Suínos
Mercado sustenta preço do suíno mesmo na quaresma
Ainda que muitas tradições tenham perdido sua força, ao longo dos anos, no período da quaresma do calendário litúrgico católico, o preço do suíno vivo comercializado cai em função de uma relativa redução do consumo deste tipo de proteína. Mas este ano os preços pago ao produtor estão se mantendo. Desde o ano passado, o mercado de suínos se mantém equilibrado, sem aumento de oferta nem em peso total, nem em número de cabeças. Também não há excesso de suínos no mercado spot (instantâneo ou rápido) e as indústrias frigoríficas em geral não estão com grandes estoques. Além disso, a reabertura das exportações para a Rússia, que voltou a ser o maior comprador da carne suína brasileira, aqueceu o mercado nas últimas semanas.
Ontem (03), a média do suíno em pé pago ao criador estava na média de R$ 3,35 na região de Cascavel. De acordo com Associação Municipal de Suinocultores de Marechal Cândido Rondon (AMS), na região, o preço estava entre R$ 3,20 e R$ 3,30. Um dia antes (02), o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apresentou relatório da média de preços no Paraná R$ 3,38 para valor a vista, R$ 3,31 como valor mínimo e R$ 3,40 para o valor máximo pago no Estado.
Conforme o presidente da AMS, Sergio Barbian, o preço ainda está em fase de reação, depois de uma queda no início do ano. Contudo, ele avalia que o preço ainda é aquém do necessário para garantir margem de lucro ao produtor, tendo em vista que, segundo ele, o custo de produção na região de Marechal Rondon está em cerca de R$ 3,10. Barbian analisa que, para que o produtor pudesse trabalhar com mais tranquilidade e com possibilidade de investimento, o preço deveria estar, pelo menos, entre R$ 3,40 e R$ 3,50. Para ter lucro, no caso do produtor independente, só trabalhando com quantidade maior de animais. Se há alguns anos 500 cabeças era um bom plantel, hoje tem que ser pelo menos mil para um resultado econômico satisfatório, compara o suinocultor, explicando que diferença de preço e custo de produção está mínima.
O presidente da AMS analisa que, além da influência do preço do milho e farelo de soja, o preço do suíno hoje também é bastante regulado pelas integradoras. Se o preço sobe, elas (as integradoras) colocam mais carcaça no mercado, reclama.
A expectativa agora, expõe Sergio Barbian, é com relação à safrinha de milho. Ele observa que no Sul houve redução de área plantada com milho, o que pode refletir em preço mais alto do grão. E como a ração é praticamente 70% do custo de produção na suinocultura de terminação, poderemos ter aumento de custos, conclui.
Fonte: O Presente Rural

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





