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Mercoagro inicia nesta terça-feira em Chapecó

Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne reúne 235 expositores e espera 15 mil visitantes até sexta-feira. A realização é da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC).

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Com uma nova estrutura e expectativa positiva no mercado, a edição de 2023 da Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne (Mercoagro) acontecerá nesta semana, de terça a sexta-feira (12 a 15), no Parque de Exposições Tancredo Neves. Trata-se da maior exposição-feira das Américas e uma das maiores da indústria mundial da proteína animal. A realização é da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic). Para acessar a feira, é necessário fazer credenciamento, disponível neste site.

O presidente da Acic, Lenoir Antônio Broch, salienta que o momento é de comemoração. “Retomamos a Mercoagro depois de sucessivos adiamentos, primeiro devido à pandemia de covid-19 e depois pelas obras no Parque de Exposições Tancredo Neves. Porém, agora temos uma nova estrutura. A construção do novo pavilhão representa um salto de qualidade no espaço da expo-feira, além de melhorar o ambiente de negócios. Essa obra eleva a feira para um novo status”.

Para a edição deste ano são esperados mais de 15 mil visitantes-compradores, 235 expositores e mais de 650 marcas, com representações da Alemanha, Argentina, Áustria, Austrália, Bolívia, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Itália, Equador, Bélgica, Holanda, Paraguai, Uruguai, Rússia, Canadá, China, França e Islândia, entre outros. O diretor executivo da ACIC, Fabio Luis Magro, sublinha que mais de 160 milhões de dólares serão fechados em negócios diretos.

O gestor da Mercoagro, Nadir José Cervelin, enfatiza que a feira proporcionará realização de grandes negócios e trará muito conhecimento com uma extensa programação técnica e científica. “A cidade está preparada para receber os expositores, visitantes e compradores, com redes hoteleira e gastronômica que são parceiras da Mercoagro e atenderão a todos com excelência”, frisa, ao acrescentar que a Mercoagro gera crescimento do setor da proteína animal ao difundir tecnologias e conhecimentos e aproximar fornecedores e consumidores.

A Mercoagro também desenvolve a economia de Chapecó, município que sedia a feira desde 1996, fomentando negócios que vão além da indústria da carne, como o comércio, o setor de transportes, entre outros. “É uma feira de negócios que movimenta todo o trade turístico do município. Temos parcerias com alguns setores, mas sabemos que a Mercoagro movimenta também outros segmentos. Queremos garantir fluidez na cidade e que os expositores, visitantes e compradores se sintam seguros, acolhidos e voltem para Chapecó em outros momentos”, ressalta Cervelin.

A diretora da empresa Enterprise Feiras e Eventos, Maria Antônia Siqueira Ferreira, realça o otimismo e a previsão de bons negócios. “O sucesso da Mercoagro se deve ao volume de transações oportunizadas a cada edição. Os expositores e visitantes-compradores têm a certeza da realização de bons negócios, pois a expo-feira notabilizou-se mundialmente e atrai fabricantes e fornecedores de máquinas, equipamentos, implementos e insumos para as indústrias frigoríficas”. Maria Antônia tem vasta experiência e conceito no mercado de feiras especializadas, contratada pela ACIC para coordenar o esforço de venda e prestar assessoramento técnico. “Os números da feira demonstram o bom trabalho realizado por toda a comissão organizadora. É uma equipe comprometida que transmite credibilidade e transparência”.
Participarão da exposição empresas dos setores de refrigeração, sistema de automação industrial, ingredientes e aditivos, embalagens e tripas, transporte e armazenagem, equipamentos industriais e acessórios, projetos de engenharia e consultorias especializadas, entre outros produtos e serviços para atender a indústria da carne.

Abertura

A abertura oficial da Mercoagro 2023 reunirá empresários e autoridades em solenidade programada para iniciar às 19h30 desta segunda-feira (11), no Salão Nobre da Unochapecó. A solenidade consistirá de manifestações de lideranças empresariais e palestra do jornalista e publicitário José Luiz Tejon sobre o tema “A melhor proteína animal do mundo com a energia da superação”, encerrando-se com coquetel de confraternização.

Nesta terça-feira (12), a Mercoagro inicia com abertura dos pavilhões às 14h. Haverá solenidade de descerramento de fita e, logo em seguida, às 14h30, acontece o Simpósio da Integração Logística do Sul, no Auditório Sebrae, no Pavilhão Amarelo.

Eventos paralelos

A coordenadora da programação paralela da Mercoagro 2023, Taisa Bonassi Brassanini, salienta que, além da exposição-feira, os eventos paralelos contribuem para o sucesso da Mercoagro. Uma extensa e avançada programação científica constitui-se em oportunidade de obtenção e difusão de conhecimentos, transformando-se em um diferencial no aprimoramento de profissionais dos mais diversos setores da indústria da carne.

Entre os eventos está o Simpósio da Integração Logística do Sul, nesta terça-feira (12), e o Seminário Internacional de Industrialização da Carne, na quinta e sexta-feira (14 e 15), das 9 horas às 12h30, no Salão Nobre da Unochapecó, no complexo Mercoagro. Outros eventos paralelos são a Mercoshow, o Talk com Especialista, o Painel da Inovação, o Hackathon, a Sessão de Negócios, entre outros.
Todos os eventos são gratuitos. O detalhamento de horários, dias, locais e inscrições está no site www.mercoagro.com.br.

A Mercoagro 2023 tem parceria da Prefeitura de Chapecó e patrocínio da Aurora Coop, da Unimed Chapecó, do BRDE e do Sicredi. A comercialização é da Enterprise Feiras e Eventos. A feira tem apoio institucional do Nucleovet, Abrafrigo, Facisc, Unoesc, Embrapa Suínos e Aves Asvag, Ovos-RS, Chapecó Convention & Visitors Bureau, ABPA, Sihrbasc, Fiesc, Senai, Sesi, Unochapecó, Pollen Parque, Sebrae, Safetrading e Sicoob MaxiCrédito.

Fonte: Assessoria

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Reforma tributária passa a taxar insumos do agro e pressiona custos no campo

Tributação de até 10% sobre fertilizantes, sementes e defensivos preocupa setor produtivo.

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Desde 1º de abril, insumos essenciais à produção agropecuária, como fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas, deixaram de contar com a isenção dos impostos Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A mudança faz parte da reforma tributária, em vigor desde o início do ano. Diante do início da tributação, o Sistema Faep pede que o governo federal prorrogue o prazo para cobrança.

“O momento de iniciar a cobrança é totalmente descabido. Há diversos fatores geopolíticos que estão influenciando negativamente o fornecimento dos insumos, gerando transtornos no meio rural e alta dos custos ao produtor rural. Por isso, é necessária a revisão dessa medida e a prorrogação do prazo para a tributação”, diz o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Com o fim da isenção, esses insumos passaram a ser tributados em 0,925%, podendo chegar a até 10%, dependendo do regime tributário adotado pelo produtor. Na prática, a medida encarece diretamente o custo de produção, especialmente em culturas intensivas em tecnologia, como soja, milho e algodão.

Esse aumento do imposto sobre fertilizantes ocorre em um momento em que Rússia e China, maiores fornecedores do produto no mundo, estão restringindo as exportações. O Brasil é diretamente impactado por esse cenário global. Atualmente, 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que torna o setor vulnerável a oscilações de preços e restrições de oferta causadas por fatores geopolíticos, como conflitos internacionais.

Meneguette atenta para o fato de que, do ponto de vista econômico, tributar insumos estratégicos equivale a tributar a produção antes mesmo do plantio. Além disso, o resultado é um aumento do custo marginal da produção agrícola, que tende a se propagar ao longo de toda a cadeia, resultando em inflação e alta dos alimentos a população.

“É fundamental a suspensão temporária ou a prorrogação da cobrança de PIS e Cofins sobre fertilizantes e insumos estratégicos, enquanto persistirem condições adversas no mercado internacional. Isso é uma decisão estratégica para o setor continuar produzindo com qualidade e eficiência”, complementa o presidente do Sistema Faep.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Copel cria canal exclusivo para produtor rural após articulação do Sistema Faep

Agricultores e pecuaristas relatam atendimento mais ágil, que permite reduzir impactos das quedas de energia e prejuízos no campo.

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Desde 6 de abril, os produtores rurais do Paraná têm um canal exclusivo de comunicação com aCopel. O Copel Agro faz parte de um plano de ações da empresa voltado à redução dessas ocorrências no campo. A iniciativa atende a reivindicação do Sistema Faep, diante dos recorrentes episódios de queda de energia em áreas rurais do Paraná e dos prejuízos milionários dentro da porteira.

A expectativa é que, com o Copel Agro, as respostas aos produtores rurais sejam rápidas com atendimento das demandas com mais eficiência. O canal conta com 30 especialistas disponíveis 24 horas por dia para atender os agricultores. O contato pode ser feito pelo telefone 0800 643 76 76 ou pelo WhatsApp (41) 3013-8970. O atendimento é exclusivo para produtores rurais, especialmente aqueles que atuam com proteína animal, como frango, suíno, leite e peixe.

“Nos últimos meses, as quedas de energia causaram prejuízos enormes aos nossos produtores rurais. Diante dos relatos constantes desses problemas, o Sistema Faep buscou a Copel para a construção de um plano com ações que ajudem o agricultor e pecuarista no momento de queda de energia. Esse canal faz parte desse trabalho, com perspectiva de facilitar e dar agilidade no contato, principalmente na hora de notificar problemas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa é uma conquista importante para os nossos produtores rurais, pois a energia é um insumo fundamental nas atividades dentro da porteira. Vamos continuar acompanhando o cenário, para garantir mais investimentos no meio rural”, complementa.

Max Alberto Cancian, produtor de tilápias de Marechal Cândido Rondon

Max Cancian aprovou o novo canal de comunicação da Copel, com resultados rápidos e atendimento humanizado

Apesar de estar disponível há poucos dias, o serviço já tem registrado resultados positivos. O produtor de tilápias Max Alberto Cancian, de Marechal Cândido Rondon, na região Oeste do Paraná, utilizou o novo canal e aprovou a iniciativa, principalmente o atendimento humanizado. “Um profissional entende melhor o que estamos passando. Conseguimos explicar a gravidade da situação. Na minha experiência, a resposta foi rápida”, conta.

Cancian relata que as quedas de energia ocorrem de duas a três vezes por semana na região, gerando prejuízos. “Já tive muitos equipamentos queimados por causa da oscilação. Esse tipo de perda até é ressarcido pela Copel, mas o gasto com diesel para manter o gerador ligado é alto e não é reembolsado, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”, afirma. “Esse novo canal é uma ferramenta importante, mas o ideal é melhorar o serviço para que o produtor não precise acioná-la”, completa.

Rosimeri Draghetti, piscicultora de Santa Helena

Depois de acumular prejuízos, Rosimeri Draghetti identificou melhoras no atendimento da Copel com o novo canal

A piscicultora Rosimeri Draghetti, de Santa Helena, também percebeu melhora no atendimento. Antes de adquirir um gerador, ela acumulou prejuízos com a mortalidade de peixes causada pela falta de energia. “A comunicação antes era muito ruim. Na propriedade não temos sinal de telefone, só internet, e o atendimento pelo WhatsApp demorava bastante. Já ficamos até três dias sem energia. Agora, ao entrar em contato, fui direcionada para esse canal específico do produtor rural”, afirma.

Rosimeri lembra que as longas interrupções sempre geraram preocupação, mesmo com o uso de gerador. “A última queda foi às 22h30 e a energia só voltou às 7h43 do dia seguinte. Desta vez, voltou em duas horas. Isso é importante, pois o gerador é para emergência, não para sustentar a produção por mais de 24 horas”, relata.

Mais ações previstas

O plano elaborado pela Copel em parceria com o Sistema Faep e outras entidades do setor produtivo prevê um conjunto de ações voltadas à melhoria do atendimento e do fornecimento de energia no meio rural. Desde o início do ano, Sistema Faep, Ocepar e Fiep realizam reuniões semanais com a Copel para estruturar um plano alinhado às demandas.

De acordo com Luiz Eliezer, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece limite médio de oito horas sem energia por ano no Paraná. No entanto, nas propriedades rurais, esse número pode chegar a 40 horas anuais.

“As principais reclamações dos sindicatos rurais envolvem quedas de energia, oscilações e demora no religamento. Levamos essas demandas para as reuniões para que o plano atenda, de fato, às necessidades do produtor. A energia é um insumo essencial ao agricultor, que representa cerca de 25% dos custos de produção”, destaca Eliezer.

As ações previstas serão implementadas a curto, médio e longo prazos e foram estruturadas com base em temas considerados prioritários: poda de vegetação, financiamento, reforço de equipe, comunicação, cadastro, capacitação técnica, tecnologia, geração distribuída, investimentos em subestações e cronograma.

Outro avanço envolve um projeto de lei que retira dos produtores rurais a responsabilidade pelo manejo da vegetação próxima às redes de energia elétrica. O projeto de Lei 189/2026, de autoria dos deputados estaduais Hussein Bakri, Alexandre Curi, Fábio Oliveira, Moacyr Fadel e Evandro Araújo, altera a Lei Estadual 20.081/2019 e estabelece que a poda, manejo e supressão de árvores, em um raio de até 15 metros das redes de distribuição passem a ser responsabilidade das concessionárias. O projeto já está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e deve ser aprovado ainda neste mês.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Moatrigo 2026 debate efeitos das canetas emagrecedoras no mercado de alimentos

Engenheira de alimentos Cristina Leonhardt analisa como a difusão da semaglutida altera padrões de consumo, reduz ingestão de ultraprocessados e pressiona reformulações no setor de alimentos.

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Foto: Divulgação/Freepik

A popularização dos medicamentos agonistas de GLP 1, impulsionada pela recente expiração da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, pode transformar o setor alimentício no Brasil, tanto nos padrões de consumo quanto nas estratégias das empresas. O tema integra a programação do Moatrigo 2026, que será realizado na segunda-feira (13), em Curitiba (PR), promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo PR), reunindo lideranças e representantes da cadeia moageira do trigo.

Foto: Divulgação/Freepik

A palestra “O impacto dos medicamentos GLP 1 nos negócios de alimentos brasileiros” será conduzida por Cristina Leonhardt, engenheira de alimentos com mais de 20 anos de experiência em inovação. Cristina apresentará uma leitura técnica e atualizada sobre como esses medicamentos, originalmente indicados para diabetes, mas amplamente usados para emagrecimento, estão mexendo com padrões de consumo e desafiando empresas de alimentos no país.

Mudanças de consumo já aparecem nos dados
Estudos indicam redução consistente na ingestão entre usuários dos GLP 1 e uma alteração clara nas escolhas alimentares. As tendências mostram queda na procura por processados, maior interesse por alimentos frescos e ácidos e impacto direto em categorias como snacks salgados, uma das mais sensíveis ao novo padrão.

Segundo Cristina, parte dessas mudanças permanece mesmo após o fim do tratamento, o que sinaliza efeitos estruturais para o setor, e

Foto: Divulgação/Freepik

não apenas um ajuste momentâneo.

A palestra também discutirá como empresas de alimentos já começam a reagir ao movimento, com desenvolvimento de produtos mais alinhados a esse novo perfil de consumo, incluindo itens ricos em fibras e proteínas. A especialista apresentará ainda caminhos estratégicos e éticos para que as fabricantes brasileiras se adaptem a diferentes cenários futuros.

Fonte: Assessoria Sinditrigo PR
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