Avicultura
Microminerais orgânicos: maior biodisponibilidade para uma melhor produção animal
Para aves de postura, o zinco é essencial, participa da deposição de cálcio na casca dos ovos, torna-se fundamental para sua formação adequada, para o fortalecimento de sua estrutura e para a resistência da casca.

Artigo escrito pela equipe técnica Biochem Latam
Os microminerais desempenham papel fundamental no metabolismo, funções antioxidantes, imunidade e integridade tecidual. Deficiências desses nutrientes comprometem o desempenho produtivo, impactando o crescimento, a eficiência alimentar e a qualidade dos ovos, principalmente em momentos mais desafiadores da produção.
O zinco desempenha um papel fundamental na multiplicação celular, cicatrização tecidual, funções imunes e antioxidantes. Esse mineral apoia o crescimento ósseo e formação de tecidos, colaborando para o desenvolvimento do sistema locomotor e para uma maior qualidade da carcaça.
Para aves de postura, o zinco é essencial, participa da deposição de cálcio na casca dos ovos, torna-se fundamental para sua formação adequada, para o fortalecimento de sua estrutura e para a resistência da casca. O zinco também é crucial para a saúde dos cascos e da pele, ajudando a prevenir infecções como mastite, além de auxiliar em processos regenerativos teciduais.
O manganês é essencial para a formação óssea e muscular, para as funções antioxidantes e para o metabolismo de carboidratos e lipídios e está correlacionado com o metabolismo energético e o funcionamento adequado do sistema reprodutivo, por contribuir para a produção hormonal, o que resulta em maior produtividade e saúde reprodutiva. No caso das aves de postura, o manganês está diretamente envolvido na formação da matriz orgânica da casca do ovo.
O cobre participa da síntese de colágeno e elastina, proteínas estruturais que conferem integridade e resistência aos tecidos, como conjuntivo e muscular. Além disso, está envolvido com o metabolismo do ferro no organismo e com a pigmentação da pele.
O selênio é um micromineral essencial com papel vital na saúde e desempenho animal. Mais de 30 selenoproteínas já foram descritas, estando a maioria delas envolvidas na atividade enzimática e na regulação metabólica dos processos oxidativos.
Estresse oxidativo
O estresse oxidativo é uma condição que ocorre quando há um desequilíbrio entre a produção de radicais livres e a capacidade do organismo de neutralizá-los. Na produção animal, um quadro de estresse oxidativo pode ser desencadeado por diversos fatores estressores, como estresse térmico, dietas inadequadas, desafios sanitários, etc. Esse desequilíbrio afeta negativamente a saúde, e consequentemente a produtividade animal.
O cobre, zinco e manganês são essenciais para funções antioxidantes, já que são componentes essenciais da enzima superóxido dismutase (SOD), que protege as células contra os danos oxidativos, e consequentemente prejuízos em saúde e desempenho.
O selênio, por sua vez é componente da enzima antioxidante glutationa peroxidase, a qual atua contra peróxidos gerados pelo metabolismo intermediário das células. Esta ação antioxidante contribui para a integridade celular e apoia o ganho de peso saudável, além de melhorar a qualidade da carne ao minimizar danos oxidativos aos tecidos musculares.
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Avicultura
Portos do Paraná concentra quase metade das exportações de frango do Brasil
Terminal de Paranaguá embarcou 819 mil toneladas no 1º trimestre de 2026 e respondeu por quase metade das exportações brasileiras do produto.

De cada dois quilos de carne de frango exportados pelo Brasil no primeiro trimestre de 2026, um saiu pelo Porto de Paranaguá, conforme dados do Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, e do centro de estatísticas da Portos do Paraná. Ao todo, o terminal paranaense, que é o maior corredor de exportação de carne de frango congelada do mundo, embarcou 819 mil toneladas, o que corresponde a 47,8% das exportações brasileiras do produto no período.

Foto: Jonathan Campos/AEN
Na comparação com os três primeiros meses de 2025, a movimentação foi 15,4% maior. Somente no mês de março, o volume embarcado superou 215 mil toneladas. Os principais destinos do frango brasileiro são China, África do Sul, Japão e Emirados Árabes Unidos.
A carne bovina também apresentou crescimento nos embarques no primeiro trimestre de 2026. Foram enviadas de janeiro a março deste ano 176.812 toneladas, volume 18% maior que do mesmo período de 2025 (149.462 toneladas). Os embarques pelo porto paranaense representaram mais de 25% das exportações brasileiras realizadas no período.
O terminal atende cargas provenientes de diversas partes do País, incluindo estados da região Norte. “A eficiência nas operações e a estrutura de acondicionamento de contêineres refrigerados tornam o porto altamente competitivo”, destacou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Para atender à crescente demanda, o Terminal de Contêineres de Paranaguá conta com a maior área de recarga para contêineres refrigerados (reefers) da América do Sul, com 5.268 tomadas. É também o único terminal portuário do Sul do Brasil com ramal ferroviário.
No primeiro trimestre, o volume de cargas conteinerizadas no terminal de Paranaguá somou 2,5 milhões de toneladas em 411 mil TEUs, medida comumente usada para contêineres (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, ou seis metros de comprimento). Do total movimentado no terminal de contêineres, 42% são mercadorias refrigeradas.
Avicultura
Mato Grosso do Sul discute regras para monitoramento de Salmonella em aves
Consulta pública busca participação do setor produtivo na construção de normativa para reforçar a sanidade e a competitividade.

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) está com consulta pública aberta sobre o controle e o monitoramento de Salmonella em estabelecimentos avícolas comerciais de corte no Estado de Mato Grosso do Sul. O objetivo da consulta pública nº 001/2026 é receber sugestões, comentários e contribuições sobre o controle e o monitoramento de Salmonella em estabelecimentos avícolas comerciais de corte no Estado de Mato Grosso do Sul, com vistas à elaboração de ato normativo sobre a matéria.

Foto: Jonas Oliveira
As contribuições podem ser enviadas até 19 de março por todos os interessados, em especial produtores rurais, entidades do setor, associações e sindicatos, acesse clicando aqui.
A documentação e o formulário eletrônico para o registro das contribuições, assim como os critérios e procedimentos para participação estão à disposição dos interessados clicando aqui.
O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold reforça que a consulta pública é fundamental para fortalecer a cadeia da avicultura. “É um setor estratégico para o desenvolvimento econômico do Mato Grosso do Sul. A sanidade avícola é um pilar essencial para a competitividade e a sustentabilidade dessa cadeia produtiva, e a participação de médicos veterinários, laboratórios e produtores é crucial para aprimorarmos os processos de diagnóstico e monitoramento de doenças.”, destacou.
Avicultura
Conbrasfran 2026 discute novos desafios da avicultura além da produção nas granjas
Evento aborda impacto de custos, comércio global e ambiente regulatório na competitividade da cadeia.

Pressionada por custos de produção, volatilidade no comércio internacional e riscos sanitários, a avicultura brasileira começa a ampliar o foco de seus debates técnicos para além da produção dentro das granjas. Questões como ambiente regulatório, eficiência logística, geopolítica e estratégias comerciais passam a ganhar espaço nas discussões do setor, refletindo uma mudança no perfil dos desafios enfrentados pela cadeia.
Esse movimento será um dos eixos centrais da Conbrasfran 2026, a Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango, que estruturou sua programação técnica em diferentes frentes para acompanhar a complexidade crescente da atividade. Ao longo de três dias, a agenda setorial reunirá fóruns já consolidados e novos espaços de debate.
Para o presidente Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e organizador do encontro, José Eduardo dos Santos, a programação responde a um novo contexto econômico global e operacional do setor. “A avicultura continua sendo altamente eficiente do ponto de vista produtivo, mas hoje o resultado está cada vez mais condicionado a fatores externos, como custos logísticos, geopolítica, ambiente tributário e acesso a mercados. Discutir esses temas de forma integrada é essencial para manter a competitividade”, afirma.
Outras informações sobre a 2ª Conbrasfran, realizada pela Asgav, podem ser encontradas na página do evento, acesse clicando aqui, através do Instagram @conbrasfran, do What’sApp (51) 9 8600.9684 ou do e-mail conbrasfran@asgav.com.br.



