Suínos
Mercado suíno ganha terreno com avanço nos preços das proteínas concorrentes
Esse cenário manteve a pressão sobre as cotações da proteína até o fim do mês. Mesmo assim, o preço médio da carcaça superou o de setembro, sustentado pela forte valorização do produto no início do mês.

O preço médio da carcaça especial suína registrou leve avanço de setembro para outubro, enquanto os valores do frango inteiro congelado e da carcaça casada bovina subiram com força. Nesse contexto, a proteína suinícola ganhou competitividade frente a essas concorrentes.
No mercado doméstico de carne suína, o ritmo de vendas diminuiu na segunda quinzena de outubro, o que é típico para o período, diante do menor poder de compra da população. Esse cenário manteve a pressão sobre as cotações da proteína até o fim do mês. Mesmo assim, o preço médio da carcaça superou o de setembro, sustentado pela forte valorização do produto no início do mês. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína se valorizou 1% na comparação mensal, para R$ 9,85/kg em outubro.
Para a carne de frango, a disponibilidade interna de produtos avícolas controlada e a procura externa aquecida impulsionaram os preços no mercado doméstico. No atacado da Grande São Paulo, o valor do frango inteiro resfriado avançou 3,6% de setembro para outubro, indo a R$ 7,12/kg na média do último mês.
No mercado de carne bovina, com a baixa oferta de animais prontos para o abate e a consequente menor disponibilidade de carne no mercado interno, o valor médio da carcaça casada registrou alta de 7,3% em relação ao de setembro, a R$ 16,79/kg no atacado da Grande São Paulo em outubro. Vale destacar que essa recuperação no preço da carne interrompeu o movimento de queda que vinha sendo registrado desde maio deste ano.
Diante disso, a diferença entre os valores da carcaça especial suína e da carcaça casada bovina se ampliou em 17,6% em relação à verificada em setembro, com a primeira sendo negociada a 6,95 Reais/kg mais barata que a segunda no último mês. O aumento da diferença entre os preços desses produtos evidenciou o crescimento da competitividade da proteína suína frente à bovina.
Já em relação à proteína avícola, o preço da carcaça especial suína no atacado da Grande São Paulo esteve 2,73 Reais/kg acima do valor do frango inteiro, diferença 5,2% inferior à de setembro. Essa redução na diferença entre os preços mostrou um ganho de competitividade da carne suína frente à de frango.

Suínos
Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.
O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.
Resiliência
Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.
A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.
Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.
Suínos
Exportações recordes sustentam mercado do suíno no início de 2026
Em meio à estabilidade das cotações internas, vendas externas de carne suína alcançam volumes e receitas históricas, impulsionadas pela forte demanda internacional.

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira (06), com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025.
No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína. Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período.
De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024, dados da Secex.
Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025.
No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual.
Suínos
Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro
Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.






