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Metodologia seleciona árvores nativas para sistemas silvipastoris

Método classifica e ranqueia espécies arbóreas com base em sua aptidão para produção de madeira e o fornecimento de serviços múltiplos em sistemas silvipastoris

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Carlos Maurício

Pesquisadores da Embrapa desenvolveram uma metodologia inovadora para a avaliação de espécies arbóreas de crescimento espontâneo em áreas de pastagem, com a adoção de critérios objetivos e atributos fáceis e rápidos de serem avaliados. O resultado foi publicado no livro Guia Arbopasto e embasou o aplicativo Arbopasto.

O método classifica e ranqueia espécies arbóreas com base em sua aptidão para produção de madeira e o fornecimento de serviços múltiplos em sistemas silvipastoris. Para a Amazônia, o sistema descreveu 51 espécies nativas com crescimento espontâneo nas pastagens.

A metodologia utilizada pelos pesquisadores pode ser facilmente replicada em diferentes regiões do País. “Há uma infinidade de espécies arbóreas nativas nos diferentes biomas brasileiros, muitas vezes são pouco conhecidas e estudadas, mas que podem apresentar um potencial para uso na arborização de pastagens. Onde houver árvore de regeneração natural em pastagem, a metodologia pode ser utilizada”, explica a pesquisadora da Embrapa Rondônia Ana Karina Salman.

Segundo ela, alguns grupos de pesquisa nas regiões Nordeste e Centro-Oeste do Brasil já manifestaram interesse em replicar a metodologia em outros biomas, como Caatinga e Cerrado. “Precisamos reconhecer que é preciso disponibilizar ferramentas que auxiliem outros pesquisadores nessa tarefa. Daí a importância dessa metodologia”, complementa Salman.

A arborização de pastagens, sistemas silvipastoris e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) são opções sustentáveis e cada vez mais presentes no dia a dia dos pecuaristas brasileiros. Mesmo com o importante papel das árvores como fornecedoras de produtos e serviços para a atividade pecuária, ainda há pouca informação sobre o uso de espécies arbóreas nativas da flora brasileira nesses sistemas.

Foco nas árvores nativas

Apesar da riqueza da flora arbórea brasileira, a maioria dos sistemas silvipastoris implantados no Brasil ainda utiliza espécies arbóreas exóticas. O desafio é identificar, caracterizar e domesticar as espécies nativas, tornando-as tão ou mais atrativas que as exóticas. O objetivo principal é que se tenha nas pastagens um número de árvores que garanta a sustentabilidade do sistema, com benefícios a todos os componentes ao longo dos anos e com práticas adequadas de manejo.

Para o pesquisador da Embrapa Acre Carlos Maurício de Andrade, a simples arborização de uma área de pastagem não deve ser confundida com um sistema silvipastoril. “No Brasil, a média de árvores em meio às forrageiras varia de 4% a 5%, quando se recomenda que a área de sombra gerada pelas copas das árvores seja de no mínimo 10% e não ultrapasse 40% ou 50% da área da pastagem, desde que as espécies usadas tenham arquitetura de copa adequada. Assim, é possível manter níveis satisfatórios de luz para o crescimento da pastagem, mantendo convivência positiva de árvores, animais e pastagem no sistema”, argumenta.

A metodologia

Dada a complexidade desses sistemas de integração, em que o componente arbóreo interage com o pasto, com os animais e, eventualmente, com culturas agrícolas, a metodologia utilizada pelos pesquisadores na Amazônia Ocidental brasileira classificou as espécies de acordo com um conjunto de 15 atributos específicos, levando em conta a importância para diferentes modalidades de sistemas.

Diferentemente dos demais, esse método tem critérios objetivos e padronizados para a seleção. É apropriado para ser utilizado como estratégia de pesquisa exploratória para definição das espécies arbóreas a serem testadas em ensaios de introdução e avaliação e em modelos de sistemas silvipastoris para ensaios de longa duração. Também pode ser aplicado na identificação de árvores ideais para compor diversas modalidades de sistemas silvipastoris, em diferentes regiões, desde que sejam seguidos os critérios definidos e as etapas necessárias.

Um dos primeiros passos da metodologia consiste na escolha do conjunto de espécies que serão avaliadas. Para isso, pode-se recorrer a bases de dados sobre as árvores nativas da região ou, preferencialmente, a estudos exploratórios que levantaram as espécies que ocorrem em pastagens cultivadas. Essa lista inicial deve ser considerada ponto de partida para os levantamentos de campo.

É importante a definição pelo grupo de trabalho das características que serão avaliadas. Elas devem estar relacionadas à facilidade de produção de mudas, velocidade de crescimento, resistência ao fogo e capacidade de regeneração natural em pastagens. E também à influência das árvores no crescimento do pasto sob as suas copas, com o aproveitamento de produtos das árvores, sejam frutos ou a madeira, e com o bem-estar animal.

A coleta de dados em campo deve ser realizada em propriedades rurais com pastagens com idade superior a dez anos e com bom grau de arborização. A presença de um mateiro (parataxonomista) experiente na equipe de campo é fundamental para assegurar a correta identificação das árvores a serem avaliadas, em tempo hábil.

Uma vez identificada pelo mateiro, a árvore deve ser georreferenciada com uso de aparelho GPS portátil e avaliada com relação a diversas variáveis. Além disso, é importante que cada árvore avaliada seja fotografada em detalhes. Essas imagens podem ser utilizadas em publicações sobre as espécies arbóreas estudadas e também são necessárias para conferir algum detalhe sobre a caracterização da espécie, confirmar a sua inclusão em determinada classe, ou assegurar que todas as árvores avaliadas pertencem à mesma espécie botânica.

Também devem ser feitas anotações sobre o estádio fenológico da árvore, incluindo floração, frutificação, presença de frutos maduros e perda de folhas parcial ou total. Informações úteis para o melhor conhecimento da espécie e sua futura multiplicação.

Os pesquisadores explicam que não basta identificar as características importantes e classificar as espécies com base nessas características. É necessário também encontrar uma maneira objetiva de ordená-las com base no seu grau de aptidão de uso em uma determinada modalidade de sistema silvipastoril. Uma forma de fazer isso é definindo a importância relativa de cada característica para a seleção. A equipe deve dar um peso para cada característica conforme sua importância.

Fonte: Embrapa Rondônia
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Bovinos / Grãos / Máquinas Sanidade Vegetal

Adapar e Embrapa orientam agricultores para correto manejo da cigarrinha do milho

Objetivo é mitigar problemas com enfezamentos na safrinha de milho 2020

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Divulgação/Adapar

Em 2019 o Paraná cultivou 2,6 milhões de hectares com a cultura do milho e obteve uma produção estimada em 13 milhões de toneladas. Deste total produzido, três milhões de toneladas foram exportados, fato que torna o Estado o segundo maior exportador, e o restante destinados ao consumo interno na alimentação humana e, principalmente, utilizado como um dos principais insumos para alimentação da avicultura, suinocultura e bovinocultura. Esse cenário torna o milho a segunda principal cultura em importância econômica para o Paraná e ataques das pragas e doenças estão entre os principais entraves para a manutenção da produtividade.

Na safrinha de milho 2019 cultivado na região Oeste paranaense, algumas lavouras de milho sofreram perdas significativas em sua produtividade por problemas fitossanitários, fato que preocupou os agricultores, área técnica agronômica e Defesa Agropecuária do Estado. Para averiguar a causa do problema, uma equipe da Embrapa Milho e Sorgo esteve nos municípios de Marechal Cândido Rondon e Mercedes e visitou lavouras de milho com problemas de quebramento e “morte súbita” de plantas. “Em parte das lavouras, os pesquisadores observaram alta incidência de tombamentos de plantas, presença da cigarrinha do milho (Dalbulus maidis) e a presença de plantas de milho com sintomas típicos dos enfezamentos”, explica o fiscal de defesa agropecuária da Adapar, Anderson Lemiska.

Lemiska conta que os espiroplasmas e fitoplasmas são organismos pertencentes à Classe Mollicutes e agentes causais dos enfezamentos vermelho e pálido, respectivamente. “São doenças sistêmicas que infectam os tecidos do floema das plantas de milho interferindo no crescimento e desenvolvimento das plantas, além de reduzir a absorção de nutrientes e afetar os processos de translocação de fotoassimilados para o enchimento dos grãos e formação de espigas, favorece a infecção de fungos que causam podridão de colmo, podendo reduzir significativamente a produtividade da cultura”, diz. A cigarrinha do milho é considerado o principal vetor para a disseminação desta doença e o seu correto manejo é fundamental para a mitigação dos danos causados pelos enfezamentos.

Para certificar a presença de Molicutes nas lavouras afetadas no Oeste paranaense, 19 amostras de folhas de milho foram coletadas pelos pesquisadores da Embrapa e submetidas a exame laboratorial via análise molecular. Do total amostrado, 11 amostras (57,9%) acusaram a presença de espiroplasma e não foi detectada a presença de fitoplasma nas amostras.

“Após a confirmação da presença de plantas infectadas com os molicutes e presença da cigarrinha na região, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, Regional de Toledo, está monitoramento áreas cultivadas com milho na safra de verão 2020”, comenta Lemiska. Nesta safra, informa, foram observadas plantas de milho comercial com sintomas típicos de enfezamentos e amostras foliares. Destas plantas foram coletadas e encaminhadas para análise molecular no Centro de Diagnóstico Marcos Enrieti (ADAPAR) e para o Laboratório de Biologia Molecular da Embrapa Milho e Sorgo para confirmar a presença de molicutes.

“Em função da grande quantidade de plantas de milho guacho ou tigueras presentes nas lavouras de soja, a Adapar realizou amostragens dessas plantas de milho com e sem sintomas da doença com o objetivo de verificar se há a presença de molicutes e se estas plantas são, portanto, fonte de inóculo para a safrinha 2020 de milho. A presença dessas plantas de milho nas lavouras que antecedem o cultivo do milho é apontada como um dos principais substratos de manutenção, tanto para os molicutes, quanto para as cigarrinhas. Assim, a eliminação do milho tiguera ajuda muito na redução dos focos da doença”, afirma o fiscal.

Nas áreas de milho recém-semeadas, foi realizada a vistoria com objetivo de monitorar a presença de cigarrinhas, sendo constatada até o momento uma pequena população nas áreas monitoradas.

“Os problemas ocasionados pelos enfezamentos na região Oeste paranaense são recentes e até o momento ocorreu em lavouras isoladas, portanto, o agricultor deve ficar atento ao correto manejo da cigarrinha do milho para mitigação dos danos causados pelos enfezamentos”, alerta. Desta forma, a Adapar orienta aos agricultores a buscarem informação sobre o problema, saber identificar a cigarrinha, realizar o monitoramento das áreas para auxiliar o diagnóstico pelo profissional de agronomia e verificar a necessidade ou não de controle.

Caso seja recomendado o controle químico, o profissional deve prescrever agrotóxicos cadastrados na Adapar e o agricultor utilizar esse produto conforme prescrito no receituário agronômico respeitando as recomendações de dose, cultura, praga e intervalo entre aplicações. “Essas recomendações são importantes para evitar uso irregular, excessivo ou mesmo desnecessário de inseticidas, fato que pode acelerar a resistência desta praga aos agrotóxicos, ocasionando ainda mais problemas para o seu controle, elevar custos de produção e risco de perda de produtividade”, diz.

Recomendações para a safra de milho 2020

De acordo com a pesquisadora da Embrapa, doutora Dagma Dionísia da Silva, em diferentes lavouras semeadas com diferentes híbridos foi possível observar variabilidade na incidência e na severidade dos enfezamentos. “No campo, cigarrinhas infectadas migram de lavouras mais velhas para as mais novas, infectando plântulas sadias no início do ciclo de desenvolvimento da cultura. Esse fato, associado às épocas de plantio e a fatores climáticos, provavelmente contribuíram para a incidência de enfezamentos na safra 2018/19”, comenta.

Ela explica que a colheita antecipada de soja e a colheita regional de fumo proporcionaram a semeadura de milho no período de outubro a dezembro, favorecendo a criação de intensa “ponte verde” entre as lavouras na região. “Esta condição pode ter favorecido a forte migração das populações de cigarrinha do milho, das lavouras mais antigas para as mais jovens, aumentando a incidência de enfezamentos. Assim, a associação entre o plantio de híbridos suscetíveis, a existência de “ponte verde”, proporcionada pela ocorrência de tigueras (relatadas como comuns na região), e os plantios sucessivos de milho, de outubro a dezembro, favoreceram a alta incidência de enfezamentos na região”, comenta.

Além do milho tiguera, explica a pesquisadora, a cigarrinha pode utilizar plântulas de sorgo, de braquiária ruziziensis e de milheto para abrigo e alimentação, sobrevivendo no sorgo e na braquiária por até três semanas e no milheto por até cinco semanas. “Em áreas onde foi realizado o tratamento de sementes (TS) e pulverizações contra insetos na fase de inicial do cultivo, pode ter havido redução na ocorrência da cigarrinha e consequente redução na incidência de enfezamentos. Vale ressaltar que houve relatos de uma menor incidência do percevejo na região e, por este motivo, pulverizações contra este inseto deixaram de ser aplicadas por alguns produtores. Um menor número de aplicações de inseticidas contra percevejo pode ter contribuído para uma maior população e sobrevivência da cigarrinha”, comenta.

Algumas medidas preventivas para reduzir os problemas com enfezamentos na safrinha de milho 2020 são:

  • Realizar reuniões de nivelamento entre técnicos, agricultores, cooperativas, visando expor a situação, apresentar os problemas fitossanitários ocorridos, apresentar e treinar sobre a identificação dos sintomas dos enfezamentos e de identificação das cigarrinhas, discutir medidas práticas preventivas e realizar as recomendações;
  • Eliminar as tigueras ou plantas voluntárias de milho que permitem a sobrevivência e multiplicação da cigarrinha Dalbulus maidis, percevejos e outros insetos e são como fonte de inóculo para os enfezamentos (e outras doenças);
  • Selecionar para plantio os híbridos com resistência aos enfezamentos, adaptados e recomendados para as épocas de plantio na região. Essa é uma das medidas mais eficazes na convivência com o problema e informações podem ser obtidas junto as empresas de sementes e em publicações sobre o assunto;
  • Evitar a semeadura de milho em datas variadas na região, evitando as ‘pontes verdes’. Atenção às áreas menores onde já existe histórico de ocorrência de cigarrinha e enfezamentos de forma a evitar que os plantios fora de época que proporcionem “ponte verde” no milho e, permitam que as populações de cigarrinha se concentrem nessas áreas;
  • Monitorar a presença de cigarrinha nas lavouras em todas as safras e considerar o histórico de ocorrência de insetos e patógenos nas recomendações técnicas de cultivo de milho.
  • É preciso atenção à presença de cigarrinhas nas fases iniciais da lavoura. Quanto mais cedo a planta for infectada, maior a capacidade de esses causarem danos econômicos nas lavouras. Assim, o tratamento de sementes deve ser a medida inicial para o manejo da praga e por consequência da doença;
  • Se necessário controle químico com inseticidas, verificar os produtos registrados na Adapar para controle da cigarrinha e utilizar de acordo com a prescrição do profissional conforme recomendado pelo fabricante para a cultura, praga, dose, intervalo entre aplicações, rotacionar princípios ativos, utilizar produtos biológicos. As aplicações são feitas apenas na fase inicial do cultivo, quanto mais nova a planta for infectada, maior a probabilidade de prejuízos. Não é necessário, de forma alguma pulverizar as plantas no final da fase vegetativa e início da fase reprodutiva (onde os sintomas são mais percebidos).

Fonte: O Presente Rural com informações da Adapar
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Bovinos / Grãos / Máquinas Pecuária

Técnica facilita adubação orgânica com dejetos de bovinos

Objetivo é aproveitar esse resíduo rico em nitrogênio e fósforo, uma forma de reduzir os custos de produção da lavoura e os riscos de poluição do solo e dos rios

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Divulgação/AENPr

Os dejetos da pecuária bovina têm grande potencial poluente e são um problema para os produtores. Em grande parte das propriedades paranaenses terminam descartados diretamente no solo. No entanto, esse resíduo – uma mistura de estrume, urina, restos de ração e água de limpeza proveniente, em sua maior parte, de salas de alimentação e ordenha – é rico em nitrogênio e fósforo, nutrientes que podem ser utilizados para a adubação de lavouras comerciais.

Foi pensando nessas duas características que Graziela Barbosa, engenheira do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater, desenvolveu uma metodologia para estimar a quantidade de nitrogênio e fósforo dos dejetos líquidos de bovinos, para o aproveitamento desse material como fertilizante orgânico, em vez do simples descarte no solo. “A ideia era criar uma técnica rápida e possível de ser feita no campo para o produtor usar o dejeto com critério agronômico”, ela conta.

O resultado é a publicação “Uso do dejeto líquido de bovino baseado nos teores de nitrogênio e fósforo”, que traz a metodologia passo a passo e foi apresentada neste mês em Cascavel, no Oeste, durante o Show Rural. Além de Graziela Barbosa, também figuram como autores da obra o pesquisador Mário Miyazawa, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater, e Danilo Bernardino Ruiz, doutorando em química na Universidade Estadual de Londrina (UEL). O material pode ser baixado AQUI.

Técnica

O cálculo do teor de nitrogênio e fósforo presente nos dejetos é feito com ajuda de um densímetro. Trata-se de um instrumento de laboratório parecido com aquele que se vê nas bombas dos postos de combustível, e que pode ser encontrado com facilidade no comércio, segundo a pesquisadora.

A partir da medida obtida no densímetro, o produtor consulta uma tabela para saber quanto há de nitrogênio e fósforo nos dejetos de sua propriedade. “Além de dar uma destinação adequada aos dejetos que gera na propriedade, o produtor diminui a quantidade desses nutrientes na adubação química e, com isso, reduz o custo de produção da lavoura”, explica Graziela.

De acordo com ela, perto de 170 mil propriedades dedicadas à pecuária no Paraná podem aproveitar dejetos líquidos de bovinos na adubação de lavouras e, dessa forma, reduzir o risco de poluição do solo e dos rios.

Fonte: AEN/Pr
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Bovinos / Grãos / Máquinas Mercado

Estados Unidos reabrem mercado para carne in natura do Brasil

Ministra Tereza Cristina diz que a notícia traz o reconhecimento da qualidade da carne brasileira por um mercado tão importante como o americano

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Arquivo/OP Rural

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o Serviço de Inspeção e Inocuidade Alimentar (FSIS) informaram na sexta-feira (21) ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a abertura de mercado para carne bovina in natura do Brasil para os Estados Unidos desde sexta-feira.

“Hoje recebemos com muita satisfação uma notícia esperada há muito tempo: a reabertura do mercado de carne bovina in natura do Brasil para os Estados Unidos. Uma notícia que esperávamos com ansiedade há algum tempo e que hoje eu tive a felicidade de receber. É uma ótima notícia, porque isso traz o reconhecimento da qualidade da carne brasileira por um mercado tão importante como o americano”, disse a ministra Tereza Cristina.

O Brasil poderá começar a enviar produtos de carne bovina in natura derivados de animais abatidos a partir de hoje. No comunicado encaminhado ao Mapa, o FSIS disse que o Brasil corrigiu os problemas sistêmicos que levaram à suspensão e está restabelecendo a elegibilidade das exportações de carne bovina in natura para os Estados Unidos a partir de hoje. Além disso, o FSIS encerrará os casos pendentes de violação de pontos de entrada associado à suspensão de 2017.

Antes da primeira remessa, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa (Dipoa) deve enviar uma lista atualizada de estabelecimentos elegíveis certificados.

As compras de cortes bovinos do Brasil foram suspensas pelos Estados Unidos em 2017, devido às reações (abcessos) provocadas no rebanho, pela vacina contra a febre aftosa.

Desde o início do ano passado, a ministra tem feito diversas reuniões com o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, para tratar do assunto. Em junho de 2019, uma missão veterinária dos Estados Unidos esteve no Brasil para inspecionar frigoríficos de bovinos e suínos. A missão retornou em janeiro deste ano.

Fonte: MAPA
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