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Mercoagro 2016 encerra em Chapecó com mais de US$ 160 milhões em negócios

O número de visitantes-compradores chegou a 20.000

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Com um montante de negócios fechados, agendados ou prospectados da ordem de 160 milhões de dólares, encerrou na sexta-feira (16) em Chapecó a décima-primeira edição da Mercoagro (Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne). O número de visitantes-compradores chegou a 20.000. Classificada como a maior do setor na América Latina, a feira foi organizada pela Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) no Parque de Exposições Tancredo Neves, na maior cidade do grande oeste catarinense.

“Foi a melhor edição de toda a série histórica”, proclamou o presidente da feira Bento Zanoni. Para ele, as empresas de processamento da carne sabem que a feira tornou-se o grande ponto de encontro do setor para troca de experiências e gestão, abertura de mercado, lançamento de novos produtos, apresentação dos avanços em robotização e automação industrial, além da transmissão de conhecimentos com seminários científicos. “É um evento essencial na preparação de pessoas para compreender e atender os novos desafios, conquistar novos mercados e manter os atuais”, expôs.

“A confiança está voltando lentamente ao mercado e, novamente, o agronegócio e a agroindústria vão puxar a retomada do crescimento”, assinalou o presidente da ACIC Josias Mascarello. Destacou que em um ano em que a crise econômica assola vastas áreas da atividade, a Mercoagro apresenta-se com vitalidade ímpar. “Não apenas porque todos os espaços se esgotaram, mas, essencialmente, porque esse evento traduz a ação, o dinamismo e o arrojo de uma das maiores e mais complexas cadeias produtivas da economia brasileira, com a presença dos principais atores do mercado”, realçou.

Para o coordenador operacional Nadir Cervelin, “a feira confirmou sua vocação como celeiro de bons negócios do setor”.

Como reflexo dos resultados positivos, 80% dos expositores renovaram pedido para expor na 12ª edição, em setembro de 2018, de acordo com levantamento da Enterprise, empresa contratada para comercializar os espaços aos expositores.

A feira reuniu 200 expositores que representaram 650 marcas e recebeu visitantes da Alemanha, Argentina, Áustria, Austrália, Bolívia, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Rússia, Canadá e China.

Durante a Mercoagro, empresas fornecedoras dos mais diversos setores da indústria mundial da carne apresentaram suas inovações, entre eles refrigeração, automação industrial, ingredientes e aditivos, embalagens, transporte e armazenagem, equipamentos e acessórios. Também participaram da exposição fabricantes de máquinas, equipamentos, implementos, insumos e instalações para todas as etapas do processo industrial, desde o abate até o embalamento, congelamento, higiene, segurança e análise de processos.

A Mercoagro está localizada no centro de uma região com mais de 600 pequenas, médias e grandes indústrias frigoríficas de abate e processamento de aves, suínos e bovinos. Nessa área frutifica uma malha de indústrias de bens de produção que oferecem 100% das máquinas e equipamentos necessários para construção e instalação de unidades frigoríficas. Chapecó é um dos principais polos tecnológicos de industrialização de carnes do planeta, situada em uma região com grande concentração de frigoríficos.

Programação Científica

Uma extensa programação paralela de eventos técnicos e científicos apresentou novidades e tendências do mercado mundial de carnes. Fizeram parte da programação  o 11º Seminário Internacional de Industrialização da Carne, o Salão de Inovação, a Clínica Tecnológica e o Laboratório Experimental, coordenados pelo Senai, o Painel de Oportunidades e a Sessão de Negócios, organizados pelo Sebrae/SC.

A novidade deste ano foi a Mercoshow (palestras técnicas, comerciais e conhecimentos inovadores para visitantes) e a integração com o  projeto “Encadeamento Produtivo Aurora Alimentos – Sebrae/SC: suínos, aves e leite”. 

A feira contou com o apoio institucional do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), do Centro de Tecnologia de Carnes do ITAL, da Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidores de Carne do Estado de Mato Grosso do Sul (Assocarnes), Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV/SIPARGS), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Comerc Energia, Núcleo Oeste de Médicos Veterinários (Nucleovet), entre outras instituições.

Fonte: Assessoria

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Clima e retração de compradores travam mercado e interrompem queda do milho no Brasil

Mesmo com avanço da colheita da segunda safra, preocupação com baixas temperaturas e postura cautelosa da demanda reduzem ritmo de negócios e freiam recuo das cotações em parte das praças acompanhadas pelo Cepea.

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Foto: Shutterstock

O movimento de queda nas cotações do milho, que vinha sendo pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra, perdeu força e foi parcialmente interrompido em diferentes praças acompanhadas pelo Cepea.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado passou a operar sob influência de dois fatores simultâneos: de um lado, o progresso da colheita ampliando a oferta; de outro, o clima mais frio em algumas regiões do país, que acendeu um sinal de alerta entre produtores quanto a possíveis impactos sobre o desenvolvimento das lavouras ainda em campo.

Apesar disso, o ritmo de negócios segue limitado pela postura cautelosa dos compradores. Muitos agentes relatam estar abastecidos no curto e médio prazos, o que reduz a necessidade imediata de novas aquisições e mantém a liquidez baixa no mercado físico.

Esse desequilíbrio entre oferta crescente e demanda enfraquecida ajuda a explicar a perda de fôlego na tendência de baixa, resultando em estabilidade ou leves oscilações de preços em parte das regiões monitoradas.

Fonte: O Presente Rural
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Brasil vê disputa tarifária com os EUA influenciada pelo cenário eleitoral de 2026

Negociadores tentam evitar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, mas avaliam que o impasse vai além da relação comercial e ganhou dimensão política.

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Foto: Claudio Neves

As negociações entre Brasil e Estados Unidos para evitar a aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros ganharam um componente político na avaliação do governo brasileiro. Integrantes da equipe que conduz as tratativas consideram que a discussão deixou de ser exclusivamente comercial e passou a ser influenciada pelo cenário eleitoral brasileiro de 2026.

Foto: Claudio Neves

O governo brasileiro tenta convencer Washington de que um acordo bilateral é mais vantajoso para os dois países do que a adoção das novas tarifas, recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

Na última semana, o Ministério das Relações Exteriores afirmou, em publicação nas redes sociais, que o tarifaço “tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na Justiça brasileira”. Segundo o Itamaraty, o Brasil continua utilizando os canais diplomáticos para demonstrar que suas políticas comerciais não prejudicam as relações econômicas com os Estados Unidos.

As negociações seguem até 15 de julho, prazo previsto para que o governo norte-americano decida se manterá ou não as tarifas. Até lá, representantes dos dois países têm uma agenda de reuniões na tentativa de chegar a um entendimento.

Apesar de considerar um acordo possível, integrantes do governo reconhecem que a negociação é complexa. A avaliação em Brasília é que a proximidade da eleição presidencial brasileira pode dificultar uma solução rápida, já que um entendimento poderia ser interpretado como um gesto favorável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esse diagnóstico se apoia também na estratégia internacional adotada pelo presidente Donald Trump. A nova política de segurança nacional dos Estados Unidos, divulgada em dezembro de 2025,

Foto: Claudio Neves

estabelece como prioridade ampliar a influência de Washington na América Latina e reduzir o espaço de atuação de potências extrarregionais, como a China.

Na mesma direção, Trump compartilhou nesta semana um artigo que classifica a eleição presidencial brasileira de 2026 como um dos principais testes da política externa norte-americana na América Latina. O texto, reproduzido pelo presidente americano, afirma que uma derrota de Lula atenderia aos interesses estratégicos da Casa Branca.

No debate político interno, o vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirmou manter interlocução com autoridades americanas sobre o tema. “Na realidade, são maus brasileiros que trabalharam contra o Brasil e agora estão tentando

Foto: Claudio Neves

remediar o que foi feito”, disse Alckmin após participar de um evento sobre o acordo Mercosul-União Europeia, em São Paulo.

Como surgiu o impasse

A proposta de impor tarifas adicionais ao Brasil é resultado de uma investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O governo americano alega que o Brasil adota práticas consideradas desleais, incluindo medidas que, segundo Washington, prejudicariam empresas norte-americanas de meios de pagamento.

O governo brasileiro contesta essa avaliação. Sustenta que as acusações não têm fundamento, classifica a decisão como uma tentativa de ingerência em assuntos internos e argumenta que a medida representa uma ação protecionista unilateral.

Brasília também afirma que o argumento comercial não se sustenta. Segundo o governo, a tarifa média aplicada pelo Brasil às importações provenientes dos Estados Unidos é de 2,7%, percentual que, na avaliação brasileira, não justificaria a imposição das sobretaxas propostas por Washington.

Fonte: Agência Brasil
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Brasil abre escritório da Receita na China para destravar comércio com seu maior parceiro

Nova representação em Pequim busca reduzir entraves nas exportações e importações, aproximar as regras aduaneiras e fortalecer o combate a fraudes no comércio bilateral.

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Foto: Divulgação

O governo brasileiro abriu na última sexta-feira (26), em Pequim, a primeira representação permanente da Receita Federal na China, em uma iniciativa voltada a facilitar o comércio com o principal parceiro comercial do Brasil. A nova Adidância Tributária e Aduaneira terá a missão de reduzir entraves burocráticos, estreitar a cooperação entre os dois países e apoiar empresas que atuam no mercado chinês.

Foto: Beto Barata/Agência Brasil

A unidade foi inaugurada pelo ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, durante missão oficial à China. O escritório será o quinto do tipo mantido pelo Brasil no exterior e funcionará vinculado à Receita Federal.

Na prática, a representação atuará como um canal técnico entre as autoridades tributárias e aduaneiras brasileiras e chinesas. O objetivo é dar mais previsibilidade às operações de comércio exterior, acelerar procedimentos de importação e exportação e facilitar a solução de problemas que hoje dificultam os negócios entre os dois países.

A China ocupa, desde 2009, a posição de principal parceiro comercial do Brasil. O intercâmbio entre os dois países supera US$ 150 bilhões por ano, impulsionado principalmente pelas exportações brasileiras de soja, minério de ferro e petróleo.

Segundo o governo, a presença permanente de um auditor-fiscal em Pequim permitirá que empresas brasileiras compreendam melhor as regras locais e enfrentem

Foto: Divulgação/MF

com mais rapidez questões relacionadas a tributos, alfândega e exigências regulatórias.

A atuação da nova unidade também será voltada ao fortalecimento da cooperação entre os órgãos fiscais dos dois países. Estão previstos intercâmbio de informações, integração de processos digitais e troca de especialistas, com foco tanto na facilitação do comércio quanto no combate a práticas ilegais.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a aproximação com as autoridades chinesas deve aumentar a eficiência no enfrentamento à evasão fiscal, ao contrabando e a outras fraudes que afetam o comércio internacional.

Além da agenda voltada ao comércio exterior, a missão brasileira na China também busca atrair investimentos para projetos ligados à transição energética e à inovação. Entre as áreas consideradas prioritárias estão energia limpa, minerais estratégicos, inteligência artificial, produção de baterias e descarbonização industrial. “A presença permanente na China permitirá maior aproximação entre as administrações tributárias e aduaneiras dos dois países, reduzindo entraves burocráticos e fortalecendo o comércio bilateral”, informou o Ministério da Fazenda.

Com a inauguração da unidade em Pequim, o Brasil passa a contar com cinco adidâncias tributárias e aduaneiras no exterior. As demais estão instaladas em Washington, Buenos Aires, Assunção e Montevidéu.

Fonte: O Presente Rural
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