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Mercados institucionais ampliam a renda de agricultores familiares

Tema foi debatido em seminário realizado pela Emater-MG, na última terça-feira (11), em Belo Horizonte.

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Foto: Alexandre Soares

Os mercados institucionais, que são aqueles que envolvem políticas públicas e programas governamentais, são uma grande oportunidade para o fortalecimento da agricultura familiar e o combate ao êxodo rural. Essas são algumas conclusões do Seminário de Mercados Institucionais, que aconteceu na última terça-feira (11), na sede da Emater-MG, em Belo Horizonte.

“Programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) ou o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) aumentam a renda dos agricultores familiares, ampliam a diversidade de produção de alimentos e melhoram a renda dos municípios com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)”, salientou o diretor Técnico da Emater-MG, Gelson Soares, na abertura do evento.

Vencer na vida

Foto: Tomaz Silva

O primeiro painel do dia foi justamente sobre “A importância dos Mercados Institucionais no fortalecimento da Agricultura Familiar”. O superintendente federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Antônio Augusto Veríssimo, introduziu o tema falando dos problemas gerados pelo forte êxodo rural no Brasil nas últimas décadas. “A crise estrutural urbana, hoje, no Brasil é fruto do êxodo rural, que acabou gerando falta de emprego, especulação imobiliária, entre outros desafios dos centros urbanos. Precisamos fazer um movimento contra, superar visões antiguadas e mostrar ao jovem que o campo pode ser o novo vencer na vida! E os mercados institucionais são um instrumento de geração de renda e oportunidades no meio rural”, destacou.

A coordenadora Geral do Departamento de Aquisição de Alimentos Saudáveis do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDS), Elisângela Sanches, foi a responsável pelo segundo painel “A importância dos Mercados Institucionais na promoção da SANS – Programa Brasil sem Fome”. “Em geral, quando temos os órgãos de assistência técnica, como a Emater-MG, executam as compras públicas nos estados os resultados costumam ser melhores. Eles ajudam não só no apoio aos agricultores como também a vencer os problemas ligados a burocracia”, contou.

Alimentação saudável

Foto: Fernando Gregio

Na parte da tarde, foi tratado do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Por meio do PAA, o Governo Federal compra alimentos produzidos pela agricultura familiar e doa esses alimentos para organizações das redes socioassistencial, públicas e filantrópicas que atendem pessoas vulnerabilizadas e sem acesso à comida de forma regular e adequada. “De 2016 a 2023, foram entregues 12,2 mil toneladas de alimentos para 639 entidades beneficentes. Além disso, 5.490 agricultores familiares foram contemplados e 169 municípios”, afirmou o subsecretário de Política e Economia Aplicada da Secretaria de Estadual de Agricultura, Gilson de Assis.

Já o Programa de Nacional de Alimentação de Escola (PNAE), também discutido no seminário, estabelece que 30% dos valores repassados a estados e municípios devem ser utilizados na compra de produtos da agricultura familiar. “Em 2024, pela primeira vez na história, Minas Gerais conseguiu bater o índice, chegando a comprar 32,5% de produtos da agricultura familiar para a merenda. Esse feito se deve a parceria da Emater-MG com a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais que, de 2021 a 2024, já beneficiou mais de 1,7 milhão de alunos e 22 mil agricultores familiares, em 816 municípios mineiros”, destacou Gelson.

O Seminário de Mercados Institucionais está disponível, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Seapa MG

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Notícias

Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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