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MG recebe primeiro treinamento das cartilhas de bem-estar animal

Ação reuniu gerentes de granjas e profissionais da suinocultura em Ponte Nova

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O primeiro treinamento da “Série de Cartilhas Bem-Estar Animal na Produção de Suínos” foi realizado na quarta-feira (11), em Ponte Nova-MG, pela Associação dos Suinocultores do Vale do Piranga (Assuvap). A ação utiliza como base as Cartilhas de Bem-Estar Animal, que tratam sobre os procedimentos metodológicos das principais rotinas da granja e que foram lançadas em março, por meio de uma iniciativa da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Embrapa, Sebrae Nacional e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Em Ponte Nova, mais de 60 pessoas, entre gerentes de granjas e profissionais de suinocultura, assistiram ao Módulo I –Toda Granja, que apresentou informações sobre as práticas de manejo e as características das instalações nas granjas. A primeira parte do treinamento foi ministrada pelo médico veterinário e consultor da Integrall, Iuri Pinheiro Machado.

De acordo com o palestrante, a primeira parte do curso mostra como praticar bem-estar animal em qualquer granja suinícola. “O objetivo do curso é mostrar que é possível praticar bem-estar animal sem grandes investimentos em tecnologia, mas sim com mudança de conduta e atenção às boas práticas”, afirma. Desta forma, além de se oferecer o bem-estar propriamente dito é possível obter benefícios econômicos. “Trata-se de uma nova postura com maior atenção às questões de manejo, instalações e ambiência. As equipes têm de ser sensibilizadas sobre o tema e encarar as práticas de bem-estar animal como parte importante do processo produtivo”, esclarece Pinheiro Machado.

Lívia Machado, coordenadora nacional do Projeto de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), explica que o objetivo é que os profissionais tenham acesso a um material técnico e um treinamento efetivo sobre as práticas de bem-estar. “Sabemos que o manejo das granjas já é feito de forma muito profissional e cuidadosa, logo, esse treinamento vai ser importante para que os colaboradores possam inovar suas práticas. A suinocultura evolui e, como cadeia, seguimos as tendências. Entendo que esse é nosso papel. O Sebrae Nacional também foi um grande parceiro para essa ação”, destacou.

Para Glicério Leonildo, gerente da fazenda Água Limpa, localizada no município de Jequiri-MG, o curso foi muito produtivo. “O treinamento foi importante para se atualizar sobre os modos produtivos da suinocultura, com foco na produtividade e bem-estar animal. É um tema importante que requer vários cuidados, por isso temos que estar atentos às boas práticas de produção”, avaliou.

Assim como as Cartilhas de Bem-Estar Animal, o treinamento compreende três temas: Toda Granja, Transporte e Frigorífico. O curso está disponível para todas as associações estaduais e contribuintes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), e está sendo planejado para acontecer em várias regiões do país. Os treinamentos também podem ser adquiridos por outras empresas e entidades do setor. A ação em Ponte Nova também contou com o apoio da Cooperativa dos Suinocultores de Ponte Nova e Região (Coosuiponte), da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (Asemg) e do Frigorífico Saudali.

Fonte: ACBS

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Bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento afeta agro e atinge Ministério da Agricultura

Corte de R$ 124,1 milhões no Mapa gera preocupação com políticas públicas e apoio ao produtor rural.

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Foto: Shutterstock

O setor agropecuário, principal responsável pelo superávit nacional nos últimos anos, será novamente impactado negativamente pela decisão do governo federal de bloquear R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026. Deste montante, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) teve R$ 124,1 milhões bloqueados, entrando no grupo das pastas mais afetadas. A medida ocorre em função de os gastos previstos da máquina pública federal terem ultrapassado o limite de despesas do arcabouço fiscal.

“Essa medida do governo federal é mais uma prova do descontrole nos gastos públicos. A situação fica ainda pior porque vai prejudicar o setor agropecuário, que segura a balança comercial há anos, e vai deixar milhares de produtores rurais desamparados”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Mais uma vez, a situação de mudanças no orçamento da União traz incertezas para o setor agropecuário. No dia 31 de dezembro de 2025, o governo federal já havia publicado a Lei 15.321, que estabelecia as diretrizes do Orçamento de 2026 (LDO 2026). Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou, entre outros pontos, o dispositivo que impedia o contingenciamento de despesas com a subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Ou seja, não há garantia de recursos para a subvenção ao PSR.

No mês passado, o Sistema FAEP, em conjunto com outras entidades do agronegócio paranaense, encaminhou documento solicitando R$ 670 bilhões para o Plano Safra 2026/27. Dentro deste valor, o pedido é de R$ 4 bilhões para fortalecer o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), além da implementação de uma subvenção diferenciada para culturas predominantes em cada região, como soja, milho e trigo, mais vulneráveis a eventos climáticos adversos.

“Certamente, esse bloqueio vai ter reflexos no meio rural, com cortes em políticas públicas essenciais para os nossos produtores rurais. O governo federal precisa começar a levar a sério o setor agro e o seguro rural, ferramenta importante para o os agricultores, principalmente diante das recorrentes intempéries climáticas, que geram perdas significativas no meio rural”, alerta Meneguette.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Acordo UE-Mercosul abre oportunidade para agro reposicionar sua imagem no exterior

Em vigor de forma provisória a partir de maio, acordo amplia acesso ao mercado europeu e reforça a importância de rastreabilidade, confiabilidade e sustentabilidade na percepção dos produtos brasileiros.

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Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

A entrada em vigor provisória do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e os países do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, a partir de 1º de maio, inaugura um novo ciclo para o agronegócio brasileiro que vai além do ponto de vista comercial, e, sobretudo, de posicionamento. Em um mercado cada vez mais orientado por critérios de origem, sustentabilidade e transparência, o desafio passa a ser também de narrativa.

Conselheiro de comércio da Delegação da União Europeia em Brasília, Damian Vicente Lluna: “O consumidor europeu valoriza cada vez mais a origem e as condições de produção. A capacidade de demonstrar esses atributos será fundamental para acessar e ampliar espaço nesse mercado” – Foto: Divulgação

Durante o encontro do ABMRA Ideia Café da última terça-feira (31), promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), o conselheiro de comércio da Delegação da União Europeia em Brasília, Damian Vicente Lluna, destacou que o acordo chega em um momento de reconfiguração das relações comerciais globais e de maior exigência por parte do consumidor europeu. Nesse contexto, a forma como o agro brasileiro se apresenta ao mundo tende a ser tão determinante quanto sua competitividade produtiva.  “Há uma oportunidade clara de fortalecer a confiança no produto brasileiro. O investimento em rastreabilidade e em novas certificações podem transformar a percepção do agro no mercado europeu”, afirmou.

Nos últimos anos, a imagem dos produtos agropecuários brasileiros no exterior foi impactada por debates relacionados ao desmatamento e às práticas ambientais. Embora avanços recentes tenham contribuído para reduzir esse ruído, o cenário ainda exige uma atuação mais estruturada por parte do setor para consolidar uma percepção positiva.

Foto: Divulgação

Nesse novo contexto, três pilares passam a orientar a comunicação do agro brasileiro no exterior, de acordo com Damian Lluna. “Mostrar a capacidade de rastreabilidade, confiabilidade e sustentabilidade pode gerar mais proximidade com o consumidor europeu. Comprovar a origem dos produtos, garantir transparência ao longo da cadeia produtiva e evidenciar práticas alinhadas às exigências ambientais deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico de acesso ao mercado europeu”, destacou.

Segundo Lluna, a tendência é que a abertura comercial venha acompanhada de uma demanda crescente por comprovação dessas práticas, por meio de sistemas mais robustos de controle e certificação. “O consumidor europeu valoriza cada vez mais a origem e as condições de produção. A capacidade de demonstrar esses atributos será fundamental para acessar e ampliar espaço nesse mercado”, disse.

Na avaliação do presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, o momento exige uma mudança de postura por parte do setor. “Estamos diante de uma oportunidade de reposicionar o agro brasileiro não apenas como fornecedor, mas como uma marca global. Isso passa, necessariamente, por uma comunicação mais estratégica e alinhada às demandas do mercado internacional”, frisou.

Com a entrada em vigor do acordo, o desafio passa a ser duplo na captura das oportunidades comerciais e no avanço do posicionamento internacional do setor. “Nesse cenário, a consolidação de uma narrativa consistente apoiada por dados e evidências tende a ser determinante para ampliar a competitividade e sustentar o acesso a mercados mais exigentes”, completou Nicodemos.

Fonte: Assessoria ABMRA
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Jorge Viana conduz transição e apresenta nova Diretoria Executiva da ApexBrasil

Em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, presidente anuncia mudanças na liderança da Agência e indica Laudemir Müller e Maria Paula Veloso para a nova etapa da gestão.

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Para a sucessão, Viana indicou, Laudemir Müller para a presidência - Fotos: Divulgação/ApexBrasil

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, anunciou em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, realizada na quarta-feira (1º), que deixará o comando da agência a partir desta quinta-feira (02). Na mesma reunião, foi comunicada a saída de Ana Paula Repezza, diretora de Negócios, que também se desligará nos próximos dias por novos compromissos profissionais.

Viana indicou Maria Paula Veloso para a Diretoria de Negócios

Para a sucessão, Viana indicou dois nomes do quadro técnico da própria agência: Laudemir Müller para a presidência e Maria Paula Veloso para a Diretoria de Negócios.

Segundo Viana, a transição foi organizada para manter a continuidade das atividades. “Vamos deixar organizado, ainda no dia de hoje, toda a sucessão aqui na Apex”, afirmou, acrescentando: “Saio hoje da Apex, mas não tenho dúvida de que a Apex não vai sair de mim”.

A decisão ocorre após Viana se colocar se colocar como pré-candidato para disputar uma vaga no Senado pelo Acre.

Nova gestão

Indicado para assumir o cargo de presidente da Agência, Laudemir André Müller integra o quadro da ApexBrasil desde 2010 e, desde 2023, é gerente de Agronegócios da Agência. Economista e mestre em Desenvolvimento e Agricultura, também tem trajetória no Governo Federal, com passagens pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e pela Secretaria-Geral da Presidência da República.

Maria Paula passa a compor a nova Diretoria Executiva da ApexBrasil à frente da Diretoria de Negócios. Gerente de Indústria e Serviços da Agência, ela lidera hoje uma das áreas mais estratégicas da Casa, responsável pela articulação e execução de convênios com entidades brasileiras representativas da indústria e de serviços. Na ApexBrasil desde 2007, construiu sua trajetória em iniciativas voltadas à exportação, à qualificação empresarial, ao design e à inovação.

Ao comentar a nova composição, Viana ressaltou que a escolha busca preservar o ritmo de trabalho e dar continuidade ao fortalecimento institucional da Agência. Na mesma oportunidade, Müller destacou sua ligação de longa data com a Agência e o compromisso de dar continuidade ao trabalho construído nos últimos anos. “Eu sou da ApexBrasil, essa é a minha casa”, enfatizou.

Ele ressaltou também que a Agência vive hoje o seu melhor momento, resultado direto, segundo ele, da capacidade de Jorge Viana e Ana Paula Repezza de fortalecer institucionalmente a Casa, ampliar sua articulação e projetar a atuação da ApexBrasil. Ao agradecer a confiança, reforçou ainda que pretende seguir nessa mesma direção. “Coloco-me à disposição, junto com a Maria Paula e com o Floriano, para seguir o trabalho que vem sendo feito pela atual gestão”, salientou.

Fonte: Assessoria ApexBrasil
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