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Milho sobe no Brasil com produtor retraído, atento ao clima
Mercado brasileiro de milho apresentou preços mais altos na última semana

O mercado brasileiro de milho apresentou preços mais altos na última semana. As cotações reagiram diante da oferta mais controlada, restrita, por parte do produtor. Com a apreensão com o clima seco predominante neste momento de plantio da soja e do milho para a safra de verão, há preocupação com atraso na semeadura e com os efeitos sobre a produção da primeira e segunda safra de milho.
Com esses temores, o produtor natural retraiu-se, à espera de preços melhores. E com a menor disponibilidade do cereal, pouco a pouco as cotações vão reagindo nas principais regiões de comercialização.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o foco permanece no clima, com chuvas irregulares em diversos estados levando a uma preocupação recorrente em relação ao primeiro quadrimestre. “É bastante compreensível que os produtores optem pela retenção como estratégia recorrente”.
“Por sua vez, o mercado ainda avalia a mudança de paridade no porto nesta semana, gerando estímulo adicional à alta dos preços domésticos”, comenta Iglesias.
No Porto de Santos, na base de compra, o preço se manteve na semana (entre 19 e 26 de setembro) em R$ 39 a saca de 60 quilos. Em Campinas/CIF, a cotação do milho, na base de venda, passou de R$ 39 para R$ 40,50. Já na Mogiana paulista, mercado subiu de R$ 37 a saca para R$ 38 na venda.
Em Rio Verde, Goiás, o preço na venda passou de R$ 31 para R$ 31,50 a saca. Já em Uberlândia, Minas Gerais, a cotação seguiu em R$ 38 a saca na venda.
Em Cascavel, no Paraná, o valor do milho subiu de R$ 35 para R$ 36 a saca na venda, e em Rondonópolis, Mato Grosso, preço se manteve em R$ 30 a saca na venda.

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Regulamentação dos defensivos ganha força no agro
Representantes do setor defendem regras claras para acelerar registros e ampliar a segurança jurídica.

A regulamentação da Lei dos Defensivos Agrícolas e os desafios para sua implementação foram tema de audiência pública realizada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal. O debate, promovido por requerimento do senador Jaime Bagattoli (PL-RO), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Senado, discutiu a aplicação da Lei nº 14.785/2023, alterada pela Lei nº 15.070/2024, que estabelece novas regras para pesquisa, registro, produção, comercialização e fiscalização de defensivos agrícolas no Brasil.

Deputado Rafael Simões: “Não é possível sermos competitivos enquanto levamos oito anos para aprovar uma molécula que já foi aprovada e utilizada em outros países. Precisamos que os órgãos caminhem juntos para garantir eficiência e segurança jurídica ao produtor rural.”
Durante a audiência, Bagattoli afirmou que a legislação busca tornar o processo regulatório mais eficiente, reduzindo a burocracia e ampliando a segurança jurídica, sem alterar os critérios de proteção à saúde e ao meio ambiente. O senador também manifestou preocupação com a demora na regulamentação da norma e defendeu que o processo de registro de novos insumos seja mais ágil.
Representando a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ana Lígia Aranha Lenat destacou que a lei trouxe maior previsibilidade ao setor ao estabelecer critérios técnicos mais modernos para o registro de defensivos agrícolas e bioinsumos. Segundo ela, a regulamentação é importante para evitar interpretações divergentes que possam afetar a competitividade da agropecuária.
O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Goulart, afirmou que o novo marco legal torna o sistema mais eficiente sem reduzir as exigências relacionadas à saúde e ao meio ambiente. Ele informou que o Brasil leva, em média, cerca de sete anos para aprovar novas moléculas, enquanto em outros países esse processo dura aproximadamente quatro anos.
A gerente-geral de Toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Cássia de Fátima Rangel Fernandes, também defendeu a regulamentação da lei. Segundo ela, a medida deve reduzir divergências entre os órgãos responsáveis, aumentar a previsibilidade do processo e garantir maior segurança jurídica. A representante informou ainda que a Anvisa vem reduzindo o número de análises pendentes.
Representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Grilli Felizardo afirmou que a regulamentação é necessária para garantir estabilidade regulatória, previsibilidade aos investimentos e maior integração entre os órgãos responsáveis pelo processo.
O deputado Rafael Simões (União-MG), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária, também participou da audiência. Produtor rural, ele defendeu a regulamentação da lei e afirmou que a demora na aprovação de novas moléculas pode reduzir a competitividade do Brasil em relação a outros países.
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Trigo disponível no mercado segue valorizado
De acordo com o Cepea, vendedores com estoques mantêm preços mais altos, especialmente em São Paulo, enquanto compradores priorizam a nova safra.

A oferta restrita de trigo continua sustentando as cotações no mercado spot brasileiro. De acordo com pesquisadores do Cepea, a liquidez permanece baixa nesta época do ano, com poucas negociações no mercado.
Segundo o Cepea, as indústrias moageiras estão abastecidas e, por isso, não demonstram necessidade de comprar grandes volumes no curto prazo. A prioridade tem sido a negociação de lotes da nova safra, com entrega prevista entre setembro e outubro de 2026.
Ainda conforme o Cepea, os produtores e vendedores que mantêm estoques, especialmente no estado de São Paulo, onde a disponibilidade do cereal é mais limitada, seguem ofertando o trigo a preços mais elevados, o que mantém as cotações sustentadas no mercado paulista.
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Superávit da balança comercial alcança US$ 2,27 bilhões na primeira semana de julho
Resultado foi impulsionado pelo crescimento de 40,6% das exportações na comparação com o mesmo período de 2025.

Na primeira semana de julho de 2026, comparada a julho do ano de 2025, as exportações cresceram 40,6% e somaram US$ 5,89 bilhões. As importações cresceram 10,4% e totalizaram US$ 3,62 bilhões. Assim, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,27 bilhões, com crescimento de 149,0%, e a corrente de comércio aumentou 27,3%, alcançando US$ 9,51 bilhões.

Foto: Claudio Neves
No acumulado entre janeiro até a primeira semana de julho deste ano, em comparação a janeiro/julho de 2025, as exportações cresceram 11,8% e somaram US$ 190,66 bilhões. As importações cresceram 5,4% e totalizaram US$ 146,03 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 44,63 bilhões , com crescimento de 39,2%, e a corrente de comércio registrou aumento de 8,9%, atingindo US$ 336,70 bilhões.
Até a primeira semana de julho, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 1,5% em agropecuária, que somou US$ 0,95 bilhões; crescimento de 81,7% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,76 bilhões e, por fim, crescimento de 39,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 3,17 bilhões. A combinação destes resultados levou o aumento do total das exportações.




