Conectado com

Bovinos / Grãos / Máquinas

Milk Summit Brazil mira em virada na produção do leite

Evento em Ijuí reúne lideranças, produtores e pesquisadores para discutir gestão, competitividade e estratégias que podem elevar o protagonismo do Rio Grande do Sul na cadeia leiteira nacional.

Publicado em

em

Foto: Nataly Porto

Como produzir mais e melhor, levando a cadeia leiteira gaúcha para um novo patamar. Este foi o tema central dos debates do primeiro dia do Milk Summit Brazil 2025, que estreou com casa cheia nesta terça-feira (14), em Ijuí (RS). “Marcamos a retomada do protagonismo do Rio Grande do Sul nas discussões sobre o setor e inauguramos um espaço diferenciado de debate e construção”, destacou o coordenador do evento e secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. “Competitividade é a palavra. Temos mercado para crescer e todas as condições para atender à demanda”, afirmou ele. Mirando em mercados internacionais, o foco é o leite em pó, uma commodity estratégica e viável mediante redução de custos e aumento da produtividade.

Parte da fórmula, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite Glauco Carvalho revela: é a combinação entre coordenação setorial e gestão eficiente das propriedades. Segundo ele, a primeira é capaz de impulsionar o avanço de estratégias empresariais, setoriais e de políticas públicas, promovendo integração entre os diferentes elos. “Faz muitas coisas avançarem, inclusive no comércio internacional”, ressalta. Já a segunda, da porteira para dentro, pode alcançar resultados melhores em contextos semelhantes, para fatores econômicos e técnicos. “Muitas vezes o produtor olha só a parte técnica, mas é com gestão que se avança”, disse ao acrescentar outros elementos como programas governamentais, estratégias empresariais e iniciativas para apoiar o desenvolvimento e promover crescimento de forma sistêmica.

Ao participar da mesa de abertura do evento na manhã desta terça no Parque de Exposições Wanderley Burmann, o presidente do Sindilat, Guilherme Portella, acrescentou outra medida essencial para o setor avançar: a Reforma Tributária. “Estamos na região que produz 60% do leite gaúcho. Ao mesmo tempo, e não por coincidência, 60% de todo o leite produzido no Rio Grande do Sul é enviado para outros estados, para diferentes mercados consumidores. Portanto, precisamos necessariamente falar de Reforma Tributária, para sermos competitivos e continuarmos levando leite para fora do estado, evitando que se fale em importação e que argentinos e uruguaios consigam colocar leite aqui”, destacou.

Na seara das Políticas Públicas, o secretário de Agricultura, Edivilson Brum, informou que o governo gaúcho atua em frentes estratégicas, como na criação do programa Bônus Mais Leite, com subvenção financeira de operações de crédito contratadas no âmbito do Plano Safra 2025/2026; e na liberação do Fundoleite. “Cada um real aplicado lá na agricultura se transforma em um dólar”, assinalou ao lembrar o trabalho de Assistência Técnica, através da Emater. “O número de produtores diminuiu, mas a parte boa é que a produção aumentou, com tecnificação e qualificação, o que significa que estamos aplicando conhecimento”, reforçou o presidente da Emater/RS-Ascar, Luciano Schwerz.

O Milk Summit Brazil 2025 integra a programação da Expofest em Ijuí, município em que o peso da produção leiteira é confirmado por dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Segundo Marcos Paulo Borges, coordenador do 10º SIPOA, o Noroeste gaúcho representa 7% de todo o leite produzido no Brasil. “Dos 12,5 milhões de litros monitorados no estado, 5 milhões vêm desta região”, disse sob o olhar do prefeito da cidade, Andrei Cossetin Sczmanski. “A gente está muito feliz de ter o Milk Summit aqui. Este é o primeiro, mas já quero anunciar o próximo”, disse o gestor municipal.

Focado em quatro eixos centrais – competitividade, consumo, sustentabilidade e inovação-, o Milk Summit Brazil 2025 segue na tarde desta terça-feira (14) e ao longo da quarta-feira (15) e  conta com transmissão ao vivo pelo canal da Secretaria da Agricultura no YouTube, clicando aqui. A programação está disponível clicando aqui.

Sobre o evento

A realização do Milk Summit é conduzida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do RS, Sindilat, Prefeitura de Ijuí, Emater/RS-Ascar, Suport D Leite e Impulsa Ijuí.
Conta com o patrocínio de Laticínios Deale, Feuser Representações Comerciais / Rit – Resfriadores, Sistema Fiergs, Frizzo, Italac, Laboratório Base, Lactalis Brasil, Launer, Grupo Piracanjuba, Cooperativa Santa Clara, Senar, Sicredi, Sicoob, SulPasto e Tetra Pak.

Também são parceiros do evento a ExpoFest Ijuí 2025, Fecoagro, Fetag, Ciepel, UPF, Escola Técnica Celeste Gobbato, Hooks, Cincuenta, Sebrae, APAJU, FASA, APL Leite, Instituto Manager, Rede Leite, Embrapa, Unijuí, Unicruz, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Farroupilha, CCR/UFSM, Ministério da Agricultura, Setrem, Amuplan, Abraleite, Viva Lácteos e Fundesa.

Fonte: Assessoria Sindilat

Bovinos / Grãos / Máquinas

Abate de fêmeas cresce 23,5% e bezerro atinge maior preço desde 2021

Brasil abateu 20 milhões de vacas e novilhas em 2025. Em Mato Grosso do Sul, bezerro nelore chega a R$ 3.254, alta de 24,3% em um ano.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

O abate de fêmeas bovinas no Brasil atingiu níveis recordes em 2025 e já impacta diretamente o mercado de reposição. Dados do IBGE mostram que, no acumulado do ano, foram abatidas 13,5 milhões de vacas adultas e 6,5 milhões de novilhas, altas de 15,8% e 23,5%, respectivamente, em relação a 2024.

Foto: Shutterstock

Em termos absolutos, o aumento foi de 3 milhões de cabeças no abate de fêmeas, sendo 1,8 milhão de vacas adultas e 1,2 milhão de novilhas. O avanço reforça o movimento de descarte no rebanho e ajuda a explicar a pressão de alta sobre os preços dos animais de reposição.

Segundo pesquisadores do Cepea, a redução na oferta futura de bezerros tem sustentado a valorização da categoria. Em Mato Grosso do Sul, referência do Indicador Cepea/Esalq, o bezerro nelore de 8 a 12 meses é negociado à média de R$ 3.254,37 na parcial de março, até o dia 17.

O valor representa alta de 3% frente a fevereiro de 2026 e avanço de 24,3% na comparação anual, já considerando os preços deflacionados pelo IGP-DI. Trata-se da maior média mensal registrada desde junho de 2021, em um contexto de oferta mais restrita e recomposição do ciclo pecuário.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Congresso Mundial Brangus reúne 13 países e destaca crescimento da raça no Brasil

Evento em Londrina (PR) integra genética, mercado e visitas técnicas em diferentes sistemas de produção.

Publicado em

em

Fotos: Grafaels/Divulgação

A abertura do Congresso Mundial Brangus foi realizada na quarta-feira (18), no Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina, reunindo delegações de 13 países, criadores e técnicos de diversas regiões do país. O encontro é organizado pela Associação Brasileira de Brangus e marca uma das maiores edições do evento.

Segundo o presidente da entidade, João Paulo Schneider da Silva, sediar o congresso representa um marco para a raça no país. Ele destacou a responsabilidade de receber delegações internacionais e a consolidação do Brangus no cenário pecuário brasileiro.

O presidente do congresso, Ladislau Lancsarics, afirmou que a edição atual se diferencia pelo volume de participantes estrangeiros e pela qualidade dos animais apresentados. A programação inclui visitas técnicas em propriedades distribuídas por diferentes biomas, com foco na adaptação da raça a distintos sistemas produtivos.

Expansão da raça

O diretor Sebastião Garcia Neto destacou que o evento foi estruturado para integrar conteúdo técnico e oportunidades comerciais, com julgamentos, fóruns e leilões ao longo da programação.

A associação registra atualmente 357 sócios, com crescimento de 43% no último ano. A raça está presente em 18 estados brasileiros e soma cerca de 580 mil registros. No mercado de genética, o Brangus ocupa a terceira posição em venda de sêmen no país, com mais de 870 mil doses comercializadas em 2024.

A abertura contou ainda com a participação de autoridades locais e estaduais. O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo Janene El-Kadre, destacou a articulação entre entidades do setor para viabilizar o evento. O prefeito Thiago Amaral ressaltou a ligação histórica do município com a produção agropecuária.

Representando o governo estadual, o secretário da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Marcio Nunes, afirmou que a raça tem ganhado espaço pela precocidade, adaptação e desempenho produtivo.

Programação inclui visitas técnicas em três estados

Antes da abertura oficial, o congresso promoveu seis giras técnicas desde 12 de março, com visitas a propriedades no Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. As atividades reuniram mais de 1,6 mil participantes, que acompanharam diferentes modelos de produção com a raça.

Após a etapa em Londrina, a programação segue com visitas a fazendas nos dias 22, 24 e 25 de março, além de julgamentos de animais e leilões, consolidando o evento como vitrine da genética Brangus no país.

Fonte: O Presente Rural com Associação Brasileira de Brangus
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

ABCZ tem contas de 2025 reprovadas por associados em AGO

Votação ocorreu em Uberaba (MG) e seguiu normas estatutárias, sem imputação direta de responsabilidade.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/ABCZ

Os associados da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) reprovaram as contas da entidade referente ao ano de 2025, período liderado pelo ex-presidente Gabriel Garcia Cid (gestão 2023-2025). A votação ocorreu na quarta-feira (18), durante Assembleia Geral Ordinária, em Uberaba (MG).

Com a presença de associados, conselheiros e diretores, o ex-presidente prestou conta de sua gestão e, em seguida, o Conselho Fiscal apresentou o seu Parecer exarado após exame do balanço e demonstrações financeiras do exercício anterior, no qual recomendava a aprovação com ressalvas das contas de 2025.

Após as manifestações dos presentes, a Assembleia deliberou, por maioria, pela reprovação das contas de 2025, nos termos das normas estatutárias da entidade.

A ABCZ ressalta que a reprovação das contas não representa, por si só, imputação de responsabilidade ou acusação a quaisquer pessoas, tratando-se de deliberação de natureza técnica e institucional, pautada no cumprimento das normas contábeis e estatutárias aplicáveis. A medida reflete o compromisso dos associados com a transparência, a governança e a adequada gestão do patrimônio da entidade.

Nota de esclarecimento

A reprovação das contas de 2025 da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) foi uma decisão política, não técnica.

Durante a gestão anterior, a posição financeira da entidade passou de R$ 24 milhões, em janeiro de 2023, para mais de R$ 50 milhões ao fim de 2025 — o maior caixa dos 107 anos da Associação.

Esse número recorde é reflexo da administração profissional e exitosa do último triênio, que jamais tolerou qualquer tipo de conduta contrária aos interesses coletivos e preceitos estatutários da ABCZ.

Portanto, a decisão atinge de forma indistinta todo o corpo diretivo responsável pela administração no triênio 2023–2025, muitos dos quais seguem integrando a atual gestão, inclusive na área financeira.

Apesar de pareceres do Conselho Fiscal e de uma auditoria externa independente favoráveis à aprovação das contas, a votação foi respaldada por apertada margem de 5 votos entre 47 votantes, dentre os mais de 26 mil associados.

A dúvida gerada foi em decorrência da investigação em aberto, sem levar em consideração que foi a gestão presidida por Gabriel Garcia Cid que identificou irregularidades e, de forma proativa, tomou todas as providências necessárias para cessá-las e puni-las — incluindo a solicitação de abertura de inquérito policial.

A gestão anterior apresentou vasta documentação que demonstrou um elaborado esquema destinado a lesar financeiramente a associação. O suspeito foi identificado, demitido por justa causa e hoje é investigado pelas autoridades.

Na esfera judicial, a então diretoria jurídica identificou e obteve o bloqueio de mais de R$ 900 mil em bens e dinheiro, que deverão ser restituídos à ABCZ ao fim do processo penal.

Qualquer tentativa de distorcer a realidade dos fatos e de personalizar essa questão não é nada mais que um ataque político que, ressalte-se, em nada contribui para o fortalecimento institucional da ABCZ.

Gabriel Garcia Cid

Presidente da ABCZ no triênio 2023-2025

Fonte: Assessoria ABCZ
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.