Conectado com
OP INSTAGRAM

Notícias Segundo corretora

México compra milho brasileiro em meio à tensão comercial com EUA

México é o principal destino do milho dos EUA, os maiores produtores e exportadores globais do cereal

Publicado em

em

REUTERS/Henry Romero

Importadores do México reservaram um carregamento de 35 mil toneladas de milho do Brasil, com navio programado para deixar o porto de Santarém, Pará, no próximo dia 22, apontou na quarta-feira (05) um analista da corretora e consultoria INTL FCStone.

O negócio, que já aparece em relatórios com a programação de navios nos portos brasileiros, os chamados line-ups, vem em um momento em que os mexicanos cogitam retaliações se ameaças de aumentos de tarifas por parte dos Estados Unidos ao México se confirmarem.

O México é o principal destino do milho dos EUA, os maiores produtores e exportadores globais do cereal, que têm grandes facilidades logísticas, pela proximidade, para exportar ao seu vizinho. “Não é comum carga do Brasil para o México, e tem toda essa discussão sobre tarifas, pode ser um sinal do México querendo mostrar que pode originar em outros lugares”, afirmou à Reuters o analista Lucas Pereira, da FCSTone.

Este seria o primeiro embarque de milho do Brasil para o México desde janeiro, quando um carregamento de 33 mil toneladas foi assinalado nas estatísticas de exportações do Ministério da Agricultura. Pereira disse que o produto exportado provavelmente é de Mato Grosso, onde a colheita já começou. Parte da produção de soja e milho mato-grossense é escoada para mercados externos via portos do Norte do Brasil, como o de Santarém.

Mato Grosso é o maior produtor de milho do Brasil, que deverá ter uma produção recorde próxima de 100 milhões de toneladas na atual safra. O nome da empresa que realizou a operação não foi revelado, mas o navio que transportará o milho está previsto para chegar ao porto paraense no próximo sábado, disse Pereira.

Entre 2017 e 2018, os mexicanos recorreram atipicamente ao mercado brasileiro de milho, quando havia preocupação do México de que as renegociações do Nafta poderiam afetar os suprimentos provenientes dos EUA. Nos dois anos, o Brasil exportou aos mexicanos cerca de 800 mil toneladas, de acordo com dados do governo brasileiro. Isso se compara a 14,7 milhões de toneladas exportadas pelos EUA ao México apenas em 2017.

Uma exportação de milho brasileiro ao México mostraria também como o produto brasileiro está competitivo frente ao dos EUA, onde um atraso recorde no plantio elevou os preços na bolsa de Chicago. Tal situação levou até a negócios de exportação de milho brasileiro aos EUA, segundo relatos recentes de operadores do mercado obtidos pela Reuters.

“Com a safrinha volumosa, hoje o milho brasileiro e o milho da Argentina estão mais baratos do que o milho dos EUA no mercado internacional, para o México tem toda uma questão logística, o preço acaba não sendo fator determinante. Mas estamos vendo esta dinâmica favorecendo o milho sul-americano”, acrescentou.

Fontes disseram à Reuters no México que o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, recebeu uma lista oficial de produtos norte-americanos que podem estar sujeitos a tarifas de retaliação se as taxas ameaçadas pelo governo Trump entrarem em vigor.

O foco de uma eventual retaliação mexicana estaria nos Estados que votaram em Trump em 2016, nos quais a agricultura desempenha um importante papel na economia local, disse uma fonte. A lista submetida ao gabinete presidencial mexicano exclui o milho dos EUA, disseram duas das fontes. Segundo uma delas, porém, isso pode mudar de acordo com o tempo.

Fonte: Reuters
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

17 − oito =

Notícias Mercado

JBS adquire empresa europeia e expande sua plataforma global de alimentos plant-based

Compra da Vivera, terceira maior produtora de proteína plant-based da Europa, impulsiona a JBS no mercado de proteína vegetal

Publicado em

em

Divulgação

A JBS, maior empresa de proteína e segunda maior indústria de alimentos do mundo, celebrou acordo para a compra da empresa Vivera, terceira maior produtora de plant-based na Europa, por um enterprise value (valor de empresa) de 341 milhões de euros. A Vivera desenvolve e produz um diversificado e inovador portfólio de produtos plant-based substitutos de carne para grandes varejistas em mais de 25 países europeus, com presença relevante na Holanda, no Reino Unido e na Alemanha. A transação inclui três unidades fabris e um centro de pesquisa e desenvolvimento localizados na Holanda.

A aquisição da Vivera fortalece e impulsiona a plataforma global de produtos plant-based da JBS. A tendência global é de forte crescimento no consumo desse segmento. A operação vai ampliar o portfólio da JBS com uma marca consolidada na preferência dos consumidores, reforçando o foco da Companhia em produtos de valor agregado.

A Vivera, atualmente a maior companhia independente de plant-based da Europa, se soma às iniciativas da Seara, no Brasil, onde a Linha Incrível detém a liderança em hambúrgueres vegetais, e da Planterra, que conta com a marca OZO nos Estados Unidos.

“É um passo importante para o fortalecimento da nossa plataforma global de proteína vegetal. A Vivera traz musculatura para a JBS no setor de plant-based com conhecimento tecnológico e capacidade de inovação”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

Para fomentar seu espírito empreendedor, a JBS vai manter a Vivera como uma unidade de negócios autônoma, mantendo sua atual liderança.

“Juntar forças com a JBS nos dá acesso a recursos significativos e capacidades para acelerar nossa atual trajetória de forte crescimento”, diz Willem van Weede, CEO da Vivera.

A transação, que foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da JBS, está sujeita à validação das autoridades antitruste.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Notícias Soja

Indicador Paraná atinge recorde nominal

Preços da soja estão em alta no Brasil, influenciados pelas maiores demandas doméstica e externa

Publicado em

em

Danilo Estevão/Embrapa

Os preços da soja estão em alta no Brasil, influenciados pelas maiores demandas doméstica e externa. Segundo pesquisadores do Cepea, parte dos produtores mostra preferência em comercializar a soja em detrimento do milho, o que eleva a liquidez no mercado da oleaginosa.

Diante disso, mesmo sendo período de finalização de colheita no Paraná, o Indicador CEPEA/ESALQ da soja atingiu R$ 172,66/saca de 60 kg no último dia 14, recorde nominal da série do Cepea, iniciada em julho de 1997. Já outra parcela de vendedores não mostra interesse em fechar negócios para entrega no curto prazo, atentos à maior paridade de exportação para embarques nos próximos meses.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

Notícias Milho

Falta de chuva preocupa e mantém produtor afastado do mercado

Neste atual período de desenvolvimento das lavouras, a falta de precipitação pode prejudicar a produtividade

Publicado em

em

Divulgação

As chuvas ainda abaixo do esperado neste mês em importantes regiões produtoras de segunda safra têm deixado vendedores afastados das negociações. Neste atual período de desenvolvimento das lavouras, a falta de precipitação pode prejudicar a produtividade.

Compradores, por sua vez, precisam recompor estoques, cenário que mantém os preços em alta. Na parcial de abril (até o dia 16), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (base Campinas-SP) subiu 4,45% fechando a R$ 97,88/saca de 60 kg na sexta-feira (16), novo recorde real da série do Cepea. Em algumas praças, os avanços nos preços são mais expressivos, e vendedores já pedem valores acima de R$ 100 pela saca de 60 kg.

Fonte: Cepea
Continue Lendo
Dia Estadual do Porco – ACSURS

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.