Suínos
Micotoxinas e vigilância analítica serão temas de palestra no SBSS 2026
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

A gestão de micotoxinas e seus impactos sobre a sanidade, o desempenho produtivo e a saúde intestinal dos animais estarão em pauta durante o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), a palestra “Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade” será ministrada pelo médico-veterinário Ricardo Hummes Rauber, no dia 12 de agosto, às 11h30, durante o Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).
Consideradas um dos desafios silenciosos da produção animal, as micotoxinas podem comprometer a saúde intestinal, reduzir o desempenho zootécnico e aumentar a vulnerabilidade dos animais a diferentes desafios sanitários. A palestra abordará a importância da vigilância analítica, do monitoramento contínuo e da adoção de estratégias de gestão para reduzir riscos e proteger a performance dos sistemas produtivos.
Ricardo Rauber é médico-veterinário formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde também concluiu mestrado em Medicina Veterinária Preventiva, com foco em micotoxinas. É doutor em Sanidade Avícola pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pós-doutor pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em projeto voltado à saúde intestinal em parceria com a BRF, e possui especialização em Medicina das Aves pela North Carolina State University, nos Estados Unidos.
Com mais de duas décadas de experiência em saúde animal, iniciou sua trajetória no Laboratório de Análises Micotoxicológicas (LAMIC/UFSM), onde atuou como gerente de pesquisa. Foi sócio-fundador e diretor técnico do SAMITEC, dedicando-se à avaliação dos impactos das micotoxinas em aves e suínos. Posteriormente, integrou a equipe da BRF S.A., onde trabalhou por nove anos como pesquisador, sanitarista e gerente de saúde animal, liderando projetos de inovação e estratégias de biosseguridade.
Atualmente, Rauber é CEO do SAMITEC e consultor internacional em saúde animal pela Vetinova – Saúde Animal Estratégica, assessorando empresas e produtores na implementação de programas de saúde animal, biosseguridade e prevenção de doenças.
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que o controle de micotoxinas é um tema estratégico para a produção moderna. “A sanidade e o desempenho dos animais dependem de uma série de fatores que precisam ser monitorados com precisão. As micotoxinas nem sempre são visíveis no dia a dia da produção, mas podem gerar impactos importantes. Por isso, trazer esse debate ao SBSS contribui para ampliar a visão técnica dos profissionais e fortalecer a tomada de decisão nas granjas e agroindústrias”, afirma.
Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, a palestra reforça a proposta do evento de conectar alimentação, sanidade e gestão de risco. “O Painel Alimentação foi estruturado para discutir desafios que impactam diretamente a performance dos animais. A gestão de micotoxinas exige vigilância, interpretação de dados e estratégias preventivas. É um tema que dialoga com nutrição, saúde intestinal, biosseguridade e resultados produtivos”, ressalta.
O 18º SBSS será realizado de 11 a 13 de agosto, em Chapecó e as inscrições já estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br. O investimento do primeiro lote, até o dia 25 de junho, é de R$ 600 para profissionais e R$ 400 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
TECNOLOGIA E NEGÓCIOS
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

Suínos
Suinocultura busca na tecnologia uma resposta à falta de trabalhadores
Durante capacitação promovida pela ASES, produtores discutiram ferramentas para elevar a produtividade, reduzir esforços operacionais e atrair mão de obra para o campo.

A adoção de tecnologias e a qualificação da mão de obra foram os principais temas debatidos durante o segundo módulo do Qualificases, programa de capacitação promovido pela Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES). O encontro foi realizado na última quinta-feira (17), em Conceição do Castelo (ES), reunindo produtores, técnicos e representantes do setor para discutir estratégias voltadas ao aumento da eficiência produtiva e à sustentabilidade da atividade.

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A programação contou com a palestra “Tecnologias para melhorar a qualidade de vida das pessoas e potencializar os resultados”, ministrada por Edson Marangoni, gerente de Operações Técnicas e Comerciais da Avioeste. Durante a apresentação, ele abordou o uso de ferramentas tecnológicas para otimizar processos, aprimorar a gestão das granjas e reduzir os impactos da escassez de mão de obra, desafio cada vez mais presente na produção animal.
Segundo Marangoni, a incorporação de tecnologias ao sistema produtivo tem papel decisivo tanto na melhoria dos índices zootécnicos quanto na qualidade de vida de produtores e trabalhadores. “Hoje, quando falamos em melhorar processos e aumentar a produtividade, inevitavelmente precisamos olhar para a tecnologia. O setor enfrenta desafios importantes, como a necessidade de melhoria contínua e a escassez de mão de obra nas granjas. A tecnologia não vem para substituir as pessoas, mas para apoiá-las, reduzindo o esforço físico, tornando as decisões mais assertivas e proporcionando mais qualidade de vida para produtores e colaboradores”, afirmou.
O especialista também destacou que a automação pode contribuir para tornar a atividade mais

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atrativa às novas gerações. “Os jovens estão dispostos a trabalhar no agro, mas esperam encontrar um ambiente mais tecnológico e automatizado. Quando utilizamos ferramentas inteligentes, conseguimos produzir com mais eficiência, oferecer melhores condições de trabalho e criar um ambiente mais adequado tanto para quem trabalha quanto para os animais”, observou.
Para o presidente do Conselho Deliberativo da ASES, Marco Mosquini, iniciativas voltadas à capacitação são fundamentais para manter a competitividade da suinocultura capixaba. Segundo ele, o programa foi criado para aproximar os produtores das novas tecnologias e ampliar o acesso a informações técnicas que contribuam para a evolução da atividade. “O conhecimento é um dos maiores patrimônios que podemos oferecer aos nossos associados. O Qualificases foi criado justamente para aproximar os produtores das novas tecnologias, promover a troca de experiências e contribuir para que a suinocultura capixaba continue evoluindo de forma sustentável e competitiva”, destacou.
O Qualificases integra as ações da associação voltadas à atualização técnica dos suinocultores e ao fortalecimento da cadeia produtiva no Espírito Santo. A iniciativa conta com o apoio de empresas parceiras e busca ampliar o acesso dos produtores a informações sobre gestão, inovação e tendências para o setor.
Suínos
Suinfair 2026 amplia debate sobre consumo e fortalecimento da imagem da carne suína
Evento em Minas Gerais vai discutir estratégias para agregar valor à proteína, ampliar mercados e aproximar a cadeia produtiva do consumidor.

A Suinfair 2026 aposta em uma abordagem mais ampla para discutir os desafios e oportunidades da cadeia suinícola. Além dos temas tradicionalmente ligados à produção, tecnologia, gestão e mercado, o evento passa a incluir de forma mais destacada o debate sobre a valorização da carne suína e sua relação com o consumidor final.
A iniciativa parte do entendimento de que o fortalecimento da atividade depende não apenas dos avanços dentro das granjas, mas também da capacidade do setor de ampliar o consumo, consolidar a imagem da proteína e gerar valor ao longo de toda a cadeia produtiva.

Edição de 2026 contará com a participação de Netão – Bom Beef, referência no segmento de carnes e reconhecido por seu trabalho de comunicação junto ao público consumidor – Foto: Divulgação/Redes Sociais
Para contribuir com essa discussão, a edição de 2026 contará com a participação de Netão – Bom Beef, referência no segmento de carnes e reconhecido por seu trabalho de comunicação junto ao público consumidor. Sua atuação tem se destacado por aproximar consumidores do universo da produção de alimentos, promovendo conhecimento e valorização das proteínas de origem animal.
A presença do convidado reforça a importância de conectar o trabalho realizado nas granjas à percepção de qualidade e valor construída no mercado. A proposta é demonstrar que produção eficiente, posicionamento estratégico e estímulo ao consumo são fatores que caminham juntos no desenvolvimento da suinocultura.
Ao inserir o tema na programação, a Suinfair busca ampliar a visão sobre o setor, destacando aspectos relacionados à qualidade da carne suína, à eficiência produtiva e às estratégias que contribuem para fortalecer a presença da proteína junto aos consumidores.
Realizada no Vale do Piranga, região responsável por aproximadamente 35% do rebanho suíno de Minas Gerais e considerada o maior polo da suinocultura independente do Brasil, a feira mantém seu papel de reunir os principais agentes da cadeia produtiva em um ambiente voltado à troca de conhecimento, relacionamento e geração de oportunidades.
Com uma programação que contempla diferentes perspectivas da atividade, a Suinfair 2026 reforça seu posicionamento como espaço estratégico para discutir os caminhos da suinocultura, promovendo a integração entre produção, mercado, consumo e desenvolvimento do setor.
Suínos
Como fortalecer a imunidade dos animais sem intervenções farmacológicas?
Especialista internacional vai apresentar no Simpósio Brasil Sul de Suinocultura estratégias baseadas em nutrição e microbioma intestinal para aumentar a resiliência sanitária dos suínos.

O fortalecimento da saúde intestinal e o desenvolvimento de estratégias capazes de reduzir a dependência de intervenções farmacológicas na produção animal estarão em pauta durante o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS).

Especialista em microbioma intestinal e imunonutrição, Andres Gomez apresentará no SBSS estratégias não farmacológicas para fortalecer a resiliência sanitária dos animais – Foto: Divulgação
Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), a palestra “Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária” será ministrada pelo pesquisador Andres Gomez, no dia 12 de agosto, às 10h55, durante o Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).
A apresentação vai abordar como a nutrição e o microbioma intestinal podem atuar como aliados estratégicos na construção de sistemas produtivos mais resilientes, saudáveis e eficientes. O tema ganha relevância em um cenário em que a suinocultura busca alternativas capazes de promover o desempenho animal e a sanidade dos rebanhos com menor dependência de antibióticos e outras intervenções farmacológicas.
Professor associado da University of Minnesota, campus Twin Cities, Andres Gomez desenvolve pesquisas que integram nutrição animal, ciência do microbioma, metabolômica e biologia computacional para compreender como dieta, manejo, ambiente e aditivos alimentares influenciam os ecossistemas microbianos responsáveis por impactar a saúde, a produtividade e o desempenho fisiológico dos animais de produção.
Um dos principais focos de seu trabalho é o microbioma intestinal de suínos, incluindo temas como

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programação materna, desenvolvimento microbiano nas fases iniciais da vida, utilização de nutrientes, suplementação com zinco dietético e estratégias nutricionais voltadas à saúde intestinal.
Suas pesquisas têm contribuído para o desenvolvimento de abordagens inovadoras capazes de fortalecer a imunidade dos animais por meio da nutrição e do equilíbrio microbiológico. Andres Gomez é zootecnista formado pela Universidad Nacional de Colombia, mestre em Biotecnologia pela mesma instituição e doutor em Ciência Animal pela University of Illinois, nos Estados Unidos. É reconhecido internacionalmente por seus estudos em metagenômica, metabolômica, ecologia microbiana e nutrição orientada pelo microbioma.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A busca por sistemas mais sustentáveis e eficientes tem levado a cadeia produtiva a investir cada vez mais em estratégias preventivas e em soluções baseadas na saúde intestinal e no equilíbrio microbiológico” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que o tema representa uma das principais tendências da produção animal moderna. “A busca por sistemas mais sustentáveis e eficientes tem levado a cadeia produtiva a investir cada vez mais em estratégias preventivas e em soluções baseadas na saúde intestinal e no equilíbrio microbiológico. São conhecimentos que impactam diretamente a produtividade e a competitividade da suinocultura”, afirma.
Para o presidente da Comissão Científica do SBSS, Lucas Piroca, a palestra reforça a proposta do evento de antecipar discussões que já estão transformando a produção animal em nível mundial. “O microbioma intestinal deixou de ser apenas um tema de pesquisa e passou a fazer parte das estratégias de manejo e nutrição utilizadas pelas empresas. Compreender como a alimentação influencia a imunidade e a resiliência sanitária dos animais é fundamental para os desafios atuais e futuros da produção de suínos”, ressalta.

Presidente da Comissão Científica do SBSS, Lucas Piroca: “Compreender como a alimentação influencia a imunidade e a resiliência sanitária dos animais é fundamental para os desafios atuais e futuros da produção de suínos” – Foto: Divulgação
As inscrições para o SBSS já estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br. O investimento do primeiro lote, até o dia 25 de junho, é de R$ 600 para profissionais e R$ 400 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
Brasil Sul Pig Fair
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair vai reunir empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.



