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Meta de irrigação do Plano ABC+RS supera 50% a seis anos do prazo final
De 2020 a 2024, o estado já conseguiu expandir os sistemas de irrigação a 120 mil hectares de cultivo, o que representa 55% da meta.

Esses dados foram apresentados durante o Workshop do Plano ABC+RS, realizado nesta quinta-feira (5/12), Dia Mundial do Solo, no auditório da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O Workshop, programado para o dia todo, é um espaço para que as entidades integrantes do Comitê Gestor de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono apresentem as atividades desenvolvidas em 2024.
“Com uma governança estadual bem estruturada do Plano ABC+, temos uma responsabilidade em ultrapassar as fronteiras do nosso estado, especialmente com o Brasil sediando a COP do ano que vem. Será uma vitrine para nos mostrarmos como grandes defensores da agricultura de baixo carbono em nível global”, destacou o secretário adjunto, Márcio Madalena.
O coordenador do Comitê Gestor Estadual do Plano, Jackson Brilhante, ressaltou a escolha da data para o Workshop. “Hoje é Dia Mundial do Solo, e uma das políticas públicas que mais promove a conservação do solo e seu uso racional é justamente o Plano ABC+”, frisou.
Em seu segundo decênio, o Plano ABC+ tem por objetivo a mitigação de emissão dos gases do efeito estufa (GEE) e a adaptação às mudanças climáticas. O plano incentiva a adoção de sistemas, práticas, produtos e processos de produção sustentáveis, em oito tecnologias: sistema de plantio direto, sistemas de integração, recuperação de pastagens degradadas, florestas plantadas, bioinsumos, manejos de resíduo animal, terminação intensiva e irrigação.
Durante o Workshop, a pesquisadora da Seapi Carolina Bremm apresentou um balanço das ações conquistadas pelo estado para o plano, no período de 2020 a 2024, e a forma de monitoramento das metas. “Observando as tendências atuais, a projeção é de que, em 2030, o Rio Grande do Sul consiga atingir as metas de irrigação, chegando a mais 300 mil hectares irrigados, e a de terminação intensiva, com 209 mil cabeças de gado com terminação abaixo dos 36 meses”, detalhou.
Jackson apresentou um levantamento sobre o financiamento de tecnologias do Plano ABC+ no Rio Grande do Sul, pesquisando contratos celebrados no âmbito do Pronaf ABC+, Proirriga e RenovAgro. Na safra 2022/2023, foram 101.677 hectares com financiamento para adoção de tecnologias do ABC; em 2023/2024, a área chegou a 259.543 hectares. “É uma evolução enorme na tomada de crédito, mais que dobrou a área contemplada, de uma safra para a outra. É uma evidência da necessidade de se ampliar essa frente de atuação”, observou o coordenador.
O auditor fiscal federal agropecuário Kleber Villela Araújo, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), pontuou que a tomada de crédito é um desafio ressaltado por diversos estados para a implantação do Plano ABC+, mas que há diferentes opções de crédito rural além das já conhecidas. “A Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro), do ministério, está montando uma playlist, com vídeos orientando a como buscar esses recursos”, informou.
Na parte da manhã, ainda houve apresentações da Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Emater/RS-Ascar, Senar, Farsul, Sebrae e Rede ILPF. O Workshop continua na parte da tarde, com apresentações do Banrisul, Banco do Brasil, BRDE, Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/Seapi), UFRGS, Irga, Embrapa Pecuária Sul, Embrapa Trigo, CCGL, Ocergs, Aliança SIPA e Departamento de Infraestrutura e Usos da Água (Dinfra/Seapi).
Metas do RS no ABC+

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR
Até 2030, o Rio Grande do Sul se comprometeu em ampliar 600 mil hectares com sistema de plantio direto; um milhão de hectares na utilização de bioinsumos; recuperar 1,43 milhão de hectares de pastagens degradadas; ter 200 mil bovinos em sistema de terminação intensiva; ampliar em um milhão de hectares os sistemas integrados, como lavoura-pecuária ou lavoura-pecuária-floresta; ampliar em 322 mil hectares a área de florestas plantadas; aumentar em 216 mil hectares a área irrigada; e chegar a 11,8 milhões de metros cúbicos de manejo de resíduos animais.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



