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Notícias Manejo

Milhetos se mostram uma boa opção no manejo dos solos e na alimentação humana e animal

Com um sistema radicular abundante e agressivo se mostra como opção de cultivo de sucesso para a cobertura do solo e manejo da água

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O Milheto, também conhecido no sul do Brasil como Pasto Italiano, surgiu ao sul do Deserto do Saara há mais de 4 mil anos, e hoje é muito cultivado na África, Estados Unidos e Austrália.

É uma gramínea anual de verão que apresenta um crescimento muito rápido e perfilha (gera brotos) abundantemente. Atinge altura de até 1,5 m após 50-55 dias de emergência, e se desenvolve bem em solos arenosos, sendo considerada uma planta muito resistente à seca, além de suportar altas temperaturas. É tolerante aos solos ácidos e muito responsiva as adubações nitrogenadas.

A época mais recomendada para plantio do milheto é no verão, por conta da necessidade de estímulo luminoso, e para uma boa germinação o solo precisa estar com a temperatura acima de 20° C (médias noturnas acima de 15° C). Para seu estabelecimento são necessários pelo menos 30 milímetros de chuva.

Pode, no entanto, ser plantado na época da safrinha, e terá seu florescimento em 50 dias – precocemente. Na prática, na região Norte e Noroeste do Estado do Paraná, as semeaduras feitas de setembro a março tem sido as mais bem sucedidas.

Com um sistema radicular abundante e agressivo, que descompacta e estrutura o solo e recicla nutrientes, se mostra como opção de cultivo de sucesso para a cobertura do solo e manejo da água, em plantio direto na rotação de culturas com soja e algodão no Cerrado.

O milheto em consórcio com outras plantas também demonstra bons resultados, inclusive com a Brachiaria ruziziensis e as leguminosas em geral, formando boas palhadas para o sistema de Plantio Direto. Também tem sido utilizado no manejo de solos e água da olericultura e fruticultura, como importante ferramenta para o estabelecimento das culturas em sistemas de plantio direto.

Os materiais mais recentes e modernos da gramínea têm sido selecionados para ajudar no manejo dos nematoides do solo. Quando suas raízes são infectadas por estes vermes do solo, produzem populações menores que as originais no fim do ciclo – o chamado Fator de Reprodução – FR menor que 1. Constituem instrumento importante no manejo de nematoides do gênero Meloidogyne, tais quais Meloidogyne incognita e Meloidogyne javanica, além de Pratylenchus brachyurus e Rotylenchulus reniformis, que causam danos em outras culturas nos sistemas de produção de grãos: soja, milho e algodão.

Em relação à produção de pastagens, o milheto tem boas características nutricionais e proporciona bom ganho de peso. Expressa bom potencial produtivo de forragem quando fertilizado, podendo alcançar até 15 toneladas de matéria seca por hectare. O bom manejo permite de três a quatro cortes, mas pode render até oito cortes no verão, em solos mais férteis e adubados.

Os cultivares e híbridos graníferos, com interessantes características nutritivas, também podem servir à alimentação humana. Estes são geralmente plantados logo após a colheita da soja – até 15 de março. Dados de empresas detentoras dos materiais genéticos informam produtividades que alcançam entre 40 a 50 sacas de grãos por hectare e entre quatro e sete toneladas de matéria seca por hectare, no estado do Mato Grosso.

Os resultados mostram que o cultivo de milhetos graníferos e forrageiros são uma oportunidade para produção de forragens e grãos que podem ser utilizados na alimentação animal e humana. Além disso, contribuem com as estratégias de manejo dos solos e águas nos sistemas de produção de grãos, Integração Lavoura, Pecuária e Floresta, produção de frutas e hortaliças em Plantio Direto, podendo ocupar espaços em áreas na safrinha.

O seu cultivo permite aumentar os níveis de matéria orgânica do solo, melhorar as taxas de infiltração de água, aumentar o armazenamento de água no solo, proteger contra erosão e altas temperaturas e reciclar nutrientes em profundidade. Essas vantagens permitem ampliar a produção e a sustentabilidade dos sistemas, oferecendo maior lucro aos agricultores e pecuaristas.

Fonte: IDR-Paraná
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Notícias Vacinação

Febre aftosa: 2ª etapa da campanha de vacinação alcança mais de 98% do rebanho nacional

Cerca de 76 milhões de bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade foram imunizados

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Durante a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa de 2020, 98,36% do rebanho brasileiro foram imunizados, o equivalente a 76 milhões de bovinos e bubalinos vacinados com até 2 anos de idade.

Das 22 unidades da Federação que adotam a vacinação, foram contabilizados os dados de 21, faltando apenas a Paraíba, que ainda não enviou o relatório com os dados finais. Em razão da pandemia da Covid-19, o prazo da vacinação e envio da declaração pelo produtor ao órgão de defesa sanitária animal do seu estado foi prorrogado em 13 estados.

“A porcentagem alcançada na etapa é satisfatória, atinge os índices estabelecidos no Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa) e mostra o comprometimento do setor em manter o status de área livre com vacinação”, destaca o diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes.

Retirada da vacinação

Conforme o Plano Estratégico do Pnefa 2017-2026, o Brasil segue executando as ações para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação.

Em 2020, o Mapa reconheceu seis estados brasileiros – Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, regiões do sul do Amazonas e do noroeste do Mato Grosso – como livres de febre aftosa sem vacinação.

O reconhecimento nacional pelo Mapa é um dos passos para alcançar o reconhecimento internacional junto à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). O pleito brasileiro segue em avaliação e a expectativa é a OIE conceder esse reconhecimento para esses estados em maio deste ano.

 Atualmente, no Brasil, apenas Santa Catarina é considerada, internacionalmente, como zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Fonte: MAPA
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Notícias Santa Catarina

FAESC analisa medidas de apoio ao setor leiteiro

Resoluções emergenciais concedem crédito para produtores, cooperativas e indústrias

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“Na cadeia leiteira é preciso equilíbrio”. A afirmação é do vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), Enori Barbieri, ao analisar as medidas emergenciais anunciadas pelo Governo Federal para conter a crise do setor de lácteos no País.

As Resoluções n°4.890/2021 e 4.896/2021 do Conselho Monetário Nacional (CMN) liberam a concessão de crédito de custeio aos produtores e o financiamento a cooperativas e indústrias para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP). As medidas concedem prazo de até dois anos para retenção de matrizes bovinas de leite nas propriedades e limite de até R$ 65 milhões – com taxa de juros de 6% ao ano e prazo de reembolso de até 240 dias – para beneficiamento ou industrialização do produto. Produtores e empresários têm até o dia 30 de junho de 2021 para contratar os recursos.

“São medidas emergenciais importantes para auxiliar os produtores e a indústria na mitigação dos impactos da crise no setor, em função dos elevados custos de produção e queda no preço do leite”, avalia Barbieri ao destacar, no entanto, que as ações não resolvem o problema da cadeia produtiva.

“A queda no consumo no País e a alta nos custos derrubaram entre 15% a 20% do preço do leite ao produtor, que está recebendo em torno de R$ 0,30 a menos por litro. Esses fatores também impedem a indústria de aumentar os preços nas gôndolas e pagar melhor os produtores. As medidas anunciadas dão condições da indústria socorrer os produtores momentaneamente, porém são empréstimos que não resolvem o problema. Nesta cadeia, é preciso equilíbrio”, aponta o dirigente.

Barbieri cita a redução dos custos de produção e o aumento do consumo no País como ações importantes a médio e longo prazos. “É fundamental que o consumidor tenha poder de compra, os produtores consigam cobrir seus custos e a indústria mantenha competitividade”, sublinha.

Fonte: Assessoria
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Notícias Opinião

Agronegócio: a vocação do Brasil pujante

Os dados do Caged mostram claramente onde estão as oportunidades de emprego e desenvolvimento do nosso país: na Indústria e no Agro

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Artigo escrito por Jacyr Costa Filho, membro da diretoria do Grupo Tereos e presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp 

Em 2020, diversos setores econômicos passaram por grandes transformações, algumas muito impactantes, como o encerramento de operações e, consequentemente, fechamento de postos de trabalho, redução de investimentos e outros reflexos que atingiram a engrenagem do país e contribuíram para a sua desaceleração, em um ambiente atípico em função da pandemia de Covid-19. Começamos um novo ano e tivemos notícias preocupantes no âmbito econômico, como o encerramento das operações fabris da Ford e a eliminação de três mil empregos diretos.

Em um país emergente como o Brasil, que tem uma forte industrialização, presença de empresas multinacionais, crescimento do setor terciário, condições medianas de desenvolvimento econômico e humano, o emprego é uma necessidade premente. O fechamento de postos de trabalho é uma questão importante para ser debatida e analisada. Após o anúncio de encerramento da Ford, uma empresa comprou os ativos e comunicou que transformará a antiga fábrica da montadora em empreendimento imobiliário, de comércio e logística. Com isso abrirá 4 mil vagas de trabalho.

Apesar de ser uma ótima notícia, fica a reflexão: as quatro mil oportunidades em comércio e construção civil que serão criadas substituirão os três mil postos ocupados por profissionais especializados em tecnologia e mecânica? Qualquer novo posto de trabalho deve ser celebrado, é claro, pois gera desenvolvimento pessoal e para o País. Entretanto, nesse caso, teremos profissionais capacitados que dificilmente encontrarão novas oportunidades em outros segmentos que demandem o conhecimento acumulado, que não deveria ser perdido. Então, é importante pensarmos: afinal, qual é a vocação do Brasil para crescer e gerar empregos?

Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, o Brasil abriu mais de 142 mil vagas de emprego com carteira assinada em 2020. De acordo com o mesmo levantamento, houve saldo positivo em alguns setores, como a indústria geral, com mais de 95 mil postos, e a agricultura, que envolve pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, ultrapassando 61 mil postos.

Os dados do Caged mostram claramente onde estão as oportunidades de emprego e desenvolvimento do nosso país: na Indústria e no Agro. Os dois setores têm uma forte sinergia entre si, principalmente a agroindústria com as montadoras de veículos e equipamentos agrícolas, peças e insumos. Ambos caminham juntos e fazem parte de uma grande cadeia de valor. Segundo a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), com base nos dados de 2019 do Ministério da Economia, o país conta com mais de 319 mil estabelecimentos industriais e quase 7 milhões de vínculos empregatícios, sendo mais de 128 mil empresas da agroindústria, que empregam quase três milhões de pessoas.

Na região administrativa de São José do Rio Preto, formada por 96 municípios, são mais de 4 mil estabelecimentos industriais, que empregam quase 92 mil trabalhadores. Destes estabelecimentos, mais de mil são do setor agroindustrial e contam com quase 55 mil postos de trabalho. Mais da metade dos empregados da região estão ligados ao agronegócio.

Para nos destacarmos ainda mais na seara mundial, devemos incentivar o desenvolvimento tecnológico em nossa maior vocação: o setor agroindustrial. Se o Brasil tem oferecido há décadas os principais fatores para uma boa agricultura – terra, sol e água, é na indústria que podemos reduzir a nossa dependência externa de insumos importados e gerar mais empregos e renda. Afinal, o agronegócio já representa 21% do nosso Produto Interno Bruto (PIB), tem uma grande demanda por tecnologia, equipamentos, insumos e ferramentas e tem recebido investimentos por meio de empresas inovadoras que olham o futuro.

Para isso, é fundamental ter uma mão de obra qualificada e especializada. Aqui temos bons exemplos, como a mecanização da colheita da cana-de-açúcar ocorrida nos anos 2000. Na época, o setor sucroenergético capacitou colaboradores para que pudessem operar os equipamentos na colheita. A evolução tecnológica trouxe ganhos relevantes de eficiência e de menor impacto ambiental. Esse é apenas um dos muitos cases de sucesso da cadeia de valor do agronegócio, formada por insumos, implementos, biocombustíveis – uma verdadeira propulsora de empregos.

Outro exemplo de integração entre o agro e a indústria está na sinergia entre os setores sucroenergético e o automobilístico, iniciada com o lançamento do PróÁlcool (Programa Nacional do Álcool), que desenvolveu uma grande e inovadora tecnologia nacional: o uso do etanol como combustível limpo e sustentável e depois, nos anos 2000, com o carro flex fuel. Essa integração foi responsável por constituir uma importante agroindústria no interior do país e desenvolver uma tecnologia automotiva ímpar no mundo, além de inúmeros postos de trabalho. Precisamos nos preparar agora, para crescer ainda mais no futuro. A expectativa é que a indústria de transformação brasileira cresça 2,9% nos próximos 10 anos, em média. No caso da agroindústria, a projeção é de um crescimento de 3,6% em média no período, segundo a Fiesp. Vamos aproveitar a nossa estrutura e continuar girando a roda da nossa economia gerando empregos, renda, tecnologia e desenvolvimento. O principal já sabemos: a vocação do Brasil é a agroindústria, na qual está inserida a agroenergia.

Fonte: Assessoria
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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