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Mercoagro celebra 30 anos em 2026
14ª edição consolida evento como a terceira maior feira do mundo no setor.

O que pode acontecer em 30 anos? Em Chapecó (SC), esse período foi transformador. Mais de 100 mil novos habitantes chegaram ao município, empresas nasceram, universidades se estruturaram, a Chapecoense entrou para elite do futebol. No centro dos negócios, nas três últimas décadas, a Mercoagro – Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne marcou seu espaço, superou expectativas e agora se consolida como a maior da América Latina e a terceira maior do mundo no setor.
Se há um nome que todos já ouviram na história da Mercoagro é o de Maria Antônia Siqueira Ferreira. Com sorriso fácil e presença firme, a coordenadora de comercialização da feira inspira credibilidade. Uma mulher valente, que sempre acreditou no potencial do evento, da Associação Comercial, Industrial, Agronegócio e Serviços de Chapecó (ACIC) e dos bons negócios.
Há sempre uma fila de amigos, expositores e clientes prontos para conversar com ela no estande da Mercoagro. “É uma emoção enorme lembrar que iniciamos tudo isso em 1996. Logo na segunda edição, em 1998, percebemos a participação das multinacionais e compreendemos o tamanho que a feira poderia ter”, destaca Maria Antônia.

Coordenadora de comercialização da Mercoagro, Maria Antônia Siqueira Ferreira: “As empresas precisam estar onde as coisas acontecem, onde estão as grandes cooperativas, perto dos seus clientes” – Foto: Divulgação
A coordenadora salienta que houve um período de transição, quando os sócios deixaram a operação da feira e venderam a empresa. Em 2015, a Mercoagro era atendida por outra empresa, que convidou o grupo a retornar. “Em 2016 não tivemos nenhuma multinacional expondo, porque precisamos recomeçar do zero. Mesmo assim, a feira foi linda. Não ocupamos os três pavilhões, mas trouxemos até empresas da Rússia. Já que elas não vinham até nós, fomos buscá-las”, relembra.
Maria Antônia recorda as lições deixados pelos desafios do passado e fala com entusiasmo sobre o futuro da Mercoagro. “Para a próxima edição, em 2028, posso te contar? Praticamente tudo já está renovado. Não é apenas um contrato, são vários. Os clientes querem renovar, pois entregamos negócios no lugar certo. E vale lembrar que nenhuma empresa é obrigada a participar. Elas vêm porque enxergam valor”, salienta.
Ela frisa o crescimento e a hospitalidade de Chapecó para a feira. “Hoje temos estrutura: hotéis, aeroporto, uma cidade que sempre recebeu bem desde a primeira edição. Em 1996, tínhamos apenas três hotéis. Um deles, inclusive, ampliou alugando o prédio ao lado para funcionar como hotel durante a feira. As casas das famílias também recebiam visitantes naquela época. Sempre foi uma visitação incrível. E agora, com mais de 42 hotéis e uma cidade com quase 300 mil habitantes, a estrutura é outra”, exalta.
Na condição de grande conhecedora da Mercoagro, Maria Antônia pontua: “As empresas precisam estar onde as coisas acontecem, onde estão as grandes cooperativas, perto dos seus clientes”.
Em casa
Com uma gravata de frangos, Gerson Maffi, um dos participantes da feira, veste o agronegócio no peito e tem a alegria de dizer que está na Mercoagro desde a primeira edição. “O que está acontecendo com a feira é algo indescritível. A quantidade e, principalmente, a qualidade dos expositores nos deixam impressionados. Participamos de outras feiras internacionais, conhecemos bem esse cenário, mas a Mercoagro, nesta edição, está se superando, tanto pela qualidade quanto pela quantidade de visitantes. O volume de negócios, eu acredito, que também será muito grande. De todas as edições em que participamos, esta é, sem dúvida, a que nos traz mais alegria, mais surpresa e mais vontade de continuar”, afirma.
“Nós acreditamos na primeira edição da Mercoagro. Ela veio através da Maria Antônia, que eu costumo dizer que é nossa grande mentora”, ressalta com animação a executiva Patrícia Santos, destacando que a Mercoagro se consolidou como um espaço de negócios para o segmento de refrigeração, com público altamente direcionado, enaltecendo que a feira reduz o tempo gasto em abordagens e favorece negociações objetivas. “Não se perde tempo no estande. A gente já chega com a certeza de que os negócios vão acontecer e eles acontecem”, relata.

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Agricultura familiar recebe novo impulso com programas e financiamentos
Mais de 800 mil operações de crédito e R$ 37 bilhões já foram contratados no Plano Safra 2026.

O governo federal realizou na terça-feira (24) a abertura da 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS), em Brasília (DF), com foco na agricultura familiar, reforma agrária e fortalecimento de territórios quilombolas. Durante o evento, foram anunciadas novas ações e apresentados resultados de programas já em andamento.
Entre as iniciativas destacadas estão:
- Desenrola Rural: renegociação de dívidas de 507 mil agricultores, totalizando R$ 23 bilhões.
- Plano Safra 2026: já contratou R$ 37 bilhões em um milhão de operações, com meta de dois milhões até o fim do ano.
- Floresta Produtiva: R$ 557 milhões destinados à recuperação de terras degradadas.
- Coopera Mais Brasil: R$ 40 milhões aplicados no fortalecimento de 530 organizações da agricultura familiar.
O evento também anunciou recursos para aquisição de terras na reforma agrária e a titularização de terras para comunidades quilombolas. Desde 2023, foram entregues 32 títulos e 60 decretos quilombolas, beneficiando 10,1 mil famílias em 271 mil hectares.
Outros programas citados incluem:
- Proagro: R$ 2,9 bilhões em seguros contra perdas por fenômenos naturais, pragas e doenças.
- Mais Alimentos: 861 mil operações de financiamento de máquinas e equipamentos, totalizando R$ 33 bilhões, superando 95% do volume registrado entre 2019 e 2021.
- Mais Reforma Agrária: inclusão de 234 mil famílias no Plano Nacional de Reforma Agrária desde 2023, com R$ 2,5 bilhões destinados à compra de terras em 2026.
O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, ressaltou os avanços dos projetos e o trabalho de servidores do setor, além de destacar os principais desafios: garantir soberania alimentar e incentivar a transição da agricultura baseada em insumos químicos para a agroecologia, promovendo produção mais sustentável de frutas, legumes e verduras.
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Caminhoneiros passam a ter piso mínimo do frete reforçado
Medida Provisória amplia fiscalização, obriga uso do CIOT e prevê multas de até R$ 10 milhões para empresas infratoras.

O governo federal editou uma Medida Provisória que reforça o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas, ampliando a proteção aos caminhoneiros. A iniciativa define um preço mínimo obrigatório para o transporte de cargas no país, visando equilibrar a relação entre autônomos e grandes empresas contratantes.
Segundo o ministro dos Transportes, a medida garante que caminhoneiros recebam valores justos pelo serviço prestado, evitando que grandes empresas reduzam os fretes apenas para aumentar a margem de lucro. Ele ressaltou que, assim como o salário mínimo protege trabalhadores, o piso mínimo do frete protege os caminhoneiros e evita o sucateamento da frota.
Fiscalização e penalidades

Foto: Márcio Ferreira/MT
A Medida Provisória traz regras mais rigorosas para fiscalização e penalidades. Empresas transportadoras que descumprirem a tabela de fretes podem ter o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) suspenso ou cancelado por até dois anos. Transportadores autônomos não serão afetados por essas sanções.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicará resoluções que determinam o uso obrigatório do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e definem multas escalonadas, que variam de 5 a 30 dias em casos de descumprimento, podendo chegar à suspensão definitiva e cancelamento do registro em casos de reincidência.
As multas para contratantes que não pagarem o frete mínimo podem variar de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões, e a responsabilização pode atingir sócios e integrantes de grupos econômicos. Segundo o ministro, a fiscalização será eletrônica, integrada a dados fiscais e inteligência artificial, garantindo que nenhuma empresa consiga burlar as regras.
Diálogo com caminhoneiros
O governo mantém diálogo constante com representantes da categoria. Algumas reivindicações já foram atendidas, e reuniões estão previstas para discutir outros pontos, como a parada obrigatória de descanso. O objetivo é conciliar a segurança e o descanso dos caminhoneiros com a logística do transporte, permitindo que eles planejem melhor as viagens sem prejuízo financeiro ou pessoal.
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Crédito de R$ 15 bilhões é liberado para apoiar exportações brasileiras em meio à crise internacional
Linhas do Plano Brasil Soberano miram empresas afetadas por tensões geopolíticas e tarifas externas.





