Bovinos / Grãos / Máquinas
Microminerais são aliados da saúde, longevidade e produtividade dos animais
Alimentação equilibrada é o principal insumo responsável pela eficiência produtiva do animal, atuando diretamente na saúde, na longevidade e na produtividade
Artigo escrito por Rogério Isler, gerente de Contas Ruminantes da Zinpro Animal Nutrition Brasil
A alimentação equilibrada é o principal insumo responsável pela eficiência produtiva do animal, atuando diretamente na saúde, na longevidade e na produtividade. E, para garantir esse bom desenvolvimento, os microminerais são importantes aliados para suprir as necessidades nutricionais e para a obtenção desses resultados. A ingestão e absorção adequada dos nutrientes é necessária para uma variedade de funções metabólicas, incluindo a resposta imunológica, a reprodução e o crescimento.
Nesse contexto, as estratégias de suplementação mineral tornam-se complexas, pois variações no status micromineral dos animais são comuns, e a adequação é importante para obter a produção ideal em sistemas produtivos modernos. Por isso, é importante estar atento às suas deficiências, em especial aos tipos subclínicas ou marginais, que podem se tornar um problema maior do que a deficiência mineral aguda, devido a seus sintomas clínicos específicos, muitas vezes, não evidentes ao produtor. Nesse quadro silencioso, antes mesmo de aparecerem as evidências de deficiência clínica, os animais continuam a crescer e a se reproduzir, mas a uma taxa reduzida. À medida que o estado micromineral dos animais diminui, sua imunidade e funções enzimáticas são comprometidas, acarretando, posteriormente, perda na capacidade do crescimento máximo e da fertilidade, finalmente, impactar nas taxas normais de crescimento e fertilidade antes da evidência das deficiências clínicas.
Efeito do declínio do status de micromineral no desempenho do animal
A prevenção desse cenário depende da manutenção dos animais em estado de nutrição mineral adequado, a partir da ingestão equilibrada e da absorção dos microminerais. Para entender melhor o papel desses nutrientes na produção animal, é importante reconhecer que os microminerais são componentes funcionais de numerosos eventos metabólicos. Suas funções podem ser descritas por quatro grandes categorias: estruturais, fisiológicas, catalíticas e reguladoras.
A estrutural refere-se aos microminerais como formadores de componentes estruturais dos órgãos e dos tecidos do corpo. Um exemplo é a contribuição do zinco para a estabilidade molecular e da membrana.
A função fisiológica ocorre quando minerais em fluídos corporais e tecidos agem como eletrólitos para manter a pressão osmótica, equilíbrio ácido base e permeabilidade da membrana.
A função catalítica é provavelmente a maior categoria de microminerais, uma vez que se refere ao papel catalítico das metaloenzimas em sistemas enzimáticos e hormonais. Neste caso, os microminerais servem como componentes estruturais das metaloenzimas e sua remoção ou falta de níveis adequados representa a perda da atividade enzimática. As metaloenzimas têm uma ampla diversidade e são necessárias para várias atividades metabólicas, como a produção de energia, digestão de proteínas, replicação celular, atividade antioxidante e cicatrização de feridas.
Já na função reguladora, os microminerais contribuem para o funcionamento de outros elementos, como é o caso do zinco, que influencia a transcrição, e do iodo, que serve como componente da tiroxina, um hormônio associado à função da tireoide e ao metabolismo energético.
A importância da função enzimática em relação ao desempenho animal foi demonstrada por estudos de depleção-repleção de zinco. O zinco demonstrou ter um papel crítico nos sistemas de enzimas proteolíticas associadas à renovação das proteínas musculares. A análise mostra que o acúmulo de proteína muscular diminuiu quando o zinco suplementar foi removido da dieta de forragem basal durante 21 dias; contudo, quando o zinco foi adicionado de volta à dieta por 14 dias, o acúmulo de proteína muscular retornou aos níveis normais. Um outro estudo complementar demonstra a função do zinco em sistemas de enzimas proteicas. Após a remoção do mineral suplementar durante um período de depleção, o ganho médio diário, a conversão alimentar e a resposta imunitária mediada por células diminuíram em até 21 dias. O declínio no desempenho animal foi evidente sem uma alteração na concentração de zinco no plasma ou no fígado, sugerindo que o desempenho foi mais sensível ao estado de deficiência marginal do animal. Já a repleção, com um complexo de zinco-aminoácidos, aumentou o ganho e a conversão alimentar em três dias, potencializando a resposta imunológica dentro de 14 dias. Estes resultados sugerem que as deficiências marginais podem ocorrer em um curto período de tempo, como indicado pela perda mensurável de desempenho animal.
Influência da depleção de zinco sobre a eficiência alimentar de bezerros
Uma produção animal ideal está diretamente ligada ao equilíbrio entre os nutrientes, as proteínas, a energia, os minerais e as vitaminas. Já o equilíbrio entre os microminerais, muitas vezes, representa um grande desafio, que merece considerações a parte, devido às interações de antagonismo que podem ocorrer entre os minerais. Alguns exemplos reconhecidos incluem o impacto negativo dos altos níveis de molibdênio e enxofre na absorção de cobre, a interferência causada por altos níveis de ferro para absorção de zinco, cobre e manganês e a diminuição da absorção de zinco na presença de cálcio elevado na dieta.
Efeito antagonista do enxofre e molibdênio na absorção de cobre
Uma interação que é frequentemente negligenciada acontece entre o zinco e o cobre. A fim de manter o status ótimo de ambos os elementos, os níveis dietéticos devem estar dentro de uma razão 1:3 até 1:5 de cobre : zinco. Dados relatados por um autor mostraram o efeito negativo do zinco sobre o status do cobre. O cobre do fígado diminuiu 41% em 90 dias quando o zinco foi adicionado à dieta para fornecer 90 ppm na ingestão diária de matéria seca, sem o acréscimo de nenhum elemento adicional. O estudo também mostrou um efeito sinérgico da suplementação de zinco e cobre. O cobre do fígado aumentou 103% a partir da adição conjunta de zinco e cobre, enquanto, com a inclusão exclusiva do zinco, o crescimento chegou a 26%. Uma outra análise realizada por outro autor comprova essa influência sob a perspectiva de desempenho animal. O pesquisador submeteu grupos de bezerros a pastagens de trigo com a adição de zinco e cobre e com a suplementação isolada desses minerais. O resultado mostrou uma melhora no ganho dos animais expostos à pastagem enriquecida com os dois elementos, que apresentaram taxas superiores aos outros grupos que receberam apenas zinco ou apenas cobre.
Muitos dos sistemas produtivos atuais e as expectativas de desempenho induzem períodos de estresse para o animal, fazendo com que seu status de microminerais seja crítico para minimizar os efeitos negativos sobre a produção. Um estudo realizado por outro pesquisador aponta esse reflexo do estresse sobre a retenção de cobre. Na pesquisa, uma sequência de eventos foi realizada para simular o estresse encontrado por bezerros transportados e o valor de retenção de cobre de linha de base foi de 8,1% para o sulfato de cobre, o que está de acordo com o valor de retenção de 7,8%, pré-determinado em outro estudo de metabolismo. Mas, após a tensão induzida, a retenção de cobre diminuiu para 3,3%, devido a um aumento na excreção de cobre biliar. Estes resultados sugerem que o estresse pode potencialmente reduzir o status devido a um declínio na capacidade do animal de reter minerais específicos. Já outros autores relataram o impacto das placentas retidas, consideradas estresse, nos parâmetros de reprodução em vacas leiteiras. As vacas de controle com placentas retidas aumentaram os dias para o primeiro estro, a primeira atividade lútea e o primeiro corpo lúteo. Enquanto aquelas com status micromineral adequado, antes do estresse, não tiveram efeito nos parâmetros de reprodução quando houve retenção de placenta. Estes estudos implicam que é importante ter animais em status adequado antes e após os períodos de maior risco.
Saúde Animal
A preocupação com a saúde na produção animal é universal. Custos de medicação, perda de desempenho em animais doentes e sua morte podem reduzir muito a rentabilidade em uma operação. Por isso, é fundamental garantir um bom funcionamento do sistema imunológico do animal, que protegerá o hospedeiro contra a invasão de bactérias, fungos, parasitas e vírus. Os microminerais – zinco, ferro, cobre, manganês e selênio – são importantes aliados nesse desafio, favorecendo o desempenho normal da função imune e a resistência às doenças. Contudo, a deficiência em um ou mais desses elementos pode comprometer a imunocompetência de um animal.
O primeiro nível de defesa no sistema imunológico é a pele, formada pelo tecido epitelial – que também reveste os tratos respiratório, gastrointestinal e reprodutivo. Os microminerais zinco e manganês são fundamentais para manter a integridade e saúde desse tecido, contribuindo para a redução da infiltração por agentes patogênicos. Estudos realizados com frangos de corte apontam que a partir da adição de complexo de zinco-aminoácidos e complexo de manganês-aminoácidos à dieta, houve menos escoriações de pele e maior porcentagem de patas aceitáveis, contribuindo para o aumento do valor de carcaça.
Para se desenvolver com eficiência produtiva, o animal necessita de um sistema imunológico capaz de responder a qualquer desafio, seja a um antígeno estranho – introduzido por vacina – ou situações prejudiciais enfrentadas no ambiente de produção. Para isso, produz células e proteínas específicas que vão neutralizar ou destruir esses antígenos específicos, o que chamamos de resposta imune adquirida. O sistema imunológico pode ser dividido em duas categorias: imunidade específica, referida como mediada por células e humoral, ou ação de imunidade inespecífica de fagócitos, macrófagos e neutrófilos polimorfonucleares.
A atuação do cobre sobre o sistema imunológico desencadeia a produção de energia e de enzimas antioxidantes, além da produção e atividade de neutrófilos, e do desenvolvimento de anticorpos e replicação de linfócitos. Sua importância para a manutenção das funções desse sistema foi demonstrada em vários estudos, que observam resultados relacionados à suplementação ou deficiência desses microminerais.
– Protetor para doenças infecciosas: os desafios virais e bacterianos aumentam a ceruloplasmina sérica e o cobre plasmático em bovinos bem suplementados com cobre
– Reflexo na imunidade: o baixo status de cobre resultou em diminuição da imunidade humoral e mediada por células, bem como diminuição da capacidade bactericida de neutrófilos em novilhos
– Linfócitos e neutrófilos: as atividades in vitro de linfócitos T e neutrófilos isolados de ratos machos adultos, alimentados cronicamente com uma dieta marginalmente baixa em cobre, foram suprimidas de forma significativa, sem alterações nos indicadores tradicionais de status do cobre
– Desenvolvimento de bezerros: reservas abaixo do normal em tecidos fetal de bezerros como resultado da deficiência na mãe podem prejudicar o desenvolvimento e o crescimento
– Saúde de bezerros: aumento da incidência de diarreia, ocorrência de úlceras abomasais logo após o nascimento e problemas respiratórios foram atribuídos a níveis inadequados de cobre em bezerros recém-nascidos
O zinco também desempenha funções importantes no sistema imunológico. Ele favorece a produção de energia, a síntese proteica, a estabilização de membranas contra endotoxinas bacterianas, a produção de enzimas antioxidantes e de anticorpos, além da manutenção da replicação de linfócitos. Estudos comprovam que sua deficiência impacta na diminuição da imunidade celular e da resposta de anticorpos e no crescimento desregulado do tecido T-dependente. Já sua suplementação aumenta a taxa de recuperação em bovinos estressados e infectados com o vírus da rinotraqueíte bovina; resulta em menos infecções da glândula mamária em vacas leiteiras durante a lactação; contribui de forma significativa para a redução da mortalidade precoce de perus, aliado ao aumento dos níveis de manganês e a variação dessas fontes na dieta, conforme apontam pesquisadores da Carolina do Norte, EUA. Já o estudo realizado por outro autor demonstrou que a zinco metionina aumenta o título de anticorpos contra herpesvirsu-1 bovino.
Todo esse panorama científico reitera a importância da nutrição micromineral e que a adição de complexos de microminerais-aminoácidos à alimentação trazem inúmeros benefícios para o animal ao longo de toda a sua vida – da fecundação a toda sua fase produtiva, com respostas marcantes no que se refere ao desenvolvimento do sistema imunológico, ao crescimento, à produção e reprodução. Por isso, é tão importante compreender as complexidades de cada categoria e identificar os nutrientes que farão a diferença no final do dia e contribuirão para uma eficiência produtiva rentável.
Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2017 ou online.
Fonte: O Presente Rural

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Boi gordo enfrenta semanas de instabilidade e pressão nas cotações
Recuo de até R$ 13/@ reflete um mercado mais sensível antes do período de maior consumo.

A possibilidade de novas medidas protecionistas da China voltou a gerar incerteza no mercado pecuário brasileiro. O país asiático, principal destino da carne bovina do Brasil, estaria avaliando restringir a entrada do produto, mas não há qualquer confirmação oficial até o momento. Mesmo assim, os rumores foram suficientes para pressionar os contratos futuros do boi nas últimas semanas.
As especulações ganharam força no início de novembro, indicando que Pequim poderia retomar o movimento iniciado em 2024, quando alegou excesso de oferta interna para reduzir as importações. A decisão, que inicialmente seria tomada em agosto de 2025, foi adiada para novembro, ampliando a cautela dos agentes e intensificando a queda na curva futura: em duas semanas, os contratos recuaram entre R$ 10 e R$ 13 por arroba.

Foto: Gisele Rosso
Com a China respondendo por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina, qualquer redução nos embarques tende a impactar diretamente os preços do boi gordo, especialmente em um momento de forte ritmo de produção.
Apesar da tensão, o cenário de curto prazo permanece positivo. A demanda doméstica, reforçada pela sazonalidade do fim de ano, e o recente alívio nas barreiras impostas pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. Caso os abates não avancem mais de 10% em novembro e dezembro, a disponibilidade interna deve ficar abaixo da registrada em outubro, movimento que favorece a recuperação dos preços da carne nos próximos 30 dias.
Para 2026, as projeções seguem otimistas para a pecuária brasileira. A expectativa é de menor oferta de animais terminados, custos de produção mais competitivos e demanda externa firme, em um contexto de queda da produção e das exportações de concorrentes, especialmente dos Estados Unidos. A principal atenção fica por conta do preço da reposição, que subiu de forma expressiva e exige valores mais ajustados na venda do boi gordo para assegurar a rentabilidade na terminação.
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Novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável busca impulsionar produção de leite no Noroeste de Minas Gerais
Assistência técnica, pesquisa aplicada e melhorias genéticas a 150 propriedades familiares, com foco em produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia leiteira no Noroeste mineiro até 2028.

O fortalecimento e a ampliação da produção de leite de produtores de Paracatu (MG), de forma sustentável, eficiente e de qualidade, ganharam impulso com o início do novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (Coopervap).
O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) do MAPA desde 2020. O Programa Mais Leite Saudável é um incentivo fiscal que permite a laticínios e cooperativas obter até 50% de desconto (crédito presumido) no valor de PIS/Pasep e COFINS relativo à comercialização do leite cru utilizado como insumo, desde que desenvolvam projetos que fortaleçam e qualifiquem a cadeia produtiva por meio de ações diretas junto aos produtores.
O treinamento dos técnicos recém-selecionados foi realizado no fim de outubro, e as primeiras visitas às propriedades ocorreram no início de novembro. Essa é a terceira fase do projeto, que conta com o acompanhamento do pesquisador José Humberto Xavier e do analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Carlos Eduardo Santos.
O projeto articula as dimensões de assistência técnica e pesquisa e atuará nessa etapa com uma rede de 150 propriedades rurais familiares, que receberão acompanhamento de três veterinários e dois agrônomos, seguindo o modelo implantado em 2020. A equipe da Embrapa atua na capacitação técnica e metodológica dos técnicos e na condução de testes de validação participativa de tecnologias promissoras junto aos agricultores da rede.
A nova etapa, prevista para ser concluída em 2028, busca desenvolver alternativas para novos sistemas de cultivo com foco na agricultura de conservação, oferecer apoio técnico ao melhoramento genético dos animais de reposição com o uso de inseminação artificial e ampliar o alcance dos resultados já obtidos, beneficiando mais agricultores familiares e contribuindo para o desenvolvimento regional.
Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Humberto Xavier, os sistemas de cultivo desenvolvidos até agora melhoraram o desempenho das lavouras destinadas à alimentação do rebanho, mas ainda são necessários ajustes para reduzir a perda de qualidade do solo causada pelo preparo convencional e pela elevada extração de nutrientes advinda da colheita da silagem, além de evitar problemas de compactação quando o solo está úmido. Ele destaca também os desafios de aumentar a produtividade e reduzir a penosidade do trabalho com mecanização adequada.
O analista Carlos Eduardo Santos ressaltou a importância de melhorar o padrão genético do rebanho. “A reposição das matrizes é, tradicionalmente, feita pela compra de animais de outros rebanhos. Isso gera riscos produtivos e sanitários, além de custos elevados. Por isso, a Coopervap pretende implementar um programa próprio de reposição, formulado com base nas experiências dos técnicos e produtores ao longo da parceria”, afirmou.
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Curso gratuito da Embrapa ensina manejo correto de resíduos na pecuária leiteira
Capacitação on-line orienta produtores a adequar propriedades à legislação ambiental e transformar dejetos em insumo seguro e sustentável.

Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequá-la à legislação e à segurança dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, técnicos e produtores têm à disposição um curso on-line, disponível pela plataforma de capacitações a distância da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gestão. A capacitação “Manejo de resíduos na propriedade leiteira” é gratuita e deve ocupar uma carga horária de aproximadamente 24 horas do participante.
O treinamento fecha o ciclo de uma série de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos básicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo hídrico da propriedade leiteira, também disponíveis na plataforma E-Campo.
De acordo com o pesquisador responsável, Julio Palhares, identificou-se uma carência de conhecimento sobre como manejar os resíduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente às determinações das agências ambientais. “O correto manejo é importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos resíduos como fertilizante”, explica Palhares.
A promoção do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos e prevê práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produção responsáveis, principalmente no que diz respeito à gestão sustentável.
O treinamento tem oferta contínua, ou seja, o inscrito terá acesso por tempo indeterminado.
