Suínos
Mesmo com boa exportação, preço do suíno tem forte queda em abril
A média de preços do suíno vivo na região Centro-Sul ficou em R$ 2,88 até a quinta-feira (28), 7,43% abaixo do valor médio registrado no final de março deste ano, de R$ 3,12
O mercado suíno chega ao final de abril com um quadro de forte desvalorização nos preços, tanto para o quilo vivo quanto para os cortes no atacado. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, o setor esteve bastante fragilizado ao longo do mês, apesar do bom desempenho das exportações de carne suína.
Maia ressalta que a média de preços do suíno vivo na região Centro-Sul ficou em R$ 2,88 até esta quinta-feira (28), 7,43% abaixo do valor médio registrado no final de março deste ano, de R$ 3,12. No atacado, a média de preços dos cortes de pernil com osso atingiu R$ 6,67, 4,50% aquém dos R$ 6,99 registrados no final do mês passado. A média de preços do quilo da carcaça ficou em R$ 5,13, com desvalorização de 5,09% ante o valor registrado no final de março, de R$ 5,41.
Maia informa que um dos fatores que contribuíram para pressionar as cotações da carne suína ao longo de abril foi a elevada oferta de animais para abate, combinada com um quadro de demanda interna mais enfraquecido. “Havia uma expectativa de aquecimento na demanda interna e de melhora nas exportações, o que levou o setor a ampliar a oferta de animais. A exportação, por um lado, vem correspondendo, mas o consumo interno, por outro, permanece enfraquecido, o que ajuda a pressionar as cotações. Outro fator que prejudica o setor é a forte alta do preço do milho, que vem ocasionando um elevado custo de produção”, explica.
Maia acredita em um aquecimento na demanda com a virada de mês, o que pode ajudar a diminuir o movimento de queda nas cotações, muito embora uma sinalização de melhora efetiva para o mercado esteja prevista somente a partir do início da colheita da safrinha de milho, o que, em tese, ajudará a diminuir os custos de produção do setor.
Para Maia, com embarques de 40,8 mil toneladas de carne suína “in natura” até a quarta semana de abril, a expectativa é de que o setor possa encerrar o mês com exportações totais próximas a 60 mil toneladas, volume que, se confirmado, estará próximo do resultado registrado em março, de 64,285 mil toneladas.
A análise mensal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo foi cotada a R$ 56,00 nesta quinta-feira (28), ante os R$ 64,00 praticados no final de março. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo caiu de R$ 2,90 para R$ 2,77, enquanto no interior a cotação retrocedeu de R$ 3,22 para R$ 2,94. Em Santa Catarina o preço do quilo caiu de R$ 2,85 para R$ 2,70 na integração. No interior, a cotação baixou de R$ 3,12 para R$ 2,87. No Paraná o quilo vivo recuou de R$ 3,18 para R$ 2,90 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo retrocedeu de R$ 3,10 para R$ 2,85.
No Mato Grosso do Sul a cotação caiu de R$ 2,85 para R$ 2,78 na integração, enquanto em Campo Grande o preço recuou de R$ 3,30 para R$ 3,25. Em Goiânia, o preço teve baixa de R$ 3,30 para R$ 3,05. No interior de Minas Gerais o quilo retrocedeu de R$ 3,40 para R$ 3,15. No mercado independente mineiro a cotação caiu de R$ 3,22 para R$ 2,95. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis recuou de R$ 2,85 para R$ 2,71. Já na integração do estado a cotação retrocedeu de R$ 2,75 para R$ 2,63.
Fonte: SAFRAS & Mercado

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





