Bovinos / Grãos / Máquinas
Milk Summit Brazil reúne cadeia produtiva do leite para debater futuro do setor em Ijuí
Evento promovido pela Seapi e Fundoleite busca fortalecer políticas públicas, inovação e competitividade na principal região leiteira do Rio Grande do Sul.

A principal região produtora de leite cru para a indústria no Rio Grande do Sul, o Noroeste do Estado, recebe nesta semana a primeira edição do Milk Summit Brazil. Realizado no Parque de Exposições Wanderley Burmann, em Ijuí, o evento reúne, entre esta terça (14) e quarta-feira (15), toda a cadeia produtiva do leite em uma programação com palestras, debates e atividades de integração.
Promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite do Rio Grande do Sul (Fundoleite), o encontro conta com a parceria do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat/RS), Emater/RS-Ascar, Prefeitura de Ijuí e diversas entidades do setor. O objetivo é fortalecer políticas públicas, estimular a inovação e ampliar a competitividade da produção láctea no Estado.

Secretário da Agricultura participou da solenidade de abertura e apresentou o primeiro painel no evento Edivilson Brum: “O leite é uma atividade que gera emprego, renda e mantém famílias no campo”
O secretário da Agricultura, Edivilson Brum, representou o governo gaúcho na cerimônia de abertura e participou de um dos painéis temáticos. Em sua fala, destacou a relevância do encontro para o fortalecimento do setor leiteiro no Rio Grande do Sul. “O leite é uma atividade que gera emprego, renda e mantém famílias no campo. Eventos como este são fundamentais para integrar a cadeia e construir soluções conjuntas que garantam sustentabilidade e futuro para o setor”, afirmou, ao tratar do tema competitividade e consumo.
O presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portela, salientou a importância da bacia leiteira do Noroeste, responsável por 60% da produção estadual, e reforçou o simbolismo de realizar o evento no ‘coração do leite gaúcho’. Para ele, o Milk Summit ocorre em um momento oportuno para debater as políticas públicas e o futuro da cadeia produtiva.
Já o coordenador do Milk Summit Brazil 2025, Darlan Palharini, ressaltou o papel estratégico do evento para consolidar o Rio Grande do Sul como referência nacional na produção de leite e no desenvolvimento tecnológico do setor. “Nosso propósito é criar um ambiente permanente de diálogo e inovação, conectando produtores, indústrias e instituições. O Milk Summit nasce para fortalecer o leite gaúcho e projetar o futuro do segmento”, reforçou.
O evento conta com 21 palestras e quatro mesas de debate, envolvendo mais de 700 inscritos, entre produtores, pesquisadores, lideranças e representantes dos setores público e privado. Também participaram da abertura o prefeito de Ijuí, Andrei Cossetin Sczmanski, o presidente da Emater/RS-Ascar, Luciano Schwerz, e o coordenador regional do Mapa, Marcos Paulo Damaren Borges.
Polo leiteiro
Segundo dados da Emater/RS-Ascar, a região de Ijuí se destaca pela produção anual de 741,9 milhões de litros de leite, com um rebanho superior a 150 mil vacas. A atividade movimenta cerca de R$ 2,03 bilhões por ano em Valor Bruto da Produção (VBP), confirmando o peso econômico do setor para o Estado.
Em sua apresentação, o secretário Edivilson Brum também destacou o papel da pecuária leiteira na fixação de jovens no campo e o conjunto de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da atividade, como o Programa de Irrigação, o Fundoleite e o Bônus Mais Leite, que subsidia operações de crédito do Plano Safra 2025/2026. Ele enfatizou que o futuro do setor passa pela agricultura regenerativa, estruturada em três pilares — gestão de pessoas, bem-estar animal e sustentabilidade ambiental —, buscando conciliar produtividade, rentabilidade e cuidado com o planeta.
Ao longo dos dois dias, o Milk Summit Brazil promove rodas de conversa, painéis técnicos e atividades interativas dentro da programação da Expofest. O público pode acompanhar o calendário completo clicando aqui, que também oferece jogos educativos. Um deles desafia o participante a ajudar o produtor a superar obstáculos e aumentar a produção; outro é um quiz com 17 perguntas sobre nutrição, saúde e manejo leiteiro, baseadas em dados científicos.

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São Paulo encerra campanha de atualização de rebanhos na segunda-feira
Produtores devem atualizar todas as espécies no GEDAVE para evitar bloqueio de movimentação.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) de São Paulo, através da sua Defesa Agropecuária, informa que a Campanha de Atualização dos Rebanhos, em vigor desde 01º de novembro, chega ao fim na próxima segunda-feira (15). A partir da retirada da vacinação contra a Febre Aftosa em 2023, o produtor rural passou, também em caráter obrigatório, a ter que atualizar seus rebanhos junto ao sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE).
Devem ser declarados, além dos bovinos, os rebanhos de búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho da seda. A não declaração pode acarretar o bloqueio da movimentação dos animais e a inviabilidade da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) com possibilidade de sanções administrativas.
A atualização pode ser feita diretamente no sistema GEDAVE. Outra forma de efetuar a declaração é pessoalmente em uma das Unidades da Defesa Agropecuária distribuídas estrategicamente pelo Estado e também, através do envio por e-mail do formulário que está disponível em Link
Brucelose

Foto: O Presente Rural
A Campanha de Vacinação contra a Brucelose, que agora vigora durante todo o ano, teve início neste segundo semestre, no dia 1º de julho e as bovinas e bubalinas de três a oito meses, devem ser vacinadas até dia 31 de dezembro.
Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.
A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível em Link.
O médico-veterinário responsável pela imunização, ao cadastrar o atestado de vacinação no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (GEDAVE) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à vacinação, validará a imunização dos animais.
A exceção acontecerá quando houver casos de divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema GEDAVE.
Em caso de incongruências, o médico-veterinário e o produtor serão notificados das pendências por meio de mensagem eletrônica, enviada ao e-mail cadastrado junto ao GEDAVE. Neste caso, o proprietário deverá regularizar a pendência para a efetivação da declaração.
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Preço do leite cai no Paraná e produto acumula 18% de perda em um ano
Queda reflete maior entrada de leite em pó importado e expectativa de novas retrações após a lei que proíbe a reconstituição do produto no estado.
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Imac leva campanha tira-dúvidas sobre regeneração de áreas degradadas à região Leste de Mato Grosso
Ação do Imac levou suporte direto aos produtores, esclareceu pendências no sistema de autovistoria e reforçou a importância do Prem para recuperar áreas e garantir a continuidade das vendas de gado.

Pecuaristas de Confresa e Nova Xavantina receberam nesta semana técnicos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), como parte de uma campanha de orientação sobre a regeneração de áreas degradadas por meio do Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem). Nesta semana, analistas do instituto percorreram propriedades rurais, conversaram com os produtores e auxiliaram no uso correto do sistema de autovistoria exigido durante o processo de recuperação das áreas.
Pecuarista há 33 anos em Confresa, Hélio Fernandes Vasques administra uma fazenda de 117 hectares e aderiu ao Prem há cerca de dois anos, depois de ficar impedido de comercializar gado para o frigorífico da região. Com dificuldades no uso do sistema, ele recebeu a equipe do Imac e teve todas as pendências esclarecidas. “As explicações foram bem produtivas, tiraram muitas dúvidas. Eu acho muito importante essa visita, ajuda muito. A maioria das pessoas que mora na roça tem os filhos que podem fazer a vistoria, mas nem sempre eles moram junto. Quase todo mundo é velho, tem muita dificuldade, às vezes só falando pelo celular a gente não consegue aprender”, afirmou o produtor.

Crédito: Divulgação/Rede ILPF
Criado em 2021 pelo Imac, o Prem funciona como uma ponte entre regularização ambiental e manutenção da atividade econômica. O programa orienta e acompanha a regeneração de áreas desmatadas ilegalmente, possibilitando que o produtor retorne ao mercado formal. Isso porque alertas de desmatamento podem gerar embargos e impedir a venda de animais aos frigoríficos, causando prejuízos significativos às fazendas.
Ao aderir ao Prem e iniciar a recuperação da área, o produtor recebe a Autorização de Comercialização Temporária (ACT), documento que confirma que ele está regularizando a propriedade e, por isso, pode continuar vendendo o gado enquanto o processo de regeneração avança. “O Prem é um programa que alia regularização, transparência e compromisso ambiental. As visitas em Confresa e Nova Xavantina mostraram que os pecuaristas estão abertos ao diálogo e querem fazer a coisa certa. Nosso papel é garantir que eles tenham todas as ferramentas e informações para conduzir a regeneração das áreas da forma correta e sustentável”, explica o gerente de Conformidade do Imac e coordenador do Prem, Tássio Bizelli.
A campanha também reforça o alinhamento de Mato Grosso às exigências dos mercados nacionais e internacionais, cada vez mais atentos à origem sustentável da carne. O Prem integra o conjunto de políticas que posicionam o estado na vanguarda da pecuária responsável, ao lado de iniciativas como o Passaporte Verde.
Para o próximo ano, já estão previstas novas ações de orientação aos produtores, incluindo caravanas, workshops e atendimentos regionais focados em dúvidas técnicas e uso da plataforma do Prem. “Somos aliados dos produtores e estamos sempre auxiliando em todo o processo de regeneração das áreas degradadas”, enfatiza Tássio.




