Suínos
Mercado suíno fecha novembro com preço em alta e boa demanda
Em relação a outubro, ocorreu uma elevação de 14,9% na receita, ganho de 9,5% no volume e alta de 4,9% no preço
O mercado brasileiro de carne suína encerrou novembro com preços em alta e uma boa demanda, tanto interna quanto externa. O analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, destaca que o desempenho favorável da segunda quinzena do mês contribuiu com o avanço dos preços. “Os frigoríficos relatam que há uma expectativa de resultados ainda melhores em dezembro, mês caracterizado por um consumo aquecido devido às festividades de final de ano”, sinaliza.
Segundo levantamento de SAFRAS & Mercado, a média de preços pagos pelo suíno vivo na Região Centro-Sul chegou a R$ 3,66 no final de novembro, um avanço de 4,41% em relação ao início do mês, de R$ 3,50. Já a média de preços pagos pelos cortes de pernil avançou 2,5%, de R$ 7,27 para R$ 7,45. Já a média da carcaça, na mesma comparação, teve incremento de 2,3%, de R$ 6,21 para R$ 6,35.
Maia informa que as exportações de carne suína "in natura" do Brasil foram positivas e renderam US$ 152,9 milhões em novembro (20 dias úteis), com média diária de US$ 7,6 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 58,3 mil toneladas, com média diária de 2,9 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 2.620,70.
Em relação a outubro, ocorreu uma elevação de 14,9% na receita, ganho de 9,5% no volume e alta de 4,9% no preço. Na comparação com novembro de 2015, houve alta de 25,3% no valor total exportado, ganho de 5,6% na quantidade total e valorização de 18,7% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo no final de novembro foi cotada a R$ 81,00, ante os R$ 76,00 do início do mês. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo subiu de R$ 3,03 para R$ 3,12. No interior a cotação passou de R$ 3,51 para R$ 3,63. Em Santa Catarina o preço do quilo pulou de R$ 3,13 para R$ 3,16 na integração. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 3,45 para R$ 3,53. No Paraná o quilo vivo passou de R$ 3,76 para R$ 3,80 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo subiu de R$ 3,25 para R$ 3,26.
No Mato Grosso do Sul a cotação passou de R$ 3,04 para R$ 3,05 na integração, enquanto em Campo Grande o preço avançou de R$ 3,20 para R$ 3,23. Em Goiânia, o preço avançou de R$ 3,95 para R$ 4,30. No interior de Minas Gerais o quilo subiu de R$ 3,95 para R$ 4,40 e, no mercado independente mineiro, a cotação avançou de R$ 3,73 para R$ 4,10. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis teve acréscimo de R$ 3,18 para R$ 3,40. Já na integração do estado a cotação passou de R$ 3,10 para R$ 3,20.
Fonte: Safras & Mercado

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.






