Bovinos / Grãos / Máquinas
Milk Summit encerra com destaque para inovação, sustentabilidade e sucessão familiar no setor leiteiro
Evento foi realizado em Ijuí e reuniu cerca de 750 pessoas.

O Milk Summit Brazil encerrou nesta quarta-feira (15), em Ijuí, com sucesso de público, debates qualificados e produtivos sobre o cenário atual da cadeia produtiva do leite no Estado e no Brasil, estratégias de competitividade, gestão e mercados internacionais. O evento iniciou na terça-feira (14), durante a realização da ExpoFest Ijuí, no Parque de Exposições Wanderley Burmann.
Com lotação de público, cerca de 750 pessoas presentes, o evento contou com 21 palestras e quatro mesas de debates durante os dois dias. O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, destacou o sucesso do Milk Summit. “Foram dois dias de debates importantes sobre o setor leiteiro, trazendo novidades e inovações aos produtores, indústria e presentes, com o objetivo único de desenvolver o setor que tem grande potencial produtivo”, enfatizou.
O Milk Summit é uma realização da Seapi, por meio do Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite do RS (Fundoleite), Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat/RS), Prefeitura de Ijuí, Emater/RS-Ascar, Suport D’Leite e Impulsa Ijuí.
Uma nova edição do evento já foi confirmada para 2026. A casa do evento permanecerá a mesma: a cidade de Ijuí, no Noroeste gaúcho, nos dias 14 e 15 de outubro, também dentro da programação da ExpoFest.
O coordenador do Milk Summit 2025 e secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, confirmou que a próxima edição terá enfoque ainda maior, abrangendo os países do Conesul como Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. “Com produtores, cooperativas, indústrias, governo, técnicos e pesquisadores lado a lado, retomamos um espaço de construção para o futuro do leite e vamos ampliar os horizontes no próximo ano”, destacou.

Bovinos / Grãos / Máquinas
Preços de leite e derivados sobem 0,7% no varejo em fevereiro
Alta foi puxada principalmente pelo leite UHT, que registrou aumento de 1,2%, segundo dados baseados no IPCA/IBGE.

Os preços de leite e derivados no varejo brasileiro registraram alta de 0,7% em fevereiro de 2026, na comparação com janeiro, conforme indicadores baseados no IPCA/IBGE.
Entre os produtos acompanhados, o leite UHT apresentou a maior variação positiva no mês, com alta de 1,2%. Também registraram aumento iogurte, com 1,1%, e queijo, com 0,7%.
Por outro lado, alguns derivados apresentaram queda de preços no período. A manteiga recuou 0,3%, enquanto leite em pó e leite condensado registraram redução de 1,0% cada.
O comportamento dos preços indica movimento misto entre os derivados no curto prazo, com parte dos produtos apresentando reajustes e outros registrando recuos no mesmo período.
Apesar da alta mensal, o índice de preços de leite e derivados ainda apresenta queda no acumulado de 12 meses, com recuo de 5,1%, segundo os dados baseados no IPCA.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Cepea aponta leve recuperação no preço do leite em janeiro
Média nacional chega a R$ 2,02 por litro, mas ainda permanece bem abaixo do patamar registrado no ano passado.

O preço médio do leite pago ao produtor no Brasil foi de R$ 2,02 por litro em janeiro de 2026, de acordo com indicadores do Cepea. O valor representa alta de 1,2% em relação a dezembro de 2025, mas ainda está 23,7% abaixo do registrado em janeiro de 2025.
Entre os principais estados produtores analisados, São Paulo apresentou o maior valor médio, com R$ 2,11 por litro. Em seguida aparecem Minas Gerais (R$ 2,06), Paraná (R$ 2,04) e Rio Grande do Sul (R$ 2,00).
Os preços médios foram menores em Santa Catarina, com R$ 1,96 por litro, e em Goiás, com R$ 1,92.
Segundo o Cepea, os valores se referem ao preço pago ao produtor pelo leite captado no mês anterior.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Conecta Queijo reúne especialistas internacionais no interior do Paraná
Realizado entre os 20 e 21 de março em Toledo, evento integra produtores, pesquisadores e mestres queijeiros para debater ciência, tecnologia e mercado na produção de queijos finos, além de apresentar a expansão do programa estadual de apoio às queijarias artesanais.

A produção de queijos finos no Brasil tem avançado impulsionada por pesquisa científica, inovação tecnológica e maior valorização do produto no mercado. Nesse contexto, especialistas, produtores e pesquisadores se reúnem para discutir os rumos do setor, compartilhar conhecimento e ampliar oportunidades para a cadeia leiteira.
Com esse objetivo, o Biopark, ecossistema de inovação localizado em Toledo, no Oeste do Paraná, promove nos dias 20 e 21 de março a terceira edição do Conecta Queijo. O evento reúne cientistas internacionais, produtores rurais, acadêmicos e especialistas para debater temas ligados à ciência, tecnologia, mercado e valorização da queijaria fina.
O evento ocorre em um momento estratégico, uma vez que a metodologia do Programa de Queijos Finos do Biopark, que já transforma a realidade de produtores no Oeste, agora expande oficialmente sua excelência para quatro novas regiões do Paraná – Sudoeste, Norte Pioneiro, Centro-Oriental e região metropolitana de Curitiba. O programa é um modelo que une pesquisa científica de alto nível à viabilidade de mercado, promovendo uma nova economia baseada em alto valor agregado e padrão de exportação.

Durante o evento, será realizado um workshop em laboratório, para conhecer o processo de fabricação dos queijos especiais.
Foto: Divulgação/Biopark
Nesta edição, o encontro propõe uma jornada que vai do campo ao coração do consumidor, discutindo desde a estruturação técnica da produção paranaense até a psicologia por trás do paladar. Um dos momentos mais aguardados é a palestra do pesquisador Heber Rodrigues, da Universidade de Surrey, no Reino Unido. Doutor em Ciência Sensorial, Rodrigues aborda como a psicologia cognitiva e os fatores culturais moldam a nossa percepção, revelando que o consumo de queijos pode despertar emoções profundas e memórias afetivas.
A expertise internacional é reforçada por Maike Maziero (França), doutora em Tecnologia de Alimentos e autora do livro “O Mundo dos Queijos”, e pelo executivo Rodrigo Magalhães, que trabalha com inovação e negócios no setor de laticínios nos EUA e Europa. Eles trazem a visão de mercado e a rentabilidade necessárias para a escala global. Já Irene Rubel discute como o produtor pode utilizar processos tecnológicos de vanguarda sem perder a essência da sabedoria tradicional. Irene é doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos e pesquisadora do CONICET, a principal organização dedicada à promoção da Ciência e Tecnologia na Argentina.
Mestres da técnica e do paladar
Na parte prática, o 3º Conecta Queijo oferece a oportunidade única de aprender com as duas maiores autoridades do setor no país, cobrindo todo o ciclo de vida do produto. A técnica do mestre queijeiro é apresentada em uma oficina-laboratório comandada por Kennidy de Bortoli, mestre queijeiro do Biopark e reconhecido como o melhor queijeiro do Brasil. Ele domina o “nascimento” do queijo, traduzindo o rigor científico da química do leite em processos que garantem produtos premiados mundialmente. Uma degustação guiada por Anderson Aguiar de Magalhães, eleito o melhor queijista do país, completa o ciclo do evento. Mestre da maturação e da educação do paladar, Magalhães ensina a identificar as complexas notas sensoriais que definem um queijo fino e mostra como apreciar e valorizar o produto final.
Imersão prática e networking
No período da tarde, a teoria se transforma em prática com visitas técnicas e roteiros guiados à Queijaria Flor da Terra e outras unidades de queijarias familiares que já operam sob a mentoria do Biopark. Atividades práticas de fabricação, análise sensorial e demonstrações de como a queijaria de elite impulsiona o turismo rural enriquecem a programação.
Status acadêmico e internacional
Nesta terceira edição, o Conecta Queijo eleva seu patamar ao se consolidar como um evento científico de relevância internacional. Um dos grandes diferenciais é a abertura para que instituições de ensino e pesquisadores publiquem trabalhos e resumos científicos. “Essa chancela acadêmica permite que a produção de queijos seja discutida sob o rigor da ciência, conectando universidades e centros de pesquisa diretamente com a realidade do produtor rural”, afirma Tiago Mendes, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Biopark.
Expansão projeto Queijos Finos
Com um investimento de R$ 3,8 milhões, o Biopark e o Governo do Paraná expandiram o Projeto Queijos Finos para cinco mesorregiões, transformando-o em uma política de desenvolvimento estadual.
A iniciativa oferece a pequenos e médios produtores acesso gratuito a biotecnologia de ponta, treinamentos e suporte laboratorial por três anos, visando agregar valor à produção leiteira com rigor científico.
Coordenado por uma coalizão técnica que inclui o IDR-PR e universidades, o projeto busca consolidar o Paraná como o principal polo de queijos finos da América Latina.



