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Mercado testa novo cenário para o boi a partir de agosto
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, demanda mais fraca no curto prazo pode ampliar a volatilidade, embora os fundamentos permaneçam favoráveis no longo prazo.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o mercado do boi pode passar por um período de maior volatilidade e ajustes na demanda caso as compras da China sejam interrompidas a partir de agosto, com o encerramento da cota de importação previsto entre o fim de julho e o início daquele mês.

Crédito: Divulgação/Rede ILPF
A consultoria destaca que a incerteza sobre a capacidade de adaptação do mercado sem seu principal destino das exportações já se reflete nos contratos futuros, que apresentam desconto de R$ 10 por arroba entre os vencimentos de junho e julho.
Mesmo com a chegada do período seco, quando normalmente há menor oferta de animais de pasto, a expectativa é de que a oferta não apresente redução significativa. Isso porque as margens da engorda intensiva devem permanecer favoráveis para os produtores que realizaram operações de hedge, garantindo preços antecipadamente.
Por outro lado, a demanda tende a ficar mais enfraquecida ao longo do terceiro trimestre, pelo menos até outubro, quando o fluxo de compras voltado à cota de importação de 2027 poderá ser retomado.

Foto: Divulgação
Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, esse cenário aumenta a incerteza sobre os preços do boi no curto prazo. No entanto, após esse período, o mercado deve voltar a ser influenciado principalmente pelos fundamentos de oferta e demanda, sustentados pela menor disponibilidade global de carne bovina e pela continuidade da retenção de fêmeas no ciclo pecuário brasileiro.
A consultoria avalia ainda que o maior risco recai sobre produtores que ainda não protegeram os preços dos animais que serão comercializados nos próximos meses. Frigoríficos de menor porte com habilitação para exportação também poderão enfrentar dificuldades para ajustar seus custos diante da redução das receitas durante o período sem compras chinesas.

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Exportações sustentam mercado da carne bovina
Demanda externa absorve maior oferta de animais, enquanto preços do boi voltam a subir no início de junho.

As exportações de carne bovina seguiram dando sustentação ao mercado, mesmo com a queda nos preços do boi gordo registrada em maio. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a arroba teve desvalorização de 3,9% em relação ao mês anterior, com média de R$ 349. Já no início de junho, as cotações voltaram a subir, alcançando R$ 354/@ no dia 11.

Foto: Divulgação/Freepik
Apesar da oferta de gado terminado ter sido um pouco maior do que a registrada no ano anterior, a demanda internacional absorveu a produção ao longo do ano. Em maio, os embarques de carne bovina in natura totalizaram 262 mil toneladas, volume 20% superior ao registrado no mesmo mês de 2025 e 16% acima do desempenho anual.
Segundo dados do IBGE, os abates de bovinos cresceram 3,3% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, a menor participação de fêmeas no abate e o maior peso médio das carcaças elevaram a produção de carne em 5,1%.
Ainda de acordo com a Consultoria Agro Itaú BBA, o mercado também registrou alta de 2% nos preços do bezerro em maio, enquanto a carcaça casada permaneceu estável no atacado.

No mercado externo, a China manteve a liderança entre os destinos da carne bovina brasileira. Entre janeiro e maio de 2026, os embarques para o país asiático cresceram 24% em relação ao mesmo período de 2025, representando 51% do volume total exportado. Além do aumento nas vendas, o preço médio da tonelada exportada para a China subiu de US$ 5.400, em janeiro, para US$ 6.800, em maio.
Com o boi em dólares 3% mais barato no mês e a carne bovina 4,2% mais valorizada, o spread das exportações passou de 0% em abril para 7% em maio. Além disso, a menor participação de fêmeas nos abates e a valorização do bezerro continuam indicando avanço do processo de reconstrução do rebanho bovino.
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Rompimento de cabo de alta tensão mata 32 bovinos leiteiros em Santa Catarina
Ocorrência foi registrada na manhã de quarta-feira em assentamento no município de Abelardo Luz. Rebanho era principal fonte de renda de uma família rural.
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Boi gordo fecha primeiro semestre em alta no mercado brasileiro
Cepea aponta valorização da arroba impulsionada pela menor oferta de animais e pelo aquecimento das exportações.

O mercado pecuário encerrou o primeiro semestre de 2026 com valorização em todos os segmentos da cadeia, sustentada pela combinação de menor oferta de boi gordo para abate, alta no preço do bezerro, elevada participação de fêmeas nos abates e forte demanda internacional pela carne bovina brasileira, principalmente da China.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário favoreceu a manutenção dos preços ao longo dos seis primeiros meses do ano.

Foto: Luiz Pfeifer
Em junho, o Indicador do Boi Gordo Cepea/ESALQ, referente ao estado de São Paulo, registrou média à vista de R$ 347,59 por arroba. O valor representa alta real de 4,6% em relação à média de janeiro, de R$ 332,14, considerando a correção pelo IGP-DI de maio de 2026.
Ainda conforme o Cepea, a maior cotação da arroba no primeiro semestre foi registrada em abril, quando a média real atingiu R$ 365,93. O resultado foi influenciado pela transição do período de safra para a entressafra.
Os pesquisadores também destacam que, de acordo com a série histórica do Cepea, iniciada em 1997, é comum que os preços da arroba recuem entre janeiro e junho, devido à maior oferta de animais para abate nesse período. Em 2026, no entanto, o comportamento foi diferente, com valorização do indicador ao longo do semestre.




