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Milho safrinha: Agricultor da região oeste do Paraná está chegando a 400 sacas por alqueire

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O agricultor está com sorriso de orelha a orelha. O preço poderia estar melhor, mas pelo menos a produtividade não está deixando a desejar. Dois mil e quinze promete ser um dos melhores anos de produção do milho safrinha na área de abrangência da Copagril, de Marechal Cândido Rondon. Conforme o engenheiro agrônomo do Fomento Agrícola da Copagril, Edmar Oswald, o ano está muito bom para o milho safrinha, com algumas exceções. Segundo ele, apenas em algumas regiões em que os produtores tiveram problemas com acamamento deve haver queda de produtividade. Mas, de uma maneira geral, os agricultores estão colhendo bem, alcançando uma das melhores médias dos últimos anos, acima de 320 sacos por alqueire e há quem chegue até 400 sacas por alqueire.  

O resultado também depende da época de plantio e escolhas de híbridos. Por isso, Oswald ressalta a importância do produtor conhecer vários tipos de produtos no Dia de Campo Milho Safrinha, da Copagril, realizado ontem (16), na estação experimental da cooperativa. “O produtor já tem a semente da soja verão escolhida e, com isso, também já planejou período de plantio e colheita. Dessa forma, ele também já pode analisar qual o híbrido que vai utilizar para a próxima safrinha, e as opções ele pode conhecer no dia de campo”, ressaltou.

 
 
Potencial

Os híbridos de milho safrinha apresentados no Dia de Campo Copagril apresentam potencial de 400 até 450 sacas por alqueire. O evento atraiu produtores de toda a região, interessados em conhecer novidades oferecidas pelas empresas parceiras da Copagril, bem como conferir os resultados dos experimentos realizados na área.

De acordo com o diretor-presidente da Copagril, Ricardo Chapla, o Dia de Campo se reveste de significativa importância para o associado e produtor em geral, tendo em vista que, atualmente, o incremento de novas tecnologias na produção ocorre com grande velocidade. “O produtor precisa acompanhar esses incrementos, pois em qualquer atividade se perde ou se ganha dinheiro em pequenos detalhes. Sendo assim, o Dia de Campo é uma oportunidade para o produtor ter contato com nossos profissionais e os das empresas parceiras, que explicam e mostram o que há de novidade e agrega para termos mais produtividade e qualidade e, desta forma, podermos ter uma renda melhor no campo”, salienta Chapla.

Conforme o presidente, uma boa produtividade na safrinha pode compensar o fator preço, daí a necessidade de buscar o que há de melhor para plantar. “Se temos cada vez mais opções de cultivares melhores é porque há pessoas realizando pesquisas, o que é muito importante para o nosso setor produtivo e temos que usufruir disso”, enfatiza.

De outra parte, Chapla lembra que o produtor também é um pesquisador, pois acompanha como se comportam as cultivares, quais os resultados que alcançam em cada safra. Assim, segundo ele, esse conhecimento em termos de experiência, somado ao conhecimento de pesquisas e experimentos da Copagril em sua Estação Experimental, constituem um contexto que favorece o produtor para buscar uma boa produtividade e qualidade.

 
Atenção

Chapa lembrou que o preço do milho, atualmente, não é aquele que a maioria gostaria (em torno de R$ 19 a saca), mas ressalta que os valores são determinados pelo mercado, que é regido pela oferta e demanda. “Sendo assim, uma produtividade um pouco mais alta oferece compensação em relação ao preço”, conclui.

O responsável pela Estação Experimental da Copagril, engenheiro agrônomo Darci Sônego, ressalta que o Dia de Campo vem apresentando novidades ano a ano e o produtor precisa estar atento para fazer a melhor escolha. Nesta edição, o evento contou com mais de 50 híbridos de milho com características distintas, com destaque para as opções de biotecnologia. “O que o produtor usou neste ano, talvez não seja a melhor opção para o próximo ciclo. O dia de campo é o momento para trocar ideias e se alimentar de informações para fazer a melhor escolha”, ressalta.

O Dia de Campo Copagril contou, ainda, com ensaios de controle de doenças fúngicas, diferentes espécies de pastagens anuais e perenes em sistema de consórcio, máquinas agrícolas e novidades em equipamentos para aquecimento de pintainhos em aviários.

 

Fonte: O Presente Rural

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Resistência bacteriana é tema de palestra de Jalusa Kich no 14º SBSS

Simpósio Brasil Sul de Suinocultura acontece entre os dias 16 a 18 de agosto, presencialmente, em Chapecó (SC), com transmissão on-line ao vivo. Palestra da pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves será no segundo dia do evento

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Jalusa Kich palestrará sobre resistência bacteriana no Painel Sanidade - Foto: Divulgação

O debate sobre o uso de antimicrobianos está cada vez mais em evidência e estará presente no 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), que acontece entre os dias 16 a 18 de agosto, presencialmente, em Chapecó (SC). Os antimicrobianos têm sido utilizados na produção animal para tratamento de doenças por mais de 50 anos. Porém, o uso excessivo tem gerado uma preocupação mundial em diversos países, incluindo o Brasil, que buscam a redução do seu uso.

Uma das inquietações é a resistência antimicrobiana, o que fundamentou o consenso global para rever o uso dessas moléculas na produção animal. A pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Jalusa Deon Kich, abordará o tema na palestra “Resistência bacteriana: uma pandemia silenciosa!”, no dia 17 de agosto, às 17h05, no Painel Sanidade do 14º SBSS.

Jalusa é médica veterinária, mestre e doutora pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com pós-doutorado na Unidade de Segurança dos Alimentos e Patógenos Entéricos do USDA. Possui experiência em medicina veterinária preventiva e segurança dos alimentos. Tem conduzido projetos de pesquisa em cooperação com universidades, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e empresas privadas. Apoia o MAPA em assuntos relacionados à segurança da carne suína e resistência antimicrobiana na suinocultura em demandas nacionais e internacionais como Codex Alimentarius e Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Atualmente, Jalusa lidera o projeto “Estudos sobre o uso de antimicrobianos na suinocultura como subsídio para o Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos (PAN-BR Agro)” e orienta mestrado profissional com dissertações focadas no mesmo tema.

O presidente da Comissão Científica do SBSS, Paulo Bennemann, ressalta que o debate sobre a utilização de antimicrobianos na criação animal é um tema atual e importante. “Entidades reguladoras orientam e cobram a redução do uso. Tanto o Brasil quanto diversos outros países têm adotado caminhos para cumprir essas obrigações. Entender esses processos e o impacto do uso dos antimicrobianos é fundamental. A Jalusa tem ampla experiência no assunto, está à frente de grandes discussões no cenário nacional e com certeza contribuirá com seu conhecimento”.

Simpósio Brasil Sul de Suinocultura

O 14º SBSS ocorrerá entre os dias 16 e 18 de agosto próximo. Paralelamente acontecerá a 13ª Brasil Sul Pig Fair. O evento é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e será realizado presencialmente no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC), com transmissão on-line ao vivo. A programação científica iniciará na terça-feira (16), às 14 horas, e a palestra de abertura ocorrerá no mesmo dia, às 18h40. Na quarta-feira (17), as palestras iniciam às 8 horas e encerram no fim da tarde, seguidas de happy hour. Na quinta-feira (18), a programação será das 8h às 12 horas.

Inscrições

As inscrições para o 14º SBSS estão no segundo lote. O investimento, até hoje (10), é de R$ 530 para o evento presencial e R$ 440 para o evento virtual para profissionais e R$ 400 (presencial) e R$ 340 (virtual) para estudantes. Após essa data e durante o evento o investimento será de R$ 600 (presencial) e R$ 500 (virtual) para profissionais e R$ 460 (presencial) e R$ 400 (virtual) para estudantes.

Na compra de pacotes a partir de dez inscrições serão concedidos códigos-convites. Nessa modalidade há possibilidade de parcelamento em até três vezes. O acesso para a 13ª Brasil Sul Pig Fair é gratuito, tanto presencial quanto virtual, assim como para o pré-evento.

As inscrições podem ser feitas no site www.nucleovet.com.br.

Somando forças

O 14º SBSS tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV/SC), da Embrapa Suínos e Aves, da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

O Jornal O Presente Rural é parceiro de mídia do evento e vai trazer a cobertura completa da edição 2022.

Fonte: Ascom Nucleovet
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Tradicional banho de leite na Expointer celebra produção da raça holandesa

Entre as características essenciais para vencer o concurso da Gadolando estão o temperamento e a docilidade da vaca leiteira.

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Foto: JM Alvarenga

Vacas de excelência terão sua capacidade produtiva avaliada durante a Expointer. O tradicional concurso leiteiro organizado pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), reunirá não só as que estão incluídas no circuito Exceleite, mas também aquelas que os produtores consideram eméritas produtoras. O ápice do certame é o Banho de Leite, que celebra o trabalho das granjas mais produtivas.

Para o concurso, as vacas são ordenhadas cinco vezes. O leite retirado é pesado e as duas maiores pesagens são descartadas. As três restantes são somadas e o animal que mais pontuar é consagrado vencedor. Marcos Tang, presidente da Gadolando, comenta que este é o grande momento da raça leiteira em suas exposições. “E o produtor quer mostrar isto, porque com isso ele está mostrando a capacidade que ele tem de conduzir uma vaca boa, com muita dedicação na criação, genética apurada e adequada e, principalmente o manejo dela”, disse o dirigente. Ele ressaltou que a vaca não dá leite. “Ela produz leite mediante a adequada condução do animal, desde o conforto, água e comida de qualidade”, acrescentou.

Tang também ressaltou que o concurso segue normas rígidas de ética e  todas as regras de bem estar animal, proibindo qualquer injeção estimulante de produção de leite, permitindo apenas a ingesta natural voluntária. Ele também exaltou a capacidade do rebanho. “E somente uma vaca leiteira consegue isso, produzir 10% do seu peso vivo em um produto tão nobre como o leite, portanto temos vacas com 700 quilos produzindo 70 ou 80 litros de leite”. O também produtor ressalta que não é só genética e manejo que fazem de uma vaca campeã de um concurso leiteiro. Ele acrescentou à fórmula, o item “o público”. “Ela tem que ter também temperamento, docilidade de fazer tudo isso que costuma fazer na prioridade, diante de um público, com ruídos e pessoas estranhas passando”, explicou.

Com relação ao tradicional Banho de Leite, marcado para o dia 30 de agosto, às 16h na pista do gado leiteiro, a Gadolando explica que é usado leite impróprio para consumo. Também é adicionado água e, dependendo da temperatura, o líquido pode ser amornado. A celebração reúne a família proprietária da vaca campeã e os funcionários da granja que comemoram o resultado do seu dedicado trabalho.

Fonte: Ascom
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Notícias Análise Cepea

Com pressão internacional, valores internos do trigo caem

Cenário é reflexo da expectativa de retomada das exportações de trigo da Ucrânia, visto que os embarques de milho do país já ocorreram.

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Foto: Arquivo/OP Rural

Os preços do trigo recuaram no mercado internacional, devido à expectativa de retomada das exportações de trigo da Ucrânia, visto que os embarques de milho do país já ocorreram.

Esse cenário, segundo pesquisadores do Cepea, influenciou a baixa no mercado brasileiro.

Quanto à comercialização, a lentidão permanece, com moinhos aguardando a safra nova, enquanto produtores que ainda possuem o cereal da última temporada estão desestimulados a vender com o menor preço.

Fonte: Cepea
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