tecpar posiciona o Paraná como referência nacional em biotecnologia aplicada à agricultura sustentável. “Este projeto-piloto introduz uma ferramenta inédita para o Estado: a metagenômica aplicada à agricultura, integrando o Paraná à agenda global de bioeconomia e inovação verde”, disse Marafon.
“Por meio deste estudo, o agronegócio paranaense terá acesso a indicadores científicos capazes de transformar práticas agrícolas, com impactos diretos na cadeia agroindustrial, ampliando a produção de alimentos com sustentabilidade”, complementou.
Saúde do solo
Na prática, a análise de DNA metagenômico funciona como um “raio-X” da saúde do solo, identificando microrganismos benéficos ou patogênicos, ciclos de nutrientes e diversidade biológica. Ele sequencia o DNA de fungos, bactérias e vírus, identificando sua presença e de que forma estão agindo no solo.
Enquanto as análises laboratoriais tradicionais analisam os componentes químicos e os nutrientes do solo, na análise metagenômica o sequenciamento material genético é feito diretamente da amostra, focando nos microrganismos.
Segundo o gerente do Centro de Desenvolvimento Ambiental para Saúde do Tecpar, Marco Antonio Netzel, a implementação de protocolos de diagnóstico genético do solo possibilitará a identificação das condições biológicas que influenciam a produtividade agrícola. “A aplicação pioneira da metagenômica agrícola no Estado, utilizando sequenciamento genético para mapear comunidades microbianas em larga escala, representa um marco metodológico”, afirma, ressaltando: “Isso ampliará a capacidade local de análise e gestão do solo com base em evidências científicas, transferindo conhecimento técnico para instituições públicas. Os dados gerados poderão orientar estratégias de manejo, além de subsidiar políticas públicas e estratégias de mitigação climática”.
Inovação
O projeto, desenvolvido em parceria com a empresa Go Genetic, prevê a coleta e extração de amostras de solo em regiões agrícolas do Paraná, que serão processadas

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
em laboratório, por meio da extração de DNA e sequenciamento genético de nova geração (NGS). Em seguida, o material passará pela análise bioinformática, técnica que utiliza conceitos da computação, biologia e estatística para interpretar grandes volumes de informações biológicas, transformando dados brutos em conhecimento.
Ao todo, serão 8.400 pontos amostrados, resultando em aproximadamente 700 análises metagenômicas completas com dados genéticos e indicadores de saúde do solo.
As informações geradas serão analisadas e interpretadas em conjunto com as equipes técnicas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) e da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), e embasarão uma publicação técnica que servirá como referência para o futuro desenvolvimento do Mapa Genético dos Solos do Estado.
Além de identificar áreas com necessidade de correção, permitindo o uso mais eficiente do solo, a recuperação de solos degradados e a otimização no uso de fertilizantes, o mapa ajudará na formulação de políticas públicas voltadas à saúde do solo e na elaboração de estratégias de controle e prevenção de doenças do solo, com recomendações técnicas sobre diferentes culturas.
Beneficiados
Os principais beneficiados serão os pequenos e médios produtores paranaenses, que hoje representam 84% das propriedades rurais do estado. Eles poderão aumentar a produtividade com base em evidências técnicas, ampliando sua competitividade e autonomia.
Cerca de 100 agricultores familiares e cooperativas de 13 municípios farão parte do projeto-piloto. As cidades selecionadas são: Boa Ventura de São Roque, Carambeí, Castro, Curitiba, Guarapuava, Irati, Palmeira, Piraí do Sul, Pitanga, Ponta Grossa, Prudentópolis, São José dos Pinhais e Turvo.
O projeto foi estruturado para refletir a diversidade produtiva do estado. Ao longo da execução, serão avaliados diferentes contextos agrícolas e ambientais, como o cultivo da banana, no Litoral do Estado; dos citros, com atenção ao greening, no Norte do Paraná; da mandioca, no Norte e Noroeste; de áreas certificadas de café e goiaba; da sericicultura, no Norte Pioneiro; além de grandes culturas, como soja, milho, trigo, cevada e cana-de-açúcar. O estudo também vai analisar áreas com solos degradados, com foco em diagnóstico e regeneração.
Saúde única
Em 2025, o Tecpar aprovou diversos projetos alinhados aos três pilares do conceito de Saúde Única: saúde humana, saúde animal e saúde ambiental. Entre eles está o projeto piloto Solo Vivo, Paraná Forte – Mapa Genético dos Solos Paranaenses, que tem investimento de R$ 2 milhões, com recursos do Fundo Paraná, dotação de fomento científico gerida pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
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Ministério da Agricultura e ApexBrasil alinham estratégia para ampliar exportações do agro
Foco está na ampliação de mercados, atração de investimentos e manutenção de iniciativas já em andamento.

O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), André de Paula, realizou, na última sexta-feira (10), uma reunião institucional com o novo presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, e o ex-presidente da agência, Jorge Viana. O encontro contou ainda com a participação do secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, e da chefe de Gabinete, Andriana Toledo.
A agenda teve como objetivo a apresentação do novo dirigente da ApexBrasil e o alinhamento de prioridades estratégicas entre as instituições, que mantêm uma parceria consolidada na promoção do agronegócio brasileiro no exterior.

Foto: Percio Campos/Mapa
Durante a reunião, o ministro André de Paula destacou a importância da cooperação entre o Mapa e a ApexBrasil para a ampliação das exportações e abertura de novos mercados. Segundo ele, a atuação conjunta tem sido fundamental para fortalecer a presença dos produtos agropecuários brasileiros no cenário internacional.
O ministro também ressaltou o papel desempenhado pela gestão anterior da ApexBrasil na aproximação institucional e nos resultados alcançados. A agência tem contribuído diretamente para a realização de fóruns internacionais, promoção comercial e expansão de mercados para produtos brasileiros.

Foto: Percio Campos/Mapa
Ao longo dos últimos anos, a ApexBrasil inaugurou escritórios estratégicos no Brasil e no exterior e participou da organização de mais de 20 fóruns internacionais, ampliando a visibilidade do país e criando oportunidades para o setor produtivo nacional.
O novo presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, reafirmou o compromisso da instituição em dar continuidade ao trabalho desenvolvido e fortalecer ainda mais a atuação conjunta com o Mapa. Ele destacou que a agência seguirá atuando de forma integrada para apoiar o setor produtivo, atrair investimentos e promover as exportações brasileiras.
O ex-presidente Jorge Viana também participou do encontro, reforçando a importância da agenda de desenvolvimento

Foto: Percio Campos/Mapa
regional e da abertura de mercados como instrumentos para geração de emprego e renda no país. Ele mencionou experiências exitosas na expansão das exportações agropecuárias, especialmente em cadeias produtivas que vêm ganhando espaço no mercado internacional.
O secretário-executivo Cleber Soares ressaltou os resultados expressivos obtidos pelo Brasil na abertura de novos mercados, destacando o papel da parceria institucional nesse processo.






