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Milk Summit Brazil reúne cadeia produtiva do leite para debater futuro do setor em Ijuí

Evento promovido pela Seapi e Fundoleite busca fortalecer políticas públicas, inovação e competitividade na principal região leiteira do Rio Grande do Sul.

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Fotos: Fernando Dias/Ascom Seapi

A principal região produtora de leite cru para a indústria no Rio Grande do Sul, o Noroeste do Estado, recebe nesta semana a primeira edição do Milk Summit Brazil. Realizado no Parque de Exposições Wanderley Burmann, em Ijuí, o evento reúne, entre esta terça (14) e quarta-feira (15), toda a cadeia produtiva do leite em uma programação com palestras, debates e atividades de integração.

Promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite do Rio Grande do Sul (Fundoleite), o encontro conta com a parceria do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat/RS), Emater/RS-Ascar, Prefeitura de Ijuí e diversas entidades do setor. O objetivo é fortalecer políticas públicas, estimular a inovação e ampliar a competitividade da produção láctea no Estado.

Secretário da Agricultura participou da solenidade de abertura e apresentou o primeiro painel no evento Edivilson Brum: “O leite é uma atividade que gera emprego, renda e mantém famílias no campo”

O secretário da Agricultura, Edivilson Brum, representou o governo gaúcho na cerimônia de abertura e participou de um dos painéis temáticos. Em sua fala, destacou a relevância do encontro para o fortalecimento do setor leiteiro no Rio Grande do Sul. “O leite é uma atividade que gera emprego, renda e mantém famílias no campo. Eventos como este são fundamentais para integrar a cadeia e construir soluções conjuntas que garantam sustentabilidade e futuro para o setor”, afirmou, ao tratar do tema competitividade e consumo.

O presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portela, salientou a importância da bacia leiteira do Noroeste, responsável por 60% da produção estadual, e reforçou o simbolismo de realizar o evento no ‘coração do leite gaúcho’. Para ele, o Milk Summit ocorre em um momento oportuno para debater as políticas públicas e o futuro da cadeia produtiva.

Já o coordenador do Milk Summit Brazil 2025, Darlan Palharini, ressaltou o papel estratégico do evento para consolidar o Rio Grande do Sul como referência nacional na produção de leite e no desenvolvimento tecnológico do setor. “Nosso propósito é criar um ambiente permanente de diálogo e inovação, conectando produtores, indústrias e instituições. O Milk Summit nasce para fortalecer o leite gaúcho e projetar o futuro do segmento”, reforçou.

O evento conta com 21 palestras e quatro mesas de debate, envolvendo mais de 700 inscritos, entre produtores, pesquisadores, lideranças e representantes dos setores público e privado. Também participaram da abertura o prefeito de Ijuí, Andrei Cossetin Sczmanski, o presidente da Emater/RS-Ascar, Luciano Schwerz, e o coordenador regional do Mapa, Marcos Paulo Damaren Borges.

Polo leiteiro

Segundo dados da Emater/RS-Ascar, a região de Ijuí se destaca pela produção anual de 741,9 milhões de litros de leite, com um rebanho superior a 150 mil vacas. A atividade movimenta cerca de R$ 2,03 bilhões por ano em Valor Bruto da Produção (VBP), confirmando o peso econômico do setor para o Estado.

Em sua apresentação, o secretário Edivilson Brum também destacou o papel da pecuária leiteira na fixação de jovens no campo e o conjunto de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da atividade, como o Programa de Irrigação, o Fundoleite e o Bônus Mais Leite, que subsidia operações de crédito do Plano Safra 2025/2026. Ele enfatizou que o futuro do setor passa pela agricultura regenerativa, estruturada em três pilares — gestão de pessoas, bem-estar animal e sustentabilidade ambiental —, buscando conciliar produtividade, rentabilidade e cuidado com o planeta.

Ao longo dos dois dias, o Milk Summit Brazil promove rodas de conversa, painéis técnicos e atividades interativas dentro da programação da Expofest. O público pode acompanhar o calendário completo clicando aqui, que também oferece jogos educativos. Um deles desafia o participante a ajudar o produtor a superar obstáculos e aumentar a produção; outro é um quiz com 17 perguntas sobre nutrição, saúde e manejo leiteiro, baseadas em dados científicos.

Fonte: Assessoria Ascom Seapi

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Abate de fêmeas cresce 23,5% e bezerro atinge maior preço desde 2021

Brasil abateu 20 milhões de vacas e novilhas em 2025. Em Mato Grosso do Sul, bezerro nelore chega a R$ 3.254, alta de 24,3% em um ano.

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Foto: Shutterstock

O abate de fêmeas bovinas no Brasil atingiu níveis recordes em 2025 e já impacta diretamente o mercado de reposição. Dados do IBGE mostram que, no acumulado do ano, foram abatidas 13,5 milhões de vacas adultas e 6,5 milhões de novilhas, altas de 15,8% e 23,5%, respectivamente, em relação a 2024.

Foto: Shutterstock

Em termos absolutos, o aumento foi de 3 milhões de cabeças no abate de fêmeas, sendo 1,8 milhão de vacas adultas e 1,2 milhão de novilhas. O avanço reforça o movimento de descarte no rebanho e ajuda a explicar a pressão de alta sobre os preços dos animais de reposição.

Segundo pesquisadores do Cepea, a redução na oferta futura de bezerros tem sustentado a valorização da categoria. Em Mato Grosso do Sul, referência do Indicador Cepea/Esalq, o bezerro nelore de 8 a 12 meses é negociado à média de R$ 3.254,37 na parcial de março, até o dia 17.

O valor representa alta de 3% frente a fevereiro de 2026 e avanço de 24,3% na comparação anual, já considerando os preços deflacionados pelo IGP-DI. Trata-se da maior média mensal registrada desde junho de 2021, em um contexto de oferta mais restrita e recomposição do ciclo pecuário.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Congresso Mundial Brangus reúne 13 países e destaca crescimento da raça no Brasil

Evento em Londrina (PR) integra genética, mercado e visitas técnicas em diferentes sistemas de produção.

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Fotos: Grafaels/Divulgação

A abertura do Congresso Mundial Brangus foi realizada na quarta-feira (18), no Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina, reunindo delegações de 13 países, criadores e técnicos de diversas regiões do país. O encontro é organizado pela Associação Brasileira de Brangus e marca uma das maiores edições do evento.

Segundo o presidente da entidade, João Paulo Schneider da Silva, sediar o congresso representa um marco para a raça no país. Ele destacou a responsabilidade de receber delegações internacionais e a consolidação do Brangus no cenário pecuário brasileiro.

O presidente do congresso, Ladislau Lancsarics, afirmou que a edição atual se diferencia pelo volume de participantes estrangeiros e pela qualidade dos animais apresentados. A programação inclui visitas técnicas em propriedades distribuídas por diferentes biomas, com foco na adaptação da raça a distintos sistemas produtivos.

Expansão da raça

O diretor Sebastião Garcia Neto destacou que o evento foi estruturado para integrar conteúdo técnico e oportunidades comerciais, com julgamentos, fóruns e leilões ao longo da programação.

A associação registra atualmente 357 sócios, com crescimento de 43% no último ano. A raça está presente em 18 estados brasileiros e soma cerca de 580 mil registros. No mercado de genética, o Brangus ocupa a terceira posição em venda de sêmen no país, com mais de 870 mil doses comercializadas em 2024.

A abertura contou ainda com a participação de autoridades locais e estaduais. O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo Janene El-Kadre, destacou a articulação entre entidades do setor para viabilizar o evento. O prefeito Thiago Amaral ressaltou a ligação histórica do município com a produção agropecuária.

Representando o governo estadual, o secretário da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Marcio Nunes, afirmou que a raça tem ganhado espaço pela precocidade, adaptação e desempenho produtivo.

Programação inclui visitas técnicas em três estados

Antes da abertura oficial, o congresso promoveu seis giras técnicas desde 12 de março, com visitas a propriedades no Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. As atividades reuniram mais de 1,6 mil participantes, que acompanharam diferentes modelos de produção com a raça.

Após a etapa em Londrina, a programação segue com visitas a fazendas nos dias 22, 24 e 25 de março, além de julgamentos de animais e leilões, consolidando o evento como vitrine da genética Brangus no país.

Fonte: O Presente Rural com Associação Brasileira de Brangus
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ABCZ tem contas de 2025 reprovadas por associados em AGO

Votação ocorreu em Uberaba (MG) e seguiu normas estatutárias, sem imputação direta de responsabilidade.

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Foto: Divulgação/ABCZ

Os associados da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) reprovaram as contas da entidade referente ao ano de 2025, período liderado pelo ex-presidente Gabriel Garcia Cid (gestão 2023-2025). A votação ocorreu na quarta-feira (18), durante Assembleia Geral Ordinária, em Uberaba (MG).

Com a presença de associados, conselheiros e diretores, o ex-presidente prestou conta de sua gestão e, em seguida, o Conselho Fiscal apresentou o seu Parecer exarado após exame do balanço e demonstrações financeiras do exercício anterior, no qual recomendava a aprovação com ressalvas das contas de 2025.

Após as manifestações dos presentes, a Assembleia deliberou, por maioria, pela reprovação das contas de 2025, nos termos das normas estatutárias da entidade.

A ABCZ ressalta que a reprovação das contas não representa, por si só, imputação de responsabilidade ou acusação a quaisquer pessoas, tratando-se de deliberação de natureza técnica e institucional, pautada no cumprimento das normas contábeis e estatutárias aplicáveis. A medida reflete o compromisso dos associados com a transparência, a governança e a adequada gestão do patrimônio da entidade.

Nota de esclarecimento

A reprovação das contas de 2025 da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) foi uma decisão política, não técnica.

Durante a gestão anterior, a posição financeira da entidade passou de R$ 24 milhões, em janeiro de 2023, para mais de R$ 50 milhões ao fim de 2025 — o maior caixa dos 107 anos da Associação.

Esse número recorde é reflexo da administração profissional e exitosa do último triênio, que jamais tolerou qualquer tipo de conduta contrária aos interesses coletivos e preceitos estatutários da ABCZ.

Portanto, a decisão atinge de forma indistinta todo o corpo diretivo responsável pela administração no triênio 2023–2025, muitos dos quais seguem integrando a atual gestão, inclusive na área financeira.

Apesar de pareceres do Conselho Fiscal e de uma auditoria externa independente favoráveis à aprovação das contas, a votação foi respaldada por apertada margem de 5 votos entre 47 votantes, dentre os mais de 26 mil associados.

A dúvida gerada foi em decorrência da investigação em aberto, sem levar em consideração que foi a gestão presidida por Gabriel Garcia Cid que identificou irregularidades e, de forma proativa, tomou todas as providências necessárias para cessá-las e puni-las — incluindo a solicitação de abertura de inquérito policial.

A gestão anterior apresentou vasta documentação que demonstrou um elaborado esquema destinado a lesar financeiramente a associação. O suspeito foi identificado, demitido por justa causa e hoje é investigado pelas autoridades.

Na esfera judicial, a então diretoria jurídica identificou e obteve o bloqueio de mais de R$ 900 mil em bens e dinheiro, que deverão ser restituídos à ABCZ ao fim do processo penal.

Qualquer tentativa de distorcer a realidade dos fatos e de personalizar essa questão não é nada mais que um ataque político que, ressalte-se, em nada contribui para o fortalecimento institucional da ABCZ.

Gabriel Garcia Cid

Presidente da ABCZ no triênio 2023-2025

Fonte: Assessoria ABCZ
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