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Mercado suíno fecha setembro em alta, em meio à oferta enxuta

Mercado brasileiro de carne suína registrou um quadro de preços firmes ao longo de setembro, tanto para o quilo vivo quanto para os cortes

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de carne suína registrou um quadro de preços firmes ao longo de setembro, tanto para o quilo vivo quanto para os cortes negociados no atacado. “A oferta de animais nos estados esteve enxuta frente à demanda aquecida por parte dos frigoríficos ao longo do mês. Também houve repasses por parte dos produtores aos preços do quilo vivo diante do aumento nos custos de produção”, explica o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia.

A procura pela carne suína no mercado doméstico tende a avançar no curto prazo, com entrada de salários na economia, o que também é uma variável de alta. “O alto preço da carne bovina pode levar parte dos consumidores a optarem pelos cortes suínos”, sinaliza.

Conforme Maia, a disponibilidade de carne suína deve seguir ajustada nas próximas semanas considerando que os animais permanecem sendo abatidos com pesos leves. “Além disso, o fluxo de exportações segue bastante efetivo também”, destaca.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil avançou 4,51% ao longo do mês, de R$ 6,54 para R$ 6,84. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado passou de R$ 11,31 para R$ 12,29, aumento de 8,59%. A carcaça registrou um valor médio de R$ 11,29, ante os R$ 10,50 praticados no começo de setembro, com valorização de 7,50%.

As exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 176,048 milhões em setembro (21 dias úteis), com média diária de US$ 8,383 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 76,053 mil toneladas, com média diária de 3,621 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.314,80.

Na comparação com setembro de 2019, houve avanço de 35,45% no valor médio diário exportado, ganho de 35,80% na quantidade média diária e queda de 0,26% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise mensal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo passou de R$ 150,00 para R$ 153,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 4,55 para R$ 4,75. No interior do estado a cotação aumentou de R$ 7,10 para R$ 7,40.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração subiu de R$ 4,70 para R$ 4,90. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 7,40 para R$ 7,85. No Paraná o quilo vivo passou de R$ 7,20 para R$ 7,60 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo aumentou de R$ 4,80 para R$ 5,00.

No Mato Grosso do Sul a cotação na integração subiu de R$ 4,80 para R$ 5,10, enquanto em Campo Grande o preço passou de R$ 6,50 para R$ 6,80. Em Goiânia, o preço aumentou de R$ 7,50 para R$ 7,90. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno avançou de R$ 7,80 para R$ 8,20. No mercado independente mineiro, o preço teve elevação de R$ 7,90 para R$ 8,30. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo na integração do estado mudou de R$ 4,70 para R$ 4,80. Já em Rondonópolis a cotação passou de R$ 6,70 para R$ 6,80.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Segundo Conab

Monitoramento Agrícola atribui atraso de plantio da safra ao período seco

Anomalias do Índice de Vegetação refletem tanto o atraso na semeadura dos cultivos de verão quanto os impactos nos cultivos de inverno

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Divulgação/AENPr

O início de semeadura da safra 2020/21 está em compasso de espera de chuvas mais abundantes na maioria das regiões produtoras de grãos do país.  A ajuda da natureza até a primeira quinzena deste mês ficou abaixo da média esperada, assim como a umidade de solo ideal para cultivo, sobretudo nas maiores regiões produtoras como Centro-Oeste e Sudeste.

A análise está no Boletim de Monitoramento Agrícola, produzido e publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As anomalias do  Índice de Vegetação, de acordo com a publicação,  refletem tanto o atraso na semeadura dos cultivos de verão quanto os impactos nos cultivos de inverno. Por outro lado, o tempo firme favorece as lavouras na maturação e a colheita do trigo nos três estados da região Sul.

Evolução das lavouras

O estado do Paraná é o que mais adiantou a colheita do trigo, com 79% da área cultivada, cenário que é semelhante ao da safra passada. No Rio Grande do Sul, cujo desenvolvimento do cereal foi favorecido pelo tempo firme, radiação solar e significativas amplitudes térmicas na maturação dos grãos em alguns locais, a colheita atingiu 19% e, em Santa Catarina, 12% das lavouras estão em condições de colheita.

Para a soja, em Mato Grosso, com a semeadura lenta até o final da primeira quinzena, foram registrados atrasos de 14% em relação à safra anterior, em grande parte das localidades produtoras. Em Goiás,  as previsões de chuvas volumosas não se confirmaram e o plantio da oleaginosa ocorreu de forma lenta em grande parte do estado. Já em Mato Grosso do Sul, muitos produtores iniciaram a semeadura, mas permanece a expectativa de previsões climáticas favoráveis. Em Minas Gerais, o plantio está estimado em torno de 15%, e São Paulo sofre também com atraso em relação ao ano anterior.

Quanto à evolução do milho primeira safra, com risco de comprometimento das condições regulares ou ruins das lavouras, devido o baixo volume pluviométrico, melhor situação encontra-se no Paraná, que não sofreu atraso significativo no plantio em relação à safra passada. Minas Gerais estima o plantio em 25%, e em Goiás, a jornada deve ocorrer após o plantio da soja.

Fonte: Conab
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Notícias Safra 2020/2021

Plantio de soja do Paraná quase dobra em 1 semana; clima ainda preocupa, diz Deral

Em igual período da safra 2019/20, o plantio atingia 65% da área

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Paulo Pires/Divulgação

O plantio de soja 2020/21 do Paraná atingiu até segunda-feira (26) 61% da área estimada, avanço de 29 pontos percentuais em relação à semana anterior, reduzindo o atraso frente aos níveis vistos nos últimos anos, mostraram dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) na terça-feira (27).

Em igual período da safra 2019/20, o plantio atingia 65% da área, mesmo nível que era verificado na temporada 2018/19. Nos últimos cinco anos, de acordo com o Deral, o ritmo mais acelerado foi registrado em 2017/18, quando a semeadura alcançava 73% da área nesta data.

Os trabalhos deste ano têm sido afetados por uma seca prolongada no Estado, um dos maiores produtores de grãos do país. Segundo o Deral, algumas chuvas registradas na semana passada ajudaram com a semeadura, mas os agricultores seguem enfrentando dificuldades.

“O produtor paranaense está correndo contra o tempo, tentando plantar o máximo que ele consegue no que lhe é permitido na questão de umidade”, disse à Reuters o analista Marcelo Garrido, do Deral. “Ainda não dá para falar em quebra de safra, em redução de produtividade, mas a gente fica acompanhando bem a situação de como vai ser essa continuidade… justamente porque a tendência é que o clima continue a ser irregular por causa da previsão do La Niña”, acrescentou.

Em relação às condições da soja, o órgão indicou que 83% das lavouras apresentam condição boa, enquanto apenas 1% foi classificada como ruim. O atraso no plantio da oleaginosa impacta também na janela para a segunda safra de milho, principal do cereal no país, cujo plantio tem início logo após a colheita da soja. Segundo Garrido, já é possível dizer que isso “preocupa o produtor, de uma forma geral”.

O Deral informou que divulgará na próxima quinta-feira dados atualizados de área e produção do levantamento de outubro. No mês passado, a safra 2020/21 de soja foi estimada em 20,4 milhões de toneladas, queda de 1% na comparação anual.

Ainda de acordo com o departamento, o plantio da primeira safra de milho atingiu 92% da área projetada, avanço de 6 pontos ante a semana passada e em linha com o registrado em igual período da safra anterior.

Já a colheita do trigo da safra 2019/20 alcançou 90% da área, versus 84% na semana anterior e 87% no ano passado. O Deral avaliou 82% das lavouras em condições boas, e somente 1% em condição ruim.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Preço do milho sobe 28% em outubro e tem novo recorde no Brasil, diz Cepea

No acumulado de outubro, o milho registra alta de 28,05%, segundo o Cepea

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Divulgação

O preço do milho bateu um recorde histórico no Brasil, com a cotação atingindo 81,48 reais por saca de 60 kg na terça-feira (27), o que apagou máxima anterior de 2007, de acordo com indicador referencial do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

No acumulado de outubro, o milho registra alta de 28,05%, segundo o Cepea, que citou em análise recente a retração de vendedores e a elevação dos valores nos portos de exportação diante da boa demanda como fatores para o avanço da cotação, além do aquecido consumo doméstico.

No acumulado de 12 meses, o milho praticamente dobrou de preço, conforme o indicador, que mede negócios do produto posto na região de Campinas (SP). O recorde anterior, considerando a inflação do período, havia sido registrado em 30 de novembro de 2007, ficando alguns centavos abaixo do valor de terça-feira.

Segundo o Cepea, o mercado também está preocupado com os impactos da seca para a safra de verão, que está sendo plantada, e por isso aqueles que têm milho estão segurando as vendas. A alta na cotação tem pressionado produtores de aves e suínos e a indústria de carnes, uma vez que o milho é o principal componente da ração. “Muitos compradores já demostram dificuldades em encontrar novos lotes de milho no spot e também indicam ter margens comprometidas diante do atual preço”, comentou o Cepea.

Diante disso, em meados deste mês, o governo anunciou a suspensão temporária das tarifas de importação de milho e soja para compras de fora do Mercosul. “Contudo, ao avaliarem a viabilidade das importações (fora do Mercosul), demandantes se esbarram nas dificuldades logísticas e no dólar elevado”, disse o Cepea.

Eventuais compras com isenção de tarifa poderiam ser feitas nos Estados Unidos, segundo especialistas. O Brasil tem lidado com preços recordes de diversos produtos agrícolas, incluindo o arroz e a arroba bovina. O dólar forte frente ao real, além da boa demanda pelos produtos, está colaborando para impulsionar as cotações.

Fonte: Reuters
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