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Milho: setor debate alternativas para aumentar produção e qualidade do cereal

Programa Pró-Milho foi apresentado ao público da Expodireto Cotrijal na segunda-feira, durante o 12º Fórum Nacional do Milho

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O Programa Pró-Milho, da Secretaria Estadual de Agricultura do RS, foi apresentado ao público da Expodireto Cotrijal na segunda-feira (02), durante o 12º Fórum Nacional do Milho. Lançado a partir de decreto do Governo do RS em fevereiro deste ano, o programa tem como objetivos principais aumentar a produção e garantir a qualidade do milho no Rio Grande do Sul, com renda compatível e maior segurança aos produtores.

O cereal é essencial para as cadeias produtivas de avicultura, suinocultura e bovinocultura de corte e leite e sua participação direta e indireta na economia gaúcha chega a 10% do PIB, mas a produção ainda não atende à demanda.

O secretário de Agricultura do RS, Covatti Filho, explicou que o programa foi concebido a partir de uma das principais constatações feitas pelos produtores em 2019: o setor não é autossuficiente. Em função disso, é preciso comprar o produto de outros Estados e o custo acaba ficando muito alto.

“Não adianta dizermos que queremos ser autossuficientes se não dermos as ferramentas adequadas para que isso se concretize. Por isso, o programa está focado em três diretrizes – aumento da produção, qualidade do milho e comercialização e crédito, e é feito a partir de parcerias. Precisamos que as 25 parcerias firmadas no lançamento se multipliquem e também que todos fiscalizem para que dê certo”, destacou o secretário.

Segundo Ivan Bonetti, diretor do Departamento de Política Agrícola e Desenvolvimento Rural da Secretaria de Agricultura do RS, o milho é o cereal mais produzido no mundo e fundamental para o manejo sustentável de sistemas de produção. “O problema é que nosso Estado apresenta produção inferior à demanda em cerca de 1,5 milhão de toneladas ao ano. Este ano, com a estiagem, a falta de milho no Estado, de acordo com a nossa produção, deverá ultrapassar 2 milhões toneladas ao ano”.

Bonetti explicou que o Programa Pró-Milho está focado em outros três subprogramas e que, entre as ações a serem desenvolvidas, estão: intensificar a assistência técnica aos produtores; promover maior eficácia tecnológica na produção; aumentar a produtividade em regiões de menores resultados por hectare; ampliar o número de secadores de grãos; ampliar a capacidade estática de armazenamento e agilizar as contratações de custeio e investimento.

“É evidente que algumas ações estão relacionadas a regiões distintas do Estado. A ideia é uma padronização maior na produção e qualidade do milho gaúcho”, concluiu. O primeiro contrato do Programa Pró-Milho foi assinado na tarde desta segunda-feira e está relacionado a um projeto de irrigação em uma propriedade de 30 hectares.

Essencial para o sistema produtivo

A importância da cultura do milho, com base em seus aspectos agronômicos e econômicos, também foi tema de debates no fórum, no painel intitulado “Milho: produção protetiva”. Especialistas destacaram que o cereal é fundamental na conservação do solo e na rotação de culturas. “Só não expressamos o potencial produtivo de novas variedades de soja porque nos falta milho na cultura antecessora”, afirmou o presidente da Apromilho/RS, Ricardo Meneghetti.

Na avaliação de Jorge Lemanski, chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo, o milho é essencial para o sistema produtivo no sul do Brasil sob os pontos de vista econômico, social e ambiental. “Traz vários benefícios, entre eles o de ajudar a complexar o solo e possibilitar maior rendimento na soja, no trigo e em outras culturas”. O diretor afirmou que intensificar o uso da terra no ambiente tropical e subtropical do Brasil é a saída para que o setor tenha ganhos crescentes de produção, produtividade e rentabilidade, reduzindo também os riscos da quebra de safra em anos ruins.

José Ruedell, pesquisador e consultor, abordou a cultura do milho como a mais eficaz na proteção e recuperação do solo. Segundo ele, a qualidade do solo é um componente vital da produtividade agrícola, cuja condição é alcançada pela rotação de culturas.

William Weber, da área de soja e milho da Embrapa, disse que, como produtores e indústria, todos têm um desafio de aumentar a produção de milho no Rio Grande do Sul e no Brasil. “Em primeiro lugar pela expansão das usinas de etanol e pelo aumento da exportação. Temos conhecimento, capacidade e incentivo para encarar este desafio diário dos produtores e a cadeia produtiva. A pergunta que fica é: se todos sabem disso, porque não estão fazendo?”.

O coordenador do fórum, Odacir Klein, disse ter ficado bastante satisfeito com os debates. “Os participantes tiveram demonstração científica, com técnicos qualificados que explanaram de forma bastante clara e com propriedade sobre a importância da rotação de cultura de milho e soja. Caso os produtores não se atentem a isso e deixem de fazer, poderemos ter sérios problemas no futuro”, alertou Klein.

Fonte: Assessoria

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Rally da Safra avalia potencial da segunda safra de milho no Oeste do Paraná

Região vem apresentando melhores perspectivas que o Norte do estado. Levantamento ajudará a confirmar as estimativas finais da safra brasileira de milho.

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Fotos: Eduardo Monteiro

O Oeste do Paraná será o foco do Rally da Safra para avaliação das lavouras de milho segunda safra a partir de segunda-feira (08). A expedição deixará Campo Grande (MS) e irá percorrer, até o dia 15, as regiões de Guaíra, Marechal Cândido Rondon, Toledo, Cascavel, Ubiratã, Goioerê, Campo Mourão e Maringá.

Favorecido por uma janela de plantio mais antecipada, o Oeste paranaense apresenta perspectivas mais positivas para a produtividade do milho em comparação com o Norte do estado, onde a semeadura tardia e os períodos de estiagem comprometeram parte do desenvolvimento das lavouras. O Oeste também passou por um período de estiagem, porém, ao longo dos meses de abril e maio, a chuva retornou ao estado de forma mais regular. Até o momento, as geadas ocorridas em maio não afetaram as lavouras de forma abrangente, e as perdas foram pontuais.

“As avaliações de campo desta penúltima equipe do Rally tornam-se decisivas para entender os impactos do clima no potencial produtivo e ajustar nossos números até o final de junho, quando encerraremos a etapa milho”, explica André Debastiani, coordenador da expedição.

Os dados pré-Rally da Agroconsult indicam uma segunda safra brasileira de milho de 112,1 milhões de toneladas, volume inferior ao recorde de 123,9 milhões de toneladas registrado no ciclo 2024/25. Já a produção total de milho no país é estimada em 140,5 milhões de toneladas, frente a 151 milhões de toneladas no ciclo anterior. “Há espaço para ajustes nas estimativas, a depender dos dados de campo”, aponta o coordenador do Rally.

Expedição já percorreu importantes polos produtores

Em sua primeira etapa este ano, o Rally avaliou as condições de mais de 1,7 mil lavouras de soja durante as fases de desenvolvimento e de colheita em 14 estados. As lavouras avaliadas respondem por 97% da área de produção de soja e 72% da área de milho no país.

Desde 11 de maio, o Rally da Safra percorre os principais polos produtores de milho do país em cinco estados. As equipes já passaram por diferentes regiões do Mato Grosso, Goiás, Rondônia e Mato Grosso do Sul, avaliando condições climáticas, desenvolvimento das lavouras, investimentos realizados pelos produtores e perspectivas de produtividade. Após a etapa no Oeste e Noroeste do Paraná, a última equipe realizará o levantamento no Sul do Mato Grosso do Sul e Norte do Paraná, encerrando os trabalhos de campo da safra de milho em 23 de junho.

Fonte: O Presente Rural
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Projeto leva diagnóstico de nematoides em tempo real para dentro das lavouras

Iniciativa permite identificar espécies diretamente no campo e busca reduzir perdas causadas por uma das pragas mais difíceis de detectar na agricultura.

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Foto: Divulgação/Vitalforce

Uma iniciativa vai levar ciência aplicada diretamente para dentro das lavouras brasileiras. O projeto Caçadores de Nematoides tem como objetivo fortalecer o manejo de uma das pragas mais silenciosas e subestimadas da agricultura: os nematoides. Diferente do modelo tradicional, baseado na coleta de amostras e envio para laboratório, o projeto realiza o diagnóstico diretamente na área do produtor, com identificação das espécies em tempo real, por meio de microscopia e análise conduzida por especialista.

A proposta é permitir que o produtor veja, no próprio campo, os organismos microscópicos responsáveis por perdas de produtividade que, muitas vezes, passam anos sem diagnóstico preciso.

Os nematoides estão presentes em todas as diferentes regiões agrícolas e culturas e podem comprometer o desenvolvimento das plantas ao afetar diretamente o sistema radicular. Ainda assim, o manejo no campo segue marcado por lacunas técnicas importantes, especialmente pela ausência de diagnóstico adequado e pela adoção de estratégias isoladas.

Sem a identificação da espécie presente na área, decisões de manejo tendem a ser genéricas e pouco eficientes. Na prática, isso leva a um cenário recorrente: o produtor trata os sintomas, como a queda de produtividade, sem atuar sobre a causa, relacionada à alta pressão populacional no solo. “Um dos principais erros no manejo de nematoides é a ausência de diagnóstico. Sem saber qual espécie está presente, o produtor acaba tomando decisões genéricas, tratando o sintoma e não a causa, e isso permite que a infestação se mantenha ou até aumente ao longo das safras”, afirma O mestre em Agronomia e Proteção de Plantas, Lucas Silva.

Além disso, fatores como a sucessão de culturas hospedeiras, a falta de rotação eficiente e o uso inadequado de ferramentas de controle contribuem para a manutenção ou até o aumento da infestação ao longo do tempo.

Outro ponto crítico é a falta de precisão no manejo. Cada espécie de nematoide apresenta comportamento, hospedeiros e nível de dano distintos, o que exige estratégias específicas. Sem esse nível de detalhamento, o produtor pode adotar medidas ineficientes ou até favorecer a multiplicação da praga. É justamente essa desconexão entre problema e manejo que o projeto busca enfrentar.

Ao levar o diagnóstico para dentro da propriedade, o projeto Caçadores de Nematoides reduz o tempo entre identificação e tomada de decisão, além de ampliar a compreensão do produtor sobre o que está acontecendo em sua lavoura. A visualização dos nematoides ao microscópio, no próprio campo, transforma um problema abstrato em evidência concreta.

A iniciativa também expõe um desafio cultural no campo. Como são invisíveis a olho nu e de difícil diagnóstico sem análise especializada, os nematoides ainda são frequentemente subestimados ou confundidos com outros fatores, como fertilidade do solo ou doenças, o que retarda o manejo adequado.

Mais do que uma agenda técnica, o projeto se posiciona como uma ação de conscientização, ao aproximar o produtor do problema e estimular decisões mais assertivas no manejo.

O projeto é desenvolvido pela Vitalforce e conta com participação da pesquisadora, doutora em Agronomia e nematologista Angélica Calandrelli, a iniciativa combina rigor técnico e abordagem prática para transformar conhecimento científico em experiência direta no campo.

Fonte: Assessoria Vitalforce
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Com 2,9 milhões de hectares cultivados, milho paranaense segue em condição favorável

Maior parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento e previsão climática reduz risco de perdas por geadas.

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Foto: Divulgação

As lavouras de milho segunda safra mantêm um cenário favorável no Paraná, embora as condições climáticas das últimas semanas exijam atenção dos produtores. Levantamento divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), mostra que 79% da área cultivada apresenta boas condições de desenvolvimento.

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Segundo o boletim conjuntural do Deral, dos 2,9 milhões de hectares plantados na safra 2025/26, outros 14% das lavouras estão em condição considerada mediana e 7% apresentam situação ruim.

De acordo com o analista de mercado da Seab, Edmar Wardensk Gervásio, a expectativa geral ainda é de uma boa produção no Estado. No entanto, o comportamento recente do clima pode limitar parte do potencial produtivo das lavouras. “O cenário continua positivo, mas a ocorrência de mais dias nublados e de temperaturas mais baixas pode reduzir a produtividade média das lavouras paranaenses”, observa o analista no boletim.

Geadas seguem como principal preocupação

Neste momento, o principal fator de risco para a segunda safra continua sendo a possibilidade de geadas, especialmente para as áreas que ainda se encontram em estágios mais sensíveis de desenvolvimento.

Apesar dessa preocupação, os dados meteorológicos trazem alívio aos produtores. Segundo o Deral, a previsão estendida do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná

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(Simepar) não indica ocorrência de geadas nos próximos 14 dias.

O avanço do ciclo das lavouras também contribui para reduzir a vulnerabilidade da safra. Atualmente, 17% das áreas cultivadas já entraram na fase de maturação, estágio em que o risco de perdas provocadas por geadas é considerado muito baixo.

Por outro lado, 83% das lavouras ainda permanecem suscetíveis a eventuais danos causados por frio intenso. Ainda assim, com a ausência de previsão de geadas e o avanço natural do desenvolvimento das plantas, a tendência é que uma parcela crescente dessas áreas alcance a maturação nas próximas semanas e fique fora da zona de risco.

Produção segue dependente das condições climáticas

O milho segunda safra ocupa uma área de 2,9 milhões de hectares no Paraná e representa uma das principais culturas do agronegócio estadual. Além da relevância para as exportações, a produção é estratégica para o abastecimento das cadeias de proteína animal, especialmente aves e suínos.

Embora o quadro atual seja considerado favorável, o desempenho final da safra dependerá do comportamento climático nas próximas semanas, período decisivo para a definição da produtividade em parte importante das áreas ainda em desenvolvimento.

Fonte: O Presente Rural
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