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Mercoagro 2014: Redução do consumo de sal é debatida na abertura do I Workshop do Leite
Estudantes, profissionais e empresários interessados na área de industrialização de leite e derivados participaram do I Workshop do Leite, evento que faz parte da programação técnico-científica, paralela à Mercoagro 2014. Especialistas discutiram as tendências e perspectivas do setor no Brasil e no mundo. O workshop é organizado pelo Senai, com apoio da BTS Informa e da Associação Comercial e industrial de Chapecó (ACIC).
O gerente de Educação do Senai Chapecó, Almeri Dedonatto, frisou que a Fiesc tem desenvolvido ações para aprimorar a competitividade da indústria catarinense. A temática da qualidade do leite está bastante em voga, principalmente na nossa região, onde houve alguns surtos de contaminação. Então, nada mais oportuno do que desenvolver esse evento para aprimorar nossas ações, promover saúde e segurança de quem consome produtos de origem animal, principalmente o leite, disse.
O evento contou com três palestras, sendo a primeira sobre Alternativas tecnológicas para redução do teor de sódio em produtos lácteos, proferida pelo engenheiro de alimentos e mestre em processos biotecnológicos, Alfredo Walter. Segundo ele, o Brasil foi pioneiro em realizar políticas para redução de sódio nos alimentos.
De acordo com o palestrante, comer um pão francês com os níveis atuais de sódio corresponde a 25% da necessidade diária de sódio. Na sequência, estão os embutidos (15%), carnes bovinas (13%) e laticínios (11,8%). A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é o consumo diário de 5 gramas de sódio por pessoa. O pão francês tem 648 mg. Há outros produtos com mais sódio, como as batatas fritas e batatas palhas, que possuem 720 mg de sódio, mas não são tão consumidas com o pão. A estimativa é que comemos mais que o dobro de sal do recomendado. Somente na alimentação domiciliar consumimos, em média, 9,6 g de sal por dia, expõe Walter. Se incluir alimentação em restaurantes e lanches, o consumo total chega a 12 g por pessoa por dia, em média.
Nos últimos 20 anos, o consumo de sal aumentou 50% e, com isso, alguns problemas começaram a surgir, como a hipertensão arterial. Conforme um estudo da OMS, realizado em 2004, as principais causas de morte no mundo são as doenças cardiovasculares, seguido por infecções e parasitas e câncer. No Brasil não é diferente, frisa Walter. De acordo com estudo de IBGE, de 2010, as doenças cardiovasculares são as principais causas de mortes no Brasil, seguidas pelo câncer.
Walter explica que o sal é responsável por 90% da ingestão de sódio. A maior parte do sódio está fora do controle do consumidor: vem de alimentos processados ou de alimentos considerados pouco salgados. Nossa percepção sobre os alimentos pouco salgados é que não têm presença de sódio, o que não é verdade, acrescenta o palestrante.
Com base nisso foi elabora a estratégia nacional para redução do consumo de sódio. Foi firmado acordo com indústrias e associações para reformulação de alimentos processados. O primeiro trabalho realizado foi em relação aos pães, caldos e temperos e laticínios. Vários testes estão sendo realizados para redução do sal. Um exemplo é o queijo mussarela, que já teve uma etapa de redução de sal, sendo que até o fim deste ano deve ser realizada outra etapa.
A intenção é que o sabor não seja modificado e que a alteração nos ingredientes não seja percebida pelos consumidores. Segundo Walter, para que isso aconteça existem várias alternativas. Para produtos lácteos, pode-se substituir ingredientes, como o fosfato de sódio por fosfato de potássio, explica. Blends de fosfatos de sódio são muitos usados em cremes de queijo, leite, bebidas UHT, queijos processados, bebidas a base de soro, entre outros, e é possível substituir por blends de fosfato de potássio. Outra alternativa é a simples e pura substituição do sal por algum outro ingrediente, como a salona. Se provar esse produto puro é bem ruim, mas quando combinado se consegue ter resultados que são aceitáveis e satisfatórios, ou seja, o consumidor não percebe diferença no sabor, finaliza o palestrante.
Fonte: MB

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo
Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.
Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.
A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.
Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.
O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”
Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.
Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.
O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.
A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare
Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.
Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.
Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.
A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri
O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.
Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.
Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira
Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.
A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.
Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.
