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Mesmo com chuvas irregulares, IDR-Paraná aponta dezembro saudável no campo

Na maioria das regiões as precipitações foram próximas da média histórica. Dessa maneira, fruticultura, café, feijão, cana-de-açúcar e as pastagens tiveram um bom desenvolvimento no mês. O clima também favoreceu a soja, que foi afetada pela seca no passado.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O boletim agrometeorológico do IDR-Paraná aponta que dezembro foi um mês com grande irregularidade de chuvas no Paraná. Na maioria das regiões as precipitações foram próximas da média histórica. No entanto, nas regiões Oeste e Sudoeste, as chuvas foram muito abaixo do esperado para o mês. Na região Sudoeste, por exemplo, a média histórica é 180 mm e choveu apenas 79 mm.

Dessa maneira, fruticultura, café, feijão, cana-de-açúcar e as pastagens tiveram um bom desenvolvimento no mês. O clima também favoreceu a soja, que foi afetada pela seca no passado.

Em alguns municípios houve distribuição irregular da precipitação. Assis Chateaubriand, no Oeste, possui média histórica de 192 mm em dezembro, no entanto choveu apenas 49,8 mm, contabilizando 142,2 mm de chuva abaixo do esperado. Guaíra, Salto Caxias, Palotina, Santa Helena, Toledo e Foz do Iguaçu, localizados no Oeste e Sudoeste do Paraná, também registraram déficit de precipitação acima de 100 mm comparado com a média histórica.

Por outro lado, os municípios de Guarapuava e Ponta Grossa, na região Central e Campos Gerais, registraram em dezembro de 2022 precipitações muito acima da média histórica. Em Guarapuava, por exemplo, choveu 319,2 mm, sendo que a média histórica é de 192,8 mm. Em Ponta Grossa a precipitação registrada em dezembro foi de 258,8 mm e a normalidade climatológica é de 148,5 mm.

IDR

Os municípios de Maringá e Cândido de Abreu, nas regiões Noroeste e Central do Estado, foram os que mais se aproximaram da média histórica, com um total pluviométrico de 174,4 mm e 153,4 mm em dezembro e média histórica de 181,1 mm e 159,8 mm, respectivamente. Em média, choveu 150,5 mm no Estado e a normal climatológica é de 174,9 mm.

As temperaturas também foram bastante heterogêneas no Paraná, em comparação com a média climatológica, segundo mostra o Boletim do IDR-Paraná. Em Cianorte, no Noroeste, por exemplo, a média histórica da temperatura máxima de dezembro é de 30,9°C e em dezembro de 2022 registrou 33,7°C, ficando 2,8ºC acima do esperado. No geral, as regiões mais a oeste do Estado tiveram temperaturas mais elevadas. Já em Antonina, no Litoral, a média da temperatura máxima registrada no mês foi 27,9ºC, permanecendo 2,5ºC abaixo do esperado, que é 30,4ºC.

IDR

Efeito na agricultura

Quanto ao efeito do clima na agricultura, observa-se que, de modo geral, as culturas tiveram um bom desenvolvimento, exceto nas regiões Oeste e Sudoeste, onde se registrou muito calor e precipitações escassas e irregulares.

Soja

O clima favoreceu a soja em dezembro na maioria das regiões, exceto no Oeste e Sudoeste do Estado. No final do mês a maioria encontrava-se na fase de floração e frutificação, das quais 80% apresentaram boas condições de desenvolvimento, 16% média e 4% ruim, segundo a Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab). A cultura nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná foi muito afetada pelo calor excessivo e pela pouca precipitação, sobretudo por estarem na fase reprodutiva que é a mais exigente em água.

Milho

Em geral, o milho (primeira safra) também teve um bom desenvolvimento, exceto no Oeste e Sudoeste do Paraná devido ao déficit hídrico e calor intenso. De acordo com a Seab, 82% apresentaram boas condições de desenvolvimento, 16% médias e 2% ruins.

Feijão

Segundo a Seab, a maioria da cultura (primeira safra) estava na fase de frutificação, maturação e colheita em dezembro, sendo que desse total 61% e 36% apresentaram condições boas e médias, respectivamente. Durante o ciclo houve várias adversidades climáticas no Estado nas diferentes regiões: chuva em excesso, seca, baixa temperatura, alta temperatura e baixa luminosidade. Isso provocou danos irreversíveis na cultura, com perdas na produtividade.

Mandioca

A colheita da mandioca foi encerrada no mês de dezembro com produtividade dentro do esperado. A nova safra apresenta bom desenvolvimento.

Cana-de-açúcar

Encerrou-se a colheita da cana-de-açúcar e o clima, de modo geral, favoreceu a cultura. As novas lavouras apresentaram bom desenvolvimento.

IDR

Fruticultura

As condições meteorológicas ocorridas em dezembro foram bastante favoráveis para a fruticultura do Paraná.

Café

Os cafeeiros em geral apresentaram bom desenvolvimento e foram beneficiados pelas condições climáticas. Durante o mês de dezembro, a grande maioria estava na fase de floração e início da frutificação.

Pastagens

Nas regiões com chuvas abundantes as pastagens apresentaram um bom desenvolvimento vegetativo.

Mananciais hídricos

Os rios, represas e córregos apresentaram níveis dentro da normalidade na maioria das regiões paranaenses.

Fonte: AEN

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026

CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

O crédito rural destinado à agricultura empresarial totalizou R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026, encerrada em junho deste ano. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e consideram as operações realizadas entre julho de 2025 e junho de 2026, excluindo os financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

A Cédula de Produto Rural (CPR) foi a principal modalidade de financiamento utilizada pelos produtores, respondendo por R$ 205,2 bilhões, o equivalente a 43% do total contratado. Na sequência aparecem as operações de custeio, com R$ 150,3 bilhões (31,5%), investimento, com R$ 50,5 bilhões (10,6%), comercialização, com R$ 37,9 bilhões (7,9%), e industrialização, que movimentou R$ 33,3 bilhões (7%). Somadas, as operações de CPR e custeio alcançaram R$ 355,5 bilhões, representando 74,5% de todo o crédito concedido na safra.

Na divisão por segmentos, os médios e grandes produtores enquadrados na categoria “Demais Empresarial” concentraram R$ 210,9 bilhões em financiamentos, correspondentes a 44,1% do total. Já o Pronamp respondeu por R$ 61,5 bilhões, ou 12,9% das concessões.

Ao longo da safra foram registrados 534.828 contratos de crédito rural para a agricultura empresarial. Desse total, 161.968 correspondem a operações por meio de CPR. As operações de custeio responderam por 263.896 contratos, enquanto os financiamentos para investimento somaram 97.105 contratos.

Nos programas de investimento, as aplicações chegaram a R$ 50,5 bilhões. O RenovAgro e o Pronamp lideraram os desembolsos, ambos com cerca de R$ 5,2 bilhões, seguidos pelo Moderfrota, com R$ 4,2 bilhões, e pelo Inovagro/Moderagro, com R$ 3,9 bilhões.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Entre as fontes de recursos, os Recursos Obrigatórios responderam por R$ 53,9 bilhões dentro das fontes controladas. Já entre as fontes não controladas, destacaram-se a LCA Livre, com R$ 67,1 bilhões, e a Poupança Rural Livre, com R$ 63,2 bilhões.

Regionalmente, a Região Sul concentrou o maior volume de crédito, com R$ 81,2 bilhões distribuídos em 146.956 contratos. O Sudeste aparece na sequência, com R$ 75,9 bilhões, praticamente empatado com o Centro-Oeste, que registrou R$ 75,8 bilhões. Apesar disso, o Centro-Oeste apresentou o maior valor médio por operação, de R$ 1,19 milhão. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 552,2 mil.

O boletim também mostra que os recursos equalizáveis somaram R$ 53,6 bilhões na safra, o equivalente a 58,6% da programação prevista para o período, de R$ 91,4 bilhões. Desse total, R$ 28,4 bilhões foram destinados ao custeio, R$ 24,5 bilhões aos investimentos e R$ 663 milhões à comercialização.

Conforme o Mapa, os dados divulgados são provisórios e não apresentam comparações com safras anteriores em razão das restrições previstas para o período de defeso eleitoral.

Acesse os dados clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura

Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

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Foto: Antonio Neto/Embrapa

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.

Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.

A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.

A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.

Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul

Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

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1º Simpósio Assiferto RS de Insumos Agrícolas com Base Orgânica acontece em 6 de agosto, em Bento Gonçalves - Foto: Divulgação/Freepik

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto

Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.

De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.

Economia circular e aproveitamento de resíduos

As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.

Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.

Programação

A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.

O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.

Manhã

08h – Credenciamento/Recepção

08h30  Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger

09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS

09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo

10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam

11h – Mesa Redonda

12h – Almoço (por adesão)

Tarde

13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley

14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo

15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor

15h45 – Intervalo

16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater

16h45 – Mesa Redonda

17h30 – Encerramento

Fonte: Assessoria Assiferto
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